Bilionário Destemido: Zane

J. S. Scott · Capítulo 12 de 22

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Bilionário Destemido: Zane

Capítulo 11

Ela não se importava se doesse, desde que conseguisse sentir Zane dentro de si o mais depressa possível. — Não me importo. Só quero você.

— Você já me tem — retrucou ele ao começar a tirar a roupa. — E não tenho a menor intenção de deixá-la ir embora.

Ellie estava nervosa. Não que tivesse algum desejo de recuar naquele momento. Ora, ela quase morrera nas mãos de um sociopata. Queria descobrir como era estar com alguém que gostava dela, um homem que quisera por tanto tempo que não tinha certeza de quando a dor profunda em suas entranhas começara. Mas a falta de experiência a deixava ansiosa.

— Não sei o que fazer — confessou ela, sentando-se sobre a cama com as pernas cruzadas enquanto observava Zane tirar a gravata borboleta. Ellie passou a língua sobre os lábios secos de forma apreensiva quando ele começou a abrir a camisa, revelando o abdômen e o torso musculosos que seus dedos queriam muito tocar.

— Qualquer coisa que quiser, Ellie. Qualquer coisa de que precisar.

— Preciso tocar em você — disse ela sem fôlego ao assistir enquanto ele tirava a camisa.

Ele ficou imóvel quando ela rastejou lentamente para fora da cama e ficou de pé ao seu lado.

 

Seguindo seus instintos, Ellie estendeu a mão e desabotoou a calça de Zane, puxando o zíper para baixo com cuidado. Ela nunca fora até o fim, mas estava familiarizada com a parte das preliminares. Porém, fazia bastante tempo. Ela segurou a cintura da calça dele e empurrou-a para baixo, levando junto a cueca preta.

Ficando de joelhos, ela continuou a empurrar, surpresa quando o pênis agora livre quase atingiu seu rosto. — É enorme — murmurou Ellie incrédula ao tentar envolver o membro com a mão quando ele estava completamente ereto.

Zane gemeu e passou a mão nos cabelos dela. — Jesus Cristo. Talvez eu não sobreviva a isto.

Ela o soltou imediatamente e terminou de tirar a calça e a cueca dele.

Zane levantou um pé de cada vez para tirá-las por completo. — Desculpe.

Eu fiz alguma coisa errada? — Ellie não conseguiu esconder a preocupação na voz.

— Não, querida. Não é você. — Ele a puxou para que ficasse de pé e passou os braços em volta dela. — Mas ver você de joelhos com meu pau na mão é uma fantasia do caralho para mim.

Ellie não tinha certeza se isso era bom ou ruim, mas estava totalmente disposta a fazer de novo. — Não me importo de realizar qualquer fantasia sua — disse ela ansiosa.

Ele afastou um cacho de cabelos do rosto dela ao responder: — Tenha cuidado com o que promete, Ell. Eu tenho uma imaginação muito suja no

que diz respeito a você — respondeu ele em tom perigoso.

Ela sentiu um arrepio na espinha quando Zane baixou a mão de seu seio para o traseiro nu, acariciando-o ao mesmo tempo em que entrelaçava os dedos da outra mão em seus cabelos. — Preciso ir devagar, querida. Não é só uma trepada para mim.

Ele a pegou no colo e deitou-a novamente no meio da cama. Mas, desta vez, deitou por cima dela.

— Para mim também não — respondeu ela com voz trêmula. A sensação da pele sedosa e quente do peito dele em contato com os mamilos sensíveis deixou seu cérebro enevoado.

Ela correu as mãos sobre cada centímetro de pele que conseguiu alcançar, nos ombros dele, nas costas e de volta aos ombros, mergulhando na sensação de poder senti-lo contra a própria pele.

— Meu Deus, você é tão gostoso — gemeu ela, envolvendo a cintura dele com as pernas. Seu corpo já exigia satisfação.

— Pois as coisas estão prestes a ficarem muito melhores — comentou Zane ao sair de cima dela, deitando-se à sua direita.

Ela gemeu decepcionada, odiando a perda de contato com ele... até que sentiu a mão dele segurando seu seio, a boca quente baixando para chupar o mamilo rígido.

Ellie fora apalpada por caras antes, mas Zane não era só um cara. Ele era um homem adulto que sabia exatamente como tocá-la. Contorcendo-se de leve quando Zane mordeu gentilmente o mamilo, sua respiração acelerou no momento em que ele beliscou o outro mamilo.

Não havia dor real, mas ele a acariciou com a língua depois das mordidas e dos beliscões. A combinação foi tão erótica que ela sentiu o sexo vibrando com espasmos minúsculos. Ela ergueu os quadris, frustrada.

