TED Talks: O Guia Oficial do TED para Falar em Público

2. Construção da ideia

É um a qualificação fundam ental para o século XXI. É o m odo m ais eficaz de m ostrar quem você é e quais são os seus interesses. Se for capaz de adquirir autoconfiança, ela se expandirá, e você vai ficar atônito com os benefícios que isso trará para seu sucesso na vida — não im porta com o você o defina.

Se você m ostrar autenticidade, tenho certeza de que será capaz de lançar m ão

da arte antiga im plantada em nós. Basta reunir a coragem necessária para tentar.

Fundam entos

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CONSTRUÇÃO DA IDEIA

Um presente em toda palestra de alto nível

Em m arço de 2015, um a cientista cham ada Sophie Scott subiu ao palco do TED.

Dois m inutos depois, ela j á fazia a plateia rolar de rir. Sophie é um a das estudiosas do riso m ais conhecidas no m undo e reproduziu um clipe de áudio de pessoas rindo, ao m esm o tem po que m ostrava com o o riso é um fenôm eno esquisito. “Mais parece um som anim al do que a fala hum ana”, constatou.

A palestra de Sophie durou dezessete m inutos de puro deleite. Quando term inou, todos aproveitavam um a experiência m uito prazerosa. No entanto, havia algo m ais. Nenhum de nós j am ais voltaria a enxergar o riso do m esm o j eito. De algum a form a, a ideia essencial de Sophie a respeito do riso tinha penetrado nossa m ente — a ideia de que seu propósito evolutivo é transform ar tensão social em um a agradável aliança. Hoj e, sem pre que vej o um grupo às gargalhadas, encaro o fenôm eno com outros olhos. Não deixo de perceber a alegria, sinto o im pulso de m e j untar ao grupo. Mas vej o tam bém vínculos sociais e a atuação de um estranho e antigo fenôm eno biológico que torna tudo isso ainda m ais assom broso.

Sophie m e deu um presente. Não foi apenas o prazer de ouvi-la. Ela m e presenteou com um a ideia que fará parte de m im pelo

resto da vida. 3

Creio que se pode dizer que o presente de Sophie é um a bela m etáfora, aplicável a qualquer palestra. A obrigação número um de um palestrante é reconstruir na mente de seus ouvintes algo que lhe importa. Vam os cham ar essa coisa de ideia. Um a criação m ental que esses ouvintes podem reter, levar para casa, apreciar e, em certo sentido, perm itir que ela os m odifique.

Esse foi o principal m otivo pelo qual a palestra m ais assustadora que j á tive de fazer acabou dando certo. Com o expliquei, eu tinha quinze m inutos para convencer a plateia a apoiar aquele novo capítulo do TED, sob m inha liderança.

Havia m uitas coisas erradas naquela palestra, m as ela cum priu o obj etivo num aspecto-chave, que era plantar um a ideia na m ente dos ouvintes: o que o TED

tinha de verdadeiram ente especial não era apenas o fundador que eu estava substituindo. A singularidade do TED estava em ser um espaço no qual indivíduos de um a am pla variedade de disciplinas podiam se reunir e se com preender m utuam ente. Essa fertilização cruzada era fundam ental para o m undo, e por isso a conferência passaria a não ter fins lucrativos e nós nos tornaríam os seus depositários com vistas ao interesse público. Seu futuro beneficiaria a todos.

Essa ideia m udou o m odo com o a plateia encarava a transição do program a. A

saída de seu fundador j á não tinha tanta im portância. A questão passou a ser preservar um a form a especial de transm itir conhecim ento.

COMECE COM A IDEIA

A tese central deste livro é que qualquer um com um a ideia digna de ser divulgada é capaz de realizar um a palestra eficaz. A única coisa de fato im portante ao se falar em público não é a autoconfiança, a presença de palco ou aquilo que se costum a cham ar de “falar bem ”. É ter algo de im portante a dizer.

Estou em pregando a palavra “ideia” num sentido bem am plo . Ela não precisa ser um avanço científico, um a invenção genial ou um a teoria j urídica com plexa.

