Bilionário Destemido: Zane

J. S. Scott · Capítulo 11 de 22

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Bilionário Destemido: Zane

Capítulo 10

Agora. — Zane o soltou e literalmente empurrou Sean para longe da mesa.

Atônita, Ellie observou os dois homens que se encaravam. A expressão de Zane era tão intensamente feroz que ele parecia pronto para qualquer coisa.

Ela prendeu a respiração até que finalmente Sean recuou, virou-se e afastou-se sem dizer mais nada. Finalmente soltando o ar dos pulmões, ela olhou para Zane, que a encarava de forma quase assustadora.

Ela o constrangera de alguma forma? Ellie não tinha ideia de qual era a etiqueta para uma festa como aquela.

Ela tomou um gole de champanhe e respirou fundo. Em seguida, olhou para Zane de forma interrogativa, pronta para o que ele tivesse a dizer.

 

Zane não sabia o que diabos havia de errado com ele.

Um sorriso. Um sorriso doce de Ellie na direção de outro homem fora o suficiente para deixá-lo completamente louco.

Ele se sentou e bebeu o uísque em um gole, sabendo que provavelmente estava deixando Ellie assustada. Ele olhou de relance para ela e viu a confusão em seu rosto.

Recomponha-se, homem. Um sorriso de Ellie para outro homem não é motivo para perder o controle.

Zane cerrou os punhos sob a mesa, tentando entender algo que era ilógico. Na maior parte do tempo, ele se dava bem com Sean. Sim, ele achava o cara um idiota por se meter com Elena, mas isso não era problema seu. O diretor devia saber no que estava metendo-se. Em algum momento, ele teria que se explicar para Sean, mas, naquele instante, estava mais preocupado com Ellie.

— Sean faz o trabalho dele, mas não o conheço muito bem pessoalmente. O drama com Elena às vezes sai do controle e ele emprega algumas funcionárias para tentar deixá-la com ciúmes — explicou Zane com o que achou ser uma desculpa esfarrapada.

— Eu não o estava encorajando — respondeu ela calmamente. — Ele é perigoso?

Sim, a conversa fora bem inocente. Fora a única coisa que o mantivera são.

Zane balançou a cabeça negativamente. — Não conheço a vida pessoal dele bem o suficiente para saber como ele trata uma mulher. Nunca tive motivos para me meter na vida dele. Sean não está na Colter há muito tempo. Só o que sei com certeza é que ele é louco por Elena, mas ela está sempre procurando algo melhor. Não sei por que ele a aguenta.

— Zane, sei que quer me proteger, mas, algum dia, terei que voltar para o mundo real. Algum dia em breve — disse ela baixinho, com os belos olhos azuis encarando-o.

Não. Ele não gostava daquilo nem um pouco. Não depois de tudo pelo que ela passara. — Você está no mundo real.

Ela balançou a cabeça negativamente. — Sempre estive sozinha, sempre resolvi meus problemas.

— Por que tem que ser assim de novo? Por que você tem que ficar sozinha agora quando precisa de apoio? — Não que Zane quisesse ser apenas amigo dela. Ficava cada dia mais duro não querer ser mais que isso.

Literalmente mais duro.

Ela balançou a cabeça novamente e afastou o olhar, passando-o para a taça de champanhe enquanto passava o dedo na haste. Ora, até mesmo aquilo o deixou excitado. Ele queria aqueles dedos acariciando seu corpo inteiro.

Lembrando-se subitamente do motivo pelo qual ficara afastado por tanto tempo, ele colocou a mão no bolso do casaco e tirou os itens que ganhara no leilão silencioso.

— Ganhei um dos lances no leilão. Quero que fique com isto. — Ele empurrou uma caixa de veludo branco sobre a mesa.

Verdade fosse dita, ele garantira que ganharia ao dar uma pequena fortuna de lance naqueles itens. No minuto em que os vira, sabia que precisavam ser de Ellie.

