Confess

Colleen Hoover · Capítulo 10 de 25

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Confess

Capítulo 8 · Owen

— Há alguém aqui que pertence a você.

Isto m e leva alguns segundos para m e aj ustar ao telefonem a de m eia- noite. Sento-m e na cam a e esfrego os olhos. — Harrison? — Você está dorm indo? – Ele soa chocado. — Não é nem um a hora da m anhã. Eu balanço m inhas pernas para o lado da cam a e aperto m inha m ão na m inha testa. — Tem sido um a sem ana difícil. Não tenho dorm ido m uito. – Eu m e levanto e olho para os m eus j eans. — Por que você está ligando? Há um a pausa e eu ouço um barulho vindo do final de sua linha. — Não! Você não pode tocar nisso! Senta!

Eu puxo o telefone longe da m inha orelha para salvar m eu tím pano. — Owen, é m elhor você ter a sua bunda aqui. Eu fecho em quinze m inutos e ela não levou bem a últim a ligação.

— Do que você está falando? Com quem você está falando? E então o entendim ento m e bate.

Auburn.

— Merda. Eu estou indo para aí.

Harrison desliga sem dizer tchau e eu estou puxando um a cam iseta sobre a m inha cabeça, enquanto eu percorro m eu cam inho escada abaixo. Por que você está lá, Auburn? E por que você está lá sozinha?

Passo pela porta da frente e chuto algum as das confissões que se acum ularam na frente dela para fora do cam inho. Eu calculo cerca de dez a m ais dos dias de sem ana, m as o m ovim ento no centro da cidade triplica o núm ero aos sábados. Eu costum o j ogá-los todos em um a pilha até que eu estej a pronto para com eçar um a nova pintura antes de lê-los, m as um a das confissões no chão m e cham a atenção. Eu a vej o porque ela tem o m eu nom e, então eu pego-a. Eu conheci esse cara realm ente ótim o, há três sem anas. Ele m e ensinou a dançar, m e lem brou do que é a sensação de flertar, m e levou pra casa, m e fez sorrir, e então você é um babaca, OWEN!

PS: Suas iniciais são tão idiotas.

As confissões devem ser anônim as, Auburn. Esta não é anônim a. Por m ais que eu queira rir, sua confissão tam bém m e lem bra do quanto eu a deixei para baixo e com o eu sou, provavelm ente, a últim a pessoa que ela quer ver resgatá-la de um bar.

Eu ando pela rua de qualquer m aneira e abro a porta, im ediatam ente procurando por ela. Harrison percebe m inha aproxim ação e acena com a cabeça em direção ao banheiro. — Ela está se escondendo de você.

Eu aperto a parte de trás do m eu pescoço e olho na direção dos banheiros. — O que ela está fazendo aqui?

Harrison levanta os om bros em um encolher de om bros. — Com em orando seu aniversário, eu acho.

Você só pode estar brincando com igo. Eu podia m e sentir m ais com o um m erda? — É aniversário dela? – Eu com eço a fazer o m eu cam inho para o banheiro. — Por que você não m e ligou m ais cedo?

— Ela m e fez j urar que eu não faria isso.

Eu bato na porta do banheiro, m as não tenho resposta. Eu lentam ente em purro-a e vej o im ediatam ente seus pés salientes na últim a cabine. Merda, Auburn.

Corro para onde ela está, m as paro tão rápido quando eu vej o que ela não está desm aiada. Na verdade, ela está bem acordada. Ela parece um pouco confortável dem ais para alguém esparram ado em um banheiro de bar. Ela está descansando a cabeça contra a parede da cabine, olhando para m im . Eu não estou surpreso com a raiva em seus olhos. Eu provavelm ente não gostaria de falar com igo agora, tam pouco. Na verdade, eu não estou indo para fazê-la falar com igo. Eu só vou m e sentar aqui no chão com ela. Ela m e olha quando eu entro na cabine e tom o um assento em frente a ela. Eu puxo m eus j oelhos para cim a e envolvo m eus braços ao redor e, em seguida, inclino a cabeça para trás contra o bloqueio.

Ela não olha para longe de m im , ela não fala, ela não sorri. Ela só inala um a respiração lenta e dá-lhe a cabeça a m enor trepidação decepcionada. — Você parece um a m erda, Owen.

Eu sorrio, porque ela não parece tão bêbada quanto eu pensei que ela poderia estar. Mas ela provavelm ente está certa. Eu não m e olhei no espelho em m ais de três dias. Isso acontece quando eu pego no m eu trabalho. Eu não tenho um a barba, então eu provavelm ente tenho m ais um bom caso de restolho acontecendo.

