Bilionário Destemido: Zane

J. S. Scott · Capítulo 5 de 22

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Bilionário Destemido: Zane

Capítulo 4

O abraço dele foi tudo com que Ellie sempre sonhara... e muito mais.

Hipnotizada pelo calor da boca de Zane, ela se abriu para ele e deixou que a explorasse com a língua, com a doçura exigente quase deixando-a de joelhos. Se ele não tivesse passado um braço em volta da cintura dela, Ellie talvez tivesse gemido como uma idiota.

Ela esqueceu tudo, exceto o sangue que pulsava com força em suas veias e a sensação do abraço exigente de Zane.

Ela queria que o beijo durasse para sempre, mas ele se afastou e mordeu de leve os lábios dela. Em seguida, colocou a boca sobre a sua novamente com uma doçura que Ellie nunca conhecera.

Quando ele finalmente deu um passo atrás, o corpo inteiro de Ellie tremia. E ela certamente estava sem fôlego.

— Seu desejo foi atendido? — perguntou Zane com a voz baixa e sensual.

— S-sim — gaguejou ela ao se esforçar para respirar normalmente de novo, com o cérebro e o corpo ainda em chamas.

— Você se esqueceu de tudo? Ficou sem fôlego? — Completamente —

admitiu ela depressa. — E você? Você disse que não era só por mim.

Ele assentiu. — Estou satisfeito... por enquanto.

Zane pegou a mochila dela e pegou-a pela mão, passando pela cozinha imensa e indo para a sala de estar.

Nenhum dos dois parecia querer falar, pois poderia arruinar a conexão mágica que acabara de acontecer no corredor.

Foi incrível para mim, mas talvez tenha sido apenas um beijo normal para ele.

Dizendo a si mesma que estava sendo tola por analisar um simples beijo, ela disse: — Esta casa é enorme. — O teto era tão alto que ela precisou inclinar o pescoço para vê-lo.

Zane tirou o casaco e estendeu as mãos para ajudá-la a tirar o seu. — É

grande — admitiu ele. — Vou lhe mostrar a casa toda.

Ellie ficou sem fala quando ele lhe mostrou alguns dos quartos no térreo, cada um do tamanho de seu antigo apartamento e com banheiros próprios. O quarto principal tinha uma porta que levava a uma área com uma fonte termal, algo que todos os Colters pareciam ter em casa. Mas, quando finalmente entraram em um aposento imenso, com piso de mármore e uma piscina interna, ela soltou uma exclamação. — Isto é inacreditável.

— Ela não conseguia imaginar ser capaz de nadar o ano inteiro.

— Há uma academia depois daquela porta. — Ele apontou para uma porta no lado oposto do aposento.

Quando ele terminou de mostrar a casa a ela, incluindo o quarto no andar de cima onde seus pertences estavam guardados, Ellie estava exausta.

Ela o seguiu para o térreo até a cozinha.

— Quer que eu use o quarto onde estão as minhas coisas? — perguntou ela em tom incerto.

— Claro que não. Aquele lugar está uma bagunça. Você poderá organizá-lo quando estiver se sentindo melhor. Use um dos quartos no térreo. Assim, não precisará subir e descer a escada o tempo todo. Quer suas roupas?

Ellie balançou a cabeça negativamente. Nenhuma de suas roupas antigas caberia. — Vou dar uma olhada nelas amanhã. — Ela recuperaria o que fosse possível.

Ellie conseguia sentir a tensão entre eles e ficou imaginando se seria melhor que ele simplesmente lhe mostrasse qual seria seu quarto e fosse dormir.

— Não vou pedir desculpas por ter beijado você — disse Zane baixinho, inclinando o corpo para trás ao colocar as mãos nos bolsos da frente da calça jeans.

Ellie levou um susto com a mudança abrupta de assunto, mas obviamente ele estivera pensando naquele beijo tanto quanto ela durante o

passeio pela casa. Os dois tinham tirado os casacos antes de começar a andar pela casa, mas Ellie ainda se sentiu quente ao olhar para a expressão teimosa de Zane. Ela não conseguiu impedir que seus olhos passeassem pelo corpo musculoso quando ele finalmente encostou o quadril no balcão da cozinha e cruzou os braços sobre o peito, esticando o tecido do belo suéter verde que vestia.

