Bilionário Destemido: Zane

J. S. Scott · Capítulo 7 de 22

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Bilionário Destemido: Zane

Capítulo 6

Ellie estava exausta ao andar pela rua principal em Rocky Springs, nervosa com o novo corte de cabelo curto e cacheado. Seus cabelos sempre foram um pouco ondulados, mas, com o corte em um estilo que mal chegava aos ombros, em vez da cintura, os cachos grandes estavam agora mais pronunciados.

Ela sorriu ao olhar pela janela de uma loja de roupas, lembrando-se de como Zane a apoiara acompanhando-a no salão. Ele até mesmo cortara os próprios cabelos ao lado dela. O estilo mais curto ficara muito bom nele.

Como se ele não fosse lindo o suficiente...

A cabeleireira cortara os cabelos dele bem curtos, fazendo com que os olhos cinzentos dos Colters se destacassem e ficassem ainda mais expressivos.

— E eu pareço um poodle — resmungou ela para si mesma ao deixar o cacho que segurava voltar para o lugar. O estilo era bonito, mas, sem o comprimento, ela achou que seus cabelos se pareciam mais com os pelos crespos caninos.

Ainda assim, seu coração estava cheio de gratidão por Zane ter sido gentil o suficiente para se sentar ao seu lado enquanto a cabeleireira cortava seus cabelos danificados.

São só cabelos.

Zane tinha razão, claro. Ellie não era vaidosa e não era a perda da única característica física decente que a deixava triste. Era finalmente admitir o peso do sofrimento de meses agora que estava curando-se fisicamente.

Ela suspirou ao abrir a porta da loja de roupas, lembrando-se das palavras exigentes que Zane dissera antes de atravessar a rua para ir à livraria. Ela foi comprar mais alguns itens essenciais depois de terem ido ao mercado e colocado as compras no SUV dele.

Não saia da loja sem comprar tudo que deseja.

Obviamente ela não compraria tudo o que queria. Ela nunca fazia isso.

Ellie vivia com um orçamento apertado, mas tinha quase tudo de que precisava por algum tempo. Graças a Zane, ela tinha mais dinheiro em sua conta bancária do que jamais vira. Seu plano futuro era fazer as contas de quanto devia a ele e resolver isso enquanto trabalhava. Infelizmente, ele não queria lhe dizer exatamente quanto gastara, mas ela conseguiria chegar a números razoavelmente precisos. Seu humor melhorou ao pensar em trabalhar para Zane, aprendendo coisas novas como assistente dele. Ela queria ser como uma esponja e absorver o máximo possível de informações sobre biotecnologia. Ellie queria ser útil para Zane e sabia que poderia ser, especialmente se isso exigisse organização... algo de que ele precisava desesperadamente e uma habilidade que ela tinha de sobra.

Ao passar pela porta, ela literalmente colidiu com uma mulher que andava apressada em direção à saída.

— Ah, desculpe — disse Ellie.

— Foi culpa minha, estou sempre com pressa — respondeu a mulher pequena, sem fôlego. Ela parou por um momento e perguntou: — Ellie?

Era a dona do apartamento em que Ellie morara. — Olá, Gina.

— Ai, meu Deus, não acredito! — exclamou Gina, abraçando Ellie com muita força. Em seguida, ela deu um passo atrás. — Você parece...

— Cansada? — sugeriu Ellie, sentindo-se exausta e sabendo que seu corpo estava tão desacostumado com atividade física que demoraria algum tempo para se recompor.

— Não, não, não — negou Gina. — Você parece bem, só diferente. —

Provavelmente porque estou magra e meus cabelos me fazem parecer um poodle. — Ser sequestrada pode mudar uma pessoa — brincou Ellie, ainda sem saber como reagir a pessoas que a olhavam como se fosse um fantasma. Ela morara em Rocky Springs a vida inteira e conhecia muitos dos residentes. Parecia estranho que a olhassem como se ela tivesse voltado dos mortos. Bem, talvez eles estivessem certos.

