Adolpho Lutz: entomologia, tabanídeos

Jaime Larry Benchimol · Capítulo 12 de 35 · parte 4/4

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Adolpho Lutz: entomologia, tabanídeos

Capítulo 1909

Este capítulo é longo, por isso está dividido em 4 partes.

Antennae ferruginous, tawny, at the base, black towards the

tips. Hind borders of the abdominal segments testaceous. Legs

tawny; tarsi brown. Wings very slightly gray dark brown along

the fore border and with a very broad dark brown band which is

furcate towards the hind border; first branch of the cubital vein

simple, slightly curved and not angular near the base; subanal

vein joining the anal on the border. Length of the body 2 ¾ lines;

of the wings 6 lines.

Pará [i.e., Belém]. From Mr. Bates collection.

O exemplar aqui retratado, que também procede da região do Pará, onde a espécie provavelmente não é rara, apresenta algumas pequenas diferenças em relação à intensidade da cor, mesmo assim deve ser com grande probabilidade associado a esta mesma espécie.

Chr. intrudens Williston (R. 8).

Descrição original:

Female. Front opaque light yellow, the vertical callosity brown,

the frontal callosity oval, and shining amber-yellow. Antennae

slender, as long as the mesonotum, yellow, the second joint

partly and the third joint wholly brown. Face light, shining,

reddish yellow, opaque yellow on the sides and above.

Mesonotum deep brown, with four opaque yellow stripes, of

which the inner pair are connected by a yellowish, somewhat

variable dust in front, where the stripes themselves are narrow.

Pleurae nearly black, with opaque spots. Scutellum red, shining.

Legs yellowish red, the front and hind tibiae, the front tarsi and

the distal joints of the posterior tarsi brown. Wings brown with

the following hyaline spots: the distal portion of the first and

second basal cells, the anal cell, a triangle on the hind border in

the fifth posterior cell and another in the second posterior cell

extending in the third; the anal angle is subhyaline. Abdomen:

first segment wholly yellow, second segment light yellow with

two black triangles, their apex in front; third segment black or

dark brown with a median yellow stripe; fifth and following

segments black or brown with three narrow yellow stripes.

Length 9 mm.

Male. First antennal joint a little thickened. Mesonotum darker

colored, the inner pair of stripes not connected with by yellowish

dust. Abdomen black, the first segment on the sides, the broad

anterior angles of the second segment, a slender median stripe

beginning on the second segment, and a slender lateral stripe

distally, light yellow. Hyaline spots of the basal and posterior cell

smaller.

Three females and one male, Chapada, Brazil.

Esta espécie diferencia-se de molestus Wied, evidentemente muito semelhante, e de crucians Wied, apenas pelo desenho alar.

53. Chr. brasiliensis Ricardo, ♀ (Fig. 53)

Descrição original:

Length 9 millim.

Type (male), Amazons (Bates); type (female), Rio Tapayos [sic;

Tapajós] (Bates); one female from Pará [i. e., Belém] (Bates);

one female from the Amazons (Bates).

Several of these specimens were labelled frontalis Macq. by

Walker, incorrectly.

Brown. Abdomen with a small yellow-haired triangular spot in

the centre of the second and third segments, and with yellow

bands on the posterior borders of the fourth, fifth and sixth

segments.

Face and tubercles yellow. The callosity on the forehead yellow

with the posterior border black, the forehead black; between the

callosity and the vertex is a band of a yellow tomentum, divided

in the middle. Antennae yellow, the third joint darker; the first

joint is slightly incrassated and a little longer than the second.

Thorax brown, with indistinct stripes; the sides of the breast

brown, with a yellow stripe. Scutellum brown. Abdomen brown

with an indistinct small pale yellow spot on each side of the first

segment and a larger one on the second; and a triangular bright

yellow-haired spot on the centre of the posterior border of the

second and third segments; there is a trace of a yellow band on

the posterior border of the third segment, which becomes

distinct on the three following ones. Undersides of abdomen

brown. Legs brown, the anterior and middle femora almost

wholly yellowish, the posterior femora only so at their apex; the

anterior and middle tibiae likewise yellowish, and the tarsi the

same, with the last joints darker; the hind ones slightly curved

and covered with short pubescence. Wings clear, with the usual

dark brown colouring at the base, on the fore border, and as a

transverse band, this latter with hyaline sinus on the inner

border, leaving the fifth posterior cell clear except at its base; the

apical spot is long and narrow, the apical border on the band is

straight; the fifth longitudinal vein is slightly shaded with the

darker colour.

The male is similar, but the yellow band on the third segment is

as distinct as the others and the spots on the sides of the

second segment obsolete; the triangle between the base of the

antennae and the eyes is wholly yellow; the tibiae are browner

and the pubescence on the posterior pair thicker; the basal cells

of the wings are darker, as usual in the males of this genus,

having only a narrow clear stripe between them and the band.

O macho aqui reproduzido, bastante condizente com a diagnose acima, provém de Óbidos (Pará), onde desde então coletei também inúmeras fêmeas.

54. Chr. fusciapex n. sp. (Fig. 54)

A espécie seguinte, bastante distribuída, parece diversa das já citadas, e não aparece na literatura como uma espécie própria. Passarei rapidamente pelos caracteres principais dessa espécie, um tanto variável, da qual tenho em mãos inúmeras fêmeas de diferentes procedências:

Fronte e face amarelo-ouro, vértice mais amarelo-cinza, as partes calosas marrom-amareladas mais claras ou escuras; tubérculo ocelar enegrecido; palpos e os dois primeiros segmentos antenais amarelo-mel, o terceiro apenas no primeiro artículo, os restantes, assim como a pilosidade, negros. Segmento basal apenas medianamente inchado. O desenho dos olhos segue o esquema habitual.

Mesonoto: sobre fundo mais ou menos amarelo-acinzentado, as quatro faixas escuras habituais, as medianas unindo-se em uma única, bastante estreita. Duas faixas interrompidas, negras, nas laterais e na região do esterno. O mesonoto pode também mostrar-se uniformemente marrom-acinzentado, conforme as faixas sejam mais ou menos descoradas. – O escutelo é marrom-enegrecido, mais raramente marrom-avermelhado nas margens livres.

