Por que Crianças Matam

Gitta Sereny · Apêndice

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Por que Crianças Matam

Agradecimentos

1 No original, “Official Solicitor”, cargo do Ministério da Justiça do Reino Unido

responsável por atuar em defesa de pessoas incapazes de representarem a si mesmas e a

quem outras agências se recusaram a representar. [N.T.]

2 Em inglês, “Proceeds of Crimes Act”. [N.T.]

3 “Newcastle”: simplificação do nome da cidade, adotada a partir dessa citação; é o mesmo

que Newcastle upon Tyne. [N.T.]

4 No original, “Assizes”, que são, como a própria autora explicará mais adiante, sessões

periódicas de um tribunal superior em cada condado da Inglaterra. [N.T.]

5 Também na Alemanha e na França.

6 Todos os nomes de pessoas da esfera pública que falaram para este livro foram alterados.

7 A fim de proteger membros familiares ainda vivos, eu não uso seus sobrenomes a não ser

que eles já tenham se tornado públicos.

8 Referência ao filme The Bad Seed, de 1956, exibido no Brasil com o título Tara maldita.

[N.E.]

9 No original “Home Office”, ministério dos negócios interiores: departamento do governo

britânico responsável pela polícia, pela imigração e pela transmissão de TV. [N.T.]

10 A filha de Mary esteve sob custódia tribunal até seus 18 anos. Em 1985, devido à

contínua perseguição da mídia a Mary, uma ordem judicial foi publicada para proibir

qualquer revelação que conduzisse à identificação da criança.

11 Sidney Foxcroft era repórter da People e do The Sun em Newcastle. “Um homem me

telefonou um dia”, ele me contou. “Ele disse que era amigo dos Bell e que eles queriam

vir conversar comigo sobre algo. Eu levei um amigo meu para esse encontro. Sabe, eu

mesmo mal conseguia acreditar naquilo. Eles vieram juntos, Betty e Billy Bell e o amigo

deles, e disseram que queriam nos vender a história da vida de Mary. A filha deles estava

em julgamento por assassinato lá em Moot Hall e eles sentaram aqui e disseram: ‘Nós

tentamos ensinar a ela a ser direita, mas não conseguimos fazer nada com ela...’”. Bem,

era minha função escutá-los, mas eu nunca tinha ficado tão enojado em toda a minha

vida. Liguei para o escritório em Londres e contei para eles. Disseram que não iam nem

chegar perto dessa história.”

12 Conselheiros da Rainha (ou do Rei). Advogados apontados anualmente pela Coroa com

base em sua habilidade, sua experiência e sua idade mais avançada. Note-se também que

Harvey Robson é um barrister e David Bryson, advogado de Mary, um solicitor. Ambos

são lawyers, termo geral para designar advogados, mas, de acordo com a terminologia

legal do Reino Unido, um barrister é um advogado especialista em determinada área

legal que tem permissão para advogar em qualquer tribunal. Já um solicitor é um

advogado que tem campo de atuação mais restrito, cuja tarefa principal é conduzir as

relações entre o cliente e o barrister, que é por ele instruído acerca das peculiaridades de

cada caso. [N.T.]

13 Os depoimentos das duas garotas são apresentados na íntegra em The Case of Mary Bell.

14 As três crianças dos Bell ficaram sob cuidados temporários e seriam liberadas para ficar

com o pai após o julgamento.

15 Grandes trechos do testemunho desses dois psiquiatras, e de três outros que viram Mary

posteriormente, estão apresentados integralmente em The Case of Mary Bell.

16 Personagem da série de best-sellers escritos pelo inglês George Du Maurier, que usava a

hipnose como forma de se aproximar de suas vítimas. [N.T.]

17 O professor Terence Gibbens visitou Mary após o julgamento no Centro de Avaliação

em Cumberlow Lodge; Monica Rowbotham, durante sua custódia em Newcastle.

18 Especula-se que a origem do termo nonce venha das iniciais da frase “Not on Normal

Courtyard Exercise” [“Não no regime comum”], em referência ao fato de criminosos

sexuais serem separados de outros prisioneiros. [N.E.]

19 “Her Majesty’s Pleasure”, ou “prazer de sua majestade”: gíria utilizada nas

penitenciárias para se referir à pena de prisão perpétua. [N.T.]

20 Personagem infantil que usava uma touca azul pontuda, criado pela autora inglesa Enid

Blyton (1897-1968). [N.E.]

21 Os ganhos dos detentos eram depositados para eles em contas bancárias. O dinheiro seria

acumulado para quando eles fossem libertados, e, semanalmente, recebiam uma pequena

parte para o uso diário. Eles poderiam obter permissão para sacar quantias maiores para

comprar presentes se tivessem alguém fora da prisão que comprasse por eles.

