TED Talks: O Guia Oficial do TED para Falar em Público

Reflexão

Na procura de variantes m odernas, precisam os ter cuidado para não perder algo de fundam ental. A atenção hum ana é m uito frágil. Se acrescentarm os ingredientes dem ais a um a palestra, sua essência poderá se perder.

Por isso... vam os ficar atentos ao espírito de inovação. Existem diversas oportunidades m aravilhosas para fazer avançar a grande arte de falar em público. Mas não vam os esquecer que o conteúdo im porta m ais do que o estilo.

No fim das contas, o que vale m esm o é a ideia.

Reflexão

Reflexão

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O RENASCIMENTO DA PALESTRA

A interconectividade do conhecimento

Eu pretendo convencer você de um a coisa: por m ais que sej am im portantes hoj e, as aptidões para falar em público se tornarão fundam entais no futuro.

Por causa de nossa conectividade cada vez m aior, um a das m ais antigas aptidões da hum anidade vem sendo reinventada na era m oderna. Estou convencido de que, no futuro, m ais ainda do que hoj e, aprender a apresentar ideias ao vivo a outras pessoas será um a qualificação absolutam ente essencial para:

Qualquer criança que queira adquirir confiança.

Qualquer um que, form ado, queira iniciar um a carreira séria.

Qualquer um que desej e progredir na profissão.

Qualquer um que se interesse por um a questão.

Qualquer um que pretenda construir um a reputação.

Qualquer um que aspire a conhecer outras pessoas ao redor do m undo que com partilhem sua paixão.

Qualquer um que se proponha a catalisar um a ação de im pacto.

Qualquer um que desej e deixar um legado.

Qualquer um , e ponto final.

A m elhor form a de defender esse ponto de vista é dividir m inha história de aprendizado nas últim as décadas, período que m odificou radicalm ente m eu entendim ento do m otivo pelo qual falar bem em público é im portante e do que essa qualificação poderia se tornar. Venha com igo a Monterrey, Califórnia, quarta-feira, dia 18 de fevereiro de 1998, local e horário em que tive m eu prim eiro contato com um ciclo de Conferências TED.

Nessa época, eu via os ciclos de palestras com o um m al necessário. Você suportava horas de painéis e exposições para conhecer pessoas da sua área com quem precisava travar contato. Contudo, m inha am iga Sunny Bates, especialista em prom over o encontro entre criadores e em preendedores, convenceu-m e de que o TED era diferente e de que eu deveria ir a um de seus eventos.

Cheguei ao fim do prim eiro dia um tanto perplexo. Tinha ouvido um a série de palestras breves realizadas por um program ador de software, um biólogo m arinho, um arquiteto, um em preendedor da área tecnológica e um artista gráfico. Todas bem -feitas. Mas ainda lutava para descobrir a relevância delas

para mim. Eu trabalhava com m ídia. Publicava revistas. Com o aquilo poderia m e aj udar a m elhorar m eu trabalho?

Quando o TED foi criado, em 1984, Richard “Ricky ” Wurm an e o cofundador da organização, Harry Marks, defendiam a ideia de que havia um a convergência crescente entre as indústrias da tecnologia, do entretenim ento e do design (o T, o E e o D de TED). Fazia sentido. Naquele ano foi lançado o prim eiro Macintosh, da Apple, e a Sony apresentou os prim eiros CDs. Os dois produtos tinham raízes profundas nesses três ram os de atividade. Era interessante im aginar outras possibilidades que poderiam surgir da ligação dos cam pos. Talvez os tecnólogos pudessem tornar seus produtos m ais atraentes se ouvissem ideias de designers e artistas criativos m ais centrados no lado hum ano da coisa. Talvez arquitetos, designers e líderes das em presas de entretenim ento im aginassem novas áreas de atuação se com preendessem os avanços tecnológicos.

Foi o que aconteceu. Na década de 1990, depois de um com eço hesitante e de um choque de personalidades entre os fundadores (que levou Harry a vender a Ricky sua participação, de 50%, por 1 dólar), o TED decolou, acom panhado pelas tecnologias m ultim ídia possibilitadas pelo CD-ROM, pela revista Wired e pelos prim órdios da internet. Ricky j á havia criado a expressão “arquitetura da inform ação” e ficado obcecado com a ideia de tornar acessíveis conhecim entos obscuros. Essa habilidade o aj udou a persuadir os palestrantes e a encontrar o ângulo m ais atraente para eles exporem suas ideias, um ângulo que outras pessoas, que não atuavam nas áreas dos palestrantes, pudessem com preender ou achar relevante. E Ricky tinha outro traço de personalidade que indiretam ente se m ostraria fundam ental para o sucesso do TED: a im paciência.