Abdome: Primeiro segmento, na parte superior, amarelo; atrás do escutelo, em ambos os lados, uma linha transversal negra, ou duas manchas negras submedianas na margem posterior do primeiro segmento. Este pode entretanto ser também totalmente amarelo ou escurecido. Na margem anterior do segundo segmento começa, como em costatus etc., uma faixa longitudinal negra submediana, que engloba uma estria mediana amarela, alargada no centro, contínua ou formada por manchas quadradas, que termina no final do quarto segmento. Na margem posterior do segundo segmento a faixa negra forma um ramo externo, que, seguindo ao longo da margem até o ápice, reencontra-se com o ramo principal e engloba, em ambos os lados, uma faixa amarela, às vezes interrompida. Esta última pode ser pouco desenvolvida ou mesmo inexistente; aproxima-se então do desenho daqueles como varians, com os quais sempre coincide no ventre. Às vezes também as margens posteriores do segmento possuem bainha amarela nas partes superior e inferior.

As asas retratam de forma bastante exata o desenho de varians, sendo apenas seu ápice fortemente escurecido em extensão variável, de modo que a bainha apical hialina se destaca como uma foice mais estreita ou mais larga. Célula anal largamente aberta na margem posterior. – Halteres marrons.

Pernas: todos os fêmures vermelho-amarelados, mais raramente enegrecidos em maior ou menor intensidade; tíbias marrom-avermelhadas ou negras, tarsos de marrons a negros, vermelho-amarelados na metade basal, ou pelo menos nitidamente mais claros.

Comprimento: 7,5-8,5 mm.

Desta espécie, tenho em mãos, além de fêmeas de diferentes regiões do estado de São Paulo, também algumas do estado do Rio Grande do Sul (Santa Cruz), pertencentes ao Museu de Hamburgo.

Chr. lugubris Macquart (R. 2, 3).

Descrição original:

Nigro fuscus. Antennis pedibusque nigris. Alis fuscis, maculis

pallidis (tab. 4, fig. 11).

Long. 4 ½ l. ♀. Face et front d'un noirâtre, à callosités noires.

Premier article des antennes un peu moins long que le

deuxième. Thorax et abdomen d'un noir brunâtre. Ailes: milieu

des cellules assez claires; deuxième sous-marginale arrondie à

la base.

Du Brésil. Collection de M. Robyns, de Bruxelles.

Se esta espécie, que me é totalmente desconhecida, pertence a Chrysops, então parece tratar-se de uma espécie que se diferencia bastante das outras espécies brasileiras.

Chr. subfascipennis Macquart (R. 2)

Descrição original:

Thorace testaceo. Abdomine flavo, duabus vittis interruptis,

nigris, apice testaceo. Antennis elongatis, nigris, basi rufis.

Pedibus rufis. Alis hyalinis, fascia fusca fenestrata, apice

fuscana.

Long. 3 ½ l. ♀. Trompe noire; palpes fauves. Face d'un testacé

luisant; sommet et joues à duvet jaune. Front testacé, à callosité

brunâtre. Antennes assez distantes à leur base, une fois plus

longues que la tête, les trois articles d'égale longueur, le premier

fauve, les deux autres noirs. Thorax testacé. Abdomen: les

quatre premiers segments jaunes; une bande noire

longitudinale, étroite de chaque côté entre le milieu et les bords

latéraux, s'étendant depuis la base du deuxième segment

jusqu'à l'extrémité du troisième; les cinquième, sixième et

septième testacés; ventre fauve uniforme. Pieds fauves; jambes

antérieures un peu dilatées; les deux derniers articles des

tarses noirâtres. Ailes: la bande transversale brune à cellules

discoïdale, quatrième et cinquième postérieures hyalines au

moins au milieu; l'extremité brunâtre séparée de la bande brune

par une bande hyaline fort étroite; tache stigmatique d'un fauve

brunâtre; nervures normales; interno-médiaire bordée de brun.

De l'Amérique méridionale au bord du fleuve des Amazones.

A espécie é-me desconhecida.

Chr. terminalis Macquart (R. 2).

Descrição original:

Thorace nigro, lateribus flavo-tomentosis. Abdomine flavo.

Antennis rufis. Pedibus flavis; tibiis tarsique anticis nigris. Alis

hyalinis, apice nigris.

Long. 3 l. ♀. Trompe noire; palpes d'un jaune pâle. Face d'un

noir luisant; côtés à duvet brunâtre. Front noir, à duvet brun;

base d'un jaune blanchâtre, suivie d'une callosité d'un noir

luisant. Antennes presque contigües à la base, d'une longueur

médiocre, fauves; premier article peu allongé, épaissi, deuxième

assez cout; troisième trois fois aussi long que le premier; le tiers

postérieur noir. Thorax à dos et écusson d'un noir luisant (peut-

être dénudés); bords antérieur et latéraux à duvet jaune excepté

au milieu du premier et en avant de l'insertion; côtés à duvet

jaune et bande noire. Abdomen jaune; deux bandes

longitudinales à peine distinctes, d'un jaune un peu brunâtre,

entre le milieu et les côtés; ventre sans bandes. Pieds d'un

jaune pâle; antérieurs à jambes un peu épaissies, brunes et

tarses noirs. Ailes hyalines, extrémité noirâtre, à partir de la

base de la deuxième cellule sous-marginale s'éclaircissant au

bord postérieur, tache stigmatique jaune; nervures normales.

De l'Amérique méridionale, pays des Amazones. M. Bigot.

Também esta espécie me é desconhecida.

Chr. vulneratus Rondani vale como sinônimo de Chr. costatus Fabr.; no entanto alguns caracteres combinam melhor com crucians. A existência de uma nova espécie é pouco provável.

As espécies da literatura não citadas aqui foram erroneamente consideradas como pertencentes a Chrysops e devem ser buscadas sob Diachlorus.

A seguir dou a descrição de algumas espécies novas, provenientes de países vizinhos e que talvez também ocorram em solo brasileiro: 55. Chrysops uruguayensis n. sp. (Fig. 55)

Probóscida enegrecida; palpos ocre ou um pouco avermelhados; genas e vértice com polinosidade cinza-clara, às vezes com um tom um pouco avermelhado; calosidade âmbar em um exemplar, marrom em outros. Antenas marrom-amareladas ou marrom-avermelhadas, o último segmento mais escuro e com pilosidade negra. Calosidade transversal marrom-avermelhada brilhante, assim como o calo ocelar marcadamente côncavo. Olhos com desenhos singulares, diferentes dos habituais, com mancha de forma lanceolar no centro.

