Bilionário Destemido: Zane
Capítulo 18
— É claro que não vai — retrucou Tate furioso, lançando um olhar de advertência a Lara.
Ellie viu Chloe sentada no sofá ao lado de Aileen, que chorava, tentando reconfortar a mãe. Toda aquela discussão não tornava as coisas mais fáceis para Aileen nem para o restante da família.
— Parem! — Ellie ergueu a voz para ser ouvida. Aquele não era o momento para brigas. — Acho que todos vocês precisam entender que nada me impedirá de estar naquele prédio amanhã de manhã. Zane salvou a minha vida. Nunca desistiu de mim, mesmo sabendo que deveria. — Ela hesitou antes de acrescentar: — Como ele nunca desistiu de mim, nunca desistirei dele. Prefiro morrer tentando a viver neste mundo sem ele.
As lágrimas escorreram pelo seu rosto quando ela terminou de falar. —
Sabemos que você se importa com ele — disse Blake baixinho.
— Eu. Amo. Zane — Ellie colocou ênfase em cada palavra. — Eu o amo mais do qualquer coisa no mundo.
Meu Deus, como ela desejou ter dito a Zane o que sentia. Agora, parecia ridículo ter se preocupado com a reação dele.
— Vamos pensar em um plano ou vamos ficar aqui sentados batendo boca? — perguntou Marcus em tom seco.
Todos concordaram que um plano era a melhor opção.
Zane sabia que morreria. Era apenas uma questão de quando Sean decidiria matá-lo. O único consolo que tinha era que, pelo menos, Ellie não estava lá com ele. E ele sabia que os irmãos a manteriam segura.
Fora uma longa noite. Sean mantivera Zane em um estado semiconsciente para que pudesse dormir.
Como se não fosse o suficiente, ele estava amarrado a uma cadeira no escritório de Sean com tanta força que Zane nunca conseguiria se soltar. E
ele tentara, repetidamente. No momento em que começava a fazer barulho demais, Sean acordava e batia em sua cabeça novamente. Zane conseguiu ouvir o funcionário roncando na cadeira logo atrás dele.
Ele achou muito irônico ser mantido prisioneiro em um escritório que fora seu e que dera a Sean quando o contratara não muito tempo antes. E
era um excelente escritório. Agora, ele se arrependia de não ter colocado o diretor em um cubículo horroroso em outro lugar em vez de lhe dar um escritório executivo tão bom quanto o seu.
Zane tentou não fazer barulho quando sentiu a cabeça começar a clarear. Ele queria estar acordado e consciente caso a polícia chegasse para ver se conseguiria fazer alguma coisa para ajudar a se manter vivo.
Sinceramente, ele esperara a intervenção da polícia bem mais cedo. Já era de manhã e, ao olhar pela janela para o sol, notou que era bem depois da alvorada.
Merda! Ele esperava muito que Ellie não estivesse planejando atender as exigências de Sean. O imbecil mataria os dois em um piscar de olhos se
ela entrasse no prédio com as coisas que Sean queria. Zane sentiu o coração gelar.
Fossem quais fossem os problemas de Sean, não eram com Zane. Ele só se tornara a fixação do funcionário, um alvo que, na realidade, não existia.
Por que nunca percebi os sinais? Como ele conseguiu esconder esse lado por tanto tempo?
Zane sabia o que acontecera. Ora, ele vira recentemente uma notícia sobre um pai, marido e aparentemente um homem normal, sem registro criminal, que saíra um dia e matara várias pessoas com uma arma.
Talvez a deserção possivelmente final de Elena deixara Sean fora de controle. Entretanto, Zane não tinha dúvidas de que os problemas mentais de Sean sempre tinham existido e só estavam escondidos, esperando o motivo certo para explodirem. O cara podia ter uma mente científica brilhante, mas, em outras áreas do cérebro, certamente havia outros problemas graves.