— Não pedi que fizesse isso — respondeu ela rapidamente. — E

também não vou pedir desculpas por retribuir o beijo. — Ela ficou em silêncio por alguns segundos antes de dizer: — Talvez seja melhor tentarmos esquecer que aconteceu. Tudo tem sido emotivo demais desde que você me encontrou.

— Eu nunca vou me esquecer — disse ele em tom gutural. — Algumas vezes, não consigo parar de olhar para você porque ainda não acredito que está aqui, que realmente está viva. Eu tinha que tocar em você, Ell. — Ele fez uma pausa dramática, parecendo querer dizer mais sobre suas motivações, mas não disse. Abruptamente, ele se virou para a geladeira e mudou de assunto, com a voz novamente casual. — Agora, vejamos se há alguma comida na casa. Não faço ideia do que há aqui.

— Não estou com essa fome toda — protestou Ellie, confusa com a confissão de Zane. Talvez tudo ainda parecesse surreal para ele, como era para ela. Talvez apenas precisassem momentaneamente de algum tipo de conexão. — Não importa. Você precisa comer. — Ele se virou, voltou para o corredor, pegou a mochila que ela trouxera do hospital e foi para o corredor onde ficavam os quartos. Ellie o seguiu. Ele parou em um dos quartos para deixar a mochila. — Você pode ficar aqui — instruiu ele ao parar na porta para sair da suíte. — Estarei logo adiante no corredor. — Ele apontou para o quarto principal com a fonte termal.

A suíte em que ele lhe colocara era um quarto enorme e lindo, com uma área de estar e um banheiro privativo. Entretanto, Ellie não teve muito tempo para observá-la, pois Zane pegou sua mão e puxou-a de volta para a cozinha.

Ellie observou enquanto ele vasculhava os armários e a geladeira. Ela sorriu, pois ele parecia muito fofo enquanto olhava tudo, parecendo não saber ao certo o que havia nos pacotes nem o que fazer com eles.

— Deixe-me adivinhar... você não sabe cozinhar. — Ela cruzou os braços e apoiou o traseiro no balcão.

Ele virou a cabeça e olhou-a com expressão interrogativa. — Como sabe?

— Talvez porque você acabou de passar sobre vários itens comestíveis, mas ignorou todos eles porque exigem algum tipo de preparação. — Ela foi até a geladeira. — Saia da frente — insistiu ela, empurrando-o para o lado com o quadril.

Ela inspecionou o conteúdo da geladeira, notando que não havia muita coisa dentro dela. — Você não tem nada descongelado, mas acho que consigo preparar um café da manhã para o jantar. — Havia muitos ovos, queijo e um pouco de presunto fatiado. Ela também encontrou algumas batatas que pareciam relativamente novas.

— Não sou exigente — concordou ele prontamente — Mostre-me como fazer e eu prepararei tudo. — É sério que você não sabe cozinhar? —

perguntou ela curiosa. — Como você come? Ele deu de ombros. — Em Denver, peço comida ou compro coisas que posso colocar no micro-ondas. Tenho uma pessoa que cuida da minha casa. Ela fica com pena de mim e leva refeições que posso comer rapidamente. Quando estou aqui, normalmente tenho ingredientes para fazer sanduíches. Mas acho que eles acabaram.

Ellie pegou uma caixa de ovos e alguns outros itens antes de procurar uma frigideira grande. Era engraçado que um cara com o QI dele não soubesse preparar um ovo.

Ele é um bilionário. Não precisa saber cozinhar.

Ellie nem conseguia imaginar como era ter tanto dinheiro que era possível simplesmente contratar alguém para fazer as tarefas cotidianas.

Estranhamente, ele não parecia ter uma pessoa assim ali em Rocky Springs.

Quando ele dissera que a casa estava uma bagunça, não fora mentira. O

lugar precisava de uma boa limpeza e havia pilhas de papéis e outros itens por toda parte que nunca tinham sido organizados.

