Circos e palhaços brasileiros
28 Pop Circo
O espetáculo
Primeira parte: Arame; Espigão em "A natureza"; Dublagem; Faísca e Espigão em "O piano"; Dublagem; Perlotinha em "Dói-dói"; Dublagem; Paródia dublada - Gal de Costas.
Segunda parte: Corda indiana; Magia; Táxi Maluco, com os três cômicos.
O Pop Circo, instalado em Baía da Traição-PB, previa sua estreia para dia 7 de janeiro de 2000. Ela foi, no entanto, adiada porque o trabalho de recuperação da lona, a costura de pequenos rasgos, o tapar buracos e o conserto de trechos de palomba não conseguiram ser terminados a tempo. A estreia ficou adiada para o dia seguinte, sábado, 8 de janeiro.
O circo era pequeno, de dois mastros, com uma lona com boa aparência, nas cores amarela e azul, medindo 18 metros x 26 metros. O público acomodava-se em arquibancadas simples e em duas dúzias de cadeiras, separadas por uma cerca de madeira. Uma cortina vistosa, nas mesmas cores da cobertura, dividia a área de espetáculo dos bastidores. Não havia demarcação de picadeiro, nem ao menos um tapete. As apresentações ocorriam diretamente no chão.
O espetáculo tinha poucos números, excesso de dublagens e um trio de cômicos. Cada um dos palhaços teve uma participação no espetáculo, quase sempre em entradas, e seu partner nem sempre era outro palhaço. Havia, também, uma certa hierarquia de importância (e também de qualidade) entre os palhaços. O melhor palhaço participou do espetáculo na última entrada.
Espigão, Faísca e Perlotinha
Espigão e Faísca não tinham uma marca definida de palhaço: vestiam-se, maquiavam-se, mas não apresentaram uma caracterização particular. Perlotinha, por sua vez, foi um pouco mais apurado na roupa, nos sapatos e na maquiagem. Trabalhou os gestos com um pouco mais de preocupação. Mas, no geral, todos eles se apegaram à graça que advém do roteiro, da piada prevista para o final. Espigão mostrou seu melhor desempenho nos números de paródia, Gal de Costas, e no Táxi Maluco. Em ambos, apresentando-se travestido - no primeiro, de mulher; no segundo, de homossexual -, o artista demonstrou o seu potencial de ator, assumindo plenamente suas personagens, desafiando as observações insinuantes da plateia, sem deixar a personagem de lado. O mesmo empenho não se deu quando se apresentou como palhaço.