Pode ser um conj unto de instruções sim ples sobre com o fazer algo. Ou um insight de caráter hum ano ilustrado com a força de um a história. Ou um a bela im agem de intenso significado. Ou um fato que você gostaria de ver acontecer no futuro. Ou, ainda, apenas um lem brete do que m ais im porta na vida.

Um a ideia é qualquer coisa capaz de m udar a visão de m undo das pessoas. Se conseguir provocar um a ideia im pactante no espírito das pessoas, você terá realizado um feito estupendo. Terá dado a elas um presente de valor incalculável.

Num sentido m uito real, um pedacinho de você terá se tornado parte delas.

Você tem ideias que m erecem ser ouvidas por m ais pessoas? É im pressionante com o avaliam os m al um a resposta a essa pergunta. Muitos indivíduos (em geral hom ens) dão a im pressão de adorar o som da própria voz e gostam de falar durante horas sem transm itir nada de relevante. Mas há tam bém m uitas pessoas (em geral m ulheres) que subestim am dem ais o valor de seu trabalho, de seu conhecim ento e de suas percepções.

Caso você só estej a lendo este livro porque adorou a ideia de subir ao palco e se tornar a estrela de um a Conferência TED, inspirando plateias com seu carism a, pare de lê-lo neste m om ento, por favor. Dedique-se a algo que m ereça ser com partilhado com outras pessoas. Estilo sem conteúdo é horrível.

O m ais provável, no entanto, é que você tenha dentro de si m uito m ais coisas dignas de serem transm itidas do que im agina. Você não precisa ter inventado luzes m óveis para espantar leões. Você viveu um a vida que é sua, e só sua.

Passou por experiências que foram suas, e de m ais ninguém . Certas sacadas criativas extraídas de algum as dessas experiências m erecem ser divididas com outras pessoas. Você só precisa descobrir quais.

Isso lhe causa estresse? Talvez você tenha de apresentar um trabalho no colégio ou na faculdade; ou precise m ostrar os resultados de sua pesquisa num a reunião; ou tenha a oportunidade de falar sobre sua em presa para tentar conquistar o apoio de um a plateia. Talvez você ache que não fez nada digno de um a palestra. Você não inventou nada. Não é alguém particularm ente criativo.

Não se considera superinteligente. Não tem ideias brilhantes em relação ao

futuro. Nem m esm o tem certeza de que exista algum assunto pelo qual tenha paixão.

Bem , eu adm ito: um ponto de partida com o esses é com plicado. Para ser digna do tem po e da atenção de um a plateia, a m aioria das palestras exige base em algo com certa profundidade. Em tese, é possível que a m elhor coisa que você tem a fazer por enquanto sej a continuar sua j ornada, buscar algo que de fato m obilize seus interesses e sua atenção e voltar a pegar este livro daqui a alguns anos.

Entretanto, antes de chegar a essa conclusão, vale conferir m ais um a vez se sua autoavaliação está correta. Talvez apenas lhe falte autoconfiança. Estam os diante de um paradoxo: você sem pre foi você e só se vê de dentro para fora.

Talvez não enxergue os detalhes que os outros consideram notáveis a seu respeito.

Para enxergá-los, talvez você precise ter conversas francas com aqueles que o conhecem bem . Eles sem dúvida conhecem aspectos seus m elhor do que você.

Sej a com o for, você tem um a coisa que ninguém m ais no m undo tem : a sua experiência de vida. Ontem você viu um a sequência de fatos e vivenciou um a série de em oções únicas. Você é o único ser hum ano, entre sete bilhões, que teve exatam ente essa experiência. E então? Consegue tirar algum a coisa daí? Muitas das m elhores palestras baseiam -se apenas num a história pessoal e num a lição sim ples dela extraída. Você observou algo que lhe causou surpresa? Talvez tenha visto crianças brincando num parque ou conversado com um sem -teto. Você viu algum a coisa que possa interessar a outras pessoas? Em caso negativo, consegue se im aginar passando as próxim as sem anas cam inhando de olhos bem abertos, consciente da possibilidade de que algum a parte de sua j ornada única poderá interessar ou beneficiar outros?