Ele observou enquanto Ellie trabalhava, sem se afastar muito com medo de que ela pudesse cair a qualquer momento. Era uma atitude adorável, mas também irritante.

— Estou bem, Zane. De verdade. Sinto-me melhor só de poder sair da cama e ficar de pé. — Encontrar uma tarefa para fazer para ele a deixou menos cansada e sentindo-se menos inútil, tirando a mente dos problemas.

— Esqueci de chamar alguém para arrumar a casa ou pedir a alguém que trouxesse o jantar — resmungou ele.

— Não importa — respondeu ela com sinceridade. — Quero ajudar enquanto estiver aqui.

— Você precisa descansar.

— Cozinhar algo simples não é trabalho duro — disse ela em tom brincalhão. — Sente-se. — Ela acenou para a mesa da cozinha.

Ele se sentou e agradeceu quando ela colocou um prato à sua frente, contendo omelete, torradas e batatas fritas. Em seguida, ela colocou um outro prato com uma porção melhor no outro lado da mesa. Enquanto pegava os talheres, ela abriu a geladeira e pegou duas latas de refrigerante, colocando-as sobre a mesa antes de se sentar à frente dele.

— Viu só? Não foi tão difícil — disse ela com um sorriso provocante.

— Você faz parecer fácil — murmurou ele com voz profunda.

— Minha mãe tinha que trabalhar muito quando eu era criança.

Aprendi a cozinhar muito cedo — explicou ela. — Ela precisava de ajuda em casa.

Ellie comeu devagar, observando Zane, que devorava a comida como se fosse a melhor refeição da vida. Quando comeu tudo o que conseguiu do próprio prato, ela o empurrou sobre a mesa. — Terminei. Pode terminar?

Ele a encarou com desgosto. — Você não comeu quase nada.

— Você sabe que não consigo comer muito. — Ellie sabia que seu corpo engordaria em breve. Ela já ganhara alguns quilos e, com o metabolismo lento que tinha, não demoraria para recuperar todo o peso que perdera. Ela estava determinada a ficar de olho no peso e não ganhar os quilos extras de que não precisava.

Ele pegou o prato dela e colocou sobre o seu. Em seguida, devorou rapidamente o que sobrara da comida dela.

Ao terminar, ele se recusou a deixá-la se levantar e ajudá-lo a limpar tudo.

— Você cozinhou, eu posso limpar. Sei como colocar as louças na máquina — insistiu ele ao acenar para que ela se sentasse novamente.

Ela se sentou e observou enquanto o corpo grande dele se movia de forma eficiente pela cozinha. Ele podia não saber cozinhar, mas foi rápido ao colocar as louças na máquina e ligá-la.

Zane era alto e musculoso, mas naturalmente ágil. Seu corpo era mais o de um corredor do que um levantador de peso. Ele não tinha nenhuma gordura em excesso, o que era decepcionante. Ellie gostaria de ver uma falha, por minúscula que fosse, em Zane, o que o tornaria mais humano.

Mas o corpo dele era bem esculpido e, mesmo com a barba por fazer e os cabelos escuros um pouco compridos demais, ele era praticamente perfeito.

Com um suspiro silencioso, ela percebeu exatamente por que sempre se sentira atraída por ele. Zane era perfeito, mas era um enigma, um quebra-cabeça com tantas peças que ela nunca conseguira encaixá-las. Ele era gentil, lindo demais, mas às vezes um pouco esquisito, o que era fofo, considerando que era muito gostoso em todos os outros aspectos.

Ao olhar em volta, Ellie percebeu que ele ainda era desorganizado, mas isso era perdoável, pois era um gênio. O foco dele geralmente estava em uma única coisa: no trabalho.

Havia coisas que ela não conseguia entender... como o motivo pelo qual ele a beijara. Por que a estava ajudando, quando poderia ter deixado a tarefa para a mãe dele... ou a dela. Ela sabia que sua mãe teria ficado se realmente precisasse dela. Entretanto, Zane prometera que cuidaria de Ellie até que a mãe pudesse voltar para outra visita. Convencida de que a filha ficaria bem, ela voltara para Montana, pois precisava trabalhar.

