Confess

Colleen Hoover · Capítulo 18 de 25

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Confess

Capítulo 17 · Auburn

Estam os fazendo com pras de superm ercado. AJ, Trey e eu. A últim a vez que estive neste m ercado foi com Owen, e j á faz um tem po. Quase três m eses para ser exata. Não que eu estej a contando. Eu estou totalm ente contando. Eu faço tudo que posso para parar com isso. Eu venho tentando concentrar-m e nesta coisa que está acontecendo entre Trey e eu, m as estou constantem ente com parando-o com Owen.

Eu m al conhecia o cara, m as de algum a form a ele atingiu um a parte de m im que ninguém atingiu desde que eu estava com Adam . E, apesar das coisas que Owen fez, eu sei que ele é um a boa pessoa. Por m ais que eu tente superar isso m eu peito sente quando eu penso nele, os sentim entos ainda estão lá e eu estou com dificuldades para fazê-los ir em bora.

— Mam ãe. - diz AJ, puxando a barra da m inha cam isa. — Posso? Eu pulo fora do m eu transe.

— Você pode o quê?

— Pegar um brinquedo.

Eu com eço a balançar a cabeça, m as Trey responde antes que eu tenha a chance de responder.

— Sim , vam os olhar os brinquedos. - Ele pega a m ão de AJ e com eça a andar para trás. — Encontre-nos na seção de brinquedos quando você tiver acabado. -Diz ele, virando-se.

— AJ, você quer pedaços de chocolate ou m irtilo?

Eu observo-os. Am bos estão rindo, e a pequena m ão de AJ é tragada pela de Trey e isso faz eu m e odiar por não tentar m ais. Trey am a AJ, e AJ obviam ente adora Trey e aqui estou eu sendo com pletam ente egoísta, sim plesm ente porque eu não sinto a m esm a conexão com Trey com o eu tenho com Owen. Passei dois dias com Owen. E é isso. Provavelm ente eu teria encontrado algo que eu não gostei sobre ele se eu tivesse passado m ais tem po com ele, então eu poderia m uito bem ter sido apanhada pela ideia de Owen ao invés de ter sentim entos reais por ele.

Olhando por este lado m e faz sentir um pouco m elhor. Eu posso não ter tido um instante de conexão com Trey, m as é definitivam ente crescente. Especialm ente com a m aneira com o ele trata AJ. Qualquer um que possa fazer AJ feliz m e faz feliz.

Pela prim eira vez em m uito tem po, eu realm ente m e pego sorrindo sobre o pensam ento de Trey em vez do pensam ento de Owen. Pego m ais dos itens da lista antes de ir em direção à seção de brinquedos. Eu pego um atalho através dos artigos esportivos e paro im ediatam ente assim que eu viro um a esquina. Se o destino faz piadas, esta é absolutam ente a pior. Owen está olhando para m im com tanta descrença em seu rosto quanto eu tenho certeza que está na m inha. Em um instante, tudo o que eu j á estive tentando sentir por Trey é reduzido em dez vezes e tudo é direcionado para Owen. Eu aperto o carrinho com as m inhas m ãos e debato se devo ou não virar para a direção oposta, sem falar com ele. Ele iria entender, eu tenho certeza. Ele deve estar tendo a m esm a luta interna, porque nós dois param os de andar assim que colocam os os olhos um no outro. Nenhum de nós está falando. Nenhum de nós está recuando.

Am bos estam os só encarando.

Meu corpo inteiro sente o olhar dele, e eu fisicam ente sinto dor por ele em cada parte de m im . A principal razão pela qual eu duvidava do que está acontecendo entre Trey e eu está de pé bem diante de m im , lem brando-m e de com o devem ser os verdadeiros sentim entos por alguém .

Owen sorri, e de repente eu gostaria que estivéssem os no corredor de lim peza, porque alguém vai ter que m e lim par desse piso. Ele olha para a esquerda e, em seguida, para a direita antes de seu olhar voltar para m im .

— Corredor treze. - Ele diz com um sorriso. — Deve ser o destino. Eu sorrio, m as m eu sorriso é roubado pelo som da voz de AJ. — Mam ãe, olha! - Diz ele quando ele j oga dois brinquedos no carrinho. — Trey disse que eu poderia levar os dois.