Ricky se aborrecia facilm ente com apresentações longas. À m edida que o TED crescia, ele passou a conceder um tem po cada vez m ais curto aos oradores.

E sim plesm ente subia ao palco e interrom pia aqueles que estourassem o lim ite.

Tam bém proscreveu as perguntas da plateia, alegando que seria m ais interessante encaixar um novo palestrante do que escutar alguém disposto a prom over seu negócio sob o pretexto de fazer um a pergunta. Isso pode ter aborrecido alguns, m as para o público em geral a decisão foi um a dádiva.

Contribuiu para um a sequência rápida de apresentações. Você podia tolerar um a ocasional falação vazia porque sabia que acabaria logo.

No segundo dia no TED, com ecei a apreciar de verdade o form ato de palestras breves. Em bora ainda não estivesse seguro quanto à relevância daquilo para m im ou para o m eu trabalho, sem dúvida eu estava sendo exposto a m uitos assuntos. Video gam es para m eninas, design de cadeiras, um a nova form a de explorar inform ações em 3-D, um avião m ovido a energia solar. Um a coisa se seguia a outra rapidam ente. Era estim ulante saber quantos conhecim entos variados estavam sendo desenvolvidos no m undo. E algo com eçava a faiscar. De algum a form a, um com entário de um palestrante sobre certo assunto fazia eco

ao que alguém , de um a área m uito diferente, tinha dito na véspera. Eu ainda não com preendia bem o que estava acontecendo, m as com ecei a m e entusiasm ar.

A m aioria das conferências diz respeito a um único ram o de atividade ou determ inada especialização. Nesse caso, todos os presentes têm um a linguagem com um e partem do m esm o ponto, e faz sentido dar aos oradores tem po suficiente para apresentar seus resultados de form a com pleta e descrever um a descoberta específica. No entanto, se os assuntos são variados e a plateia é com posta de indivíduos de um am plo leque de atividades, o obj etivo do palestrante não pode ser esgotar um tem a específico, m as tornar seu trabalho acessível a outras pessoas. Mostrar por que ele é interessante. Em geral, é possível atingir esse obj etivo em m enos de vinte m inutos. O que é bom , pois, para alguém de outra área, esse é o tem po que ele provavelm ente está disposto a dar.

Com o ouvintes, podem os nos dispor a investir 45 m inutos ou um a hora para escutar um a exposição sobre um tem a que precisam os aprender ou ouvir alguém que atue exatam ente com que trabalham os. Mas dar tanto tem po a alguém de outro ram o de atividade? Im possível. Ninguém tem tem po para isso.

No terceiro dia, aconteceu algo bem estranho. Superestim ulado, m eu cérebro se pôs a lançar relâm pagos com o um a tem pestade de verão. Toda vez que um palestrante subia ao palco, eu tinha a sensação de estar diante de um novo raio de conhecim ento. Ideias de um a palestra se ligavam de m odo em ocionante a coisas ditas por outros oradores dois dias antes.

E então veio Aim ee Mullins.

Aim ee tivera as pernas am putadas com um ano de idade, m as isso não a im pediu de levar um a vida plena. Sentada no palco, ela contou que, três anos antes, quando entrara na faculdade, tinha participado de sua prim eira corrida de velocidade e que, com a aj uda de um par de próteses bem proj etadas para corridas desse tipo, logo passara pelas elim inatórias para a equipe am ericana que participaria dos Jogos Paraolím picos. Em seguida, sim plesm ente tirou as próteses e m ostrou que podia substituí-las com facilidade por outras pernas, destinadas a outras situações.

Enquanto Aim ee falava de seus surpreendentes sucessos e constrangedores fracassos, eu ouvia tudo no fundo da sala, aturdido com as lágrim as que rolavam por m eu rosto. Ela era um a pessoa tão cheia de vida, com tantas possibilidades.