Virando a cabeça lentamente, ele olhou para o relógio.
Quase nove!
Ele estava ficando nervoso, preocupado com o fato de que a polícia ainda não aparecera. Ellie realmente levaria o que Sean queria? Por favor, meu Deus, não!
Não é possível. Nunca dei acesso a ela ao meu laboratório em Rocky Springs.
No entanto, Zane sabia que Ellie teria que trabalhar com a família dele para conseguir o dinheiro que Sean queria, e seus irmãos podiam ser muito perigosos. Com as habilidades de Tate e Marcus, Zane não duvidava de que tentariam alguma coisa eles mesmos. Era a única explicação para a polícia não estar ali.
Caralho! A última coisa que quero é que um deles se machuque. Ele provavelmente teria uma chance melhor de sair dali vivo se Tate e Marcus estivessem planejando alguma coisa juntos. A verdade era que ele queria viver. Zane não queria deixar Ellie sozinha na Terra e queria estar presente ao lado dela. Eles ainda não tinham tido tempo suficiente. Ele ainda não estava pronto para morrer.
Eu nunca disse a ela o quanto a amo.
Aquele era o maior arrependimento de Zane. Talvez ele não fosse um cara romântico nem tivesse sido muito bom em dizer a Ellie exatamente como se sentia. Mas, merda, era tão difícil assim dizer a ela que a amava?
Que faria qualquer coisa para vê-la sorrir?
Obviamente, era difícil, caso contrário, ele já teria dito isso a ela. Zane não queria espantá-la abrindo o coração de uma vez só. Agora, ele desejou ter feito isso.
O ronco de Sean subitamente parou e Zane fechou os olhos depressa.
Era melhor parecer que ainda estava inconsciente até que alguma coisa acontecesse, e ele sabia que aconteceria. Ele conhecia os irmãos, que não deixariam o destino de Zane nas mãos da polícia, especialmente porque Sean ameaçara matá-lo no instante em visse um carro da polícia. Alguma coisa aconteceria. Ele sabia que sua família tinha algum plano. Só desejou saber exatamente o que tinham planejado.
Ellie esperou o suficiente para que Tate, Marcus e Lara ganhassem acesso ao sistema de ventilação. Ela os deixara entrar no prédio pela entrada de serviço com a chave que tinha. Em seguida, digitara os números que desligavam o sistema de alarme da área e trancara novamente a porta depois que os três estavam posicionados.
Depois de definirem o plano na noite anterior, Blake fora excluído porque o que fariam não era exatamente a forma de lidar com a situação que seria aprovada pelo governo. Blake tinha que considerar sua posição como senador. Ele não ficara feliz, mas finalmente concordara, principalmente porque não queria ser um estorvo, já que não tinha experiência em execução da lei.
Tenho que ser paciente. Tenho que dar a eles tempo de percorrer o sistema de ventilação.
Ellie não dormira, mas estava longe de se sentir cansada. Seus nervos estavam à flor da pele e as mãos estavam trêmulas quando ela caminhou em direção à entrada principal do prédio. Ela estaria mentindo se dissesse que não estava com medo, mas, naquele momento, sentia medo pela vida de Zane.
E se ele já estiver morto?
Ela teve que parar e respirar fundo, afastando os pensamentos negativos da mente. Ela não poderia fazer o que era necessário se entrasse em pânico.
Ela sentiu um arrepio na espinha e percebeu instantaneamente que estava sendo observada. A janela no escritório de Sean ficava virada para a entrada e Ellie tinha certeza de que ele observava cada um de seus movimentos.
Ela ajeitou a mochila sobre o ombro para que ele visse que a carregava, bem como o notebook sob o outro braço. Em seguida, ela destrancou a porta da Colter Labs e entrou.
Com um olhar para o painel do alarme, ela notou que o sistema do prédio principal estava desativado. Sean não ligara os alarmes do escritório e da recepção ou simplesmente os desativara antes que ela entrasse. O
telefone de Ellie tocou e ela deu um salto, quase deixando o notebook de Zane cair.
