Bilionário Destemido: Zane
Capítulo 14
Sexualmente, Ellie estava disposta a tentar praticamente tudo. Na verdade, ela sentia um desejo por ele que o deixava louco. E a mulher era aventureira quando se tratava de tentar novas formas de enlouquecerem um ao outro no quarto. Mas ele se recusava a amarrá-la.
— Zane — sussurrou ela perto do ouvido dele. — Eu confio em você.
Se a ideia o deixa excitado, eu também ficarei excitada. Eu garanto.
— Não — respondeu ele simplesmente, segurando-a firmemente pela cintura e encarando-a com expressão teimosa.
Ela abriu um sorriso sedutor. — Achei que você gostava de realizar suas fantasias sexuais.
— Gosto. Mas não essa. — Ele deu um suspiro. — Pare de me olhar assim.
— Assim como? — perguntou ela em tom inocente.
Droga! Ela estava longe de ser inocente desde que ele fora incapaz de manter as mãos afastadas ao possuí-la pela primeira vez. Aquele olhar carnal dela funcionava todas as vezes.
Ellie pegou a mão dele e levou-o determinadamente para o quarto. O que Zane fizera para que ela sentisse que a casa dele também era dela a deixara emocionada de uma forma que nunca sentira antes.
Ela se recusava a continuar sendo uma mulher com obstáculos. Tudo o que ele fizera com ela, sexualmente falando, resultara em orgasmos. Não havia motivo para que ele acreditasse que ela não aceitaria seus jogos porque fora mantida prisioneira por um monstro.
Aquele era Zane.
Aquele era um homem que se importava com ela. Aquele era o homem... que ela amava.
Pronto! Ela admitira. Ela o amava. Ellie não sabia dizer exatamente quando a atração que sentira na adolescência se transformara em um amor tão profundo. Mas ela tinha quase certeza de que não demorara muito. Ela confiava nele cegamente, seu amor era infinito. Agora, ela queria provar esse amor dando a ele controle total de seu corpo e de seu coração.
Como não parecia conseguir confessar com palavras, ela pretendia mostrar a ele.
— Ellie, não importa o quanto possa ser excitante, não posso fazer isso
— resmungou Zane ao parar ao lado dela no quarto.
— Por quê? — Ela agarrou a bainha da camiseta que vestia e puxou-a sobre a cabeça.
O sutiã foi o próximo a ser retirado enquanto Zane permanecia mudo, mas ela percebeu os olhos dele acariciando-a. Ela tirou a calça jeans e a
calcinha, sem sentir um mínimo de timidez ao parar em frente a ele completamente nua. Ela perdera a timidez com ele semanas antes. Ele sabia exatamente como era seu corpo. Cada cicatriz. Cada imperfeição. E parecia amá-lo exatamente da forma como era.
Ela andou até o armário e pegou uma gravata azul e creme que nunca o vira usar. Em seguida, levou-a até ele e estendeu-a. — Faça. Eu sei que quer. — Zane gostava de estar no controle e ela não tinha problema algum com isso. Foi incrível observá-lo no momento em que ele cedeu.
Ela subiu na cama e levantou os braços, agarrando as duas colunas de madeira da cabeceira.
— Ellie — disse ele perigosamente, começando a tirar a roupa de forma lenta e metódica. Porém, ela percebeu que ele estava excitado.
— Nunca vou ter medo de nada que você faça comigo. — De fato, o corpo dela já clamava para que o tocasse quando ele lentamente revelou o corpo forte.
O olhar dela passeou pelo peito musculoso até o pênis ereto quando ele chutou a calça e a cueca de lado, ficando completamente nu.
Ele não parou de observar a posição provocante dela, com a expressão ficando cada vez mais sombria, ao subir na cama. Ele jogara a gravata ao lado dela, mas pegou-a novamente ao se aproximar.
— Você está excitado — murmurou ela.
— Jesus, Ell! Com você, não precisa de muita coisa. Só o que preciso fazer é pensar em você e meu pau fica duro — retrucou ele. — Não preciso amarrar você na minha cama.
— Mas quero que faça isso — disse ela em tom encorajador. — Sei o que é ser confinada por um filho da puta. Prefiro uma lembrança melhor que isso.
A expressão dele estava enigmática quando ele pareceu pensar no que ela dissera. Eles se encararam, com Ellie tentando comunicar silenciosamente o que sentia.
