TED Talks: O Guia Oficial do TED para Falar em Público

17. Voz e presença

Assim , essas são suas principais opções. Você pode tam bém inventar algo exclusivo. Clifford Stoll tinha cinco tópicos para sua apresentação e escreveu um em cada dedo. Cada vez que m udava de tem a, a câm era dava um close em sua m ão e, ao m esm o tem po que ele, víam os qual seria o tem a seguinte. Foi original e sim pático.

O im portante é encontrar um m odelo de palestra que funcione, dedicar-se a ele com antecedência e treinar o m elhor que puder, com os m esm os recursos

que usará no palco. (Esse, aliás, é outro ponto contra a dependência de m onitores de referência. Você nunca pode ter 100% de certeza de que o palco é exatam ente igual àquele onde ensaiou.)

Resum indo, é bom ser vulnerável. Tam bém é bom descobrir seu ponto de conforto e segurança. E é essencial ser autêntico.

No palco

17

VOZ E PRESENÇA

Dê a suas palavras a vida que elas merecem

A pergunta a seguir é radical: por que se dar ao trabalho de fazer um a palestra?

Por que não preferir sim plesm ente m andar por e-m ail o texto para cada m em bro em potencial da plateia?

Um a palestra de dezoito m inutos com preende cerca de 2.500 palavras. Muita gente é capaz de ler 2.500 palavras em m enos de nove m inutos e entendê-las bastante bem . Então, por que não fazer isso? Evita-se o custo do aluguel da sala.

Evita-se a viagem de todos. Evita-se o risco de confundir as falas e parecer m aluco. E sua palestra ocupa m enos da m etade do tem po que levaria se a falasse.

Quando eu era j ovem , não conseguia entender a vantagem de falar em público. Na faculdade de filosofia, fiquei arrasado ao ver que o m agnífico P. F.

Strawson, grande escritor e brilhante pensador, era, pelo m enos no dia em que o ouvi, um péssim o orador. Ele balbuciou durante sessenta m inutos, lendo cada frase no m esm o tom de voz, e m al levantou os olhos. Percebi que estava perdendo tem po indo a suas palestras quando podia focar em seus livros. Parei de assisti-las. Na verdade, parei de ir a palestras e ponto final. Lim itei-m e a ler.

Um dos m otivos pelos quais m e encantei com o TED foi o fato de perceber que as palestras feitas da form a correta podiam proporcionar algo m ais que sim plesm ente não se pode extrair da palavra im pressa. No entanto, isso não cai do céu nem vale para todos os casos. É preciso pensar esse algo m ais, investir nele, desenvolvê-lo. É preciso conquistá-lo.

Mas o que é esse algo m ais? É a dim ensão hum ana que transform a informação em inspiração.

Pense num a palestra com o dois fluxos de dados paralelos. As palavras são processadas pelo m otor cerebral da linguagem , que opera m ais ou m enos da m esm a form a quando você ouve e quando lê. Mas acim a disso há um fluxo de m etadados que lhe perm ite (em grande m edida de form a inconsciente) avaliar cada segm ento de linguagem que ouve, determ inar o que fazer com ele e com o priorizá-lo. Não há nada parecido com isso na leitura. Isso só ocorre quando você vê um orador e ouve a voz dele. Seguem -se alguns dos efeitos que essa dim ensão extra pode causar:

Sintonia: Eu confio nessa pessoa.

Envolvim ento: Cada frase parece tão interessante! Curiosidade: Eu percebo o que você quer dizer em sua voz e vejo em seu rosto.

Com preensão: A ênfase naquela palavra com aquele gesto — agora entendi.

Em patia: Posso sentir como isso lhe causa mágoa.

Entusiasm o: Uau! Essa paixão é contagiosa.

Convicção: Quanta determinação nesse olhar!

Ação: Quero fazer parte do seu grupo. Conte comigo.

Tudo isso j unto é inspiração, em seu sentido m ais am plo. Penso nela com o a força que diz ao cérebro o que fazer com um a nova ideia. Muitas ideias são arquivadas e provavelm ente esquecidas em pouco tem po. A inspiração, pelo contrário, capta um a ideia e invade o núcleo da atenção de nossa m ente: Alerta geral! Ideia nova relevante chegando! Preparar para ativar!