Ela não se parece com m erda, em bora, e eu provavelm ente deveria dizer isso em voz alta. Ela parece triste e um pouco bêbada, m as para um a m enina esparram ada em um chão de banheiro, ela esta linda e quente m aldição. Eu sei que eu deveria pedir desculpas a ela pelo que eu fiz. Eu sei que essa é a única coisa que devia estar saindo da m inha boca agora, m as eu estou com m edo, se eu pedir desculpas, então ela vai com eçar a fazer

perguntas, e eu não quero ter que lhe dizer a verdade. Eu prefiro que ela fique chateada com igo por ter dado um bolo, do que ela saber o real m otivo dele. — Você está bem ?

Ela revira os olhos e se concentra no teto e eu posso ver a sua tentativa de piscar suas lágrim as. Ela traz as m ãos até seu rosto e as esfrega para cim a e para baixo na tentativa de ficar firm e sozinha, ou talvez porque ela estej a frustrada que eu estou aqui. Provavelm ente um pouco de am bos. — Eu levei um bolo hoj e à noite.

Ela continua a olhar para o teto. Eu não tenho certeza de com o m e sinto sobre esta confissão dela, porque a m inha prim eira reação é o ciúm e e eu sei que não é j usto. Eu só não gosto da ideia dela estar tão chateada com alguém que não sej a eu, quando na verdade não é da m inha conta.

— Você levou um bolo de um cara, então, você passa o resto da noite bebendo em um bar? Isso não parece você.

Seu queixo cai im ediatam ente para seu peito e ela olha para m im através de seus cílios. — Eu não levei um bolo de um rapaz, Owen. Isso é m uita presunção sua. E para sua inform ação, acontece que eu gosto de beber. Eu só não gosto da sua bebida.

Eu não deveria estar focado em apenas um a palavra na sua resposta, m as... — Você levou um bolo de um a m enina?

Não tenho nada contra as lésbicas, m as, por favor, não sej a um a. Não é assim que eu im agino um final entre nós.

— Não por um a m enina, tam pouco – diz ela. — Eu levei por um a cadela. Um a grande, desprezível, cadela egoísta.

Suas palavras m e faz sorrir m esm o que eu não queira dizer para ela. Não há nada sobre sua situação para sorrir, m as a form a com o o nariz enrugou-se enquanto ela insultou quem quer que sej a foi realm ente fofo. Eu endireito as m inhas pernas para fora, colocando-as nas laterais de suas pernas. Ela parece tão derrotada com o eu m e sinto. Que par nós fazem os.

Eu quero tanto lhe contar a verdade, m as tam bém sei que a verdade não irá fazer as coisas m elhores entre nós do que estão agora. A verdade faz m enos sentido do que a m entira, e eu nem sei com qual devo lidar. A única coisa que eu sei é que, se ela é louca ou feliz ou triste ou anim ada, ela tem um a energia calm ante que irradia dela. Todos os dias da m inha vida são com o se eu estivesse lutando o m eu cam inho até um a escada rolante que só vai para baixo. E não im porta o quão rápido ou quão duro eu corro para tentar chegar ao topo, eu fico no m esm o lugar, correndo, chegando a lugar nenhum . Mas quando estou com ela, não m e sinto com o se eu estivesse nessa escada rolante. Me sinto com o se estivesse num a esteira e que sem precisar fazer nada, sou levado. Com o se eu pudesse finalm ente relaxar e tom ar um fôlego e não sentir a pressão constante correndo, a fim de evitar a chegada ao fundo do poço. A presença dela m e acalm a, m e relaxa, m e faz sentir com o se talvez as coisas não fossem tão duras quanto elas parecem ser, quando ela não está por perto. Portanto, não im porta o quão patético que possa parecer agora, sentado no chão do banheiro fem inino, não existe nenhum outro lugar em que eu preferiria estar neste m om ento.

— OMG – ela diz, inclinando-se para puxar o m eu cabelo. Todo o seu rosto se contorce em um a careta e eu não consigo entender com o m eu cabelo está desagradando-a tanto agora. — Precisam os corrigir essa m erda – ela m urm ura.

Ela coloca um a m ão na parede e um a no m eu om bro e ela em purra-se para cim a. Quando ela está de pé, ela pega a m inha m ão. — Vam os, Owen. Eu vou consertar sua m erda.