Subitamente, ele se posicionou sobre ela. Rapidamente, ele pegou a gravata e amarrou as mãos dela, prendendo as pontas na cabeceira da cama.
— Uma ponta de medo, um gesto estranho e eu solto você — disse ele com voz rouca. O olhar dele passeou com desejo pelo rosto de Ellie quando ele prendeu as mãos dela sobre a cabeça.
— Não estou com medo, Zane. Estou excitada. — Havia algo libertador no fato de ela não ter que tomar decisões naquele momento. Ela estava à merce de Zane e queria que ele a satisfizesse.
Ele se inclinou para a frente, apoiando-se nas mãos, ao sussurrar no ouvido dela: — Ficará muito mais daqui a pouco — avisou ele.
— Não me provoque — pediu ela.
Ele abaixou a cabeça e beijou-a, impedindo-a de falar mais alguma coisa. O abraço dominador alimentou o fogo que já queimava dentro dela.
Ela puxou as mãos, querendo automaticamente passar os braços em volta do pescoço dele.
Quando ele passou a língua em seu pescoço e nos seios, Ellie já estava meio louca. — Por favor — implorou ela. — Trepe comigo.
Ele afastou a boca da pele dela o suficiente para confessar: — Adoro quando fala assim comigo. Adoro quando está tão desesperada que só consegue pensar em mim dentro de você.
— Estou mais do que desesperada — gemeu ela, enrolando os dedos na gravata e puxando com tanta força que o tecido nunca mais seria o mesmo.
Ele lambeu e mordeu de leve os seios dela, passando de um para o outro. Ellie se contorceu sob o toque dele, precisando senti-lo por completo.
Estremecendo quando ele continuou descendo pela sua barriga, ela ergueu os quadris, sem conseguir dizer o que queria.
Quando ela estava prestes a gritar de frustração, Zane recuou, abriu suas pernas e posicionou-se entre elas. — Diga que me quer, Ellie. Diga —
exigiu ele.
A boca de Zane estava tão perto da boceta de Ellie que ela sentiu o hálito quente.
— Eu preciso de você. Por favor, Zane. — Do que você precisa?
— Preciso que me faça gozar. Agora — insistiu Ellie. Ela estava desesperada para agarrar os cabelos dele e puxar sua cabeça entre as pernas, mas não podia. Ela estremeceu quando finalmente sentiu o toque leve da boca de Zane, com a língua passando gentilmente entre suas dobras.
Puxando as pernas dela para cima, ele a lambeu do ânus até o clitóris, saboreando cada milímetro até chegar ao minúsculo conjunto de nervos que pulsava de forma quase dolorosa.
A boca de Zane a devorou, com a língua explorando a boceta de forma torturante. Ela gemeu quando a pressão sobre o clitóris ficou cada vez mais
forte. — Isso. Isso, por favor. Mais — pediu ela desesperadamente em uma voz que mal reconheceu como sendo sua.
Quando estava prestes a gozar, ele enfiou dois dedos em sua boceta, preenchendo-a, entrando e saindo furiosamente no mesmo ritmo louco da língua.
Ela sentiu as entranhas se contorcerem e o prazer fluiu por todo seu corpo, centralizado no prazer carnal e furioso que recebia de Zane a cada onda de pulsação erótica que a invadia.
O orgasmo de Ellie atingiu seu corpo de forma explosiva e incontrolável. — Zane! — Ela gritou o nome dele ao mesmo tempo em que agarrou a gravata que a prendia à cama.
Ele prolongou o êxtase dela o máximo que conseguiu, sem diminuir a vontade de lamber seus fluidos como um homem que não bebera nada durante dias.
As coxas e a boceta de Ellie ainda estremeciam quando Zane se afastou, encontrando os olhos dela. — Jesus, Ellie! Você parece tão... — Ele pareceu estar procurando a palavra certa. — Minha — concluiu ele em tom feroz.
Ela ofegou, tentando recuperar o fôlego. — Então pegue o que é seu —
gaguejou ela, desesperada para senti-lo dentro de si. — Por favor.
O rosto dele registrou uma expressão feroz e possessiva. Ele estendeu os braços, soltou as mãos dela e virou-a de bruços para que ficasse de quatro. Surpresa, Ellie fez o que Zane queria, sabendo que ele a possuiria da forma mais primitiva possível. Ele nunca fizera aquilo antes, pois geralmente preferia que ficassem frente a frente ao treparem, querendo vê-la gozar.