Trey.

Trey, Trey, Trey, que provavelm ente está atrás de m im agora, tendo em vista a reação de Owen. Ele endurece e fica ereto, agarrando seu carrinho com as duas m ãos. Seus olhos estão em alguém atrás de m im . Um braço desliza em volta da m inha cintura, segurando-m e possessivam ente. Trey para ao m eu lado e eu posso senti-lo olhando para Owen. Ele m ove a sua m ão na m inha parte inferior das costas e, em seguida, seus lábios beij am m inha bochecha. Eu fecho m eus olhos, porque eu não quero ver o olhar no rosto de Owen.

— Vam os, baby. - Diz Trey, pedindo para eu m e virar. Ele nunca m e cham ou de baby antes. Eu sei que ele só está usando o term o em frente de Owen para fazer nosso relacionam ento parecer m ais do que é.

Depois de m ais um puxão no m eu braço, eu finalm ente viro e ando com Trey.

Eu term ino pegando os poucos itens da m inha lista que estão faltando. Trey não fala com igo todo o tem po que estam os fazendo com pras. Ele está m antendo a conversa com AJ, m as posso dizer que ele está com raiva. Meu estôm ago é um a bola de nervos porque ele nunca m e deu o tratam ento de silêncio com o este antes e eu não sei o que esperar.

O tratam ento de silêncio continua através da fila do caixa, todo o cam inho até o carro. Ele coloca as com pras no porta-m alas enquanto eu afivelo AJ no banco de trás. Quando eu tenho ele preso em seu assento de elevação, eu fecho a porta e viro para encontrar Trey inclinando-se contra o carro, olhando para m im . Ele está tão quieto, nem sequer parece que ele está respirando. — Você falou com ele?

Eu balanço m inha cabeça.

— Não. Eu tinha acabado de virar para o corredor quando você e AJ apareceram .

Os braços de Trey estão cruzados no peito e sua m andíbula está tensa. Ele olha por cim a do m eu om bro durante vários segundos antes de trazer seus olhos de volta aos m eus.

— Você transou com ele?

Fico ereta, chocada com a pergunta dele. Especialm ente porque estam os de pé bem em frente à porta de AJ. Eu olho para dentro do carro para AJ, m as o foco dele está em seus brinquedos e não em nós dois. Quando eu olho de volta para Trey, eu acho que estou com m ais raiva do que ele. — Você não pode estar com raiva de m im por encontrar alguém em um a loj a, Trey. Eu não controlo quem com pra aqui.

Tento passar por ele, m as ele agarra m eu braço e m e em purra contra o carro com o peso de seu peito contra o m eu. Ele traz a m ão para o lado da m inha cabeça e abaixa a boca dele para o m eu ouvido. Meu coração está

batendo erraticam ente, porque eu não tenho ideia do que ele está prestes a fazer. — Auburn - Diz ele, com a voz em um profundo sussurro am eaçador. — Ele tem estado dentro do seu apartam ento. Ele tem estado em seu quarto. Ele foi nessa porra de barraca estúpida com você. Agora eu preciso que você m e diga se ele j á esteve dentro de você.

Eu estou balançando m inha cabeça, fazendo o que eu posso para acalm á-lo porque AJ está apenas um pé de distância de nós dentro deste carro. Ele está segurando m eu pulso com a m ão direita, à espera que eu dê um a resposta verbal. Eu vou dizer tudo o que eu preciso dizer para m e certificar de que ele não perca a calm a no m om ento.

— Não. - Eu sussurro. — Não era nada disso. Eu m al o conhecia. Trey puxa para trás algum as polegadas e m e olha no olho. — Bom - Diz ele. — Porque a m aneira que ele estava encarando você m e fez pensar o contrário. - Ele aperta seus lábios contra m inha testa e alivia um pouco da pressão em torno de m eu pulso. Ele sorri suavem ente para m im , m as o sorriso tem o efeito oposto. Me aterroriza que seu tem peram ento possa m udar tão rápido com o ele fez. Ele m e puxa para um abraço e pressiona seu rosto no m eu cabelo. Ele inala e então exala lentam ente.

