Confess

Colleen Hoover · Capítulo 20 de 25

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Confess

Capítulo 19 · Auburn

— Você está esperando alguém ? - pergunto a Em ory. Alguém está batendo na nossa porta, olho para o m eu celular. Já passa das dez horas. Ela balança a cabeça.

— Não é para m im . Seres hum anos não gostam de m im . Dou um a risada e vou até a porta. Quando pelo olho m ágico vej o Trey, suspiro forte.

— Quem quer que sej a, você parece desapontada. - Em ory diz categoricam ente. — Deve ser seu nam orado. - ela se levanta e vai para seu quarto, e eu j á com eço a agradecer por ela, pelo m enos, ter aprendido o significado de privacidade. Abro a porta e deixo ele entrar. Já passa das dez da noite, e ele tinha dito que ia ficar fora da cidade até am anhã.

Assim que a porta é aberta ele corre para dentro. Me beij a brevem ente na bochecha e diz:

— Preciso usar o banheiro.

Parecendo apressado, assisto ele em m enos de um segundo tirar as coisas do seu cinto. Arm a, algem as e chaves do carro. Deixa tudo no m eu bar e não posso deixar de notar o suor escorrendo pela sua nuca. Ele parece nervoso. — Vá em frente. - digo gesticulando na direção do banheiro. — Se sinta em casa.- ele vai direto para o banheiro e assim que ele abre a porta sinto um a pontada de pânico. — Espere! - falo correndo até ele. Abro um

espaço da porta e passo escovando por ele. Ando até a pia e pego todos os m eus sabonetes em form ato de concha. Saio do banheiro e ele fica olhando para as m inhas m ãos com curiosidade.

— Com o vou lavar m inhas m ãos agora? - ele pergunta. Aceno na direção da porta do arm ário.

— Tem sabonete líquido ali. - falo para ele. Olho para os sabonetes na m inha m ão e m e sinto um pouco ridícula.

Eu tenho sérios problem as.

Coloco m eus sabonetes na m inha m esa de cabeceira e pego m eu celular. Tenho várias m ensagens de texto não lidas e apenas um a delas da m inha m ãe. Percorro todas e são de Owen. Com eço lá de baixo, com o m eu costum e. “Me liga.

Você está bem ?

É im portante.

Vestido de carne.

Por favor, m e ligue.

Se você não responder m inha m ensagem nos próxim os cinco m inutos, estou indo para aí.”

Im ediatam ente respondo de volta.

“Não precisa vir. Trey está aqui. Estou bem .”

Aperto em “enviar” e digito outra m ensagem . “Você está bem ?

Alguém arrom bou m eu estúdio esta noite. Eles destruíram tudo.” Minha m ão voa até m inha boca e ofego.

“Ele pegou a sua confissão, Auburn.”

Meu coração sobe para m inha garganta, e rapidam ente verifico para ter certeza que Trey não está na m inha porta. Não quero que ele vej a m inha reação agora, ou ele vai querer saber para quem estou m andando m ensagens. Bem rápido m ando outro texto para Owen.

“Você ligou para a polícia?”

Sua resposta vem assim que ouço o barulho para porta do banheiro sendo aberta. “E digo o que para eles, Auburn? Lim pem a sua bagunça?”

Leio o texto duas vezes.

“Sua bagunça?”

Im ediatam ente deleto todas a suas m ensagens. Coloco o telefone no m udo e tento parecer casual, m as essa últim a m ensagem de Owen está rolando m ais e m ais na m inha cabeça. Ele acha que Trey fez isso? Eu quero dizer que Owen está errado. Quero dizer que Trey nunca seria capaz de fazer algo parecido com o que fizeram com Owen, m as não sei em quem acreditar m ais.

Trey aparece na porta e estudo seus olhos, tentando pegar algum a pista deles, m as ele não m e dá nada além de um m uro.

Dou um sorriso para ele.

— Voltou cedo.

Ele não sorri de volta. Meu coração está tentando subir pelas paredes do m eu peito, não no bom sentido.

Ele entra no m eu quarto e se senta na cam a. Tira seus sapatos e os bate no chão. — O que aconteceu com aquele gato? - pergunta. — Qual era seu nom e? Faísca? Engulo. Por que ele está perguntado sobre o gato do Owen. — Fugiu. - digo calm am ente. — Em ory ficou devastada por um a sem ana.

Ele concorda, e sua m andíbula volta a apertar. Ele levanta um a m ão e agarra m eu braço. Quando olho ele m e puxa na sua direção. Caiu contra seu peito, duro com o um a tábua. Envolve seu braço ao redor de m im e beij a o topo da m inha cabeça.

— Senti sua falta. Por isso voltei m ais cedo.

Ele está sendo legal. Muito legal. Minha guarda fica levantada. — Advinha o que?

— O que?

Sua m ão m exe no m eu cabelo e o atravessa com seus dedos. — Encontrei um a casa hoj e.

Me afasto do seu peito e olho para ele assim que coloca um a m exa atrás da m inha orelha.

— Não sabia que você estava procurando outra casa. Ele sorri.