As pessoas adoram histórias, e todo m undo pode aprender a contar um a boa história. Mesm o que a lição a se tirar dela j á sej a batida, tudo bem , som os hum anos! Precisam os relem brar as coisas. Há um m otivo para que, a cada sem ana, os serm ões religiosos repassem as m esm as coisas com diferentes roupagens. Se exposta da form a correta, um a ideia im portante, em brulhada num a história só um pouco diferente, pode resultar em um a palestra top de linha.

Pense sobre seu trabalho nos últim os três ou quatro anos. O que se destaca nele? Qual foi a últim a coisa que você realm ente achou em polgante? Ou irritante? Pense em dois ou três feitos seus dos quais m ais se orgulha. Quando foi a últim a vez em que você conversou com alguém que lhe disse “isso é m uito interessante”?

Se você tivesse um a varinha m ágica, qual ideia m ais gostaria de gravar nas m entes das pessoas?

CHEGA DE PROCRASTINAR

Você pode usar a oportunidade de falar em público com o motivação para se

enfronhar m ais em determ inado assunto. Em m aior ou m enor grau, todos sofrem os de algum a form a de procrastinação ou preguiça. Em princípio, há m uitas coisas que gostaríam os de conhecer m elhor, m as, sabe com o é, essa tal de internet nos faz perder m uito tem po. A oportunidade de falar em público pode ser apenas o estím ulo de que você precisa para se dedicar a um proj eto de pesquisa sério. Qualquer um com um com putador ou um sm artphone tem acesso a grande parte da inform ação existente no m undo. É questão de com eçar a cavar e ver o que é possível descobrir.

Na verdade, as perguntas que você faz ao realizar sua pesquisa aj udam a criar o plano geral de sua palestra. Quais são as questões m ais relevantes? Com o elas se relacionam ? Com o explicá-las de m aneira clara? Quais são os enigm as ainda sem boas respostas? Quais são as principais controvérsias? Você pode usar sua viagem de descoberta para propor os m om entos-chave de revelação da palestra.

Portanto, se você acha que talvez tenha algo, m as não tem certeza de que j á dom ina o assunto, por que não usar a oportunidade de falar em público com o um incentivo para descobrir? Sem pre que sentir que sua atenção está se desviando, lem bre-se da perspectiva de pisar num palco com centenas de olhos fixos em você. Isso fará você se em penhar por m ais um a hora!

Em 2015, fizem os um a experiência na sede do TED. A cada duas sem anas, dávam os a todos os m em bros da equipe um dia de folga para se dedicar a estudar determ inado assunto. Cham am os esse dia de Quarta-Feira de Aprendizado. A ideia era que, com o a organização está voltada para o aprendizado contínuo, durante toda a vida, devem os praticar o que pregam os e incentivar todos os integrantes da equipe a dedicar um tem po a estudar o que lhes interessa. Mas com o evitávam os que essa quarta-feira se tornasse apenas um dia sem nada para fazer, passado diante da TV? Bom , havia m ais um a coisinha: todos tinham de se com prom eter a realizar, em algum m om ento do ano, um a palestra no estilo TED sobre aquilo que aprenderam para o restante da organização. Com isso, todos som os beneficiados pelos conhecim entos dos dem ais. Além disso, criava-se um incentivo crucial para que as pessoas se dedicassem à pesquisa e de fato aprendessem .

Você não precisa de Quartas-Feiras de Aprendizado para ter essa m otivação.

Qualquer oportunidade de falar diante de um grupo que você respeita pode proporcionar o estím ulo necessário para deixar de preguiça e se devotar àquilo que lhe im porta! Em outras palavras, você não precisa ter o conhecim ento perfeito em sua cabeça hoj e. Use a chance com o um a razão para alcançá-lo.

Se depois de tudo isso você ainda estiver hesitante, talvez tenha razão. Talvez deva declinar o convite para dar um a palestra. Pode estar fazendo um favor a si e ao público. O m ais provável, entretanto, é que descubra algo que você, e só você, pode transm itir. Algo que você realm ente gostaria de ver ganhar um pouco m ais de visibilidade no m undo.