22 Nome alterado.

23 Marca de uma bebida destilada de peras particularmente popular na Grã-Bretanha entre

os anos 1960 e 1970. [N.E.]

24 Seriado policial exibido entre 1981 e 1987. [N.E.]

25 Comemoração, com fogueiras e fogos de artifício, realizada em 5 de novembro, data em

que se realizou a tentativa malsucedida de incendiar o Parlamento inglês em 1605. [N.T.]

26 Em português, “Quacres”; membros de seita religiosa protestante inglesa fundada no

século XVII que rejeita os sacramentos e os representantes eclesiásticos, e é contrária à

guerra. [N.T.]

27 Nomes alterados.

28 Nem Pat nem Sam, a agente de condicional de Mary entre 1988 e 1993, jamais se

referiam a Mary pelo nome antigo dela, nem com Mae (como ela passou a grafar seu

nome). Ambas utilizavam os apelidos carinhosos dela, os quais, para meu propósito,

substituí por Mary.

29 Segundo uma lenda irlandesa, banshee é um espírito feminino que entra nas casas

anunciando a morte com um grito. [N.T.]

30 A ordem de supervisão foi revogada em 1992, o que significava que os pais foram

considerados capazes de cuidar da criança, à época com 8 anos.

31 Os seis eram: Dr. Norman Tutt, diretor-executivo dos Sistemas de Informação Social e,

anteriormente, conselheiro do Departamento de Saúde e diretor dos Serviços Sociais, em

Leeds; Edward Fitzgerald, QC [Queen’s Council – Conselheiro da Rainha, um tipo de

advogado especializado], especialista em Direito Penitenciário e direitos humanos; Allan

Levy, QC, especialista em Direito da Infância; professor Sir Michael Rutter, psiquiatra

infantil e pesquisador de desenvolvimento; Mike Thomas, presidente da Associação

Nacional para a Justiça Juvenil e gerente de Justiça Juvenil, em Bedfordshire; e a juíza

Kate Akester. O relatório também fornece, em um apêndice, estatísticas de assassinatos

cometidos por jovens na Grã-Bretanha e breves descrições de procedimentos em tribunais

juvenis em outros países europeus.

32 Segundo cargo mais importante do governo britânico, o lorde chanceler é responsável

pelo funcionamento eficiente e independente do Judiciário. Até 2005, atuava também

como presidente da Câmara dos Lordes do Parlamento Britânico, como ministro da

Justiça e como presidente do Tribunal da Chancelaria. [N.E.]

Os homens que salvavam livros

 

Fishman, David E.

9788554126131

352 páginas

 

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Uma saga de heroísmo e resistência, amizade e romance, e uma devoção

inabalável à literatura e à arte, mesmo sob o risco de morte. Os homens que

salvavam livros é a incrível história real dos habitantes do gueto de Vilna,

na Lituânia, que resgataram milhares de livros e manuscritos raros da

cultura judaica por duas vezes – primeiro das mãos dos nazistas, depois dos

soviéticos. Tendo como base documentos judaicos, alemães e soviéticos,

incluindo diários, cartas, memórias e entrevistas do autor com vários

participantes da história, o livro registra as atividades ousadas de um grupo

de poetas e eruditos que se tornaram combatentes e contrabandistas na

cidade conhecida como a "Jerusalém da Lituânia". Partindo de uma extensa

pesquisa do principal estudioso do gueto de Vilna, de estilo e ousadia

excepcionais, Os homens que salvavam livros é uma história épica de

heroísmo, um conto pouco conhecido dos dias mais sombrios da guerra.

Vencedor do National Jewish Book Award 2017 – Categoria Holocausto

 

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Eu terei sumido na escuridão

 

McNamara, Michelle

9788582864708

352 páginas

 

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Por mais de dez anos, um criminoso sexual misterioso e brutal violentou

cinquenta pessoas no norte da Califórnia antes de se transferir para o sul,

onde cometeu dez assassinatos perversos. Em 1986, desapareceu, evitando

sua captura por 30 anos. Ao longo dessas três décadas, Michelle

McNamara, uma jornalista investigativa que criou o popular website

TrueCrimeDiary.com, se dedicou ao caso, determinada a encontrar o

psicopata cruel que ela chamava de "Golden State Killer", ou "Assassino do

Estado Dourado". Michelle se debruçou sobre relatórios policiais,

entrevistou vítimas e mergulhou em comunidades online de pessoas tão

obcecadas com o caso quanto ela. Sua investigação resultou em Eu terei

sumido na escuridão, uma verdadeira obra-prima que apresenta um retrato

emocional de um período da história americana e uma narrativa arrepiante

sobre a obstinação de uma mulher em sua busca incansável pela verdade.