— Pensei que eu precisaria de algo um pouco m aior. Agora que m inha m ãe se m udou de volta, pensei que poderia deixar ela ter essa casa, j á que era dela, para com eçar. Provavelm ente é m elhor se tiverm os m ais privacidade, de qualquer m aneira. A casa que estou olhando tem até cerca branca. É perto de um parque. E a vizinhança é realm ente m uito boa.

Não falo nada, porque parece que ele quer dizer que encontrou um a casa para nós hoj e. O pensam ento disso m e aterroriza.

— Minha m ãe foi com igo dar um a olhada. Ela realm ente gostou. Ela disse que AJ vai adorar a casa.

Não consigo im aginar Ly dia dizendo que AJ vai adorar algum a coisa que não sej a ideia dela.

— Ela realm ente disse isso?

Ele concorda com a cabeça e m e pego im aginado com o. Na verdade, am aria viver num a casa com AJ, num a boa vizinhança e até quintal. E m ais um a vez o pensam ento que valeria apena entra na m inha cabeça. Nunca vou am ar Trey com o am ei Adam e nunca vou sentir a conexão com ele que tenho com Owen, m as Adam e Owen não podem m e dar a única coisa que preciso na m inha vida. Trey pode.

— Você está falando do que, Trey ?

Ele m e dá um sorriso e olha para m im , e neste m om ento percebo que talvez Owen estej a errado. Se Trey fosse o responsável por destruir seu estúdio, não estaria aqui falando essas coisas que disse agora. Ele estaria furioso, afinal saberia que a confissão seria m inha.

— Estou dizendo que isso não é um j ogo para m im , Auburn. Eu am o AJ e preciso saber se você está com igo. Que estam os nisso j untos. Ele vai se m exendo até estar em cim a de m im , então se inclina para frente e m e beij a. Estou nam orando com ele há dois m eses e nunca deixei ele fazer nada m ais que beij ar. Ainda não estou preparada para ir m ais longe, m as sei que ele está. E sei que sua paciência está se esgotando. Ele gem e e sua língua m ergulha m ais fundo na m inha boca. Esprem o m eus olhos fechados e odeio m e forçar a fingir que estou bem com isso. Mas, internam ente, só estou enrolando para m e dar um m om ento para pensar sobre o que vou fazer em seguida, porque as m ensagens de Owen ainda estão no fundo da m inha m ente. Sem m encionar o fato que Owen pode estar agora m esm o vindo para cá. As m ãos de Trey ficam m ais frenéticas e com eçam a m e apalpar. Sua boca se m ove m ais sobre a m inha e com eça e m e beij ar pelo m eu rosto enquanto suas m ãos abrem os botões da m inha cam isa.

Eu quero dizer para ele parar, m as tudo está acontecendo tão rápido, que chegou num ponto que não consigo afastar ele. Sua m ão abre m inha calça j eans e ele com eça a trabalhar seus dedos dentro da m inha calcinha, é quando não posso ter m ais um segundo disso. Apoio m eus calcanhares no colchão, o em purro para longe e tento fugir de cim a da cam a.

Ele se afasta por alguns segundos e olha para m im , m as nenhum a palavra sai de dentro de sua boca. Com o não digo nada, sua boca im ediatam ente vem para a m inha de novo, ainda com m ais força. Ele não recebeu um não verbal, então acho que pensou que isso era um sim .

Eu pressiono contra seu peito.

— Trey, pare.

Im ediatam ente ele deixa de m e beij ar e pressiona seu rosto no travesseiro. Ele rosna, frustrado, e não sei o que dizer em seguida. Só fiz ele ficar m ais bravo. Sua m ão ainda está na m inha calça j eans, e m esm o com igo não beij ando, ele continua deslizando ainda m ais sua m ão até eu a em purrar. Ele pressiona a palm a de m ão na cam a do m eu lado e levanta seu rosto até estar a centím etros do m eu. Seus olhos estão cheios de raiva, m as não é a raiva que m e assusta. É o noj o.

— Você pode foder m eu irm ão m ais novo quanto tinha só quinze anos, m as não pode m e foder agora adulta?

Suas palavras m achucam . Elas doem m uito, fecho m eus olhos e m e afasto dele. — Eu não fodi Adam . — falo. Lentam ente olho em sua direção de novo, e encaro diretam ente nos seus olhos. — Eu fiz am or com Adam .

Ele abaixa seu rosto até sua boca estar perto da m inha orelha. O calor de seu hálito m e dá arrepios.

— O que era quando você estava fodendo Owen na cam a dele? Era am or? Chupo um a lufada de ar.

Meu corpo inteiro fica tenso, sei que se eu tentar correr, ele vai m e parar. Tam bém sei que se não tentar correr, ele m ais do que provavelm ente vai m e m achucar.

Nunca estive com m ais m edo.

Ele perm anece em cim a de m im , sua boca colada no m eu ouvido. Ele não fala de novo, m as não precisa. Sua m ão faz clara suas intenções enquanto faz seu cam inho dentro do m eu j eans de novo.