Mesonoto: uma faixa longitudinal mediana sobre fundo cinza-avermelhado ou cinza-amarelado e duas outras faixas negras paralelas a ela; também nas margens laterais das pleuras encontram-se bainhas negras e na região do esterno encontra-se uma mancha negra. O escutelo é negro ou avermelhado.

Abdome com manchas laterais arredondadas e manchas medianas triangulares, que na direção posterior tornam-se menos nítidas; as primeiras aproximam-se mais da margem anterior, as últimas estão colocadas sobre a base da margem posterior; em um exemplar os últimos segmentos abdominais, na margem posterior, lateralmente, são pontilhados de polinosidade branca; parte ventral negra, com faixas submarginais de manchas triangulares claras, cuja base se encontra junto à margem apical do segmento.

Asas bastante claras, marrons na base até um pouco acima da nervura transversal mais interna e na costa, assim como na estreita faixa transversal, de contornos irregulares em ambos os lados e que atinge a margem posterior com duas estreitas pontas; célula discoidal, parte interna do trecho da faixa e uma bainha apical que segue até a costa, hialinas, o restante das asas levemente opaco acinzentado; célula anal um pouco aberta na margem posterior. Halteres marrons.

Pernas enegrecidas, as tíbias mais avermelhadas, em um exemplar também o fêmur, com exceção da extremidade distal.

Tenho em mãos duas fêmeas, das quais uma, pelo menos em parte, não está desbotada; recebi-as do Museu de Montevidéu.

Procedência: Tacuarembó, Uruguai.

56. Chr. bivittatus n. sp. (Fig. 56)

Coloração básica do corpo ocre; palpos, genas e vértice com polinosidade ocre-clara; calosidades das faces e da fronte e segmentos antenais basais amarelo-mel, último segmento negro a partir do último artículo, calo ocelar da mesma forma, porém marrom-amarelado na margem. Olhos como de costume.

Mesonoto com faixas longitudinais escuras, duas laterais e uma mais larga mediana, sobre fundo cinza. Pleuras amarelas, com bainha negra na parte superior e inferior; também a região do esterno é enegrecida no meio. Escutelo enegrecido.

Abdome ocre na parte superior, tornando-se aos poucos mais escuro a partir do segundo segmento. Duas faixas longitudinais submedianas, algo divergentes no centro, um pouco interrompidas na margem posterior do segmento por bainhas estreitas e claras; nas margens laterais e no meio da face ventral faixas de manchas negras, as primeiras começando no segundo, as últimas no terceiro segmento, ambas unindo-se a partir do quinto.

Asas: com a base, a costa e a cinta de coloração marrom-clara; nas primeiras o início das células basais, especialmente da primeira, é atingido, diagonalmente, pela coloração amarelo-empardecida. Cinta estreita, a margem posterior atingindo as nervuras transversais e a nervura anal; margem apical levemente ondulada, pouco convexa na parte superior. A bainha apical hialina chega até a costa, o processo pontudo anterior da cinta toca a margem posterior em curta extensão. Partes claras das asas levemente cinzas, opacas, mal contrastando com as áreas hialinas habituais. Célula anal com abertura bastante larga. Halteres marrom-amarelados.

Pernas ocres, com manchas escuras nos joelhos, parte distal das tíbias e dos tarsos de coloração escura, nas pernas anteriores os tarsos e a parte distal das tíbias são pardos, nas pernas posteriores apenas o ápice dos tarsos. Tíbias do último par com ciliamento marrom.

Tenho em mãos três fêmeas de Entre Ríos, provenientes do Museu de Montevidéu. Em uma delas o abdome é totalmente tingido de escuro, provavelmente por haver sugado sangue. Dimensão: 7-8 mm.

57. Chr. brevifascia n. sp. (Fig. 57)

Coloração básica marrom-ocre. Palpos mais claros, genas com polinosidade ocre, vértice mais negro; todas as calosidades e o segmento basal das antenas amarelo-mel, segmentos distais enegrecidos. Ocelos brilhantes, sem calo ocelar nítido.

Tórax: mesonoto enegrecido na parte superior; marrom-avermelhado nas margens e no escutelo, nas pleuras uma borda enegrecida sobre fundo ocre, esterno amarelo avermelhado, região central posterior enegrecida.

Abdome: com larga faixa longitudinal negra, em cujo interior, do segundo ao quinto segmentos, o fundo ocre aparece em forma de triângulos com base distal. Margens laterais, a partir do terceiro segmento, circundadas por bordas escuras, confluentes na parte posterior com a faixa central; as margens posteriores possuem uma borda ocre em toda a sua extensão. Parte ventral marrom-ocre, com faixas de manchas enegrecidas e margens mais escuras.

Asas: hialinas; a costa largamente escurecida – especialmente na base, e em menor intensidade na margem apical da cinta – atinge o ramo superior da nervura furcada. Cinta marrom-amarelada, estreita, com contornos irregulares; o processo pontudo anterior é muito curto e chato e bastante distanciado da margem posterior; o posterior mal a atinge, com uma ponta estreita e imprecisa. A primeira célula basal é meio hialina, a segunda e a anal são-no quase por completo, bem como a borda distal da faixa transversal; o restante das asas apenas levemente cinza-claro opaco. Célula anal à direita fechada antes da margem, à esquerda levemente aberta. Escâmulas marrom-amareladas, com margens mais claras. Halteres ocres.

Pernas ocres, com manchas negras nos joelhos; também o ápice das tíbias anteriores e os tarsos, caso conservados, têm coloração escura.

Uma fêmea do Chaco de Santa Fé, pertencente ao Museu de Paris, mostra tamanho de uns bons 9 mm.

58. Chr. ecuadorensis n. sp. (Fig. 58)

Coloração básica ocre, probóscida marrom-amarelada, enegrecida nas labelas e com pilosidade negra. Palpos, face e fronte com polinosidade amarela, calosidades amarelo-chifre, transparentes, cavidade da fronte, porém, algo cinza, opaca. Antenas: segmentos basais surgindo bastante separados, e apenas medianamente intumescidos. Segmento apical apenas pouco mais longo que o segmento basal, o médio notavelmente mais curto. Segmento basal amarelo-ouro, o médio e o primeiro artículo do apical parecidos, porém descaindo para o pardo, os quatro últimos artículos do segmento apical marrom-escuros; também a pilosidade é completamente escurecida. Calo ocelar enegrecido, ocelos transparentes amarelados. Occipício com pilosidade amarelada. Olhos como em Chr. costatus.