Com pressa, ela largou a mochila e o computador sobre a mesa da recepção e tirou o telefone do bolso da calça.
Ela olhou para o identificador de chamada antes de atender. — Tenho o que você quer. Agora quero fazer uma troca. — A voz dela saiu surpreendentemente firme. A raiva por Sean ter colocado Zane naquele jogo insano alimentou sua coragem.
— Venha até o meu escritório sozinha — advertiu Sean.
— Eu estou sozinha — retrucou ela. — Estou a caminho e quero ver Zane. — Ele está aqui e não parece muito feliz no momento — respondeu Sean em tom divertido.
— O que você fez com ele? — perguntou Ellie furiosa, mas percebendo que a linha tinha ficado muda.
— Merda! — Ela guardou o telefone no bolso e pegou as coisas que estavam sobre a mesa. Em seguida, andou até os elevadores que levavam aos escritórios.
Àquela altura, Tate, Lara e Marcus deviam estar em posição. Ellie não sabia o que finalmente fizera com que Tate cedesse e levasse Lara. Mas Ellie ouvira quando ele relembrara a esposa da promessa dela antes de entrarem no prédio. Portanto, Ellie sabia que Tate não acreditava que Lara estaria perto da situação perigosa.
Ellie respirou fundo algumas vezes antes que o elevador parasse no andar onde ficava o escritório de Sean, tentando se manter o mais calma possível. O maior medo que tinha era de não conseguir salvar Zane.
Ele nunca desistiu de mim. Não vou desistir dele.
Aquelas palavras tinham se tornado o mantra dela, sua força. Ela daria a própria vida em troca da vida de Zane em um piscar de olhos. Só tinha medo de talvez não ter a oportunidade de fazer isso.
A porta do escritório de Sean estava aberta. Ellie sentiu o coração bater com força ao entrar lentamente no escritório, procurando Zane freneticamente. — Onde ele está? — perguntou ela, sentindo vontade de arrancar o sorriso maligno do rosto de Sean quando ele a recebeu na porta.
— Eu fico com isso — rosnou ele ameaçadoramente, pegando a mochila e o notebook dos braços dela.
Ela percebeu pelo canto do olho uma das cadeiras do escritório de Sean movendo-se e viu um par de botas no chão. — Zane! — Ela ignorou Sean, que vasculhava a mochila para verificar se continha dinheiro de verdade, e correu até a cadeira.
A fúria a invadiu quando ela viu como ele estava literalmente amarrado do pescoço até os joelhos na cadeira, com sangue escorrendo da cabeça e o rosto machucado. — Seu imbecil — disse Ellie ao se virar para xingar Sean. — Você o machucou.
— Eu não disse que não ia me divertir um pouco — respondeu Sean ao tirar a arma da cintura e apontá-la na direção dos dois.
— Você disse que queria fazer uma troca. — Ela tentou não se encolher quando Sean acenou com a arma no ar de forma descuidada antes de virá-la em direção a Ellie e Zane. Ela manteve Zane virado de costas para Sean ao encará-lo, com o corpo ao lado da cadeira. Se Sean pretendia atirar em Zane, teria que passar primeiro por ela.
— Você não pode ser tão burra, Ellie — respondeu Sean. — Se eu a deixar ir, o que acontecerá? Terei que fugir pelo resto da vida. Não foi assim que planejei as coisas. Vou matar os dois e, quando encontrarem os corpos, estarei longe do país. Tenho um avião me esperando e posso vender descobertas científicas de qualquer lugar. Um milhão de dólares ajuda muito a me levar a um lugar onde estarei seguro. — A família de Zane caçará você como um cão de caça sentindo o cheiro de um coelho. Eles perseguirão você até o fim do mundo, se for preciso — sibilou Ellie.