Por um a fração de segundo m e pergunto se devia deixar ele fazer isso. Só calar a boca e perm itir ele tom ar o que quer, talvez sej a o suficiente para m e perdoar sobre o que aconteceu com Owen. Não posso deixar isso vir antes do m eu filho. Mas esses pensam entos duram apenas um a fração de segundo, porque de nenhum a m aldita m aneira vou fazer AJ crescer com um a m ãe covarde. — Sai de cim a de m im .

Ele não sai. Em vez disso, ele levanta a cabeça e olha para m im com um sorriso frio, que envia um a onda de calafrios pelo m eu corpo. Não sei quem ele é agora. Nunca vi esse seu lado antes.

— Trey, por favor.

Sua m ão é áspera, e aperto m inhas pernas j untas, m as isso não o im pede força entre m inhas coxas. Estou em purrando ele, m as m inha fraqueza

é ridícula em com paração a sua força. Sua boca está de volta na m inha e quanto tento m e afastar dele, m orde m eu lábio, forçando seu beij o. Sinto o gosto do sangue.

Com eço a chorar quando com eça a desabotoar seus j eans. Isso não está acontecendo.

— Ela disse pare.

Não é m inha voz, nem a de Trey, m as a palavras o forçam a parar. Olho para cim a até encontrar Em ory na soleira da porta, apontado um a arm a na nossa direção. Trey lentam ente vira seu rosto para a porta. Quando vê ela, ele lentam ente rola seu corpo de cim a de m im .

— Você percebe que está apontando um a arm a para um policial? - Trey fala calm o.

Em ory ri.

— Você percebe que estou im pedindo um estupro? Ele se levanta, lentam ente, e ela ergue a arm a, m antendo apontada para ele. — Não sei o que você acha que estava acontecendo aqui, m as se não m e dar essa arm a, você vai ter um m onte de problem as? Em ory olha para m im , m as m antém a arm a apontada para Trey. — Quem você acha que vai estar com problem as, Auburn? O oficial que estava forçando você ou a colega de quarto que arrancou o pau dele com um tiro? Felizm ente foi um a pergunta retórica, afinal estou chorando dem ais para responder. Trey corre sua m ão pela boca e aperta seu m axilar, tentando descobrir com o sair da bagunça que ele m esm o se colocou.

Em ory foca sua atenção nele de volta.

— Você vai fazer seu cam inho para fora desse apartam ento até o final do corredor. Eu vou colocar sua arm a e chaves no chão quando você estiver fora do m eu alcance.

Posso sentir Trey olhando para m im , m as não olho para ele. Não posso. Ele dirige sua m ão suavem ente para m eu braço.

— Auburn. Você sabe que eu nunca m achucaria você. Diz para ela que você estava confusa. - posso sentir ele chegando até m eu rosto, m as a voz de Em ory para ele.

— Saia. Agora. Daqui. Porra! - ela grita.

Mais um a vez Trey levanta as m ãos para o ar. Devagar ele sai da cam a e abotoa sua calça j eans. Se inclina para pegar seus sapatos. — Deixe eles. Saia. - Em ory diz com firm eza. Ela recua lentam ente para a porta assim que ele vai na direção dela. Assisto sua nuca enquanto se vira para a porta, com Em ory seguindo ele. — Até o final do corredor. - ela diz.

Alguns segundos se passam até ela falar de novo. — Me j ogue os sapatos, Auburn.

Chego do outro lado da cam a e pego os sapatos do chão. Ando até ela e vej o quando ela j oga os sapatos porta a fora. Ela m antém um olhar atento sobre Trey até o final do corredor e coloca a arm a do lado dos sapatos. Assim que está longe de suas m ãos ela bate à porta e a tranca. E estou na porta do m eu quarto olhando para m e certificar que ele foi em bora. Ela se vira para m im , com olhos arregalados.

— Eu disse que gostei m ais do outro cara.

De algum a form a consigo rir em m eia as lágrim as. Em ory anda até m im , e m esm o ela sendo tão estranha, nunca fiquei tão grata a alguém quanto estou com ela a m inha vida inteira.

— Muito obrigado pela espionagem .

Ela dá um a risada.

— Com prazer. - ela m e puxa e m e olha nos olhos. — Você está bem ? Ele m achucou você?

Balanço a cabeça e levo m inha m ão até o lábio para ver se ainda está sangrando. Mas, antes que eu possa voltar para a cozinha, Em ory j á está rasgando o papel toalha do rolo. Assim que ela liga a torneira alguém bate na porta. Nós duas se viram os e olham os para a porta.

— Auburn. - é a voz de Trey. — Auburn, m e desculpe. Me desculpe. Ele está chorando. Ou fingindo, se for um ótim o ator.

— Precisam os conversar sobre isso. Por favor. Eu sei que Owen provavelm ente j á está a cam inho daqui depois de suas m ensagens frenéticas, então quero m e livrar de Trey antes deles ficaram cara-a-cara. Essa é a últim a coisa que preciso hoj e à noite. Ando até a porta, m as não destranco ela.

— Conversam os sobre isso am anhã. - digo através da porta. — Preciso de espaço agora, Trey.

Alguns segundos se passam e ele diz: — Tudo bem , am anhã.