Eu não sei se ela está sóbria o suficiente para corrigir algum a coisa, realm ente. Mas, isso é bom , porque eu ainda estou em m inha escada rolante, então eu vou segui-la sem esforço para qualquer lugar que ela queira ir. — Vam os lavar as m ãos, Owen. O piso é noj ento. – Ela cam inha até a pia e esguicha sabonete em m inha palm a. Ela m e olha no espelho e olha para a m inha m ão. — Aqui está um pouco de sabonete – ela diz, lim pando o sabão em toda m inha m ão.

Eu não posso falar com ela. Eu não sei o quanto ela bebeu, m as essa interação não é o que eu estava esperando para esta noite. Especialm ente depois de ler a sua confissão.

Nós lavam os nossas m ãos em silêncio. Ela puxa duas toalhas de papel para fora e passa um a para m im . — Seque suas m ãos, Owen. Eu tom o as toalhas de papel dela e faço o que ela disse. Ela está confiante e no com ando agora e eu acho que é m elhor deixá-la dessa form a. Até eu descobrir qual o seu nível de sobriedade, eu não quero fazer nada para provocar qualquer tipo de reação dela, além da que eu estou conseguindo agora. Eu ando até a porta e a abro. Ela dá um passo para longe da pia e eu a assisto tropeçar um pouco, m as ela se segura na parede. Ela im ediatam ente olha para os sapatos.

— Saltos Malditos – ela m urm ura. Só que ela não está usando saltos. Ela está usando sapatilhas pretas, m as ela as am aldiçoa, de qualquer m aneira. Nós fazem os o nosso cam inho de volta para o bar e Harrison j á fechou e desligou algum as das luzes. Ele levanta um a sobrancelha quando passam os por ele.

— Harrison? – Ela diz a ele, apontando o dedo em sua direção. — Auburn – ele diz, sem rodeios.

Ela sacode seu dedo e posso dizer que Harrison quer rir, m as ele se reprim e. — Você coloca essas bebidas m aravilhosas na m inha conta, ok? Ele balança a cabeça. — Nós fecham os todas as contas no final da noite. Ela coloca as m ãos nos quadris e am ua. — Mas eu não tenho dinheiro. Perdi m inha bolsa.

Harrison se inclina e pega um a bolsa de trás do bar. — Você não a perdeu. – Ele a em purra através do bar, e ela olha para a bolsa chateada por não tê-la perdido. — Bem , m erda. Agora eu tenho que te pagar. – Ela dá um passo à frente e abre sua bolsa. — Eu só estou pagando por um a bebida, porque eu não acho que você colocou álcool no segundo.

Harrison olha para m im e revira os olhos, em seguida, ele em purra seu dinheiro para longe. — É por conta da casa. Feliz aniversário – ele diz. — E para registro, você teve três bebidas. Tudo com álcool.

Ela j oga a bolsa por cim a do om bro. — Obrigada. Você é a única pessoa em todo o estado do Texas que m e disse feliz aniversário hoj e. É possível m e odiar m ais do que eu fiz há três sem anas? Sim , absolutam ente. Ela se vira para m im e em pina seu queixo quando ela vê o olhar na m inha cara. — Por que você está tão triste, Owen? Nós vam os corrigir sua m erda, lem bra? – Ela dá um passo em m inha direção e pega a m inha m ão. — Tchau, Harrison. Eu te odeio por cham ar Owen.

Harrison sorri e m e dá um olhar nervoso com o se ele estivesse em silêncio dizendo, “Boa sorte”. Eu dou de om bros e perm ito que ela m e puxe para trás à m edida que cam inham os em direção à saída.

— Eu tenho presentes de Portland hoj e – ela diz, pois estam os perto da saída. — As pessoas m e adoram em Portland. Minha m ãe e m eu pai. Meu irm ão e irm ãs. Eu em purro a porta aberta e espero ela passar prim eiro. É o prim eiro dia de setem bro — Feliz aniversário – e a noite tem um frio fora de época para o Texas. — Mas quantas pessoas que dizem m e am ar no Texas m e deram um presente? Dê um palpite.

Eu realm ente não quero adivinhar. A resposta é óbvia, e eu quero corrigir o fato de que ninguém do Texas lhe deu um presente hoj e. Eu diria que devem os ir buscar um agora, m as não enquanto ela está bêbada e com raiva. Vej o-a esfregar as m ãos até a pele nua de seus braços e olhar para o céu. — Eu odeio o clim a do Texas, Owen. É estúpido. É quente durante o dia e frio pela noite e pouco confiável no resto do tem po.

