Bilionário Destemido: Zane
Capítulo 19
Ellie riu enquanto desciam pelo elevador. Ela segurou a mão de Zane e sentiu quando ele apertou seus dedos fracamente.
Naquele momento, havia apenas um Colter que ela ficaria feliz em tirar do mercado dos homens solteiros para sempre. Nunca mais teria que esconder o que sentia por ele. A vida era curta demais. Se não tivesse aprendido isso da própria experiência, certamente aprendera com o incidente recente.
Ellie sentia que esperara uma vida inteira por Zane e não pretendia esperar mais.
Ellie ficou feliz por Zane só ter que passar a noite no hospital, pois ele era um paciente terrível. Ela achou um pouco divertido ele ter sido tão firme sobre Ellie esperar quando quisera sair do hospital depois do sequestro. Mas ele obviamente não achava necessário ter o mesmo cuidado sobre si próprio. Ele começara a reclamar sobre ter que passar a noite lá no momento em que o médico considerara necessário observá-lo pelas primeiras vinte e quatro horas devido à concussão.
Ele fora para casa com pontos na cabeça e toda a família ficara por perto, todos preocupados com Zane.
Três dias depois de ter sido liberado do hospital, Chloe e Gabe foram visitá-lo. Gabe e Zane assistiam a um jogo na televisão enquanto Chloe e Ellie tentavam entender tudo o que acontecera.
— Algumas vezes, parece que tudo aconteceu há muito tempo —
comentou Ellie ao se sentar à mesa da cozinha, conversando com Chloe. — Sei que ainda tenho problemas por causa do que aconteceu, mas minhas lembranças estão lentamente desaparecendo. Talvez seja porque eu tenha tantas lembranças boas com seu irmão para substituir as ruins.
Chloe suspirou. — Algumas vezes também me sinto assim. Ter você de volta ainda é algo recente, mas os danos causados por James estão sendo aniquilados pela minha vida com Gabe.
— Você está feliz de verdade? — Ellie ficou hesitante em perguntar porque era bastante evidente que Gabe e Chloe adoravam um ao outro.
— Muito. Ele salvou a minha vida. Não da forma como Zane salvou a sua, mas, sem o apoio e o amor dele, não sei onde eu estaria agora. —
Chloe hesitou antes de perguntar: — Então, quando será o casamento?
Ellie balançou a cabeça. — Não será em breve. Ainda não discutimos o assunto.
Chloe riu. — Será em breve. Zane nunca esperou muito quando queria alguma coisa. Agora que ele sabe que você o ama, vai querer ver um anel no seu dedo.
— Não estou com pressa — disse Ellie apressadamente.
— Eu estou — retrucou Chloe. — Quero ser madrinha antes de engravidar.
Ellie encarou a melhor amiga. — Vocês estão tentando?
— Ainda não, mas estamos planejando. Gabe quer que eu espere até estar pronta. Mas acho que estou quase lá. Quero ter nosso primeiro filho logo. E gostaria de ter mais de um.
Ellie conseguia ver Chloe como mãe com facilidade. Ela seria incrível.
— Acho melhor que eu seja a primeira a saber quando você engravidar.
— Você sabe que será. Não vou conseguir esperar para contar a você.
Mas, enquanto isso, estou ansiosa pelo seu casamento.
— Espere sentada — advertiu Ellie. Apesar de ela e Zane professarem seu amor todos os dias, Ellie não tinha certeza se ele estava pronto para aquele passo ainda.
Chloe se levantou quando Gabe e Zane entraram. — Pronto para irmos? — Quando você quiser — respondeu Gabe. — Não aguentamos mais assistir ao jogo. Nosso time estava levando uma surra.
— De qualquer forma, tenho que ir. Preciso examinar alguns cavalos
— relembrou Chloe ao marido.
Ellie observou a melhor amiga falar com o marido. Os dois obviamente eram um casal perfeito. Ela conseguia perceber o entendimento não declarado entre eles, o amor que parecia irradiar da alma deles.
Eles se despediram quando Gabe e Chloe foram embora, deixando a casa em silêncio novamente.