Tórax amarelo, com faixas longitudinais praticamente negras; a mediana fortemente estreitada na parte anterior, as laterais com largura completamente uniforme, porém fortemente encurtadas na parte posterior. Pleuras delimitadas por linhas negras. Esterno enegrecido no meio e em direção à parte posterior. Escutelo transparente, de cinza-amarelado a marrom.

Abdome: no primeiro segmento uma faixa longitudinal mediana bastante curta, mais para trás, como em outras nervuras, de cada lado uma faixa longitudinal furcada, que se unificam em forma de arco na margem basal do segundo anel; o ramo interno, bastante largo e escuro, apaga-se na margem posterior do terceiro segmento, e o ramo externo, bastante estreito, pode ser observado até o quinto segmento. Ápice do abdome um pouco mais escuro e com pilosidade amarela. Face ventral amarela, passando a marrom com um toque de vermelho em direção à parte posterior.

Asas: marrom-amareladas na costa, as células basais e anais hialinas, célula axilar cinza opaca. Cinta transversal pardo-avermelhada como habitualmente, o interior das células claros, incisura hialina, porém empardecida na margem. Margem anterior um pouco entrecortada, mas no todo quase linear, a bainha distal clara, razoavelmente larga, não atinge as margens, de modo que o ápice alar, quase tão escuro em cima quanto embaixo, unifica-se com a faixa transversa. Célula anal largamente aberta. Halteres marrons.

Pernas amarelas, apenas os dois terços apicais das tíbias do último par e dos tarsos são marrons.

A descrição foi feita a partir de uma fêmea coletada por Ohaus em abril, em San Antonio de Curaray (Equador), pertencente ao Museu de Hamburgo.

Comprimento: 8 mm.

Legendas das estampas

(Tamanho natural vf. no texto.)

Prancha 1 (ver p.191-2)

Fig. 1. Dicrania servus Wied.

Fig. 2. Erephopsis nigripennis Guérin

Fig. 3. Erephopsis fulvithorax Wied.

Fig. 4. Erephopsis venosa Wied. (var. nigripennis Wied.)

Fig. 5. Erephopsis lingens Wied.

Fig. 6. Erephopsis flavicrinis n. sp.

Fig. 7. Erephopsis auripes Ricardo

Fig. 8. Erephopsis penicillata Bigot

Fig. 9. Erephopsis xanthopogon Macq.

Fig. 10. Erephopsis albipectus Bigot

Fig. 11. Erephopsis nigricans n. sp.

Fig. 12. Erephopsis winthemi Wied.

Fig. 13. Erephopsis besckii Wied.

Fig. 14. Erephopsis ardens Macq.

Fig. 15. Erephopsis sorbens Wied.

Fig. 16. Erephopsis marginalis Wied.

Fig. 17. Erephopsis leucopogon Wied.

Fig 18. Erephopsis pseudo-aurimaculata n. sp.

Prancha 2 (ver p.193-4)

Fig. 19. Erephopsis incisuralis Macq.

Fig. 20. Erephopsis nigripes v. Roeder

Fig. 21. Erephopsis pubescens n. sp.

Fig. 22. Phaeoneura basilaris Wied.

Fig. 23. Bombylopsis erythronotata Bigot

Fig. 24. Bombylopsis analis Fabr.

Fig. 25. Bombylopsis leonina n. sp.

Fig. 26. Epipsila eriomera Macq.

Fig. 27. Epipsila eriomeroides n. sp.

Fig. 28. Ionopsis nitens Bigot

Fig. 29. Ionopsis foetterlei n. sp.

Fig. 30. Neopangonia pusilla n. sp.

Fig. 31. Diatomineura exeuns Walker

Fig. 32. Diatomineura molesta Wied.

Fig. 33. Diatomineura tabanipennis Macq.

Fig. 34. Diatomineura fenestrata Macq.

Fig. 35. Diatomineura longipennis Ricardo

Fig. 36. Esenbeckia fuscipennis Wied (var. fenestrata Lutz)

Fig. 37. Esenbeckia fuscipennis Wied (var. flavescens Lutz)

Prancha 3 (ver p.195-6)

Fig. 38. Esenbeckia nigricorpus n. sp.

Fig. 39. Esenbeckia clari n. sp.

Fig. 40. Esenbeckia clari var. infuscata n. var.

Fig. 41. Esenbeckia lugubris Macq.

Fig. 42. Esenbeckia dubia n. sp.

Fig. 43. Esenbeckia biscutellata n. sp.

Fig. 44. Esenbeckia filipalpis Williston

Fig. 45. Esenbeckia ferruginea Macq.

Fig. 46. Chrysops costatus Fabr. ?

Fig. 46a. Chrysops costatus Fabr. ?

Fig. 47. Chrysops leucospilus Wied.

Fig. 48. Chrysops molestus Wied.

Fig. 49. Chrysops laetus Fabr.

Fig. 50. Chrysops crucians Wied.

Fig. 51. Chrysops tristis Fabr.

Fig. 52. Chrysops fulviceps Walker

Fig. 53. Chrysops brasiliensis Ricardo ?

Fig. 54. Chrysops fusciapex n. sp.

Fig. 55. Chrysops uruguayensis n. sp.

Fig. 56. Chrysops bivittatus n. sp.

Fig. 57. Chrysops brevifascia n. sp.

Fig. 58. Chrysops ecuadorensis n. sp.

Fac-símile de uma versão datilografada, com correções

 

manuscritas, correspondente às p.625-6 do trabalho publicado em

alemão. BR.MN. Fundo Adolpho Lutz. Pasta Tabanídeos. Maço 12.

Fig. 6 – Erephopsis flavicrinis n. sp.

Desenhos originais utilizados na confecção das pranchas nos 1, 2 e

3 (p.191-6), correspondentes às figuras nos 6, 18, 30 e 38. O autor

provável das gravuras coloridas com nanquim é Manoel Castro

Silva, nomeado desenhista do Instituto Oswaldo Cruz em 20.3.1908.