Quero apontar que a inclusão de dia e da noite deixa pouco espaço para um “resto do tem po”. Mas eu não acho que agora é um bom m om ento para entrar em detalhes. Ela continua a m e puxar em um a direção que não é do outro lado da rua para o m eu estúdio, nem é na direção de seu apartam ento. — Aonde nós vam os?

Ela deixa a m inha m ão cair e dim inui até que estam os andando ao lado do outro. Eu quero colocar m eu braço em torno dela para que ela não tropece em seus “saltos”, m as tam bém sei que ela está provavelm ente ficando sóbria devagar, então eu prevej o antecipadam ente seus sentidos voltando em breve. Duvido que ela m e queira por perto, m uito m enos com o m eu braço ao seu redor.

— Estam os quase lá – ela diz, vasculhando sua bolsa. Ela tropeça algum as vezes e cada vez, m inhas m ãos voam para cim a, preparando-se para am ortecer a queda, m as de algum a form a ela sem pre se recupera. Ela puxa a m ão de sua bolsa e a m antém para cim a, balançando um conj unto de chaves tão perto de m eu rosto que tocam m eu nariz. — Chaves – ela diz. — Encontrei-as.

Ela sorri com o se ela estivesse orgulhosa de si m esm a, então eu sorrio com ela. Ela balança o braço contra o m eu peito para que eu pare de andar. Ela aponta para o salão agora estam os de pé na frente, e m inha m ão voa im ediatam ente para o m eu cabelo em um a resposta protetora. Ela insere a chave na fechadura e, infelizm ente, a porta se abre com facilidade. Ela em purra-a e gesticula para eu entrar prim eiro. — As luzes estão no lado esquerdo ao lado da porta – ela diz. Viro-m e para a m inha esquerda e ela diz: — Não, O-wen. A outra esquerda.

Eu m antenho m eu sorriso no rosto e chego à direita e acendo as luzes. Vej o-a cam inhar com propósito para um dos postos. Ela deixa cair sua bolsa sobre o balcão e, em seguida, pega a parte de trás da cadeira de salão e gira ao redor para m e enfrentar. — Sente-se.

Isso é tão ruim . Que cara perm itiria um a m enina alcoolizada a aproxim ar-se dele com um par de tesouras?

Um cara que deu um bolo em um a garota em briagada e se sente m uito culpado por isso.

Eu inalo um a respiração nervosa quando eu tom o o assento. Ela m e gira ao redor até que eu estou de frente para o espelho. Sua m ão paira sobre um a seleção de pentes e tesouras com o se ela fosse um a cirurgiã tentando decidir qual ferram enta ela quer para m e cortar e abrir.

— Você tem que relaxar de verdade – ela diz, enquanto ela pega um pente. Ela está na m inha frente e concentra-se em m eu cabelo enquanto ela com eça a vasculhar ele. — Você pelo m enos tom ou banho? Eu dou de om bros. — Ocasionalm ente.

Ela balança a cabeça, decepcionada, enquanto pegava a tesoura que estava atrás dela. Quando ela m e enfrenta, novam ente, sua expressão é séria. Assim que a tesoura com eça a vir para m im , eu entro em pânico e tento m e levantar. — Owen, pare – diz ela, em purrando m eus om bros para trás contra a cadeira. Eu tento afastá-la gentilm ente para o lado com o m eu braço para que eu possa ficar de pé, m as ela m e em purra para trás na cadeira novam ente. A tesoura ainda está em sua m ão esquerda, e eu sei que não é intencional, m as ela está um pouco perto dem ais da m inha garganta para m eu conforto. Suas m ãos estão no m eu peito e eu posso dizer que eu a deixei irritada com a m inha tentativa frustrada de fuga.

— Você precisa de um corte de cabelo, Owen – ela diz. — Está tudo bem . Não vou cobrar de você, preciso da prática. – Ela traz um a de suas pernas para cim a e pressiona o j oelho na m inha coxa, em seguida, traz a outra perna para cim a e faz o m esm o. — Fique im óvel. – Agora que ela m e bloqueou fisicam ente na m inha cadeira, ela se levanta e com eça a brincar com o m eu cabelo. Ela não tem que se preocupar com igo tentando escapar agora que ela está no m eu colo. Isso não vai acontecer.

Seu peito está diretam ente na m inha frente, e apesar do botão de cim a de sua cam isa não ser nada revelador, o fato de que eu estou tão perto de um a parte tão íntim a dela m e m antém colado ao m eu assento. Eu gentilm ente levanto as m inhas m ãos para sua cintura para m antê-la estável.