Parecia sim bolizar algo que eu tinha sentido algum as vezes naquela sem ana: que era possível controlar o próprio futuro. Sej a o que for que a vida lhe tenha dado, você pode achar um m eio de m odificá-la e, assim , m udar tam bém a vida de outras pessoas.

Quando tive de ir em bora, eu j á com preendia por que o ciclo de palestras significava tanto para aqueles ali presentes. Estava em polgado com tudo o que havia aprendido. Senti-m e tom ado por um a sensação de poder dem onstrar um “j ogo de cintura” que vinha m e faltando havia m uito tem po. Era com o se eu

tivesse passado por um a revelação.

Dois anos depois, ao saber que Ricky Wurm an pretendia vender o TED, eu m e senti seduzido pela ideia de assum i-lo. Durante toda a m inha vida em presarial, m eu m antra tinha sido seguir a paixão. Não a m inha paixão, m as a de outras pessoas. Se via algo por que as pessoas eram sincera e profundam ente apaixonadas, isso era para m im a indicação de que havia ali um a oportunidade. A paixão era outro nom e para potencial. Era assim que eu j ustificava o lançam ento de dezenas de revistas sobre hobbies, que cobriam desde com putação a m ountain bike e ponto de cruz. Essas coisas podem ser chatíssim as para m uitos, m as para o público-alvo dessas revistas valiam m ais do que ouro.

A paixão que eu tinha visto e vivido no TED estava fora dos padrões. Pessoas que haviam em preendido realizações assom brosas tinham m e dito que consideravam aquela a m elhor sem ana do ano. Por isso, em bora se tratasse de um breve ciclo anual de palestras, havia grande possibilidade de que, com base naquela paixão, se pudesse construir algo m aior.

Por outro lado, aquilo significava envolver-m e num novo negócio, e eu estaria assum indo o lugar de um hom em de personalidade m uito m aior e m ais enérgica do que a m inha. E se eu fracassasse? A hum ilhação pública seria im ensa.

Consultei am igos, passei noites insones im aginando todas as possibilidades, m as não conseguia m e decidir.

O que enfim m e convenceu a topar foi, acredite ou não, um trecho de um livro que por acaso eu estava lendo na época: A essência da realidade, do físico David Deutsch. Na passagem , ele fazia um a pergunta provocante: será m esm o que o conhecim ento tem de se tornar cada vez m ais especializado? Que a única m aneira de alcançarm os sucesso é sabendo cada vez m ais sobre cada vez m enos? A especialização em todos os cam pos — na m edicina, na ciência e na arte — parecia indicar que sim . No entanto, Deutsch argum entava de form a persuasiva que devem os distinguir conhecim ento de com preensão. De fato, era inevitável que o conhecim ento de fatos específicos se tornasse cada vez m ais especializado. Mas e a compreensão? Não. De m odo algum .

Para compreender algo, dizia ele, tínham os de nos m over na direção oposta.

Tínham os de buscar a unificação do conhecim ento. E ele dava um a série de exem plos nos quais teorias científicas m ais antigas foram substituídas por outras, m ais profundas e m ais am plas, que abarcavam áreas do conhecim ento. Por exem plo, um a teoria sim ples e precisa, que situa o Sol no centro do sistem a solar, substituiu explicações com plicadíssim as envolvendo os rodopios dos diversos planetas em torno da Terra.

No entanto, argum entava Deutsch, há algo ainda m ais im portante. Para o físico, a chave para o entendim ento de qualquer fato é com preender o contexto em que ele se insere. Se im aginarm os um a vasta teia de conhecim entos, não poderem os com preender de verdade os com plexos nós de qualquer parte da teia

sem recuar a câm era e ver com o os fios se interligam de m aneira m ais geral.

Apenas observando a estrutura m aior poderem os chegar a um a com preensão real.

Li isso quando estava sonhando com o TED, e um a luz se acendeu. Claro! Era isso! Por isso o TED fascinava tanto. Era porque o próprio ciclo de palestras refletia a realidade de que todo o conhecim ento constitui um a teia única e gigantesca. O TED de fato oferecia algo a todo m undo. Talvez não percebêssem os na época, m as, ao pensar em ideias tão ecléticas, todos estávam os atingindo um nível de com preensão bem m ais profundo do que possuíam os antes. Na verdade, as ideias isoladas tinham m enos relevância do que a form a com o todas se com binavam — e do que ocorria quando as j untávam os com nossas ideias preexistentes.