Ela o encarou confusa e, em seguida, baixou o olhar para a caixa, traçando com o dedo as letras douradas no topo — Mia Hamilton?

Ele assentiu. — Ela faz algo de especial para minha festa de arrecadação de fundos todos os anos. A maior parte do dinheiro deste ano vai para uma organização de caridade conjunta para vítimas de abuso doméstico. A cunhada de Mia a fundou. Asha Harrison. Eles fazem um trabalho muito bom. Meus irmãos e Chloe apoiam a organização de Asha.

Ellie assentiu lentamente. — Ouvi falar dela. Lara também está envolvida. — Há muitos doadores ricos agora em todo o país. É uma excelente organização de caridade que tem poucas pessoas na administração, pois há muitos voluntários. — Ele acenou com a cabeça para a caixa. — Abra. Espero que goste.

— Zane, é algo feito por Mia Hamilton? — É claro — respondeu ele.

— Não acredito que estou até mesmo tocando nisso. As coisas dela são exclusivas. Nunca vi nada pessoalmente, só fotografias.

Zane sorriu. — Mais uma novidade — respondeu ele. Impaciente, ele estendeu a mão e abriu a caixa.

Ele ouviu a exclamação atônita de Ellie mesmo no salão barulhento. —

Ai. Meu. Deus. — Ela se recostou na cadeira como se estivesse com medo de encostar nas joias.

Zane não vira todos os trabalhos de Mia, mas tinha certeza de que ela se superara no colar e nos brincos que fizera naquele ano. De alguma forma, ela fizera com que uma fortuna em safiras, diamantes e ouro ainda parecesse algo cheio de classe, delicado e feminino. A corrente do colar alternava corações feitos de pequenos diamantes e safiras azuis com um leve tom roxo. A corrente descia até o meio para segurar um pingente de coração feito de uma safira grande com diamantes em volta. Para acompanhar o colar, Mia fizera brincos de pingentes simples feitos das mesmas pedras.

— Achei as joias bonitas. As safiras são quase da mesma cor dos seus olhos — disse Zane ansioso, ficando preocupado com a expressão nervosa no rosto dela.

— Bonitas? Zane, são as joias mais lindas que já vi. Posso tocar nelas?

Ele estendeu a mão e pegou a dela, colocando seus dedos sobre o colar.

— Elas são suas. É claro que pode tocar nelas. — Ele ficou secretamente feliz por ela parecer tão encantada com as criações de Mia. Com cuidado, ela traçou os corações delicados na corrente e correu o dedo com cuidado no pingente de safira. — Você sabe que não posso aceitar um presente como este — disse ela em tom firme. — Mas fico muito feliz por ter visto estas joias pessoalmente. Não fui ver o que estava sendo leiloado.

Ele se levantou e tirou o colar da caixa. Parando atrás de Ellie, ele colocou a corrente em volta de seu pescoço e fechou a presilha. Ele não fez

o mesmo com os brincos, pois Ellie já usava um par que Zane não pretendia tirar para substituí-los.

Sentando-se novamente, ele avaliou o contraste incrível das pedras brilhantes contra a pele clara de Ellie. — Perfeito — declarou ele, satisfeito porque o colar encontrara o lugar a que pertencia.

— Tire isso de mim — exclamou Ellie, com pânico na voz.

Ele sorriu. — Em qualquer outro momento, eu adoraria ouvir essas palavras saírem de sua boca, mas não agora.

— Zane, não posso usar isto. E se alguém tentar roubar? E se a presilha quebrar e eu perdê-lo? — Ela se inclinara sobre a mesa para que pudesse falar sem atrair atenção.

Ele deu de ombros. — É só uma joia.

— Uma joia que custa mais do que a casa da maioria das pessoas —

respondeu ela em tom frenético.

Zane estava ficando irritado porque a objeção dela era apenas sobre o quanto ele gastara. Logicamente, ele entendia a situação, mas nunca sentiria falta de um centavo sequer que gastasse. — Foi um presente, Ellie. O

dinheiro foi para uma boa causa. Nossa! Você não pode aceitar um presente meu sem se preocupar com devolver o dinheiro? Quero que tenha as joias.

