Circos e palhaços brasileiros
33 Circo Pallesty Itália
O espetáculo
Corda indiana; Cães amestrados; Dublagem; Birrinha em "Morrer pra ganhar dinheiro"; Rola-rola; Dublagem; Contorção; Birrinha em "O beijo no escuro"; Chicotes; Dublagem; Monociclo; Paródias e dublagens.
O Circo Pallesty Itália, de um mastro apenas, tinha 30 metros de diâmetro. A lona era azul e amarela. Um tapete amarelo, surrado, estendido desde o limite da cortina até as proximidades das cadeiras, servia de espaço cênico. As poucas cadeiras estavam separadas da arquibancada por uma cerca de madeira, sem pintura. O espetáculo foi visto e fotografado no dia 17 de janeiro de 2000, em Porto Calvo-AL.
Ao entrar no recinto, antes do início do espetáculo, notava-se um grande número de aparelhos, todos bem-dispostos e bem aparentados, ainda que simples na pintura e nos arranjos. A iluminação era bastante precária.
Apesar de modesto, o Circo Pallesty Itália tinha um bom espetáculo, com grande variedade de números. Desde o momento em que adentravam ao espaço cênico, os artistas tinham uma postura elegante: estavam sempre sorrindo, com um gestual leve e com constantes agradecimentos à plateia.
Birrinha
José Carlos da Silva, o Birrinha, na época contava 46 anos. Trabalhava como palhaço desde os 9 anos de idade. Era bastante discreto, contido e, às vezes, tímido. Movimentava-se pouco e concentrava-se mais nas piadas com as correspondentes expressões faciais. O limite do gesto estava diretamente ligado à imposição do microfone. A roupa era simples, nas tonalidades branca e preta. Da maquiagem, ressaltavam os lábios pretos, que se sobressaíam nas expressões do rosto. Participou das entradas "Morrer pra ganhar dinheiro", antecedida da "Disputa dos santos", e do "Beijo no escuro". Conseguiu conter a euforia do público sem apelo algum a obscenidades, tanto gestual como as de texto. Explorou o duplo sentido das falas e gestos.