— Graças a Deus — exclamou Zane ao fechar e trancar a porta. —
Parece que não tivemos um minuto a sós desde que voltei do hospital.
Eles tinham recebido muitas visitas, principalmente da família preocupada. — Você deveria estar se recuperando.
Zane ainda tinha pontos na cabeça, mas estava recuperando-se rapidamente. A maior parte dos ferimentos do rosto já tinha desaparecido.
— Eu já me recuperei — retrucou ele, voltando para a sala.
Ellie o seguiu. — Não, não se recuperou. Sente-se que vou preparar algo para o jantar.
— Prefiro ter você — disse Zane com voz rouca, agarrando-a antes que ela pudesse voltar para a cozinha. — Preciso de você, Ellie. Preciso tanto de você que não consigo esperar mais. Quero dizer que a amo quando estiver dentro de você.
Ellie viu o olhar implorante dele, sentindo o corpo doer de desejo. Ela queria a mesma coisa, mas não queria retardar a recuperação dele. — Não amo só o sexo, Zane. Eu. Amo. Você.
— Também não quero só o sexo. Eu quero você, Ellie.
A expressão dele era implorante e ela não tinha certeza se conseguiria negar algo a ele. Pegando a mão de Zane, ela o levou em direção ao sofá.
Abrindo o botão da calça de Zane, rapidamente ela tirou as roupas dele, finalmente empurrando-o para que ficasse completamente deitado no sofá, espetacularmente nu.
Ela tentou não se distrair pelo corpo perfeitamente esculpido de Zane, determinada a não deixá-lo impedir a própria recuperação. Mas não era algo fácil quando um homem tinha a aparência de Zane Colter, que estava sentado ao alcance das mãos de Ellie sem um centímetro de roupa sobre o corpo musculoso perfeito. Estranhamente, o fato de ele ser tão gostoso não a intimidava nem um pouco. Talvez fosse porque ela sabia que, mesmo se ele não fosse tão irresistivelmente lindo, ainda o desejaria com a mesma intensidade.
— Você se comporte. Eu farei todo o trabalho — disse ela em tom firme.
Os olhos famintos de Zane a observaram, com o pênis totalmente ereto, encarando-a como se estivesse tirando suas roupas, uma peça de cada vez.
Ellie ainda não conseguia acreditar que Zane a olhava como se fosse uma das modelos mais bem pagas do mundo, atraente de todas as formas.
Ele nunca parecia ver nenhuma das falhas em seu corpo nem que ela era apenas levemente atraente. Quando olhava para ela, Zane a via pelos olhos de um homem que estava apaixonado. Isso era um milagre para Ellie. Ela sentiu os olhos ficarem úmidos porque ele a amava exatamente como ela era: algo que sempre quisera, mas que nunca achara que encontraria.
— Você está me matando — resmungou Zane, assistindo quando ela tirou o último item das roupas: a calcinha minúscula.
Ela se aproximou dele, sentindo os dedos ansiosos para tocarem nele.
Ela queria antes garantir que, apesar de Zane ainda ter alguns ferimentos, ele ficaria bem.
Ajoelhando-se no chão, ela ficou entre os joelhos dele. Colocando as mãos em seus ombros, ela lentamente deixou que escorregassem pelo peito musculoso e o abdômen bem definido, saboreando o calor e a firmeza do corpo de Zane. Finalmente, ela segurou o pênis rígido, acariciando a pele sedosa e macia. Tão rígido e, ao mesmo tempo, incrivelmente macio.
— Ellie, não vou aguentar muito tempo se você não parar — avisou Zane com voz rouca.
— Não importa — respondeu ela com tom sedutor. — Não se trata de resistência. É sobre o quanto eu amo você. Sobre o quanto sei que poderia ter perdido você. É sobre nós dois.
Ela abaixou a cabeça e lambeu a gota de umidade da cabeça do pênis, parando para desfrutar de sua essência antes de lentamente colocá-lo dentro da boca. Sua boceta ficou molhada ao ouvir o gemido erótico dele. Seu corpo já estava excitado só de tocar em Zane, sabendo que ele sentia tanto prazer com seu toque.