Elas combinam com os seus olhos e a safira é a pedra do seu nascimento.

Coincidentemente, é do meu também.

Ela baixou os olhos. — Desculpe. É um presente maravilhoso, mas você não entende que não estou acostumada a ganhar presentes como este?

— Eu entendo, sim. Mas você tem que entender que estou muito acostumado a dar este tipo de presente. Não exatamente joias, mas coisas caras do ponto de vista das pessoas médias. Para mim, não é tão caro assim

— relembrou ele. — É como você mandar flores para uma amiga ou comprar um cartão.

Ellie deu uma gargalhada. O som apertou o coração de Zane como um torno. Ela fez um gesto de desprezo antes de responder: — Isso é verdade, acho. Mas eu me sentiria mais confortável com flores. — Ela encostou no colar com cuidado. — E eu sei que é por uma boa causa. Mas é algo que você precisa guardar para alguém especial — disse ela, colocando as mãos na nuca para tirar o colar.

Ele se levantou e segurou os pulsos dela. — Não — disse ele. — Estou pronto para ir embora. E você?

Ela assentiu. — Sim, mas realmente preciso...

— Vamos pegar nossos casacos. Você pode levar os brincos ou deixá-los aqui para quem quiser pegá-los. Não vou dá-los a outra pessoa. Eu os dei para alguém especial. Eu os dei a você.

Ele a puxou pelo braço para levá-los até a chapelaria. — Espere! —

disse ela em pânico. — Não posso só deixá-los aqui. E preciso da minha bolsa.

Zane soltou o braço dela e deixou que pegasse a bolsa preta pequena que estava sobre uma das cadeiras. Em seguida, observou com satisfação quando ela fechou com cuidado a tampa da caixa e guardou os brincos na bolsa.

— Você não está sendo justo — disse ela ao passar por ele.

— Você não foi justa quando decidiu não usar praticamente nada debaixo desse vestido — retrucou Zane ao pegar a mão dela.

— Não é a mesma coisa — disse ela, parecendo uma professora sexy.

— É quase a mesma coisa — retrucou ele em tom direto, continuando a conduzi-la em direção à porta.

Ele estivera de pau duro desde o momento em que a vira naquele vestido preto. Ellie era tão linda naturalmente que não precisava de maquiagem nem de penteado, mas a perfeição de sua aparência naquela noite o deixara louco. Quando ele vira o contorno dos mamilos rígidos sob o tecido preto, o pênis começara a latejar de forma ainda mais insistente.

Minha!

A reação dele fora imediata e irrevogável. Ellie era sua, apesar de Zane ter certeza de que precisava mais dela do que ela precisava dele.

Depois que Ellie revelara exatamente o que vestia sob o vestido, ele quisera ver se ela só estava provocando-o ou dizendo a verdade.

No que lhe dizia respeito, não era mais hora de jogar de forma justa.

Vê-la ter um orgasmo uma vez não fora o suficiente. Ele estava viciado.

Precisava vê-la gozar de novo, ouvi-la gritar seu nome. Estranhamente, ele não se importava que ela fosse virgem, exceto pelo fato de ter sido o primeiro e único homem dela, algo que o fazia ter vontade de trepar com Ellie ainda mais. Mas ele não quisera fazer isso naquela noite porque precisava saber que ela realmente queria que fosse seu primeiro. Agora, ele sabia que não seria apenas seu primeiro... seria seu único.

 

Sinceramente, Ellie sempre fora a pessoa para ele. No subconsciente, talvez ele sempre soubera disso, mas ficara bem claro nas poucas vezes em que a vira em Rocky Springs. Ele não fizera nada na época, o que era algo de que se arrependia. Mas faria agora.

Eu quase a perdi.

Era muito triste pensar que fora preciso que Ellie quase morresse para que ele encontrasse coragem para isso. De uma coisa ele tinha certeza: estava pronto para lutar pelo que queria.