O tapa em suas nádegas foi firme e ela teve um sobressalto quando ele disse: — Nunca me pressione tão longe, Ellie, se não, é isso que terá. — Ele bateu em seu traseiro mais algumas vezes e, em seguida, passou a mão sobre a pele ardente. A outra mão estava entre suas coxas, acariciando a boceta depois de cada tapa erótico.
Ela gemeu quando ele finalmente a penetrou por trás, enterrando o pênis até o fundo. A sensação foi tão erótica que ela não conseguia parar de gemer de prazer, agarrando o lençol desesperadamente.
Segurando os quadris dela, Zane não demonstrou misericórdia ao investir repetidamente, puxando seu traseiro contra o próprio corpo a cada
investida.
— Ai, meu Deus, Zane. Isso! — Ele conseguia ir muito fundo naquela posição e Ellie sabia que Zane estava tão perdido nas sensações naquele momento como ela. Ellie sentiu o corpo suado, parecendo que queimava por dentro e o calor se espalhava para cada centímetro de pele. Empurrando o corpo para trás, ela tentou aumentar a força com que se encontravam. O
barulho do impacto dos dois corpos e a respiração pesada eram os únicos sons no quarto.
— Mais forte — pediu ela, sem querer que ele parasse. — Gostosa —
gemeu Zane. — Você é tão gostosa.
— Isso — disse Ellie, empurrando o corpo para trás à medida que ele investia, precisando de Zane de forma tão desesperada que somente uma trepada daquela forma a satisfaria.
— Diga que é minha, Ellie. Diga que nunca vai me deixar —
murmurou ele, apertando suas nádegas enquanto investia com força.
Aquilo era exatamente o que ela estivera tentando mostrar a ele. Em seu desejo de reconfortá-la, e ajudá-la a superar a dor, ele estivera sofrendo sozinho com seu desconforto. — Não vou a lugar nenhum. Não vou deixar você de novo — respondeu ela sem fôlego, tentando afastar o medo que era o que mais o incomodava.
Ele está com medo. Está preocupado de que eu desaparecerei de novo.
Não era um medo racional, mas Ellie descobrira que pouquíssimas coisas que lhe davam ansiedade faziam algum sentido.
Ela implodiu no momento em que Zane tirou a mão de seus quadris e usou os dedos para acariciar a boceta e o clitóris.
Zane assumiu o controle quando o orgasmo de Ellie a consumiu. —
Goze para mim, Ellie. Não consigo esperar mais — insistiu ele com voz rouca.
Ele não precisava dizer a ela para gozar. Suas paredes musculares já se contraíam em volta o pênis em espasmos que ela não conseguia controlar, sinalizando a Zane que já estava gozando... com muita força.
— Meu Deus! Não tem sensação melhor do que você gozando em volta de mim — gemeu Zane.
Ellie se apoiou nos cotovelos, sem conseguir mais segurar o corpo com as mãos, quando o orgasmo a atingiu e Zane derramou sua semente dentro dela com um gemido atormentado.
Baixando o corpo sobre o dela, Zane beijou sua nuca e os dois lados do seu rosto. Em seguida, apoiou a testa em seus cabelos. Ela ouviu e sentiu a respiração pesada dele, o calor do hálito quente nos cabelos, o peito subindo e descendo contra suas costas.
Ellie finalmente caiu sobre a cama e Zane rolou para o seu lado.
Quando finalmente conseguiu falar, ela sussurrou: — Estou com calor. — Mas já? — brincou Zane ao brincar com um cacho dos cabelos dela.
Ela bateu de leve no braço dele. — Você sabe o que eu quero dizer.
Estou suando como uma porca.
— Eu também — concordou ele ao sair da cama. — Vamos.
Ela balançou a cabeça negativamente. — Você me deixou exausta.
Preciso de alguns minutos.
Ele não disse uma palavra ao pegá-la no colo, sair do quarto e ir para a piscina interna. Lentamente, eles entraram na água. Ele segurou o corpo nu de Ellie contra o seu, submergindo devagar para que não fosse um choque.