— Há lugares a que nem mesmo os Colters conseguem chegar. Além do mais, eles não terão como provar que vocês dois não tiveram uma briga doméstica e acabaram com uma situação de assassinato seguido de suicídio.
Posso fazer com que pareça que foi isso que aconteceu.
— Eles já sabem que você o tem como refém.
— Eles teriam que provar que matei vocês dois. Acredite, vou apagar meus rastros.
Sean ergueu a arma para seguir em frente com suas intenções assassinas. E foi quando tudo aconteceu ao mesmo tempo.
Ellie bateu na cadeira de Zane com o corpo, empurrando-a com tanta força que os dois caíram no outro lado do aposento no momento em que a arma de Sean disparou, atingindo a área onde eles tinham estado um segundo antes e quebrando a janela do escritório. De onde estava no chão, Ellie tentou avaliar a situação. Evidentemente, Marcus tinha soltado a grade de metal pesada do sistema de ventilação, que atingiu a cabeça de Sean e deixou-o desorientado. Em seguida, Marcus caiu sobre ele e subjugou-o.
Tate o seguiu, entrando na briga. Lara saltou para o lado, caindo de pé sobre o carpete, e sacou a arma. Sem duvidar nem por um segundo que Marcus, Tate e Lara conseguiriam lidar com Sean, Ellie voltou a atenção para Zane.
Ela encontrou uma tesoura e um canivete nas gavetas da mesa de Sean para começar a cortar as cordas.
Primeiro, ela arrancou a fita da boca de Zane, o que logo percebeu ter sido um grande erro.
— Que merda achou que estava fazendo? Eu lhe disse para chamar a polícia. Você devia saber que ele não deixaria nenhum de nós dois sair vivo daqui. Por que fez isso, Ellie? Pedi que não fizesse isso. — Zane estava furioso, mas também havia medo em seus olhos.
Ellie tinha cortado a maior parte das cordas em volta do corpo de Zane e começava a desfazer alguns dos nós. — Eu juro que, se disser mais uma palavra, colocarei a fita de volta na sua boca — avisou ela enquanto continuava a soltá-lo.
Pelo canto do olho, ela percebeu que Marcus e Tate tinham subjugado Sean com facilidade. Os policiais entraram pela porta e ela ouviu Tate resmungar: — Bem na hora — quando eles assumiram a custódia do louco que se debatia.
— Pode me dizer o motivo? Eu poderia lidar com aquele imbecil me matando, mas não matando você — rosnou Zane.
Ellie fez algum esforço em um pedaço de corda mais apertado ao responder: — Bem, eu não aguentaria se ele matasse você. Teria sido como se ele tivesse me matado também. Apesar de você não estar particularmente agradável neste momento, eu amo você, Zane Colter, e não pretendia desistir. Você nunca desistiu de mim. — Ellie repetiu seu mantra novamente, torcendo para que fosse a última vez que precisaria dizê-lo. A corda finalmente cedeu e ela conseguiu livrar Zane de sua prisão. Ele devia estar dolorido, pois não conseguira se mover durante a noite inteira.
Marcus, Tate e Lara correram até Zane no momento em que a polícia tirou Sean algemado do escritório.
— Você está bem? — perguntou Marcus, fazendo uma careta ao perceber o sangue escorrendo da cabeça de Zane e dos ferimentos em seu rosto.
— Você acabou de dizer que me ama? — perguntou Zane, com o olhar fixo em Ellie.
— Sim. Estou cansada de não dizer, portanto vou dizer de novo. Eu amo você, Zane Colter. E você não podia esperar que eu ficasse sentada sem fazer nada.
— Eu também amo você — respondeu Zane com voz rouca. — Não dizer isso a você era meu único arrependimento.
O coração de Ellie alçou voo quando ela o encarou. — Marcus perguntou se você está bem — relembrou ela, pois ele ignorara o irmão completamente. — Consegue ficar de pé?