— Zane, por favor. Eu preciso.

— Quero que precise — disse ele com voz rouca ao descer a mão pelo abdômen dela. — Quero que sinta, querida. Quero que tenha a experiência completa.

Os dedos dele passaram sobre a seda que cobria sua boceta, fazendo com que Ellie estremecesse. — O que quero agora é ter a experiência de trepar com você — insistiu ela. Ellie esperara tanto tempo por aquele momento e seu corpo exigia o evento principal.

— Você terá — respondeu ele, com a voz abafada contra os seios dela.

— Mas ainda não. — Ele puxou os quadris dela. — Abra-se para mim, Ellie. Abra as pernas e deixe-me tocar em você.

A voz dele foi tão exigente e persuasiva que ela obedeceu imediatamente, abrindo as pernas. Ela se sentiu tão vulnerável que foi quase assustador.

Mas logo ela esqueceu a apreensão quando Zane passou um dedo sobre os lábios molhados por cima da seda. Ele puxou a calcinha com força, rasgando as tiras e ficando com o que restou da roupa íntima na mão. Ele a jogou no chão depois de puxar o tecido devagar, deixando que ele deslizasse sensualmente entre as nádegas de Ellie.

Totalmente exposta, Ellie achou difícil não fechar as pernas. Mas, quando ele a tocou, ela ficou totalmente perdida.

Os dedos dele deslizaram com facilidade pelas dobras molhadas, trabalhando juntos para acariciar a pele sensível enquanto o polegar acariciava o clitóris.

— Ai, meu Deus. Isso é gostoso. Tão gostoso. — Ellie fechou os olhos, arqueando as costas enquanto os dedos talentosos dele a provocavam até o ponto da insanidade. Ela sentiu quando ele desceu pelo seu corpo, com os cabelos deslizando pela pele nua.

— Espero que isto seja ainda mais gostoso — respondeu ele com voz rouca.

Ela soltou um gritinho ao sentir a língua quente e molhada sobre o minúsculo monte de nervos que pulsava contra a boca de Zane. Ele não teve misericórdia, devorando sua boceta como se não tivesse comido em meses.

As ações dele eram primitivas e carnais, com o rosto enterrado entre as coxas dela.

— Não aguento mais, Zane, por favor — implorou ela, enterrando as mãos nos cabelos dele ao sentir o clímax aproximando-se.

Ela ergueu os quadris quando os dedos de Zane encontraram a entrada apertada dela. Ele deslizou um dedo para dentro dela e, em seguida, colocou mais um. — Querida, você é tão apertada — murmurou ele, erguendo a cabeça por um instante enquanto a penetrava com os dedos.

Ellie não conseguiu responder. Seus músculos se contraíram em volta dos dedos dele enquanto ele passava a língua repetidamente sobre o clitóris.

Desta vez, o orgasmo a atingiu com ondas imensas de alívio e êxtase. —

Isso, não pare. Por favor, não pare — implorou ela. Suas mãos puxaram a boca de Zane com mais força enquanto Ellie movia os quadris para esfregar a boceta contra ele.

A força do clímax a deixou atordoada. As pulsações fortes percorriam seu corpo, sem querer parar.

Ellie agarrou os cabelos de Zane enquanto ele continuava a atormentá-la e provocá-la, extraindo cada gota de prazer que conseguia. Ele lambeu os fluidos que ela liberara durante o orgasmo intenso, mantendo-a em um estado constante de excitação.

— Trepe comigo, Zane. Por favor. Preciso de você — gemeu ela, balançando a cabeça de um lado para o outro.

Ela gozara com muita intensidade, mas seu corpo não ficaria satisfeito até que os dois se juntassem, com o corpo dele pressionado contra o dela.

Dentro dela.

— Ellie... querida, não tenho nenhuma camisinha.

Subitamente, o rosto dele estava sobre o seu. Seus olhos eram ferozes e escuros ao encará-la com tanto desejo que o coração de Ellie ficou apertado.

— Achei que todos os homens carregavam camisinhas — murmurou ela ao passar os braços em volta do pescoço dele.

— Eu não... ah, merda! Faz muito tempo. Anos — resmungou Zane. — Cansei da merda toda e desisti quando descobri que minha namorada queria pastos mais verdes. Quando preciso, eu toco uma punheta.

A ideia de Zane masturbando-se foi tão erótica que Ellie precisou fechar os olhos sob a expressão intensa dele. — Trepe comigo, Zane. Acho que já sabe que nunca estive com ninguém. Quando fui a uma consulta de rotina aqui em Rocky Springs, pedi à médica que me receitasse um anticoncepcional.