O que fazia o TED funcionar não era a sinergia entre tecnologia, entretenim ento e design. Na verdade, era a interligação de todos os conhecim entos.

Visto assim , o TED era um proj eto que nunca ficaria sem ter do que falar. Em quantos eventos era possível explorar aquela interligação? E explorá-la de um m odo que qualquer pessoa curiosa considerasse acessível e m otivador? Eu não conseguia m e lem brar de nenhum .

Peguei um avião para visitar Ricky e sua m ulher, Gloria Nagy, em Newport, Rhode Island. E, para resum ir um a história longa e com plicada, no fim de 2001

eu deixei a em presa que vinha construindo havia quinze anos para m e tornar o orgulhoso, em bora um tanto nervoso, curador do TED.

De lá para cá, só m e convenci, cada vez m ais, do significado da interligação dos conhecim entos e venho incentivando o TED a se expandir, passando do T-E-D original a praticam ente todos os cam pos da criatividade e da im aginação hum anas. Não vej o essa visão do conhecim ento e da com preensão apenas com o um a receita para um ciclo de palestras m ais interessante, m as com o a chave para sobreviverm os e crescerm os no m undo novo que bate à nossa porta.

Vej am os:

A ERA DO CONHECIMENTO

Muitos de nossos pressupostos sobre a im portância e a finalidade do conhecim ento e o m odo de adquiri-lo — inclusive a estrutura de todo o nosso sistem a educacional — são sobras da Era Industrial. Nessa época, a chave do êxito de um a em presa ou país estava em desenvolver am pla capacidade de produzir bens físicos. Isso exigia enorm es conhecim entos em várias áreas especializadas: a geologia, necessária para localizar e extrair carvão e petróleo; a engenharia m ecânica, para construir e operar m áquinas em escala industrial; a quím ica, para produzir com eficiência um a grande quantidade de m ateriais; e

assim por diante.

A econom ia do conhecim ento requer algo diferente. Cada vez m ais, o conhecim ento especializado, tradicionalm ente dom inado por seres hum anos, vem sendo assum ido por com putadores. O petróleo não é m ais localizado por geólogos, m as por softwares que analisam um a vasta quantidade de dados geológicos em busca de padrões recorrentes. Hoj e, os m elhores engenheiros civis não precisam calcular à m ão as tensões e deform ações de um novo edifício; m odelos com putacionais ocupam -se disso.

Praticam ente todas as profissões foram afetadas. Eu assisti a um a dem onstração do sistem a cognitivo IBM Watson. Seu obj etivo era diagnosticar um paciente que apresentava seis sintom as específicos. Enquanto m édicos coçavam a cabeça e pediam um a série de exam es para obter m ais dados, o Watson, em poucos segundos, leu quatro m il trabalhos de pesquisa recentes e relevantes, aplicou algoritm os de probabilidade a cada sintom a e concluiu, com 80% de certeza, que o paciente sofria de um a enferm idade rara da qual apenas um dos m édicos tinha ouvido falar.

Nesse ponto, as pessoas com eçam a se sentir deprim idas. Com eçam a fazer perguntas com o: “Num m undo em que as m áquinas rapidam ente se tornam superinteligentes em qualquer tarefa especializada a que as subm etem os, para que servem os seres hum anos?”

É um a pergunta im portante. E a resposta dá o que pensar.

Para que servem os seres hum anos? Os seres hum anos servem para ser m ais hum anos do que j am ais fom os. Mais hum anos na form a com o trabalham os.

Mais hum anos naquilo que aprendem os. E m ais hum anos no m odo com o dividim os esse saber uns com os outros.

Nossa enorm e oportunidade para o am anhã consiste em ascender. Ascender acim a de nossa longa história de utilizar conhecim entos especializados para realizar tarefas repetitivas. Sej a o trabalho estafante de colher arroz entra ano, sai ano, ou a m onótona tarefa de m ontar um produto num a linha de produção, a m aioria dos seres hum anos, durante a m aior parte da história, tem ganhado seu sustento fazendo repetidam ente as m esm as coisas.