É ele quem assina as ilustrações de trabalhos de Adolpho Lutz

publicados em 1909 e 1911. Somente a partir do ano seguinte

outros desenhistas seriam contratados pelo IOC. Reproduzimos as

gravuras em tamanho natural. No Fundo Adolpho Lutz encontram-se

outras matrizes de estampas publicadas por Lutz, assim como muitos desenhos que permaneceram inéditos. BR. MN. Fundo

Adolpho Lutz, Iconografia.

Fig.18 – Erephopsis pseudo-aurimaculata n. sp.

Fig.30 – Neopangonia pusilla n. sp.

Fig. 38 – Esenbeckia nigricorpus n. sp.

* Publicado originalmente em 1909 com o título “Tabaniden Brasiliens und einiger Nachbarstaaten”, Zoologische Jahrbücher, Jena, supl. X (4), p.619-92, mais seis páginas não numeradas com estampas (pranchas 1-3). Adolpho Lutz assina este trabalho como diretor do Instituto Bacteriológico do Estado de São Paulo. [N.E.]

1 Não é Erephosis nem Erephrosis, como alguns autores escrevem. Adolpho [N.A.]

2 É a única espécie que conheço que apresenta não apenas o processo normalmente encurvado dentiforme na base do terceiro segmento antenal, comum nas mutucas propriamente ditas (Tabanus), mas também claros dentículos até mesmo na própria parte interna desse segmento. O processo dentiforme é longo e forte, guarnecido com longos pêlos finos; a cor da antena é um amarelo-ferrugíneo muito vivo. Palpos longos, amarelo-ferrugíneos na base, marrons em direção ao ápice. Face bastante lisa, marrom-avermelhada; fronte marrom-enegrecida. Mesonoto marrom-ferrugíneo com um tom de preto; pleuras marrons, com pêlos amarelo-ferrugíneos. Abdome marrom-ferrugíneo, com tom de preto; ventre amarelo-pardacento. Asas do mesmo modo; o ramo interno da nervura furcada atinge a nervura posterior seguinte longe da margem da asa. Halteres amarelo-argila, com capítulo amarelo-puro. Pernas amarelo-ferrugíneas. No Museu de Berlim. [N.T.]

3 “Mesonoto e terminália com pêlos dourados; Abdome preto; asas enfumaçadas de cinza. – 8 linhas. % ♀ – do Brasil. Probóscida com quatro linhas de comprimento; palpos e face marrons; base da antena preta, segmento terminal marrom-ocre. Coloração de fundo do mesonoto e escutelo marrom, mas coberta com pilosidade amarelo-ouro; pleuras marrons, com pilosidade preta. Abdome preto-acastanhado. Terceiro segmento coberto de pêlos amarelo-ouro em ambos os lados e na margem posterior; os segmentos seguintes são quase totalmente cobertos de pêlos amarelo-ouro junto à terminália. Ventre e pernas pretos. Asas isomorfas e bastante enfumaçadas de cinza.” [N.T.]

4 “Mesonoto marrom, abdome preto e asas quase hialinas com nervuras marginadas de marrom: 10 linhas. ♀ – .Do Brasil. Probóscida com 4 ½ linhas de comprimento, pretas; palpos marrons; antenas pretas pardacentas; face e fronte marrons; do vértice desce uma linha pouco elevada em direção à fronte. Mesonoto marrom-ferrugíneo, com pêlos pretos, sem brilho; pleuras do mesmo modo; escutelo preto-pardacento. Abdome e ventre preto-brilhantes, cobertos com pêlos pretos. Nervuras das asas com nítida margem marrom; halteres marrons; pernas pretas. Há uma variedade com asas completamente marrons e ápice do abdome com margens laterais cobertas de pêlos amarelos. ♂ ♀ – . no Museu de Berlim e na minha coleção.” [N.T.]

5 “Avermelhado. Mesonoto com linhas esbranquiçadas com pêlos níveos a cada lado; Abdome com incisuras cobertas de pêlos dourados; com asas marrom-enegrecidas e barba nívea. 9 ½ linhas. Probóscida 5 ½ linhas. ♀ Cabeça marrom-avermelhada; meio da fronte com duas reentrâncias diagonais em seqüência que se tocam. Mesonoto marrom-avermelhado, com três linhas longitudinais esbranquiçadas, pilosidade fina e enegrecida, pêlos níveos nas margens laterais; também as pleuras na frente e atrás pilosas da mesma forma, pêlos pretos entre as coxas; escutelo com pêlos pretos. Coloração básica do abdome um pouco desnudada como a do mesonoto, a qual é mais ou menos coberta por pelinhos pretos decumbentes; margem posterior do segundo e de todos os segmentos seguintes espessamente por pálidos pelinhos amarelos, no terceiro, aparentemente, não existem no centro, mas podem estar apenas desgastados. Asas monocromáticas, marrom-enegrecidas; halteres marrons com capítulo amarelado; pernas profundamente pardo-avermelhadas. Em minha coleção.” [N.T.]

6 Belém. [N.T.]

7 “6 linhas ♀ – do Brasil. Antenas amarelo-ferrugíneas; palpos um pouco mais intensos; barba amarelada; fronte marrom; olhos com pêlos encanecidos. Mesonoto marrom-amarelado como o pau-brasil, com duas fracas linhas amareladas; pleuras com longos pêlos ocres. Abdome bastante castanho (em alguns enegrecido), em determinada direção com pelinhos extremamente finos encanecidos; segunda, quinta e sexta incisuras brancas, em função de pelinhos que no ventre também formam faixas. No primeiro segmento encontram-se ainda vestígios de uma faixa pouco amarelada, asas uniformemente marrons: ramo interno da bifurcação apical ligado à próxima nervura da margem interna da asa. Halteres ocres com capítulo branco. Na coleção de V. Winthem e na minha própria.” [N.T.]

8 “Negra, mesonoto com pêlos amarelos em cada lado, mancha mediana do abdome branca e asas marrom-enegrecidas. – 7-8 linhas. Probóscida com 6 linhas. – Do interior do Brasil. Base antenal negra, segmento apical amarelo-ferrugíneo-avermelhado: palpos negros. Face e fronte marrom-enegrecidas; barba e pilosidade do occipício amarelas. Mesonoto e escutelo marrom-enegrecidos, com pelinhos negros: margens laterais de ambos e pleuras com pilosidade amarela. Abdome puramente negro, com uma mancha pilosa branca na margem posterior de cada segmento; a partir do quinto segmento as margens laterais possuem também nítida pilosidade branca, também nos primeiros dois segmentos encontram-se alguns pêlos brancos. Ventre negro com ápice um pouco avermelhado; margens posteriores de todos os segmentos ventrais com pilosidade branca. Escâmulas das asas marrom-enegrecidas, com ciliamento branco. Capítulo marrom. Pernas de um marrom puro e bastante profundo, as posteriores mais negras, todas com pilosidade negra, ao menos nos fêmures.” [N.T.]