— Você parece bem. — Gina sorriu para ela.

— Lamento que você tenha tido que me despejar. Você perdeu dinheiro no meu apartamento. Eu gostaria de lhe pagar.

Gina pareceu atônita. — Não perdi dinheiro e não despejei você. Tudo foi pago, todos os meses, por um dos garotos Colter. O cientista. Ele só tirou suas coisas de lá há pouco tempo, quando a encontrou viva. — Ela vasculhou a bolsa e entregou um envelope a Ellie. — O apartamento estava em perfeitas condições. Obrigada pela faxina. Este é o seu depósito. Eu o retirei, mas não sabia para onde mandar.

Ellie pegou o cheque distraidamente, guardando-o no bolso do casaco.

— Então você não precisou guardar minhas coisas? O aluguel foi sempre pago em dia?

— É claro — respondeu Gina. — E eu nunca teria despejado você até que soubesse o que aconteceu. Eu sabia que você não desaparecia sem dizer nada. Eu sabia que alguma coisa de ruim tinha acontecido.

Isso significa que Zane mentiu. Mas por quê?

— Obrigada — respondeu Ellie constrangida.

Gina bateu de leve na bochecha dela. — De nada. Avise-me se houver algo que eu possa fazer para ajudar você.

Ellie observou quando Gina se virou e abriu a porta.

— Gina? — chamou ela de forma impulsiva. — Você alugou o meu apartamento de novo?

A outra mulher sorriu. — Alguém acabou de assinar um contrato de aluguel hoje.

Hoje? Não estava alugado antes? Outra mentira?

Ellie tentou sorrir ao se despedir da mulher. — Obrigada. — Gina acenou ao sair apressada pela porta.

Ellie estava confusa, com a mente cheia de perguntas. Por que Zane mentira sobre o apartamento dela já estar alugado? Por que não lhe dissera que pagara o aluguel todos os meses? Por que não a deixara voltar para o apartamento?

Era claro que o fato de ela ficar com ele não fora um acidente. Zane preparara tudo para que fosse assim. Ele garantira que ela não tivesse outra opção além de ficar com ele.

Ela estava furiosa por ele não ter sido completamente sincero.

Sentindo-se em conflito porque ele cuidara tão bem dela, Ellie foi procurar algumas roupas, torcendo para que Zane tivesse uma explicação muito boa.

 

— Eu sei que você é um gênio, mas precisa mesmo de tantos livros?

Zane congelou ao ouvir a voz sarcástica de Tate atrás de si. Colocando os livros contra o peito para que o irmão não visse o que eram, ele se virou lentamente, percebendo que não era apenas Tate que estava na livraria.

Blake, Tate e Marcus o encaravam com expressão interrogativa.

— Acontece que gosto de ler. Diferentemente do resto de vocês. Gosto de manter meu cérebro ativo — respondeu ele na defensiva. — O que diabos vocês todos estão fazendo aqui?

— Lara voltará tarde da aula e mamãe também não está livre hoje à noite. Portanto, resolvemos sair juntos para comer alguma coisa —

confessou Tate. Zane sorriu, sabendo que nenhum dos irmãos sabia cozinhar... como ele. A mãe mimara todos eles nesse sentido, pois era uma excelente cozinheira. Ele não se lembrava de um momento sequer durante a infância em que a mãe não cozinhara ferozmente, pois era o que adorava fazer. Ela ainda era assim. E Zane se aproveitara desse fato com a maior frequência possível. Ele sabia quando os irmãos estavam em casa, pois também a visitavam no horário do jantar.

Tate pegou os livros dos braços de Zane antes que ele pudesse impedi-lo, ficando furioso quando o irmão viu os títulos.

— Todos eles são livros sobre relacionamento — comentou Tate devagar, erguendo a sobrancelha ao olhar para um livro pesado sobre como namorar uma mulher.

— É? E daí? — Zane pegou os livros de volta, furioso.

— Eu não sabia que você estava saindo com alguém — disse Blake, soando ligeiramente magoado.

