Bilionário Destemido: Zane

J. S. Scott · Capítulo 21 de 22

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Bilionário Destemido: Zane

Capítulo 20

— Caralho, querida, goze para mim — exigiu Zane. — Jesus, Ellie, eu amo você. Eu amo você demais!

A maravilha do que acontecia com seu corpo e a excitação de ouvir a expressão de amor de Zane enquanto ele se movia dentro dela provavelmente eram a experiência mais satisfatória e sensual que já tivera.

Quando ele segurou sua nuca e puxou-a para baixo para tomar sua boca, Ellie desfrutou do clímax prolongado, sabendo que Zane estava prestes a se derramar dentro dela.

Ele interrompeu o abraço feroz e jogou a cabeça para trás, agarrando o traseiro dela e deixando que o orgasmo feroz o consumisse.

 

Ellie saiu do colo de Zane assim que recuperou o fôlego. — Achei que eu tinha dito a você para não se mexer.

A risada profunda e espontânea de Zane encheu o aposento. — Achou mesmo que isso ia acontecer?

— Sim — respondeu ela, sentindo-se um pouco ingênua. — Você poderia simplesmente ter ficado deitado e aproveitado.

Ele puxou o corpo nu dela contra o seu e colocou o braço em volta de Ellie, deixando que ela apoiasse a cabeça contra seu ombro. — Isso não vai acontecer, querida.

— Por quê?

— Porque desejo você demais para não ser um participante ativo.

Ele não só participara. Ele gostava de estar no controle. Talvez fosse porque ela inicialmente era virgem, mas tinha quase certeza de que era apenas parte da natureza dele. — Você está se sentindo bem? — perguntou ela ansiosa. Fora uma sessão intensa e ele ainda não se recuperara completamente.

— Não, você me destruiu — reclamou ele com bom humor.

Ellie sorriu, sabendo que ele estava bem só pelo tom de voz. — Como se sente sobre o que aconteceu com Sean? — O principal cara do laboratório o traíra. Devia estar magoado.

— Eu queria matá-lo. Mas, quando penso no que tenho, não consigo sentir amargura. Eu queria ter percebido os sinais antes, mas não houve nenhum alerta grande. Na verdade, acho que a coisa toda é meio surreal.

Ellie assentiu contra o ombro dele. — Também acho. Lamento tanto que ele tenha machucado você. — Ela queria dizer tanto física quanto emocionalmente.

— Sinceramente, não dou a mínima mais. Ele apodrecerá na cadeia e nós seremos felizes. Mas precisamos muito conversar sobre você colocando sua vida em perigo.

— Não, não precisamos. Não há nada que eu não faria por você —

respondeu ela depressa. — Fim de conversa.

— Foi uma conversa bem curta — zombou Zane, brincando com um cacho dos cabelos dela.

— Você sabe que teria feito a mesma coisa.

— Isso é verdade — admitiu ele. — Mas Tate e Marcus deviam ter deixado você e Lara fora daquilo tudo.

Ela o encarou com olhar frio. — Por quê? Só porque somos mulheres?

— Claro que não. Só porque não acho que Tate ou eu poderia viver sem as mulheres que amamos. Eu teria morrido se Sean tivesse machucado você, Ell. E sei que Tate sente o mesmo. Não sei como Lara o convenceu a deixá-la ir.

— Acho que eles fizeram um trato. O envolvimento dela seria limitado.

Ela era agente do FBI e sabe como usar uma arma, além de ser fodona.

Acho que ela insistiu e Tate não teve opção entre tornar a situação controlada ou arriscar que Lara fizesse o que queria. Ela queria ajudar. Lara é assim. Ela não podia ficar sentada sabendo que tinha as habilidades para ajudar.

— É, acho que sim — concordou ele relutantemente. — Não é que eu não esteja grato por estar vivo, mas não queria ver nenhuma das pessoas que amo ser ferida por minha causa.

Ellie acariciou o pescoço dele. — A única pessoa ferida foi você. —

Vou sobreviver — brincou ele. — Estou quase curado.

— Espero que esteja planejando dar um pouco de tempo para se recuperar antes de voltar para o laboratório.

— Meu diretor assistente assumiu a posição de Sean. Não pretendo ter pressa para voltar. Eles conseguem se virar sem mim por algum tempo. —

Quer que eu volte para Denver e veja o que posso fazer para ajudar o novo diretor, já que Elena foi embora? — Ellie não queria deixar Zane, mas aquilo seria melhor do que vê-lo se apressar para voltar ao trabalho.

— Claro que não — objetou Zane ferozmente. — Na verdade, estive pensando em demitir você.

— O quê? — Ela ergueu a cabeça para olhar para ele. — Por quê? Eu organizei você, mantive-o no caminho certo. Fiz um trabalho excelente.

— Concordo. — Ele beijou a testa dela de forma gentil. — Mas seu negócio está decolando e quero que vá atrás dos seus sonhos, Ell. Vou ajudar você. E você me ajuda de casa a continuar organizado para que possa desenvolver sua própria empresa. A única coisa que a impede é tempo.