9 “Pardo acinzentado com aspecto de bolor, com abdome, antenas e pernas amarelo-ferrugíneos. –6 linhas; probóscida com 6 linhas. – ♀. De Montevidéu. Antena marrom-amarelado-ferrugínea, segmentos basais cinzentos. Parte anterior coniforme da cabeça amarelada como mel, um pouco cinza na parte de cima. Fronte parda, com brilho acinzentado. Mesonoto com faixas marrons mais intensas, não muito nítidas; poucos pêlos amarelados acima da base das asas. Pleuras e esterno cinzentos como mofo, e com pêlos longos e acinzentados, assim como a barba; faixa de pêlos enegrecidos desde a inserção da asa até o ápice do mesonoto. Abdome mais pálido na base, passando a amarelo-ferrugíneo vivo no ápice. Ventre amarelado, asas marrons; ramo interno da nervura furada ligada, como de costume, à nervura seguinte. Pernas marrom-ferrugíneas.” [N.T.]

10“Marrom-acinzentado como mofo; abdome amarelado-ferrugíneo com manchas estriadas; margens laterais do mesonoto e da terminália brancas. – 6 linhas. – de Caçapava [RS, Caçapava do Sul] no Brasil. Probóscida um pouco mais longa do que o tórax. Antenas e palpos amarelo-ferrugíneos; fronte marrom, barba branca. Mesonoto marrom-esverdeado, com pubescência bastante curta e amarelada; margens laterais amareladas até a base da antena [sic, das asas], daí até o escutelo com pêlos brancos. Pleuras quase cinzas como mofo; mas com pilosidade branca, visível mesmo de cima. Abdome mais ou menos amarelado como ferrugem, com pelinhos curtos amarelados. Em cada segmento uma mancha marrom-enegrecida de coloração básica; margens laterais dos quatro últimos segmentos com pilosidade branca. Ventre coberto por igual por pilosidade branca como seda sobre fundo amarelado; asas enfuscadas de marrom, principalmente na parte externa. Ramo externo da nervura furcada, voltado para a margem, ramo interno unido à nervura seguinte sobre a margem interna da asa. Pernas mais ou menos marrom-amareladas, com pelinhos amarelados sedosos.” [N.T.]

11 “Marrom, com barba nívea, margens laterais do mesonoto encanecidas, abdome e pernas pardo-ferrugíneos. 6 linhas; Probóscida 3 ¼. & Do Brasil. Asas pardo-ferrugíneas, ápice do terceiro segmento preto. Fronte e mesonoto marrons, cobertos por finos pêlos pardos; pleuras com um tufo de pêlos níveos antes da inserção da asa, mas as margens laterais do mesonoto cobertas com pêlos branco-amarelados. Abdome marrom-ferrugíneo, com pelinhos amarelo-ferrugíneos vivos, extremamente curtos; ventre amarelo-ferrugíneo. Asas marrons. Pernas marrom-ferrugíneas, metatarso passando a enegrecido.” [N.T.]

12 “Marrom, terminália e manchas abdominais amarelo-ouro, base das asas marrom-enegrecida. – 7 linhas, probóscida com 4 linhas. ♀. Do Brasil. Antenas mais ou menos marrom-avermelhadas, barba branco-amarelada, fronte e rostro de um marrom intenso. Vértice com ocelos. Tórax marrom-avermelhado, com pilosidade negra; dorso do abdome da mesma forma, porém nos dois últimos segmentos e nas margens laterais mais externas dos segmentos anteriores com pálida pilosidade amarelo-ouro. Também na margem posterior do segmento anterior pode-se observar uma destas manchas pilosas, que no segundo parece ser branca. Ventre tão marrom quanto a face superior, mas as margens posteriores de cada segmento são amareladas. Asas pouco amareladas, no terço basal marrom-enegrecidas, o que no entanto só ocupa a metade da largura, daí até a margem interior são quase totalmente desbotadas. Fêmur marrom escuro: tíbias e tarsos pálidos em todas as pernas.” [N.T.]

13 “Marrom-enegrecido, com ápice do abdome amarelo-ouro, probóscida do comprimento do corpo. 6 linhas. – ♀ Da América do Sul. Coloração marrom-enegrecida bastante intensa, amarelo-avermelhada na área inferior do corpo. Asas transparentes como água. Fêmur marrom-enegrecido , com pêlos pretos; tíbias e tarsos amarelo-brilhantes.” [N.T.]

14 “Mesonoto pardo, de duas linhas, com pilosidade amarelada, abdome castanho e asas marrons, opacas. seis linhas, ♀; Probóscida com 1 ½ linha. Do Brasil. Tamanho, aparência e forma muito parecidas com a anterior (P. winthemi), mas abdome não encanecido em direção alguma, e também sem qualquer pelinho branco ou faixa ventral. Pilosidade dos olhos e principalmente do tórax mais amarela, passando a pardo-corça. Ramo interno da nervura furcada bastante distante da nervura posterior mais próxima. Na coleção do Sr. von Winthem e em minha própria.” [N.T.]

15 “Escudo pardo-ferrugem. Abdome castanho, em cada lado com pequenas manchas brancas; asas pardas com base amarela. – 9 ½ linhas ♀; probóscida com 2 linhas. – Do Brasil. Base antenal empardecida, segmento apical amarelo-ferrugíneo vivo. Palpos arqueados, de largura uniforme, coloração básica da fronte castanha com cobertura marrom-ferrugínea; no vértice uma proeminência, que após a desnudação tem, às vezes, a aparência de olhos simples. Coloração básica do mesonoto marrom-enegrecida, passando em alguns exemplares a castanha, mas coberto por espessa pilosidade amarelo-ferrugínea. Pleuras marrons com pilosidade amarelada. Abdome plano, castanho brilhante, coberto por densos pelinhos negros recumbentes; uma pequena mancha de pêlos branco-amarelados em cada lado da margem posterior do segundo ao quarto segmentos, bem como no segmento ventral. Asa, no terço basal, amarelo-ferrugínea; halteres acastanhados, com capítulo amarelado. Pernas mais ou menos castanhas. – Existem variações como manchas níveas no abdome, asas amarelo-ferrugíneas apenas na base mais externa e pernas amareladas.” [N.T.]