Há m uitos m istérios referentes a com o e por que reagim os com tanta força a certos oradores. Essas funções evoluíram ao longo de centenas de m ilhares de anos e estão profundam ente enraizadas. Em algum ponto dentro de você existe um algoritm o para a confiança. Um algoritm o para a credibilidade. Um algoritm o para a form a com o as em oções se transferem de um cérebro para outro. Não conhecem os os detalhes desses algoritm os, m as podem os definir pistas im portantes. E elas se dividem em duas grandes categorias: o que você faz com a voz e o que você faz com o corpo.

FALE COM EXPRESSIVIDADE

Se puder, ouça o prim eiro m inuto da palestra de George Monbiot. O texto é atraente, m as não especialm ente sensacional.

Quando eu era j ovem , passei seis anos de aventuras selvagens nos trópicos, trabalhando com o j ornalista investigativo em algum as das partes m ais encantadoras do m undo. Era irresponsável e sem j uízo com o só um j ovem consegue ser. É por isso que se fazem guerras. Mas eu tam bém m e sentia m ais vivo do que m e senti em qualquer época desde então. E, quando voltei para casa, senti o propósito de m inha existência dim inuir aos poucos, até o ponto em que usar a m áquina de lavar louça era um desafio interessante. E

eu m e vi com o se estivesse arranhando as paredes da vida, tentando sair para um espaço m aior. Estava, acho, ecologicam ente entediado.

Mas, quando ele fala, você ouve algo bem diferente. Se eu tivesse de reproduzir isso usando apenas sinais gráficos, seria m ais ou m enos assim :

Quando eu era j ovem , passei seis anos de aventuras selvagens nos trópicos, trabalhando com o j ornalista investigativo em algum as das partes m ais encantadoras do m undo . Era irresponsável e sem juízo como só um jovem consegue ser. É-por-isso-que-se-fazem -guerras. Mas eu também m e sentia m ais v i v o do que m e senti em qualquer época desde então. E, quando voltei para C A S A , senti o propósito de m inha existência dim inuir aos poucos, até o ponto em que usar a máquina de lavar louça era um desafio interessante . E eu m e vi com o se estivesse arranhando as paredes da vida, tentando SAIR para um espaço m a i o r . Eu estava, acho , ecologicamente entediado.

Na versão im pressa, fica horrível. Mas, quando você ouve Monbiot falando, sente-se transportado para o m undo dele de im ediato. Praticam ente cada palavra é elaborada num a cam ada diferente de tom ou expressividade subj acente, e o resultado da introdução é um a incrível sucessão de nuances intransponíveis para a form a im pressa. Esse talento continuou se m anifestando durante toda a palestra. As palavras que ele em itia suscitavam , sem dúvida, expectativa e curiosidade, m as sua voz praticam ente obrigava o ouvinte a sentir curiosidade e assom bro.

Com o ele fazia isso? Os orientadores de voz falam de pelo m enos seis ferram entas: volum e, altura, ritm o, tim bre, tom e um a coisa que se cham a prosódia, que é a m usicalidade que distingue, por exem plo, um a afirm ação de um a pergunta. Caso queira se aprofundar um pouco m ais no assunto, recom endo vivam ente um a Conferência TED de Julian Treasure intitulada “Com o falar de form a que as pessoas queiram ouvir”. Ele não só explica o que é necessário, m as dá exercícios que aj udam a preparar a voz.

Para m im , o segredo é sim plesm ente inj etar variedade no m odo de falar, baseada no conteúdo que você pretende transm itir. Muitos oradores esquecem isso. Dão um a palestra em que todas as frases saem na m esm a inflexão. Um a leve elevação no início e um a queda no fim . Sem pausas ou m udança de ritm o.

Isso dá a im pressão de que todas as partes da apresentação têm a m esm a relevância. Ela vai se arrastando até acabar. O efeito biológico disso é hipnótico

— sim plesm ente põe os ouvintes para dorm ir.