Os instintos protetores de Zane faziam com que ela se sentisse segura, mas também a deixavam perplexa. Ellie não estava acostumada a ter alguém que se importasse com ela ou com o que lhe acontecia, exceto Chloe. Ele salvara a vida dela devido à sua natureza persistente, e Ellie estava grata, mas ainda não conseguia entender por que Zane simplesmente não desistira como todos os outros. Sete meses era um longo tempo.

Ela correu os dedos pelos cabelos, o que a fez lembrar que precisava cortá-los para que voltassem a ser saudáveis, pois estavam muito danificados. A ideia a deixou um pouco deprimida, pois os longos cabelos loiros eram uma das únicas coisas de que jamais deixara de gostar em sua aparência.

— Qual é o problema? Você parece triste — comentou Zane ao sentar novamente à mesa e tomar um gole de refrigerante.

— Preciso cortar meus cabelos — respondeu ela em tom solene. —

Eles estão danificados e, para que voltem a ser saudáveis, vou ter que cortar a maior parte deles. — Os cabelos, que tinham demorado anos para

crescerem saudáveis e até o comprimento em que estavam, desapareceriam em questão de minutos.

Zane pareceu confuso. — Então corte-os. Eles crescerão de novo. —

Eles são a única coisa de que eu gostava na minha aparência. Eu gostava dos meus cabelos.

Ellie sabia que não era realmente a questão dos cabelos que a incomodava. Todo o sofrimento pelo que passara começava a atingi-la com intensidade e a perda dos cabelos era simplesmente um símbolo do que perdera. Ela começava a absorver a realidade.

— São apenas filamentos de proteína e células mortas, Ellie. É apenas cabelo — disse ele com voz rouca.

— Eu sei. — Ela assentiu com os olhos cheios d’água. — É idiota ficar chateada com algo tão superficial. Acho que só estou começando a perceber como tudo mudará, de quantas coisas terei que cuidar e como elas serão diferentes. Não tenho emprego nem casa. É como se a vida tivesse continuado sem mim, mas continuo aqui. Agora, estou presa em algum lugar entre existir e não existir. Não sei para que lado me virar.

Zane se levantou, pegou-a no colo, carregou-a para o quarto que destinara a ela e deitou-a gentilmente na cama. — Você precisa dormir. Não pense demais, vai acabar desesperada. Dê um passo de cada vez. Não posso prometer que amanhã se sentirá normal de novo. Mas prometo que farei tudo ao meu alcance para que seja feliz de novo.

— Não me sinto normal — disse ela sem fôlego, sentindo o pânico invadi-la.

Zane tirou as botas e subiu na cama enorme, pegando-a nos braços antes de dizer: — Você se sentirá normal de novo, Ell. Prometo.

As palavras de Zane foram reconfortantes, mas as lembranças começaram a invadir sua mente. Cada uma delas era aterrorizante. Ainda assim, ela começou a falar: — Algumas vezes, ele me fazia implorar pela comida e a água que levara. Eu estava com tanta fome e sede que não me importava de implorar. Dependendo do humor dele, algumas vezes eram piores do que outras. Eu sempre sabia que ele me bateria, usando-me como alvo para a raiva que guardara enquanto sorria para todos os outros. Ele era mau, Zane, provavelmente a pessoa mais psicótica que já conheci. Comecei a me odiar por ter tanto medo e cedi a tudo o que ele queria só para conseguir algumas migalhas de comida e algumas gotas d’água.

Ele apertou os braços em volta dela ao puxar sua cabeça contra o peito.

— Não — disse ele com voz rouca. — Não se culpe por nada que fez para sobreviver. Ter medo naquela situação é normal. Não sou psicólogo, mas até mesmo eu sei que você é uma sobrevivente, fez o que tinha que fazer.

Fico muito puto porque teve que ter medo, por aquele imbecil ter encostado em você. Se ele já não estivesse morto, eu mesmo o mataria pelo que fez com você e Chloe.