Chegava de jogar limpo. Zane estava pronto para jogar sujo, sabendo que seria muito mais satisfatório para os dois.

Não demorou muito para que chegassem à casa de Zane. Ele usara a limusine e o motorista, que os deixara em casa depois de um percurso rápido e tranquilo.

O champanhe que Ellie bebera começava a desaparecer, mas ela ainda estava um pouco tonta ao perguntar a Zane: — Está com fome? — Eles tinham parado na cozinha para pegar uma bebida. Ela lhe entregou uma Coca-cola que pegara na geladeira, escolhendo uma dietética para si mesma.

Quando ela colocou a lata sobre o balcão para abri-la, Zane a prendeu por trás, colocando uma mão de cada lado de seu corpo. — Não de comida.

Mas estou louco para descobrir por que você mentiu para mim a noite inteira. — Uma mão exploradora parou no traseiro dela, beliscando a nádega e acariciando para ver se havia algum tecido sob o vestido. Ela prendeu a respiração quando ele começou a subir o tecido do vestido pelas coxas e até as nádegas.

— Jesus Cristo! Você realmente não está vestindo mais nada, não é?

Ela agarrou o balcão à sua frente e balançou a cabeça negativamente.

— Não, eu falei que não estava.

— Vire-se — exigiu ele depois de abrir o zíper na parte de trás do vestido.

Ellie queria tanto o contato de sua pele com a dele que obedeceu. —

Não consigo fazer isto — protestou ela fracamente, tentando lutar contra os desejos do corpo com a lógica da mente. Infelizmente, o corpo ganhava a

batalha. Ela desejara Zane por tanto tempo e com tanta intensidade que suas defesas desmoronavam.

Depois de levantar o vestido por cima da cabeça de Ellie e jogá-lo no chão, Zane a segurou pelos ombros. — Você disse que queria alguém que a vê, alguém que goste de você. Suponho que tenha guardado a virgindade para esse homem. E esse homem sou eu, Ellie. Claro que não sou virgem, mas acho que estive esperando você a vida inteira. Se quiser recuar, faça isso agora. Não sei se conseguirei me deter mais tarde.

Quando ela olhou para Zane, a expressão dele era feroz e seus olhos praticamente devoravam o corpo quase nu dela com apreciação.

— Acho que sempre esperei você — admitiu ela baixinho, finalmente encontrando o olhar dele que subiu para o seu rosto. — Mas estou com medo. — Por quê? — perguntou ele em tom de urgência, parecendo ligeiramente preocupado. — Eu nunca machucaria você, Ell.

Ela balançou a cabeça negativamente. — Não é isso. Eu quero você.

Quero estar com você. Mas, quando terminar, tenho medo de querer muito você todos os dias. — Ele correu os dedos lentamente do belo colar que ela usava, descendo pelo seu corpo até chegar à calcinha minúscula. Os dedos esfregaram o tecido sedoso, provocando-a com o prazer que ela sabia que teria com ele. E só com ele.

O motivo pelo qual ela não fizera sexo antes era simples: nunca quisera ninguém exceto Zane.

— Então pode me querer, Ellie. Pelo amor de Deus, queira tanto quanto quero você — respondeu ele com voz rouca, beijando a testa, as bochechas e o lado da boca de Ellie. — Precise de mim tanto que ache que enlouquecerá. Estarei por perto para acabar com essa dor, pois sei exatamente qual é a sensação.

Ela se sentiu nua, emocional e fisicamente, ao ficar parada diante dele apenas de calcinha. Ela passou os braços devagar em volta do pescoço dele, enterrando uma das mãos nos cabelos densos, adorando a sensação dos fios passando entre seus dedos. — Sim — respondeu ela simplesmente. — Por favor.

Ellie imediatamente sentiu seu corpo sendo levantado e carregado, sem saber para onde iriam até que ele a colocou no meio da própria cama. —

Quero fazer isto direito, Ellie. Não quero que sinta um segundo sequer de dor.