A partir de agora, até o fim deste livro vou partir do princípio de que você quer falar sobre um determ inado assunto, sej a ele um a paixão de toda a vida, um tem a que desej a estudar com m ais afinco ou um proj eto de trabalho que precisa apresentar. Nos capítulos restantes vou m e concentrar em como, e não em o quê.

No últim o, porém , vou retornar ao o quê, porque tenho certeza absoluta de que todo m undo tem algo relevante que pode e deve com partilhar.

A SURPREENDENTE EFICÁCIA DA LINGUAGEM

Certo. Você tem algo im portante a dizer e desej a recriar sua ideia essencial na m ente das pessoas. Com o fazer isso?

Não devem os subestim ar a dificuldade da tarefa. Se pudéssem os de algum a form a m apear no cérebro de Sophie Scott o aspecto daquela ideia sobre o riso, é provável que o m apa envolvesse m ilhões de neurônios interconectados, num desenho incrivelm ente rico e com plexo. O desenho incluiria im agens de pessoas gargalhando, os sons que em item , os conceitos de finalidade evolucionária e dos m eios utilizados para aliviar o estresse, entre m uitas outras coisas. Com o é possível recriar toda essa estrutura num grupo de m entes de desconhecidos em poucos m inutos?

O hom em desenvolveu um a tecnologia que torna isso possível: a linguagem.

Com ela, seu cérebro realiza coisas fantásticas. Por exem plo: “Quero que você im agine um elefante balançando a trom ba pintada de verm elho vivo de um lado para o outro, im itando os passos de um im enso papagaio laranj a que dança na cabeça dele e não para de berrar: ‘Vam os dançar o fandango!’”

Uau! Você acabou de form ar na cabeça a im agem de algo que nunca aconteceu na história, a não ser em m inha im aginação e na de quem leu isso.

Um a única frase tem esse poder. Mas desde que você, o ouvinte, conheça um conj unto de conceitos prévios. Você precisa saber o que é um elefante e o que é um papagaio, tem de conhecer os conceitos de verm elho e de laranj a e ainda saber o que significam os verbos pintar, dançar e imitar. O pedido fez você interligar esses conceitos e criar um a im agem totalm ente nova.

Se, em vez de usar essas palavras, eu tivesse dito “quero que você im agine um exem plar da espécie Loxodonta cyclotis, com o probóscide revestido do pigm ento Pantone 032U, realizando m ovim entos oscilatórios...”, provavelm ente você não teria form ado aquela im agem , em bora o pedido sej a o m esm o, só que vazado num a linguagem m ais precisa.

Ou sej a, a linguagem só produz sua m agia quando partilhada entre falante e ouvinte. E essa é a chave para que se realize o m ilagre de recriar sua ideia no cérebro de outras pessoas. Você só pode usar as ferramentas a que sua plateia tem acesso. Se usar apenas sua linguagem , seus conceitos, seus pressupostos e seus valores, não terá sucesso. Então, em vez disso, utilize os deles. Só a partir dessa

base com um os ouvintes podem com eçar a construir a sua ideia na m ente deles.

Na Universidade de Princeton, o dr. Uri Hasson vem realizando pesquisas revolucionárias na tentativa de descobrir com o esse processo funciona. É possível capturar em tem po real a com plexa atividade cerebral associada à construção de um conceito ou à m em orização de um a história. Essas pesquisas exigem um a tecnologia cham ada imagens por ressonância magnética funcional (IRMf).

Num a experiência em 2015, o dr. Hasson subm eteu um grupo de voluntários a exam es de IRMf enquanto lhes exibia um film e de cinquenta m inutos, registrando suas reações cerebrais à história. Algum as das reações se repetiam em quase todos os voluntários, gerando com provações físicas concretas da experiência com um por que passavam . Depois, o dr. Hasson pediu que gravassem suas próprias lem branças do film e. Muitas delas eram bem detalhadas e chegavam a durar vinte m inutos. Em seguida — e isso é o que espanta —, ele reproduziu as gravações para outro grupo de voluntários que não tinham visto o film e e registrou seus dados de IRMf. As reações que apareciam no cérebro do segundo conj unto de voluntários, que só tinham escutado o áudio das lem branças, eram as m esm as do cérebro dos prim eiros voluntários, que haviam assistido ao vídeo! Ou sej a: por si só, o poder da linguagem evocou as m esm as experiências m entais daqueles que tinham visto o film e.

