Circos e palhaços brasileiros
13 Circo di Napoli
O espetáculo
Primeira parte: Avião; Equilíbrio de pratos; Macacos; Homem pássaro; Ursa; Cama Elástica; Paçoquinha em "Salto mortal com a lata na mão"; Elefante.
Segunda parte: Leões; Pôneis; Cavalo; Globo da Morte; Bailado; Paçoquinha em "Magia com patos"; Trapézio Voador.
O Circo di Napoli foi visitado na cidade de Sorocaba-SP, em 27 de junho de 1998. Era um circo grande, com estrutura suficiente para um espetáculo grandioso. Como espaço cênico, o Circo di Napoli contava com um picadeiro de 13 metros de diâmetro. O público acomodava-se em arquibancadas duplas, cadeiras e camarotes.
O espetáculo era voltado para números circenses. Houve um predomínio de animais, alguns adestrados, outros apenas para exibição. No dia 27, o ritmo do espetáculo estava ágil. Porém, notou-se uma desarmonia entre a evolução dos artistas e os elementos sonoros e visuais dos números. Os artistas apresentaram-se com graça, beleza e elegância, o que compensava a fragilidade da técnica circense.
A apresentação dos palhaços agradou ao público. O riso era explorado a partir da combinação de vários elementos cênicos: roupas impecáveis, interação entre a dupla de palhaços, equipamentos bem montados e recursos musicais acertados. As reprises encenadas conseguiam, assim, desviar a atenção do público, enquanto eram desmontados e/ou preparados os grandes aparelhos, especialmente o Trapézio Voador.
Paçoquinha
Paçoquinha era o principal palhaço do Circo di Napoli. A personagem foi criada por Alexandre Francisco Pinheiro, que tinha 19 anos de idade. Ele desenvolvia sua habilidade cênica desde os 5 anos. Além de palhaço, também era acrobata e trapezista. Contudo, no Circo di Napoli apresentava-se apenas como palhaço.
Alexandre procurava um tipo infantil e ingênuo para seu palhaço. Isso se evidenciava no raciocínio lento e na postura às vezes abobalhada em cena. Infelizmente, não foi permitido o registro fotográfico do artista em cena.