Você fica ocupada demais tendo que ir ao escritório todos os dias. — Zane, ainda preciso de um emprego. Tenho que me sustentar enquanto tento desenvolver um negócio.

— Não, não precisa. — Ele se levantou e pegou a calça jeans, vasculhando o bolso até tirar o que queria.

Ellie o observou curiosa, perguntando-se o que ele estava fazendo.

Ele se virou, voltou para o sofá e ajoelhou-se ao lado dela. — Não foi assim que planejei. Pensei em todas as formas românticas de fazer isso, mas agora parece o momento perfeito, apesar de estarmos nus e suados.

Ele sorriu para ela e Ellie sentiu o coração derreter quando Zane abriu uma caixinha contendo um diamante enorme. Quando ela finalmente percebeu exatamente o que ele estava fazendo, seu coração deu um salto.

— Case comigo, Ellie. Por favor. Nunca serei algo sem você. E

prometo que sempre a amarei e que serei o melhor homem possível para você.

Zane nunca tinha como ser um homem melhor do que já era. As lágrimas começaram a escorrer quando ela olhou para o anel de diamante aninhado no veludo, mais uma criação maravilhosa de Mia Hamilton. Ela tentou falar, mas as palavras não saíram.

— Não diga não — disse Zane depressa quando ela não respondeu. —

Se precisa de tempo para decidir, não tem problema. Mas não diga não.

Ela estendeu a mão e tocou com cuidado no belo anel, passando o dedo pela pedra no centro e pelos diamantes menores que a rodeavam. — É

lindo. Eu quero dizer sim.

— Então diga sim, porra — resmungou Zane, sem tomar cuidado com as palavras porque obviamente estava ansioso.

Ellie abafou os antigos sentimentos de não ser boa o suficiente para um homem como Zane ou de que ele não tinha como amá-la de verdade.

Ele a amava.

E ninguém nunca o amaria nem apreciaria o amor dele como Ellie faria.

Ellie percebeu que a única coisa que a impedia de tornar seus sonhos realidade era ela mesma.

— Sim — respondeu ela com um soluço feliz. — Sim. Sim. Sim.

Ele tirou o anel da caixa e colocou-o no dedo dela. — Você hesitou —

comentou ele com cuidado.

— Velhos fantasmas — confessou ela. — Mas acho que consegui exorcizá-los.

Ele assentiu como se entendesse, e provavelmente entendia. Ela e Zane sentiam as emoções um do outro de vez em quando de uma forma quase inacreditável.

— Não há nada que eu queira mais do que ser sua esposa. — Ellie o puxou para o sofá e beijou-o com todo o amor e a felicidade que sentia naquele momento.

Ele a segurou nos braços até que finalmente precisaram de ar. —

Deixe-me ajudar você a construir seu negócio, Ellie. Meu laboratório é o meu sonho. Quero que você também consiga o seu sonho.

De muitas maneiras, Zane era o verdadeiro sonho dela. Mas ela também queria desesperadamente sua empresa. — Alguns negócios não dão certo — relembrou ela. — Ellie, você terá uma das melhores mentes comerciais em existência para ajudá-la. Incluindo eu. Posso ser um cientista, mas meu laboratório tem um lucro muito alto. E há Marcus, Gabe e Chloe, além de muitos outros amigos que são muito bem-sucedidos em seus negócios para lhe dar qualquer conselho de que precisar.

— Ainda vou tentar organizar sua vida — advertiu ela. — Não tem problema. É um dos seus pontos fortes e preciso disso. Espero que também precise de alguns dos meus pontos fortes.

Ellie sorriu para ele por entre as lágrimas. Não havia qualquer menção do fato de que não importava se o negócio dela desse certo ou não, pois ele era insanamente rico. Ele tinha fé nela e levava a sério o que ela queria para si mesma. — Preciso de você inteiro — sussurrou ela, com a voz trêmula de emoção.

— Você me tem — respondeu ele. — Agora que você disse sim e meu anel está no seu dedo, está oficialmente presa a mim.

Ela assentiu com um sorriso no rosto. — Acho que consigo lidar com isso.

Ele a beijou com tanta ternura e adoração que ela suspirou feliz quando o encontro mágico dos lábios dos dois, que era um ato de amor, finalmente terminou.

Ellie se aconchegou em Zane, com uma sensação de segurança que era totalmente nova para ela, especialmente depois do que passara. Ela estava acostumada a ficar sozinha, a cuidar de si mesma. Até que Zane a resgatara, mostrando a ela como era dar e receber amor de verdade.

As inseguranças e lutas dela estavam no passado. Zane era seu futuro.

Pela primeira vez na vida, Ellie dormiu sem se preocupar com o que o amanhã traria. Agora que ela tinha Zane ao seu lado, Ellie teria a única coisa que sempre quisera. Ela saberia que, não importava o que a aguardava no futuro, sempre seria amada.