Quando eu a toco, ela para o que está fazendo e olha para m im . Nenhum de nós fala, m as eu sei que ela sente. Estou m uito perto de seu peito para não notar a reação dela. Sua respiração para j unto com a m inha. Ela desvia o olhar nervosam ente assim que faço contato visual e ela com eça a cortar o m eu cabelo. Eu posso honestam ente dizer que eu nunca tive um corte de cabelo parecido com este antes. Eles não são tão confortáveis na barbearia. Eu posso sentir a tesoura serrar pelo m eu cabelo e ela bufa. — Seu cabelo é m uito grosso, Owen. – Ela diz com o se a culpa fosse m inha e isto está irritando ela.

— Você não deveria m olhar ele prim eiro?

Suas m ãos param no m eu cabelo assim que eu lhe faço a pergunta. Ela relaxa e abaixa até suas coxas encontrando suas panturrilhas. Estam os olho no olho agora. Minhas m ãos ainda estão na cintura dela e ela ainda está no m eu colo e eu ainda estou gostando desta posição espontânea de cortar o cabelo, m as eu posso ver por causa do trem or repentino de seu lábio inferior que eu sou o único gostando. Seus braços caem m olem ente para os lados e ela larga a tesoura e o pente no chão. Eu posso ver as lágrim as se form ando e eu não sei o que fazer para detê-las, j á que eu não sei o que as provocou.

— Eu m e esqueci de m olhá-los – diz ela com um beicinho derrotado. Ela com eça a sacudir a cabeça para trás e para frente. — Eu sou a pior cabeleireira em todo o m undo, Owen.

E agora ela está chorando. Ela traz as m ãos até seu rosto, tentando cobrir suas lágrim as, ou a vergonha, ou am bas. Eu m e inclino para frente e puxo suas m ãos. — Auburn.

Ela não vai abrir os olhos para olhar para m im . Ela m antém a cabeça baixa e ela a sacode, recusando-se a responder-m e.

— Auburn – eu digo novam ente, desta vez levantando as m ãos para seu rosto. Eu prendo seu rosto em m inhas m ãos, e eu estou fascinado por sua pele. Com o um a com binação de seda e cetim e de pecado, pressionando contra m inhas palm as. Deus, eu odeio que eu j á fodi isso. Eu odeio que eu não sei com o corrigi-lo. Eu puxo-a para m im e, surpreendentem ente, ela m e perm ite. Seus braços ainda estão em seus lados, m as seu rosto está enterrado contra o m eu pescoço agora, é por que eu fodi isso, Auburn?

Eu escovo m inha m ão sobre a parte de trás de sua cabeça e m ovo m eus lábios em sua orelha. Eu preciso dela para m e perdoar, m as eu não sei se ela pode fazer isso sem um a explicação. O único problem a é que eu sou o único que lê as confissões. Eu não estou acostum ado a escrevê-las e eu certam ente não estou acostum ado a falar delas. Mas eu ainda preciso que ela saiba que eu gostaria que as coisas fossem diferentes agora. Eu gostaria que as coisas tivessem sido diferentes, há três sem anas.

Eu a seguro firm em ente para que ela possa sentir a sinceridade em m inhas palavras. — Me desculpe, eu não apareci.

Ela im ediatam ente enrij ece em m eus braços, com o se o m eu pedido de desculpas a acalm asse. Eu não sei se isso é um a coisa boa ou um a coisa ruim . Eu assisto de perto com o ela lentam ente se levanta para longe de m im . Eu espero por um a resposta, ou m ais de um a reação dela, m as ela está na defensiva. Eu não a culpo. Ela não m e deve nada.

Ela vira a cabeça para a esquerda, em um esforço para rem over a m inha m ão de toda a parte de trás de sua cabeça. Eu retiro-a e ela agarra os braços da cadeira e em purra-se para fora dela.

— Você recebeu m inha confissão, Owen?

Sua voz é firm e, sem as lágrim as que estavam consum indo-a alguns m om entos atrás. Quando ela levanta, ela enxuga os olhos com os dedos. — Sim .

Ela balança a cabeça, apertando os lábios. Ela olha para a bolsa e apanha suas chaves.

— Isso é bom . – Ela com eça a cam inhar em direção à porta. Eu lentam ente levanto, com m edo de olhar no espelho para o corte de cabelo inacabado que ela m e deu. Felizm ente, ela apaga as luzes antes de eu ter a chance de vê-lo. — Eu estou indo para casa – ela diz, segurando a porta aberta. — Eu não m e sinto m uito bem .