— Por quê? — perguntou Zane em tom grave.

— Foi antes de eu ser sequestrada. Minha menstruação era muito irregular. Mas, agora, uso para me sentir mais segura. Não me peça para explicar porque eu mesma não entendo. Porém, a dra. Natalie disse que é normal ter medo de que alguma coisa aconteça de novo.

— Sei que estou limpo — disse Zane em tom direto. – Mas quero que você veja os documentos médicos.

— Não preciso de papéis. Só preciso de você — respondeu ela, abrindo os olhos e sentindo uma onda de calor entre as pernas ao encontrar o olhar

dele. — Eu confio em você — sussurrou ela, mas alto o suficiente para que ele ouvisse. Zane a encarou por um momento. Em seguida, abaixou a cabeça e beijou-a com um desejo tão grande que a alma dela imediatamente respondeu. Ela se abriu para ele, deixando que tomasse sua boca da forma como quisesse. Ellie queria sentir o desejo dele e retribuiu o beijo da mesma forma selvagem.

Ele a penetrou com o pênis imenso sem avisar e sem hesitação. Com uma investida, ele estava profundamente dentro dela. Ele parou, enterrando-se nela e esperando que ela se acostumasse com o tamanho.

Ela afastou a boca, sem fôlego. — Você é tão grande.

Zane soltou um gemido de prazer antes de responder: — Querida, você é tão apertada e molhada que não vou durar muito. Caralho! Isto tudo parece muito surreal.

Ellie concordava plenamente. A dor momentânea de aceitar um pênis tão grande como o dele começava a sumir e o corpo dela insistia para que ele se mexesse. Passando as pernas em volta da cintura dele de forma instintiva, ela moveu os quadris contra ele, implorando pela trepada.

Quando ele começou a se mexer, Ellie se sentiu nas nuvens. Quando ele começou a entrar e sair dela, como se a vida dele dependesse disso, Ellie sabia que nunca mais seria a mesma. A intimidade daquela conexão primitiva era fisicamente explosiva e emocionalmente feliz.

Ellie mergulhou na posse de seu corpo por Zane. Ela ergueu os quadris no mesmo ritmo das investidas frenéticas dele enquanto os dois corpos se misturavam em um amontoado de calor e desejo.

Ele colocou a mão entre eles, procurando e encontrando o clitóris. —

Goze para mim, Ellie. Não consigo esperar mais. Não desta vez. Mas não vou deixar você para trás — resmungou ele, com o dedo acariciando o clitóris de maneira urgente, enquanto continuava a investir dentro dela repetidamente.

O estímulo do clitóris a forçou a explodir. Seu corpo parecia estar sendo rasgado em pedaços quando começou um clímax forte e diferente de tudo que já sentira antes. — Isso. Ai, meu Deus. É demais.

— Solte-se, querida. Pegue o que quer — insistiu ele com desespero.

Só o que ela queria era Zane, e isso incluía vê-lo gozar. Ela agarrou os ombros suados dele. Os dois corpos se moviam juntos de forma erótica

quando as pulsações ficaram mais fortes e, logo depois, impossivelmente mais intensas.

— Zane! — Ela gritou o nome dele quando as sensações a invadiram.

Ele cobriu a boca de Ellie com a sua, como se quisesse engolir a exclamação de prazer dela. O beijo foi rude e faminto, e Ellie o retribuiu. Ela estremeceu de prazer quando o corpo começou a se acalmar e os músculos dentro das paredes da boceta lentamente paravam de pressionar o pênis.

As unhas curtas de Ellie se enterraram na pele das costas dele, precisando se segurar.

Ele afastou a boca. — Caralho! — rosnou ele, apoiando o corpo nos cotovelos e jogando a cabeça para trás. Cada músculo em seu corpo estava rígido enquanto as contrações dela faziam com que derramasse sua semente. Ellie estava sem fôlego, com o corpo exausto, mas o coração ainda batia depressa ao observar Zane em seu momento de liberação. Ele nunca parecera mais lindo do que naquele momento, com o prazer parecendo tão agudo que quase chegava ao ponto da dor.

Finalmente, ele relaxou, descansando o corpo sobre o dela. Ellie entrelaçou gentilmente os dedos nos cabelos dele e segurou sua cabeça contra o ombro enquanto os dois recuperavam o fôlego.

— Jesus! Eu machuquei você? Por favor, diga que não — disse Zane com a respiração irregular.

Ela sorriu ao acariciar os cabelos dele. Fora perfeito. Ele fora perfeito.