— É claro — retrucou Zane em tom arrogante ao começar a se levantar da cadeira.
Por sorte, Tate e Marcus estavam perto o suficiente para segurar o corpo de Zane quando ele caiu. Os dois o deitaram gentilmente no chão.
— Desculpem. Acho que fiquei tonto — murmurou Zane, com os olhos fechados.
Marcus avaliou os ferimentos de Zane. — Ele tem alguns cortes e hematomas bem feios. Acho que precisamos de uma ambulância. Ele provavelmente tem uma concussão. — Já está a caminho — disse Lara ao guardar o celular no bolso, obviamente já tendo pedido ajuda.
— Vou ficar muito furioso quando não estiver tão tonto — murmurou Zane. — Ellie e Lara não deveriam estar aqui de jeito nenhum. Nem ninguém da minha família. Vocês deveriam ter chamado a polícia. E como diabos você pegou o meu notebook?
— Você tem um irmão que era das Forças Especiais, outro que era agente da CIA e uma cunhada que é ex-agente do FBI. Se nenhum de nós conseguisse pegar o seu notebook, teria sido muito triste — disse Lara a Zane em tom de brincadeira.
Zane fez uma careta sem abrir os olhos, o que fez com que Ellie sorrisse. Ela sabia que ele provavelmente estava irritado pelo fato de sua segurança não ser completamente infalível.
Um segundo depois, ele abriu os olhos, olhando para todos, que estavam ajoelhados ao seu lado. — Ellie me ama. Isso faz com que eu seja um idiota sortudo?
— Ele está começando a delirar — comentou Tate.
— Nesse caso, prefiro achar que ele sabe exatamente o que está dizendo. E tenho que concordar — disse Marcus calmamente ao olhar para Ellie. — Obrigado pelo que fez. Não teríamos conseguido sem você, que certamente não precisava ter feito isso.
Ela sorriu para Marcus, sabendo que havia muito mais sob a superfície daquele irmão de Zane que gostava de pensar que só se preocupava com coisas superficiais, como carros velozes e objetos bonitos. — Sim, eu tinha que fazer isso. Eu também o amo.
Lara e Tate sorriram. Marcus lançou um olhar satisfeito a Ellie. — Eu sei.
Zane moveu a mão e Ellie a pegou, entrelaçando os dedos nos dele. —
Aguente firme. A ambulância chegou.
— Vou ficar bem — teimou Zane, movendo-se como se quisesse se levantar.
Ao mesmo tempo, Tate e Marcus empurraram Zane de volta para o chão quando os paramédicos entraram para examiná-lo.
Ellie deu um passo atrás para dar espaço à equipe médica. Lara passou o braço em volta de seus ombros em apoio. — Ele ficará bem. Descobri que todos os irmãos Colter têm a cabeça dura. Ele levou alguns golpes bem fortes, mas vai se recuperar.
Ellie olhou para a janela estilhaçada e novamente para Zane. — Poderia ter sido pior, acho.
— Pensou bem depressa para tirar você e Zane da linha de tiro —
comentou Lara baixinho.
— Instinto — respondeu Ellie, dispensando o elogio de Lara. — Amor
— retrucou Lara com um sorriso.
Ellie sorriu de volta para ela. — Ele me ama. Zane realmente me ama.
— Ainda meio tonta de alívio e por causa da declaração de Zane, ela se sentiu meio boba.
— Eu sei — disse Lara, repetindo as palavras de Marcus. — Mais um Colter solteiro fora do mercado.
— Ainda há Blake e Marcus — relembrou Ellie quando ela e Lara seguiram os paramédicos que tinham colocado Zane em uma maca e saíam do escritório.
— Blake é casado com sua posição de senador. E Marcus... — A voz de Lara sumiu por alguns segundos antes que ela concluísse: — Que mulher conseguiria aguentá-lo? Ela teria que conseguir dar uma surra nele.