Quando ela abaixou os pés preguiçosamente até o piso da piscina, Zane segurou seus pulsos gentilmente e virou-os de um lado para o outro, inspecionando a pele. — Ainda bem, não ficou nenhuma marca —
murmurou ele. Em seguida, ele colocou a mão nas nádegas dela, acariciando-as de leve. — Mas seu traseiro está um pouco vermelho. — Ele não demonstrou muito remorso por ter deixado marcas nela.
Passando os braços em volta do pescoço dele, ela disse: — Valeu a pena. Acho que nunca tive um orgasmo tão forte.
Um sorriso aliviado iluminou o rosto dele. — Eu não queria machucar você, Ell. Obrigado por confiar tanto em mim.
— Você nunca me machucaria intencionalmente. — Ela acariciou o rosto dele. — Eu sei disso.
— E também não quero machucar você de forma não intencional —
resmungou ele, apertando os braços em volta da cintura dela e abaixando a cabeça para beijá-la.
Diferentemente da sessão selvagem na cama, o beijo foi terno e doce, uma afirmação do quanto a achava preciosa. O coração de Ellie derreteu quando os lábios dele se moveram gentilmente sobre sua boca, lambendo cada centímetro.
Quando ele finalmente ergueu a cabeça, ela suspirou e deitou a cabeça no ombro dele. A água em volta deles resfriou o corpo dela. — A sua casa
ficou maravilhosa. Obrigada — sussurrou ela no ouvido dele.
O gesto dele a emocionara mais do que conseguiria explicar. — Nossa casa — corrigiu ele. — Quero que ela seja um lar para você.
— Ela é. — Ellie começava a sentir que qualquer lugar seria seu lar desde que Zane estivesse ao seu lado.
— Ótimo — assentiu ele. — Acho que finalmente parece um lar para mim também. Dando um passo atrás, ela mergulhou a cabeça para se resfriar completamente.
Ao voltar à superfície, afastando os cabelos molhados dos olhos, ela relembrou: — Será sempre a sua casa.
Zane fez o mesmo e mergulhou antes de responder: — Talvez, mas nunca foi um lar. Talvez seja por isso que eu nunca tenha me importado com ela. Era um lugar para dormir, para ficar, para estar perto da minha família. Mas era só uma casa.
O coração de Ellie bateu selvagemente. — Mas agora parece um lar para você? — Sim, com você aqui. Parece uma coisa nossa.
O comentário foi tão doce que ela o abraçou. Em seguida, passou as pernas em volta da cintura dele. Ela saboreou aquele momento de intimidade quando Zane passou os braços em volta dela e eles ficaram juntos em um abraço apertado.
Finalmente, quando ela abriu os olhos, Ellie viu o relógio na parede da área da piscina. — Ai, merda! São quase cinco horas. Chloe e Gabe chegarão daqui a pouco.
Gabe enviara uma mensagem a Zane dizendo que chegariam por volta de seis horas, mas a amiga de Ellie tinha o hábito de chegar cedo aos compromissos.
— Ei, não se preocupe — disse Zane com um toque de humor na voz.
— Basta dizer a ela que ficou presa.
Ellie bateu de leve no braço dele. — Não tem graça. Ai, meu Deus. Ela vai saber. Chloe sempre sabe quando estou mentindo. Ela diz que sou uma péssima mentirosa.
Zane riu. — Então não minta. Você estava presa. Não precisa dizer a Chloe que o irmão dela estava trepando com você como se a vida dele dependesse disso. O que, por sinal, é verdade. Acho que eu teria morrido se não conseguisse ficar dentro de você.
— Ai, meu Deus — exclamou Ellie. — Não sei se ela vai gostar do fato de eu estar saindo com o irmão dela.
— Não é da conta dela — respondeu Zane em tom mais sério. — E não pretendo parar. Portanto, acho que ela vai ter que aceitar.
— Poderá ser... esquisito — Ellie advertiu. Ele balançou a cabeça negativamente. — Não será.
— Preciso tomar um banho e ficar pronta — disse ela ansiosa ao se afastar dele e começar a nadar em direção à escada.
Ele a seguiu, pegando uma toalha para secá-la. Em seguida, secou o próprio corpo. Ellie estendeu a mão e ele lhe deu a toalha para que ela secasse rapidamente os cabelos.
Zane gesticulou na direção da porta. — Pare de se preocupar, querida.
Percebi a expressão preocupada no seu rosto. Chloe só quer ver você de novo. Vamos tomar um banho.