16 “Ferrugineus; tibiis posticis nigro-pilosis; alis saturate flavido-fuscanis. 7 ½ Linhas. ♂ ♀. – Do Brasil. Pelas antenas sem dentes, os olhos simples bastante nítidos, as asas marrons e o traçado da venação alar, diferencia-se suficientemente de Tabanus unicolor, com o qual se assemelha um pouco à primeira vista. Coloração do mesonoto menos viva, anteriormente quase um pouquinho cinza-mofo, aliás, todo o animal é, por quase toda parte, uniformemente amarelo-ferrugíneo, somente as tíbias posteriores são cobertas por pêlos pretos extremamente curtos. O ramo externo da nervura furcada segue um pouco além da nervura transversa. Ramo interno unificado no ápice com a nervura seguinte na margem interna da asa. – O macho no Museu de Berlim, a fêmea na minha coleção.” [N.T.]

17 “Fuscus; abdomine niveo-fasciato, alis basi flavidis apice fuscis, pedibus nigris. – 8 Linhas. – Do Brasil. Antenas marrom-enegrecidas, sem dente; palpos negros; face e fronte marrons, sendo a última esbranquiçada na parte inferior, com calosidade marrom-avermelhada. Ocelos nítidos. Mesonoto marrom com pêlos curtos amarelados. Abdome marrom-avermelhado, margem apical de cada segmento amarelada, ciliada com pêlos curtos níveos, nos últimos dois segmentos somente nas laterais. Também no ventre, pelo menos os três segmentos do meio apresentam pestanas níveas. Asas da base até a metade de toda a extensão amarela, a partir daí marrom-enegrecido. Ramo externo da nervura furcada unida com a seguinte. Pernas negras.” [N.T.]

18 Sic, Mato Grosso. [N.T.]

19 “Antenas marrom-amareladas; palpos amarelo-ferrugíneos; calosidade facial e frontal pardo-amareladas; fronte ocre. Faixas do mesonoto de modo algum negras, mas sim pardas brilhantes. Faixas abdominais mais intensamente negras, começando a partir do segundo segmento, posteriormente bifurcadas, o ramo externo seguindo até o quinto segmento, o interno até o quarto. Asas translúcidas; brilhantes, marrons na raiz, na costa, no ápice e na faixa; entre a margem reta posterior da faixa larga e do ápice da asa há uma estreita faixa translúcida; a margem basal da faixa larga serrilhada e delimitada pela nervura transversal mediana. Pernas amarelo-ferrugíneo-pálido, ápice da tíbia posterior e de todos os tarsos pardo – 4 Linhas, ♀.” [N.T.]

20 “Estreitamente relacionado com as seguintes. Palpos amarelo-ouro, terceiro segmento marrom; face ocre, com a habitual calosidade tripartida amarelo-ouro; fronte ocre, calosidade transversal amarelo-ouro, calo ocelar negro. Mesonoto desnudado, negro, na frente marrom-ferrugíneo, com faixas negras mais vivas. Segundo segmento abdominal com uma mancha transversal esbranquiçada quase quadrangular em cada lado, tomando todo o comprimento; cada ápice do segundo ao quinto segmentos com uma mancha triangular branca amarelada. Base da asa, costa até o primeiro terço e uma larga faixa negras. A faixa é marcada por uma mancha apenas levemente negra que toca a margem interna e neste local tem uma gotícula transparente. O negro da costa é um pouco mais estreito no ápice; a margem posterior da faixa apresenta bainha branca. Pernas negras. No Museu de Berlim. 3 2/3 linhas. ♀. Do Brasil.” [N.T.]

21“Relacionada com a espécie européia Chr. coecutiens. Base antenal amarelo-mel escuro, segmento apical quase totalmente negro; face amarelo-mel intenso; fronte parda com calosidade amarelo-mel; tórax negro, abdome negro; segundo segmento com manchas grandes, de três lados iguais, tomando todo o comprimento, e gotas no meio da margem posterior; tais gotas quase quadrangulares, guarnecidas com pêlos curtos e finos brancos, dos quais algumas vezes ainda restam alguns em exemplares desgastados. Asas translúcidas, base externamente, a costa até o ápice e uma larga faixa, com bainha branca na margem posterior e guarnecidas na margem interna com uma gota branca quase triangular, pardo-enegrecido, pernas marrons. 3 ½ linhas. ♀ – Do Brasil. – No Museu de Berlim.” [N.T.]

22“Antenas, face, calosidade frontal e pernas amarelo-couro; ápice da antena e tarsos pardos. Faixa mediana do mesonoto linear, faixas laterais com bainha interna esbranquiçada, coloração esbranquiçada sombria entre as faixas; margens laterais branco-amareladas; esterno e pleuras enegrecidos; escutelo quase amarelo-couro. Primeiro segmento abdominal amarelado, com manchas marrons no ápice; segundo marrom, apresentando a cada lado área triangular amarela, que toca a margem lateral em toda a sua extensão, e uma faixa mediana amarela; terceiro somente com faixa mediana amarelada; porém vê-se ainda em alguns uma fraca faixa pequena ou uma manchinha; quarto e quinto com três faixas amareladas; sexto e sétimo totalmente marrons com faixa quase imperceptível. Ventre amarelado com três faixas marrons. Asas marrons; a mancha translúcida maior encontra-se entre a segunda e a antepenúltima nervuras longitudinais e a nervura transversal, margem interna da asa sob esta mancha de um marrom bastante claro; a área entre as duas últimas nervuras também é translúcida; o ápice da asa é marrom até além da metade do comprimento da asa; uma mancha redonda ou gota translúcida encontra-se sob o ápice do estigma, e duas manchas deste tipo estão tão próximas à margem interna, que diferenciam-se dela apenas por sua coloração marrom mais clara. – 3 linhas. ♀. Do Brasil. – No Museu de Berlim e em minha coleção.” [N.T.]