— Não estou — admitiu Zane.

— Então por que esses livros? — questionou Marcus curioso.

Zane não deixaria que os irmãos o fizessem se sentir ridículo porque queria livros de autoajuda. Pelo menos, ele sabia que precisava de ajuda.

Tate tivera muita sorte ao encontrar uma esposa como Lara. Blake e Marcus estavam sempre ocupados demais com o trabalho para se preocupar com algo além de uma trepada quando sentiam necessidade.

Blake olhou outra pilha de livros sobre a mesa ao lado de Zane. —

Estes também são seus? — Ele fez uma pausa e acrescentou: — Estes são livros diferentes de psicologia: estresse pós-traumático, cura emocional após um trauma e como lidar com estresse pós-traumático.

— Ellie? — perguntou Marcus. — Como ela está?

Zane percebeu que Tate teria gostado de continuar a provocá-lo, algo que os irmãos faziam muito, mas a pergunta de Marcus silenciou seu irmão mais novo.

Zane deu de ombros. — Está bem, como é possível considerando que foi surrada, mantida prisioneira por meses em um buraco, imaginando em que dia James decidiria matá-la e quase morreu de fome.

— Você está se envolvendo com ela, Zane? — perguntou Tate em tom mais sério. — Acho ótimo que ela fique com você onde está segura. Até ajudei a fazer com que isso acontecesse. Mas ela não está...

— Não — disse Zane em tom firme. — Nós não estamos envolvidos.

Ela é minha amiga. Quero entendê-la. Quero ajudá-la — respondeu ele, desejando muito que fosse só isso que queria de Ellie. Mas estaria mentindo para si mesmo. Ele queria mais algum dia, mas queria principalmente que ela fosse feliz.

— Você ajudou — respondeu Marcus de forma razoável. — Você salvou a vida dela. Foi o único que não desistiu dela, exceto Chloe. Se quer a minha opinião, ainda acho um milagre que ela esteja viva.

— Não quero — respondeu Zane irritado. — Não quero falar sobre Ellie. Ela passou por coisas suficientes.

— Você gosta dela. Se não gosta, tenho que questionar sua opção de material para leitura — comentou Blake com um sorriso.

Sinceramente, Zane não pretendera comprar tantos livros. Mas cada um deles se destacara enquanto ele olhara as prateleiras da livraria. — Eu quero entendê-la — disse ele aos irmãos. — Quero saber pelo que ela passou e ajudá-la a superar tudo isso. Ela perdeu a vida inteira e isso não é justo.

Tudo por causa de um filho da puta que cruzou o caminho dela.

— Ela não vai se curar da noite para o dia, Zane — advertiu Blake. —

Talvez demore um pouco até que ela se sinta parcialmente normal de novo.

Largando os livros com força sobre a mesa ao lado dos livros de psicologia que escolhera, ele cruzou os braços e encarou os irmãos. — Não importa quanto tempo leve. Estarei do lado dela.

— Talvez ela não esteja pronta para um relacionamento agora, Zane.

Você salvou a vida dela e ela será grata — comentou Tate. — As emoções

dela estarão todas confusas. No momento, você é o herói dela. — Zane sabia que os irmãos tentavam protegê-lo, mas ele ficou muito irritado por estarem insinuando que Ellie podia nunca gostar genuinamente dele. —

Não estou em busca de um relacionamento no momento. Só estou tentando ajudar uma amiga.

— Então para que os livros? — Marcus encostou o quadril na mesa e cruzou os braços sobre o peito. — Pretende encontrar a mulher dos seus sonhos em breve?

— E o que vocês têm a ver com isso? — rosnou Zane, sem querer admitir que queria que Ellie tivesse as coisas que nunca tivera. Ele queria ser o homem que a faria se sentir viva de novo. Exceto que não sabia absolutamente nada sobre como namorar uma mulher. — Sou um cientista que passa o tempo todo em um laboratório. Talvez eu precise aprender alguma coisa sobre mulheres.