— Você não me machucou. Valeu a pena esperar você, Zane.

Ele ergueu a cabeça, fazendo com que os dedos dela saíssem de seus cabelos. Em seguida, encarou-a de forma intensa, um olhar que parecia procurar a certeza de que ela dizia a verdade.

Passando os dedos sobre a barba por fazer no rosto dele, ela repetiu: —

Você não me machucou. De verdade. Minha primeira vez foi muito mais incrível do que eu poderia ter sonhado. Obrigada.

— Nossa! Não me agradeça por algo que eu queria de forma tão desesperada por tanto tempo. Não fiz nenhum favor a você. — Zane afastou o olhar ao rolar para ficar deitado de costas e puxou-a para cima de seu corpo. — Deveria ter demorado mais e ser muito mais gentil — comentou ele em tom de autocensura ao acariciar os cabelos e as costas dela.

Ela suspirou. — Foi incrível demais. — O corpo exausto dela estava relaxado e ainda vibrava com uma sensação agradável após o sexo.

— Então é fácil dar prazer a você — disse Zane com um toque de humor na voz.

— Está com ansiedade por causa do seu desempenho? — brincou ela.

— Foi uma primeira vez para mim também. Então, sim, talvez um pouco — admitiu ele livremente. — Posso garantir que nunca tive problemas antes.

Ellie soltou uma gargalhada com a arrogância súbita dele. — Aposto como não teve, se o que acabou de acontecer foi alguma indicação de seus desempenhos anteriores.

— Eles não importam, Ell — respondeu ele com voz grave. — Desta vez, eu queria que fosse bom para você.

Ela engoliu em seco antes de conseguir falar. — Fico feliz por ter sido você — respondeu, sem conseguir explicar o quanto significava para ela que ele se importasse.

O tempo todo, Ellie sabia que estivera esperando aquele dia, aquela noite. Ela estivera esperando Zane Colter, apesar de ele sempre ter sido um sonho impossível do qual não conseguia se livrar.

— Sempre será eu — resmungou ele, colocando a mão possessivamente no traseiro dela. — Não foi algo de uma noite só. Ainda tenho muitas fantasias sexuais sobre você que precisam virar realidade.

Ellie pensou por um momento antes de falar. — Zane, não quero que sinta que tem que fazer mais alguma coisa. — Ele fora magoado por uma mulher antes e ela não forçaria um relacionamento.

Ele se sentou subitamente, levando-a consigo. Ela acabou sobre as pernas dele e esforçou-se para ficar sentada sobre ele. Ele segurou firmemente os ombros nus dela, com expressão perturbada. — Preciso de uma coisa, querida — disse ele em tom sombrio. — Preciso de você.

Preciso do compromisso de nós dois a essa conexão maluca que sabemos que existe. Não consigo mais ignorá-la, Ell, nem quero que você ignore.

Não usei camisinha porque nunca planejei que fosse algo de uma vez só. É

complicado, mas passei do ponto de me importar. Vamos deixar as coisas tão confusas quanto quisermos que elas sejam. Explore isso comigo, se não sei que nós nos arrependeremos pelo resto da vida. Pelo menos, sei que eu me arrependerei.

Ela inclinou a cabeça ao observar a expressão dele, que passou de sombria e confusa a determinada. Zane queria que ela fosse... dele.

— Monogamia? — perguntou ela para garantir que entendera o que ele queria.

Ele assentiu com força. — Para nós dois.

Ela sorriu. — Não esperei tanto tempo para jogar você fora por outro cara.

— Não sei o que eu faria se você fizesse isso. Nunca me senti assim.

Jesus! Tenho ciúmes de qualquer homem que até mesmo consiga a sua atenção.

— Por causa do que aconteceu comigo? — perguntou ela em tom suave.

Ele hesitou antes de responder. — Não sei. É como quando você desapareceu. Percebi que talvez eu tivesse perdido algo que deveria ter perseguido há muito tempo. Sempre me senti atraído por você, Ellie. Mas achei que você merecia muito mais do que o cientista maluco que não sabe nada sobre um relacionamento real nem sobre romance. E você era a melhor amiga de Chloe. Porra, a minha família inteira é quase como a sua família. Poderia ter um final esquisito se você não estivesse interessada. — Os olhos de Ellie se encheram de lágrimas ao observar Zane se mostrar tão vulnerável. Como pode ter imaginado que eu não gostaria de sair com você? — Eu me senti atraída por você quando estava no ensino médio e isso nunca desapareceu, nem mesmo quando estava na faculdade e veio visitar.