Essa é um a com provação extraordinária da eficácia da linguagem . Trata-se de um poder que quem fala em público pode explorar.

SIM, AS PALAVRAS IMPORTAM

Alguns instrutores que trabalham com quem pretende falar em público m inim izam a im portância da linguagem . Às vezes recorrem a pesquisas publicadas em 1967 pelo professor Albert Mehrabian, as quais afirm am que apenas 7% da eficácia da com unicação decorrem da linguagem , enquanto 38%

dependem do tom de voz e 55% da linguagem corporal. Isso tem levado m uitos instrutores a se concentrarem excessivam ente em desenvolver um estilo de oratória fundam entado na autoconfiança, no carism a etc., sem se preocuparem m uito com as palavras.

Infelizm ente, essa é um a interpretação equivocada das conclusões de Mehrabian. Em essência, os experim entos dele visaram descobrir com o a emoção era com unicada. Por exem plo, ele testava o que acontecia quando alguém dizia “ah, que legal”, m as em tom de raiva ou com um a expressão corporal am eaçadora. É claro que, nessas circunstâncias, as palavras em si pouco interessam . Entretanto, é um absurdo generalizar esse resultado a qualquer palestra (e Mehrabian fica tão irritado com a m á utilização de suas pesquisas que, em seu site, um parágrafo em negrito pede que não se faça isso).

Passar em oção é im portante, e nesse aspecto o tom de voz e a linguagem

corporal do palestrante têm enorm e valor. Analisarem os isso em detalhes m ais adiante. No entanto, a essência de um a palestra depende fundam entalm ente das palavras. São elas que narram um a história, constroem um a ideia, explicam o que é com plicado, apresentam argum entos lógicos ou fazem um apelo convincente para a ação. Por isso, se alguém lhe diz que, ao falar em público, a linguagem corporal é m ais im portante do que a linguagem verbal, lem bre-se, por favor, de que a pessoa está interpretando m al as pesquisas científicas. (Ou, para se divertir, peça que ela repita só com gestos o que acabou de dizer!) Vam os passar grande parte da prim eira m etade deste livro exam inando os m eios pelos quais a linguagem pode produzir seus resultados m ágicos. O fato de poderm os transm itir ideias dessa form a é o m otivo pelo qual a com unicação verbal entre indivíduos é im portante. Assim se constroem e se form am nossas visões de m undo. Nossas ideias fazem de nós o que som os. E quem descobre m eios de transm itir suas ideias para a m ente de outras pessoas é capaz de criar efeitos propagadores de consequências incalculáveis.

A VIAGEM

Há outra bela m etáfora para um a palestra de alto nível. A palestra é um a viagem que palestrante e plateia realizam j untos. Assim se expressou Tierney Thy s: Com o todos os bons film es e livros, um a palestra de alto nível é capaz de nos transportar. Todos adoram os participar de aventuras, viaj ar para algum lugar novo na com panhia de um guia bem inform ado — se não im aginativo — e capaz de nos apresentar coisas que nem sabíam os existir, de nos induzir a abrir j anelas para lugares desconhecidos, de nos m unir de novas lentes para ver o ordinário de m aneira extraordinária... de ao m esm o tem po nos extasiar e acionar diversas áreas do nosso cérebro. É por isso que m uitas vezes tento m oldar m inha fala em torno do em barque para um a viagem .

Essa m etáfora deixa claro o m otivo pelo qual o palestrante, com o todo guia turístico, deve com eçar por onde a plateia está. E tam bém explica por que ele precisa se certificar de que não haj a saltos im possíveis ou m udanças inexplicáveis na direção do percurso.

A viagem pode ser de exploração, explicação ou persuasão, m as o resultado é conduzir a plateia a um lugar novo e belo. E isso tam bém é um presente.

Sej a qual for a m etáfora que você use, concentre-se no que vai dar à sua plateia, pois é essa a base perfeita para a preparação de sua palestra.