— Basta cuidar dela como vem fazendo. É tudo o que precisa fazer —

respondeu Tate, com o tom deixando óbvio que estava pensando na esposa dele.

— Não é tão simples assim — retrucou Zane com a voz irritada. Ele queria fazer com que entendessem, como se realmente pudessem ajudá-lo.

— Eu gosto de Ellie. Sempre gostei. Mas quero mais do que tive com ela antes. Eu a quero mais do jamais quis. Ou talvez esse sentimento sempre estivesse lá e eu só a via como inalcançável porque era a melhor amiga de Chloe. Agora, eu queria ter ido atrás dela quando ficamos adultos. Talvez isso nunca tivesse acontecido com ela. Vocês sabiam que ela nunca teve nada romântico com ninguém? Qual é o problema com os homens nesta cidade? Ela merece romance. É algo que nunca teve e, pelo jeito, é algo com que todas as mulheres sonham. Quero lhe dar tudo o que ela quer.

Merda! Eu sei que é cedo demais, mas acho que tenho a esperança de... —

A voz dele sumiu, pois ele não sabia o que mais dizer. Ora, ele nem entendia as próprias ações. Só o que sabia era que tinha uma compulsão de fazer Ellie sorrir de novo, gargalhar de novo.

Zane viu quando os irmãos se entreolharam e, em seguida, viraram-se para ele de novo. — Você está fodido — disse Tate.

Blake e Marcus assentiram, concordando, com a expressão sombria. —

Por quê? — Zane sentiu a necessidade de perguntar.

Tate deu de ombros. — Você descobrirá quando não conseguir pensar em nada além de Ellie, uma obsessão que não conseguirá controlar. Quando começar a se preocupar com a segurança dela e se está ou não feliz porque tem certeza de que não conseguirá viver sem ela.

— Já cheguei nesse ponto — respondeu ele devagar, sabendo que o irmão mais novo era o mais experiente em termos de relacionamento por ser o único irmão casado. — Não sei muito sobre o que aconteceu com ela durante os meses em cativeiro. Algumas vezes, não quero pensar nisso porque receio perder a cabeça. Ora, até mesmo tenho pesadelos sobre isso às vezes e eu nem estava lá. Fico furioso porque ela não merecia o que aconteceu. E nem posso matar James por ter feito isso com ela porque ele já está morto.

— Eu me sentiria do mesmo jeito, mano — admitiu Tate. — Quando Lara se sacrificou a um terrorista para salvar a minha vida, perdi a cabeça quando ele encostou nela. Eu entendo. Mas Lara não passou pelo que Ellie passou. Ela não passou meses em cativeiro sendo tratada como se não fosse humana. Não sei se eu conseguiria lidar com isso sem perder o juízo. Mas ela precisará falar sobre o assunto. Precisará superar isso tudo antes que consiga se concentrar em um relacionamento de verdade. Sei que isso não ajuda muito, mas fique do lado dela.

— Ela precisa de tempo — disse Blake em tom direto.

— Ela está fazendo terapia?

Zane assentiu. — A mesma psicóloga que atende Chloe. A dra.

Townson acha que Ellie tem estresse pós-traumático. Merda! Não quero mais que ela sinta medo Acabou.

Marcus assentiu. — Estresse pós-traumático faz sentido. Zane, uma pessoa não consegue passar um longo período em confinamento sem que isso cause danos à psiquê.

— Ela está lidando bem com isso. Muito bem — explicou Zane. —

Melhor do que a maioria das pessoas conseguiria. Mas, algumas vezes, vejo medo nos olhos dela e isso me mata. — Se alguém o colocasse em um laboratório, ele estaria em seu elemento. Fora do trabalho, ele era como um peixe fora d’água. Não sabia o que dizer ou fazer para ajudar na cura de Ellie.

— Então continue apenas dando apoio a ela — sugeriu Blake. — Dê tempo a ela.

— Fala o cara que nunca quis uma mulher de forma tão desesperada que faria qualquer coisa para tê-la — resmungou Tate. — Se você quer um relacionamento de verdade com uma mulher que o deixa louco, as coisas ficam complicadas.