Se sua palestra for roteirizada, tente o seguinte: procure, em cada frase, as duas ou três palavras m ais im portantes e sublinhe-as. Depois, procure a palavra mais importante de cada parágrafo e sublinhe-a m ais duas vezes. Procure a frase de tom m ais leve do roteiro e sublinhe-a com um leve ondulado a lápis. Procure todos os pontos de interrogação e destaque-os com m arca-texto am arelo. Faça um grande círculo preto logo antes da grande descoberta. Se houver um caso engraçado em algum ponto, faça pontinhos cor-de-rosa sobre ele.

Depois tente ler o roteiro aplicando um a m udança de tom para cada m arca.

Por exem plo, sorria quando chegar aos pontinhos rosa, faça um a pausa no círculo preto, acelere um pouco no sublinhado a lápis enquanto fala com m ais suavidade. Que tal lhe parece? Convence? Tente de novo com algum as nuances a m ais.

Agora experim ente m ais um a coisa. Tente se lem brar de todas as em oções ligadas a cada passagem da palestra. De que partes você gosta m ais? Quais questões m ais lhe causam irritação? De que você ri? O que intriga? Deixe as em oções virem à tona enquanto fala. Que tal? Tente fazer isso na presença de um am igo e vej a com o ele reage e o que o faz revirar os olhos. Grave a leitura e reproduza a gravação com os olhos fechados.

A questão é com eçar a pensar em seu tom de voz com o um a nova caixa de ferram entas para entrar na cabeça dos ouvintes. Sim , você quer ser com preendido, m as tam bém quer que eles sintam a m esm a paixão que você. E a m aneira de fazer isso não é recomendar que se apaixonem pelo tem a, m as m ostrar paixão. Ela se espalha autom aticam ente, assim com o acontece com qualquer outra em oção autêntica.

O tem po curto é m otivo de preocupação? Pode deixar isso de lado. Em certo sentido, você vai duplicá-lo. Vai poder usar cada segundo não apenas para transm itir inform ação, m as para com unicar como essa inform ação deve ser recebida. Tudo isso sem acrescentar um a só palavra.

Para outros ótim os exem plos do uso correto da voz, dê um a olhada nas palestras de Kelly McGonigal, Jon Ronson, Am y Cuddy, Hans Rosling e do incom parável Sir Ken Robinson.

Alguns orientadores de voz podem querer levar as variações vocais para além do lim ite que você considera correto. Não perm ita isso. Deixe que as variações surj am com naturalidade, a partir da sua paixão pelo assunto. Acim a de tudo, o ideal é falar coloquialm ente, enxertando curiosidade e entusiasm o onde for cabível. Sem pre recom endo que o palestrante se im agine num encontro de ex-colegas de escola contando o que tem feito nos últim os tem pos. Esse é o tom de voz que você deve buscar. Autêntico, natural, m as sem m edo de botar pra quebrar se for o caso.

Outro aspecto im portante: a velocidade da sua fala. Em prim eiro lugar, é ótim o variá-la de acordo com o que você diz. Quando for apresentar ideias essenciais ou explicar algo com plexo, vá devagar e não tenha m edo de fazer pausas. Ao contar casos e em m om entos m ais leves, acelere. Mas, no geral, você deve se planej ar para usar seu ritm o espontâneo e coloquial. Para a m aioria dos oradores, isso dá entre 130 e 170 palavras por m inuto.

Alguns instrutores de oratória recom endam dim inuir deliberadam ente o ritm o.

Na m aioria das vezes, acho que é um m au conselho. Em geral, o ritm o da com preensão é m ais acelerado do que o da articulação. Em outras palavras, os

circuitos cerebrais do orador levam m ais tem po para form ular o pensam ento do que o ouvinte para com preendê-lo ( exceto nos m om entos de explicação com plexa, nos quais você deve, sim , desacelerar). Se você falar no seu ritm o coloquial norm al, tudo bem , o ouvinte não vai se im portar, m as caso vá m uito m ais devagar do que isso estará cortej ando a im paciência do público. A im paciência não é sua am iga. Enquanto você aproveita o m om ento m ais im portante de sua vida, o público m orre aos poucos por escassez de palavras.