Nosso futuro não será m ais assim . Tudo o que puder ser autom atizado ou calculado acabará sendo. Bom , nós podem os tem er essa situação ou podem os aceitá-la e aproveitar a chance para descobrir um cam inho m ais rico para um a vida plena. Com o será esse cam inho? Ninguém sabe ao certo. No entanto, ele provavelm ente incluirá:

Mais pensamento estratégico sobre sistemas. As m áquinas se encarregarão do trabalho pesado, m as nós terem os de definir a m elhor form a de fazê-las atuar de form a eficiente um as com as outras.

Mais inovação. Diante das im ensas possibilidades criadas por um m undo interconectado, quem for capaz de realizar um a inovação genuína terá enorm es

vantagens.

Mais criatividade. Os robôs realizarão m uitas atividades que hoj e cabem a nós, o que levará a um a explosão na procura de criatividade hum ana, sej a na área de invenções técnicas, design, m úsica ou artes.

Mais utilização de valores exclusivamente humanos. Os serviços pessoais florescerão, desde que as qualidades hum anas inerentes a eles sej am cultivadas.

Será possível criar um barbeiro robótico, m as será que o serviço prestado por ele substituirá a conversa prazerosa de um hábil profissional que às vezes age tam bém com o terapeuta? Duvido. O m édico do futuro talvez possa solicitar a genialidade do sistem a Watson para aj udá-lo em diagnósticos, m as isso deve lhe perm itir dedicar m ais tem po a com preender de verdade as circunstâncias hum anas de seus pacientes.

Se um a parte disso tudo se concretizar, provavelm ente exigirá um tipo de conhecim ento bem diferente daquele que a Era Industrial nos im punha.

Im aginem os um m undo em que qualquer conhecim ento especializado estej a à nossa disposição instantaneam ente quando quiserm os. Se você tem um sm artphone, j á está vivendo nesse m undo em larga m edida. E, se isso não ocorre com você hoj e, ocorrerá com seus filhos. Nesse caso, o que nós, e eles, deveríam os aprender com vistas ao futuro?

Em vez de um volum e cada vez m aior de conhecim ento especializado, vam os precisar de:

Conhecim ento contextualizado

Conhecim ento criativo

Um a com preensão m ais profunda da nossa hum anidade Conhecimento contextualizado significa conhecer o quadro geral, saber com o as peças se encaixam .

Conhecimento criativo é o conj unto de qualificações obtido pela exposição a um a am pla variedade de outras pessoas criativas.

Uma compreensão mais profunda da nossa humanidade não surge ao darm os ouvidos a nossos pais e am igos, nem a psicólogos, neurocientistas, historiadores, biólogos evolucionários, antropólogos ou m estres espirituais. Surge ao ouvirm os todos eles. Esses tipos de conhecim ento não estão apenas nas m ãos de um grupo de professores em grandes universidades. Você não o descobre no program a de aprendizado de um a grande em presa. Trata-se de um conhecim ento que só pode provir de um a am pla variedade de fontes.

E isso é um dos principais fatores que im pulsionam o renascim ento da arte de falar em público. Estam os entrando num a era em que todos precisam os passar m uito m ais tem po aprendendo uns com os outros. Assim , um núm ero m uito

m aior de indivíduos pode contribuir para esse processo coletivo de aprendizado.

Quem produzir um a obra original, ou tiver um a percepção única e relevante, poderá participar de m odo produtivo. E isso inclui você.

Mas com o? Sej a você um astrofísico brilhante, um pedreiro talentoso ou apenas um sábio estudioso da vida, eu não preciso aprender com você tudo o que você sabe. Claro que não. Isso levaria anos. O que eu preciso saber é com o seu trabalho se liga a tudo m ais. Você sabe descrever a essência de seu trabalho de form a que eu entenda? Consegue com unicar o processo de seu trabalho em term os leigos? Pode explicar por que ele é im portante e por que você tem paixão por ele?

Se puder fazer tudo isso, você am pliará a m inha visão do m undo. E talvez faça outra coisa: desencadeie em m im um a nova criatividade ou um a nova inspiração. Todo cam po de conhecim ento é diferente, porém todos estão ligados.

E m uitas vezes cam inham j untos. Isso quer dizer que algo na m aneira com o você descreve seu processo de trabalho poderá provocar em m im um insight crucial ou catalisar um a nova ideia em m eu cérebro. Assim se form am as ideias quando trocam os estím ulos m entais.