23 “Antenas ocres, progressivamente marrom-enegrecidas em direção ao ápice; palpos amarelo-ferrugíneos; face ocre com calosidade marrom-amarelada; fronte cinza-fuligem com calosidade marrom; mesonoto com quatro faixas, pleuras com duas faixas ininterruptas; escutelo negro. Abdome com uma faixa mediana composta por três manchas triangulares; sobre o segundo segmento a faixa mediana não é tão triangular, mas sim bastante larga também na extremidade anterior ou na base do segmento; também são ocres as margens laterais dos segmentos, as quais no segundo se prolongam mais ou menos para o interior e muitas vezes formam em cada lado uma grande mancha; sobre os dois últimos segmentos as manchas médias inexistem. Asas bastante translúcidas; margem posterior da faixa reta, margem interna talhada profunda e transversalmente. Pernas de forma alguma negras, mas sim marrons, ápice do fêmur e base do tarso mais claros. – 3 linhas. & – Da América do Sul. – Na coleção de Fabricius e em minha própria.” [N.T.]

24 “Muito semelhante à espécie anterior e provavelmente apenas uma sua variação. Antena amarelo-couro, marrom no ápice do segmento apical; palpos quase amarelo-couro; face ocre, com calosidade amarelo-couro tripartida; fronte um pouco cinza-mofo, com calosidade transversal e vértice marrom-enegrecidos. Mesonoto marrom-enegrecido, com duas faixas medianas esbranquiçadas, um pouco cinza-mofo, às vezes caindo para ocre, e duas estrias laterais um pouco mais largas branco-amareladas como ocre. Pleuras marrons com manchas e faixas ocres. Primeiro segmento abdominal em ambos os lados, segundo com uma faixa mediana mais larga na parte posterior e de ambos os lados uma grande mancha, quase triangular, que toca a raiz e a margem lateral, tudo de coloração ocre; terceiro com faixa mediana muito mais larga e uma fraca mancha arredondada amarelada exatamente no meio, entre aquela e a margem lateral em ambos os lados, quarto e quinto com manchas triangulares no ápice; todos os segmentos ocres, com exceção do segundo; ventre amarelado; segmentos três e quatro com grandes manchas transversais pardas no meio e pequenas em cada lado. Asas hialinas, marrons na base mais externa, na costa até o ápice e em uma larga faixa, ciliada na margem interna, que ganha uma bainha esbranquiçada ao aproximar-se da asa; em alguns exemplares também o ápice é marrom, bastante claro, em outros a última nervura possui nítida margem marrom. Pernas mais ou menos negras como piche. Fêmures mais claros no meio e tarsos mais claros na base – 3 ¼ linhas ♀ – Do Brasil. – Nos Museus de Frankfurt e Berlim e em minha coleção.” [N.T.]

25 “Antenas, palpos, calosidade tripartida da face e calosidade transversal arredondada da fronte quase amarelo-mel, ápice da antena pardo; fronte ocre, caindo para amarelo-ouro; vértice pardo. Faixa mediana do escudo larga, cinza-mofo, dividida por uma linha marrom, faixas laterais ocres, com pilosidade amarelo-ouro; escutelo marrom de cada lado, um pouco amarelado, face ventral parda, com estrias e manchas amarelas. O primeiro segmento do pardo abdome é mais nitidamente amarelado nas margens laterais, e menos em duas manchas arredondadas; segundo segmento em ambos os lados com uma grande mancha amarela triangular na margem da raiz com a qual conflui, e uma faixa amarela que continua até o quinto segmento, de modo que daí surge a figura de um T; no quarto e no quinto segmentos encontra-se, em ambos os lados, entre a faixa mediana e a margem lateral, uma pequena faixa, que se prolonga do ápice em direção à base, atingindo, no quarto segmento, a própria base. Ventre marrom, base e uma faixa com ela relacionada em ambos os lados amarelada. Base da asa um pouco mais longa do que em Chrisops varians, costa, faixa cortada transversalmente na margem interna, e ápice (este menos intenso) marrons. Escama e halteres marrons. Pernas amareladas, fêmures anterior e posterior, como também o ápice do tarso marrom-enegrecidos. – 3 linhas. ♀ – Do Brasil. – Em minha coleção e no Museu de Frankfurt.” [N.T.]

26 “Face e antena marrons. Mesonoto marrom-enegrecido, com quatro faixas amarelas; as medianas lineares, as externas mais largas; pleuras com manchas amarelas. Segundo segmento abdominal com grande mancha quadrangular em cada lado, contendo uma mancha triangular menor em seu interior; terceiro segmento da mesma forma, mas as manchas laterais são divididas longitudinalmente no meio por um intervalo marrom (o que no entanto poderia ter surgido apenas a partir da secagem); quarto segmento apenas com uma mancha triangular média; as manchas triangulares no terceiro e no quarto segmentos fundidas a uma estreita margem amarela posterior; no quinto segmento apenas a margem posterior amarela. Asas, na parte negra, com três manchas translúcidas um pouco oblíquas, a terceira formando uma incisura triangular pontiaguda, partindo da margem interna. No terço apical da asa a margem externa também é marrom-enegrecida. As demais são menos opacas, com uma bainha translúcida no limite com a negra. Pernas marrom-enegrecidas, tarsos amarelados. Ventre branco, amarelado na base, o que já se divide em duas largas faixas no segundo segmento, pouco se mostrando no terceiro e no quarto, nos quais é largamente interrompido. – 3 linhas ♂. – Do Brasil – Em minha coleção e no Museu de Frankfurt.” [N.T.]

27 “Cabeça marrom, antenas marrom-puro, em alguns exemplares ocre-amarronzada; palpos marrons; calosidade tripartida da face ocre-amarronzada; calosidade frontal diagonal arredondada, marrom-enegrecida. As duas linhas do mesonoto ligadas na frente às faixas laterais esbranquiçadas. Em cada segmento do abdome há cinco manchas esbranquiçadas, a do meio triangular, as demais quase quadrangulares. A do meio e as externas tocam a margem posterior, as que estão entre elas são maiores e situam-se na metade do comprimento; incisuras quase esbranquiçadas; as manchas externas tocam as margens laterais e não são portanto visíveis de cima. No ventre há uma faixa quase ininterrupta marrom-enegrecida. Asas um pouco opacas. Uma faixa com debrum translúcido, em direção ao ápice da asa e rasgada ou quase dentada. Pernas marrom-ocres enegrecidas, mas negras no ápice . 4 ½ linhas. ♀. De Caiena. Em minha coleção e na de Fabricius.” [N.T.]