De algum a form a, Rory Sutherland conseguiu m anter dezessete m inutos de um a fala hilária e inteligente num ritm o de 180 palavras por m inuto. Para ele, m uitos palestrantes poderiam tirar proveito de um a leve acelerada: Há duas m aneiras de perder a plateia: ir depressa dem ais é de longe a m enos frequente. Ir devagar dem ais é o m aior problem a, pois dá à m ente dos ouvintes tem po para se distrair. Eu m e sinto um pouco culpado ao dizer isto, m as, se você falar depressa, poderá evitar a estranheza causada por passar de um assunto para outro sem interrupção. É claro que eu não recom endo non sequiturs clam orosos. Falar depressa tam bém aj uda a dissim ular as quebras do discurso, pois ninguém se im porta, ou sequer nota, os estranhos hãs e ahs, pois eles aparecem e som em depressa.

Nem ele nem eu estam os recom endando que você saia em disparada ou se atropele, apenas que fale em ritm o coloquial... e se prepare para acelerar em passagens em que isso sej a natural. Dá certo, tanto ao vivo quanto on-line.

Isso lhe causa surpresa? Você achava que falar em público é o oposto de falar coloquialm ente?

Num ciclo de Conferências TED, um orador de prim eira viagem da Ásia Meridional com eçou seu ensaio berrando a plenos pulm ões. Sou totalm ente a favor da variedade nos estilos de falar, m as aquilo era de fato cansativo.

Perguntei por que estava falando daquela form a. Ele refletiu por um m om ento e respondeu: “Na m inha cultura, falar em público significa falar para um a m ultidão. Para os que estão ao fundo poderem ouvir, é preciso gritar. Mas…”, ele fez um a pausa, “…acho que aqui não vou precisar disso, porque tem os um aparelho autom ático de gritar”. Ele deu um peteleco no m icrofone, e todos desatam os a rir.

Esse ponto é im portantíssim o. A arte de falar em público surgiu m uito antes da era da am plificação. Para falar a um a m ultidão de qualquer tam anho, os oradores precisavam fazer pausas, respirar fundo e soltar a voz, com pausas dram áticas ao fim de cada frase. Esse é um estilo de falar que hoj e cham am os de discurso. Ele é capaz de m obilizar fortem ente as em oções e reações das m assas. Está associado a alguns dos m ais destacados discursos da literatura e da história, desde o “Am igos, rom anos, cidadãos”, de Marco Antônio, ao “Dê-m e a

liberdade ou a m orte!”, de Patrick Henry.

Contudo, em am bientes m ais m odernos é m elhor econom izar nessa técnica.

Ela é capaz de transm itir paixão, im peratividade e indignação, m as não se dá bem com as m uitas outras em oções m ais sutis. E, do ponto de vista da plateia, pode ser forte durante quinze m inutos, m as cansativo ao longo de um a hora. Se fosse falar com um a só pessoa, você não faria um discurso. Não se pode program ar um ciclo de palestras com um dia inteiro de duração com base em discursos.

E o discurso é m uito m ais lento. O “Eu tenho um sonho”, de Martin Luther King, foi dito a um ritm o de um as cem palavras por m inuto. Foi elaborado e pronunciado à perfeição para aquele fim . Mas é im provável que hoj e em dia você sej a incum bido de falar a um a m ultidão de duzentas m il pessoas dentro de um grande m ovim ento social.

A am plificação nos deu a possibilidade de falar de m odo intim ista a toda um a m ultidão. Vale a pena usá-la. Ela suscita sintonia e curiosidade com m uito m ais facilidade do que o discurso. O tom coloquial é ainda m ais im portante quando se assiste a um a palestra on-line. Nessa situação, você está só, diante de um a tela, e quer que o orador se dirij a a você de m odo adequado. É raro discursos dirigidos a um a grande m assa se tornarem virais.

Nesse aspecto, alguns oradores caem num a arm adilha. Levados pela em oção de estar no palco, eles se deixam tom ar de um ím peto um pouco grandioso dem ais e com eçam a discursar sem se dar conta. Reduzem o ritm o. Falam um tanto alto. Inserem pausas dram áticas entre as frases. Isso acaba com qualquer palestra. A oratória é um a arte sutil em que poucos são bons de verdade. Ela pode ser apropriada para um a igrej a ou um com ício. Mas, para outras ocasiões em que se fala em público, recom endo que sej a deixada de lado.