As coisas estavam além de complicadas para Zane. E ele não queria nada além de possuir Ellie da forma mais primitiva possível. Ainda assim, também queria que ela se sentisse segura. Como um homem conseguia lidar com estas duas emoções conflitantes, desejo irrefreável e proteção? Na mente dele, um cara queria trepar com uma mulher ou protegê-la... como se quisesse proteger sua irmã mais nova, Chloe. Para ele, aquelas duas emoções nunca tinham coexistido.

— Vou lidar com isso — disse Zane aos irmãos, tentando soar muito mais confiante sobre a situação do que realmente estava.

Tate fez um gesto de desprezo quando Zane pegou os livros para pagá-los. — Foi o que eu disse quando ficava de pau duro sempre que olhava para Lara.

Zane foi até o caixa, com os irmãos logo atrás. — Lara foi a melhor coisa que aconteceu com você — retrucou Zane em tom rabugento. Ele daria qualquer coisa para ter o que Tate tinha: uma mulher que o amava com todas as falhas que o irmão tinha.

Tate deu de ombros. — Eu nunca negaria isso. — A voz dele foi firme.

— Mas pode ser um inferno até o início da lua de mel.

Zane entregou o dinheiro à moça do caixa, acenando para que ela ficasse com o troco ao pegar a sacola de livros. Virando-se para ir embora e encarando os irmãos friamente ao abrir caminho entre eles, Zane disse: —

Não haverá uma lua de mel. Caralho! Só quero ajudá-la agora, ok? Ela passou por um inferno. Ellie precisa de alguém agora.

— Quer que ela fique comigo por algum tempo? — perguntou Blake.

— Eu não me importaria de tê-la com hóspede. Sempre gostei de Ellie e tenho espaço mais que suficiente no rancho.

— Eu também não me importo de ajudar — disse Marcus, ecoando a oferta do irmão gêmeo. — Estarei por aqui durante o feriado.

Zane enxergou tudo vermelho ao pensar em Ellie estar com qualquer outro homem além dele, até mesmo seus irmãos. Eles não cuidariam dela da mesma forma que ele. — Claro que não. E, se algum de vocês oferecer a

ela, farei com que se arrependa — disse ele em tom ameaçador antes de passar por eles e sair da livraria sem olhar para trás.

Os outros três irmãos Colter se entreolharam de forma interrogativa.

— Ele está mesmo fodido — disse Tate solenemente. — Merda! Quero que ele seja feliz, mas tem à frente uma estrada bem acidentada. Ellie está confusa. Não saberá o que quer até que passe algum tempo e ela tenha aconselhamento.

Blake assentiu lentamente. — Zane dará tempo a ela. Ele fará o que for melhor para Ellie.

— Vocês dois estão cegos? Ela é perfeita para ele — comentou Marcus.

— Sempre foi. Só o momento é que é uma merda.

Tate olhou surpreso para Marcus. — Como você sabe que ela é a mulher certa para Zane?

Marcus revirou os olhos. — Observação. Nas poucas vezes em que os vi juntos desde que Zane saiu de Rocky Springs, foi bastante óbvio. Vi a forma como eles olham um para o outro. Não duvido que Ellie tenha sentimentos genuínos por Zane. Não é um caso típico de adoração ao herói.

Ela sempre gostou dele. Ele sempre gostou dela. Fico surpreso por ele nunca ter ido atrás dela. Talvez fosse porque ela era a melhor amiga de Chloe. Não acho que ele tenha percebido o quanto a queria até que ela desapareceu.

— E se você estiver errado? — perguntou Blake em tom sério.

Marcus olhou para os irmãos por um momento antes de responder com uma certeza que soou muito como arrogância. — Nunca estou errado.

Tate e Blake observaram quando Marcus se virou e andou em direção à saída, com a declaração ainda pairando no ar. Os dois balançaram a cabeça e seguiram-no. Nenhum dos dois conseguiu pensar em alguma gracinha para dizer.