Em 2018, meses após a publicação do livro nos Estados Unidos, Joseph

James DeAngelo foi preso em Sacramento, Califórnia, finalmente

identificado por meio de testes de DNA. McNamara, que fazia uso de

medicamentos para ansiedade e transtorno do pânico, morreu de um mal

súbito em 2016, aos 46 anos, e não pôde vivenciar seu triunfo. Mas, sem dúvida, seu trabalho ficará marcado como um clássico do true crime, e a

obra que ajudou a lançar luz sobre o mistério do Golden State Killer.

 

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Roma - Uma história em sete invasões

 

Kneale, Matthew

9788554126056

416 páginas

 

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Nenhuma cidade da Terra preservou tão bem seu passado quanto Roma.

Visitantes podem atravessar pontes antes cruzadas por Cícero e Júlio César,

explorar templos ocupados pelos imperadores romanos e entrar em igrejas

que praticamente não mudaram desde as primeiras missas celebradas ali por

papas, dezesseis séculos atrás. Essa longevidade arquitetônica é ainda mais

notável considerando os muitos desastres que afligiram a cidade. Roma

sofreu terremotos, inundações, incêndios, pragas e foi, sobretudo, devastada

repetidamente por exércitos invasores. Dos gauleses aos alemães nazistas –

passando pelos godos, normandos, espanhóis, luteranos e franceses –,

Matthew Kneale nos conta as histórias por trás das sete invasões mais

importantes e revela, com percepção fascinante, as marcas que cada invasor

deixou na cidade e como elas transformaram seus aspectos social,

econômico e cultural. Utilizando uma abordagem totalmente inovadora do

passado de Roma, Kneale desvenda como ela se tornou a cidade que é hoje.

Com uma pesquisa meticulosa e um conhecimento em primeira mão do

local, Roma: Uma história em sete invasões é uma celebração da coragem

feroz e da vitalidade do povo romano. Acima de tudo, é uma carta de amor

apaixonada para essa cidade incomparável.

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O Holocausto

 

Rees, Laurence

9788582864340

600 páginas

 

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Laurence Rees passou 25 anos entrevistando os sobreviventes do

Holocausto e os responsáveis pelo Terceiro Reich e seus horrores. Nesta

história arrebatadora, ele combina esses testemunhos com as pesquisas

acadêmicas mais recentes para investigar o que tornou possível o maior

crime da história. Rees argumenta que, apesar de o ódio aos judeus estar no

epicentro do pensamento nazista, não podemos entender o Holocausto por

completo sem considerar seus planos de matarem também milhões de não

judeus. Ele também revela que não houve um roteiro específico para o

Holocausto. Em vez disso, os acontecimentos foram se agravando um após

o outro, até culminar no horror completo. Apesar de Hitler ser o principal

responsável pelo que aconteceu, a culpa é coletiva, Rees nos lembra, e os

efeitos permanecem. O Holocausto: Uma nova história é um relato

acessível, mas rigoroso desse crime extremo. Com uma narrativa

cronológica e intensa, esta é uma exposição categórica do momento mais

sombrio da humanidade.

 

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Todos os homens do Kremlin

 

Zygar, Mikhail

9788582864654

352 páginas

 

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Todos os homens do Kremlin conta a envolvente história de um "rei" que

assumiu o poder por acaso e de um séquito sem controle. Tendo como base

uma série de entrevistas inéditas com membros do círculo de Vladimir

Putin, este livro apresenta uma visão totalmente inédita dos bastidores da

política na Rússia. A imagem de Putin como um homem forte é

questionada. No lugar dela parece surgir um tedioso líder simbólico,

fustigado – e até mesmo controlado – pelos homens que o aconselham e o

enganam ao mesmo tempo. Mas essa é uma via de mão dupla, e se Putin

vem se mantendo à frente da Rússia por quase três décadas, não é por

acaso. Os governadores regionais e os líderes burocráticos são peças fixas,

com muito mais poder em suas zonas de influência do que o próprio

presidente. Também o são os guardiões que protegem o caminho até o

poder, dos quais Putin depende tanto quanto eles contam com Putin. Esse

equilíbrio frágil é repleto de intrigas e conspirações típicas da corte dos

Médici, com guerras e inimigos do Estado sendo usados como justificativa

para beneficiar a si mesmos, manter rivalidades internas ou beneficiar um

grupo em detrimento do outro. Sucesso de vendas na Rússia, Todos os

homens do Kremlin apresenta um novo e surpreendente retrato da era Putin – uma reconstrução fascinante das tramas excessivas e descontroladas dos

que cortejam por interesse.

 

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