Ellie respirou fundo algumas vezes, o que ajudou a desacelerar o coração e fazer o pânico começar a ceder. Ela sobrevivera ao cativeiro de James. Todo o resto era apenas trabalho duro. — Ele era um imbecil sádico.

Sociopata. Ele teria ferido Chloe ainda mais. Quando descobri o que ele era, fiquei horrorizada de que realmente matasse Chloe para ficar com o dinheiro dela. Fiquei muito aliviada ao descobrir que ela não se casou com ele. E que ele estava morto. — Ele não só a machucou fisicamente.

Também acabou com o orgulho e a autoestima dela. Mas ela está lidando com isso. Gosto de Walker. Acho que ele é bom para ela.

— Fico contente por ela estar feliz — comentou Ellie.

— Você também será feliz um dia — insistiu Zane, passando a mão nas costas dela de forma reconfortante. — Demorará um pouco.

— Você disse que não viu o meu carro. Imagino o que aconteceu com ele. James deve ter escondido ou destruído.

— Não se preocupe com seu carro, seu emprego nem mais nada agora.

Você precisa de tempo para se curar — resmungou Zane. — Iremos à cidade amanhã e compraremos algumas das coisas de que você precisa.

Sabe que a polícia vai querer falar com você, certo? O imbecil pode estar morto, mas vão querer seu depoimento para que possam fechar o caso.

— Eu sei — respondeu ela resignada. — Odeio falar sobre isso, mas falarei. — Não se preocupe com nada além de ficar mais forte. Logo, você terá Chloe de volta. E, agora, você tem a mim. — A voz dele foi teimosamente firme.

Ela relaxou contra o corpo dele. Nunca houvera um tempo em que ela dependera de alguém. Estava acostumada a ser a organizadora e a cuidadora desde muito jovem.

Para variar, era bom ter alguém com quem contar.

Ele mudou de posição, deitando de costas, e puxou-a parcialmente sobre o próprio corpo, mantendo a cabeça dela em seu peito. Passando uma

mão pelos cabelos dela, ele esfregou-lhe as costas com a outra em um movimento circular e reconfortante.

— Estou cansada — admitiu ela, sentindo-se tão emocional e fisicamente exausta que seus olhos começaram a se fechar.

— Então durma.

— Não quero que você me deixe sozinha — disse ela em tom trêmulo e vulnerável.

Ela não queria ficar sozinha naquele momento com os próprios pensamentos e longe da presença reconfortante dele. No dia seguinte, começaria a se fortalecer. Mas, naquele instante, precisava dele.

— Não vou a lugar nenhum, Ellie. Ficarei bem aqui.

Ela suspirou de alívio e aconchegou-se ao calor que irradiava do corpo dele. — Obrigada.

— Você confia em mim? — perguntou Zane com voz rouca. — Sim.

— Então durma. Nunca mais ninguém a machucará — jurou ele.

Ele soou tão sério que ela sorriu, sentindo-se segura no abraço forte.

Quando ela finalmente adormeceu alguns minutos depois, foi um sono profundo e sem sonhos.

Quando ela acordou na manhã seguinte, sentindo-se descansada, Zane não estava lá. Ellie achou que talvez tivesse imaginado a presença dele ou sonhado que ele estivera lá, reconfortando-a de uma forma gentil que nunca achara possível em Zane. Mas ela sabia que não sonhara com a presença dele.

Ela respirou fundo e seus sentidos foram invadidos pelo cheiro dele, provando que Zane estivera em sua cama, mas saíra em silêncio para deixá-la dormir. Rolando para ficar de costas, ela tentou remover a essência hipnotizante dele de seus pulmões, fazer com que o corpo parasse de reagir ao fato de ele ter estado em sua cama, de ela ter aproveitado a segurança de tê-lo tão perto.

Não posso começar a precisar tanto dele!

O corpo e o cérebro entraram em guerra quando ela sentiu seu sexo se contrair com uma necessidade primitiva do único homem que ela realmente sempre quisera.