USE O CORPO

Sir Ken Robinson brinca ao dizer que alguns professores parecem encarar o próprio corpo com o um m ero instrum ento para levar a cabeça até a próxim a reunião. Às vezes, o palestrante passa a m esm a im pressão. Depois que o corpo leva a cabeça ao palco, não sabe m ais o que fazer. O problem a se agrava num am biente sem púlpito atrás do qual se esconder. Ele fica ali, de pé, desaj eitado, com as m ãos coladas nas laterais ou transferindo o peso do corpo de um a perna para outra.

A últim a coisa que pretendo é receitar um a única técnica de linguagem corporal. Se todos os oradores fizessem a m esm a coisa, logo as palestras ficariam entediantes. Mas você pode pensar em algum as soluções para se sentir m ais à vontade e aj udar a proj etar autoridade para o auditório.

A m aneira m ais sim ples de dar um a palestra eficiente é ficar de pé, distribuir o

peso do corpo igualm ente nas pernas — m antendo os pés um pouco afastados —

e usar as m ãos e os braços para am plificar o que está dizendo com naturalidade.

Se a disposição da plateia for um pouco curva em relação ao palco, gire um pouco a cintura para se dirigir às diferentes partes. Não há necessidade algum a de ficar andando de lá para cá.

Essa escolha pode transm itir serenidade e autoridade; é o m étodo usado pela m aioria dos palestrantes do TED, entre eles Sir Ken. O essencial é relaxar e deixar que a parte superior do corpo se m ovim ente à vontade. Um a boa postura aj uda; evite deixar os om bros caídos. Um a postura aberta pode parecer vulnerável... m as essa vulnerabilidade age a seu favor.

No entanto, alguns oradores preferem andar no palco. Isso os aj uda a pensar; contribui para destacarem m om entos essenciais. Isso tam bém pode funcionar, desde que o andar sej a relaxado, e não forçado. Dê um a olhada em Juan Enríquez. Ou em Elizabeth Gilbert. Eles parecem extrem am ente à vontade. E

(isto é im portante) m uitas vezes se detêm para detalhar um tópico. É esse ritm o que faz o m étodo dar certo. O andar incessante pode ser cansativo. Já o andar pontuado por pausas pode ser m uito eficaz.

Evite transferir nervosam ente o peso do corpo de um a perna para outra, ou dar alguns passos para a frente e para trás, num m ovim ento oscilatório. Muitos palestrantes fazem isso sem perceber. Talvez estej am ansiosos, e m udar o peso do corpo de um a perna para a outra alivia o desconforto. Mas, do ponto de vista da plateia, o nervosism o fica m ais evidente. Nos ensaios do TED j á houve m uitos casos em que incentivam os os oradores a relaxarem e sim plesm ente se aquietarem . A diferença é im ediata.

Portanto, caso queira se m ovim entar, m ovim ente-se. Mas faça-o de m aneira intencional. Depois, quando quiser destacar um ponto, detenha-se e dirij a-se ao público num a pose estática de poder.

Há m uitas outras m aneiras de falar com energia. Stephanie Shirley preferiu dar a palestra sentada, com o pé apoiado num a travessa de seu banco m etálico e as anotações no colo. Ficou descontraído e natural. O grande neurologista Oliver Sacks, j á falecido, tam bém deu a palestra sentado. No outro extrem o do espectro, Clifford Stoll correu e saltou pelo palco com tanta energia que atribuiu um a dim ensão inteiram ente nova e singular a sua palestra.

Portanto, não há regras quanto a isso, fora a de que você deve encontrar um m odo de se sentir à vontade e seguro no palco e de não desviar a atenção daquilo que está dizendo. O teste é sim ples: ensaie diante de um pequeno público e pergunte se sua linguagem corporal está esquisita e/ou grave o ensaio em vídeo e vej a se está fazendo algo sem perceber.

O m undo com porta e recebe bem m uitos estilos de apresentação. Certifique-se de que seu corpo saiba que não está ali só para transportar a cabeça. Você pode desfrutar seu tem po no palco.

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