Ele colocou a mão nos cabelos dela, acariciando os cachos e guiando-a enquanto ela chupava o pênis, enfiando-o o máximo possível a cada vez que descia.
A respiração dele ficou mais rápida e irregular e os gemidos mais abandonados. Ellie saboreou cada som primitivo quando ele começou a guiá-la para um ritmo mais rápido.
Finalmente, ele puxou a cabeça dela para cima, segurando-a gentilmente pelos cabelos. — Caralho, não vou gozar na sua boca agora.
Não é disso que precisamos. — Ele a pegou pelas mãos e puxou-a. — Fique em cima de mim, Ellie. Preciso sentir seu corpo contra o meu. Preciso sentir você em volta do meu pau. Faz dias que quero isso.
Ela queria aquilo também, mas... — Não quero machucar você. —
Com cuidado, ela se sentou no colo dele.
Meu Deus, como ele é gostoso. Como o cheiro dele é gostoso.
— Se não trepar comigo, vai me matar — disse ele, com a voz rouca de frustração. — Beije-me — insistiu ele.
Ela deixou os braços se apoiarem nos ombros dele e as mãos no encosto do sofá ao se abaixar gentilmente e beijá-lo com ternura nos lábios.
Ela olhou nos olhos tumultuados dele e disse em pouco mais do que um sussurro: — Eu amo você, Zane Colter. Não questiono mais o que sinto.
Nunca mais quero ter arrependimentos no que diz respeito a você. Se alguma coisa tivesse acontecido a você e eu não tivesse lhe dito o que sinto, não teria conseguido conviver comigo mesma.
Ele passou os braços em volta do corpo de Ellie, movendo as mãos pelo traseiro e pelas costas dela. — Se alguma coisa acontecer com você, não acho que eu vá querer continuar vivo — confessou Zane. — Eu me arrependi, Ellie. Quando achei que Sean ia me matar, meu único arrependimento foi nunca ter dito a você exatamente como me sentia.
A mão dele acariciou a nuca de Ellie e ele a puxou para baixo para encontrar sua boca. O abraço era terno e exigente, doce e quente.
Ela gemeu e moveu os lábios, esfregando-se contra o pênis em um movimento inconsciente, algo que não conseguiria ter impedido mesmo se quisesse. Ellie queria que ele a penetrasse e nunca mais saísse.
Quando ele deslizou a boca pelo pescoço dela, mordendo de leve a pele sensível antes de acariciá-la com a língua, Zane murmurou contra sua garganta: — Agora, trepe comigo antes que eu perca o juízo.
Ellie mudou de posição, usando uma das mãos para guiar o pênis para dentro de si, e desceu o corpo da forma mais gentil possível. — Devagar —
pediu ela. — Querida, não acho que há como evitar que seja uma trepada bem dada. — Segurando os quadris dela, Zane empurrou o corpo para cima para penetrá-la mais fundo. — Ai, caralho, isso — gemeu ele. — Você é tão perfeita. Tão apertada, tão quente, Ellie. Você é minha. Acho que sempre foi.
Soltando uma exclamação quando ele investiu novamente, Ellie colocou as mãos nos ombros dele para se apoiar, gemendo quando Zane colocou a boca sobre um de seus mamilos. Os dentes, os lábios e a língua provocaram seus seios enquanto as mãos a guiavam até um ritmo frenético que quase a deixou louca.
— Diga que me ama, agora — rosnou Zane enquanto investia nela sem parar. — Diga que é minha. Diga que precisa de mim tanto quanto preciso
de você.
Sem fôlego por causa do prazer, ela respondeu: — Eu amo você. Eu preciso de você. Sempre serei sua e você sempre será meu.
Ellie sentia as mesmas emoções possessivas que Zane sentia naquele momento e perdeu-se no êxtase primitivo que percorria seu corpo.
O orgasmo não estava simplesmente aproximando-se. Ele avançava na direção dela como um trem em alta velocidade. As unhas curtas se enterraram nos ombros de Zane e ela jogou a cabeça para trás. A mudança de posição fez com que o pênis deslizasse sobre o clitóris e, incapaz de aguentar mais, Ellie deixou que o clímax a atingisse, com as paredes da boceta apertando o pênis de Zane.