— Desculpe-m e. – Ele sussurra. — Vam os sair daqui. Ele abre a porta do passageiro para m im e a fecha depois que eu entro. Eu expiro, aliviada que o m om ento passou, m as sabendo m uito bem que a reação dele é um a enorm e bandeira verm elha.

Com o se a m inha atenção tivesse sido solicitada, os m eus olhos caem para um carro em frente ao estacionam ento. Owen está em pé ao lado dele, olhando em m inha direção. O olhar em seu rosto torna evidente que ele testem unhou tudo o que acabou de acontecer. No entanto, do outro lado do estacionam ento, podia m uito bem ter parecido com o um m om ento de carinho

ao invés do que realm ente foi. O que tam bém poderia explicar a expressão de dor no rosto de Owen.

Ele abre a porta do carro assim que Trey abre a dele. Eu m antenho m eus olhos focados em Owen tem po o suficiente para vê-lo levantar um a m ão em seu coração e fechá-lo em um punho. As palavras que ele falou para m im sobre o quanto ele sentia falta de sua m ãe e irm ão se repetem na m inha cabeça. "Às vezes eu sinto tanta falta deles, que m e dói bem aqui. Parece que alguém está apertando m eu coração com a força de toda a porra do m undo”. Trey puxa o carro para fora do estacionam ento um pouco antes de Owen ficar fora de vista. Eu discretam ente levanto m eu punho para m eu próprio peito. Nossos olhos se encarando até que não posso m ais. O incidente ontem no superm ercado não foi m encionado novam ente. Trey e AJ passaram toda a noite na m inha casa, e Trey agia com o se nada estivesse errado, enquanto ele cozinhava para AJ panquecas de chocolate. Na verdade, Trey estava em um excelente hum or. Eu não sei se era um a fachada para com pensar a raiva que expressou no estacionam ento ou se ele realm ente gostava de passar o tem po com todos nós j untos.

Seu bom hum or repentino tam bém poderia ter sido porque ele sabia que não iria m e ver por quatro dias e ele não queria ir em bora estando brigados. Ele partiu para um a conferência em San Antônio esta m anhã, e eu poderia dizer quando ele m e disse adeus, na noite passada, que ele estava inquieto sobre deixar-m e sozinha. Ele m e perguntou repetidam ente sobre m inha agenda e quais eram os planos que eu tinha para o final de sem ana.

Ly dia está levando AJ para Pasadena para a sua visita de fim de sem ana para a fam ília dela. Se eu não tivesse que trabalhar hoj e, eu teria ido com eles. Mas eu não queria ir, e agora aqui estou eu com um fim de sem ana inteiro adiante e absolutam ente nada para fazer; acho que isso deixa Trey nervoso. Ele obviam ente tem problem as de confiança quando se trata de Owen.

Justam ente por isso. Afinal de contas, aqui estou eu, duas horas após Trey deixar a cidade de Dallas, em pé na frente do estúdio de Owen. Cada dia que eu passo pelo estúdio dele, eu discretam ente escorrego um pedaço de papel por debaixo da porta. Eu deixei m ais de vinte bilhetes nas últim as sem anas. Eu sei que ele está inundado com confissões, então não há nenhum a m aneira que ele saberia quais eram os m eus. Mas m e faz sentir m elhor deixá-los. A m aior parte das confissões são coisas triviais que não têm nada a ver com ele. Elas geralm ente têm a ver com AJ, e eu nunca as escrevi de um a form a que Owen seria capaz de dizer que era eu. Tenho certeza que ele nunca sequer adivinharia que eu que as deixei. Mas, de qualquer m aneira, isso parece com o um a form a de terapia. Olho para a confissão que eu escrevi.

“Eu penso em você toda vez que ele m e beij a.” Eu dobro-a e coloco-a através da ranhura, não pensando m ais sobre isso. Desde aquele m om ento entre nós no superm ercado ontem , eu ainda posso senti-lo. Eu quero ouvir a voz dele novam ente. Eu quero ver o sorriso dele novam ente. Eu continuo dizendo a m im m esm a que deixar esta confissão é apenas para conseguir o encerram ento para que eu possa seguir em frente com Trey, m as eu sei que é por razões puram ente egoístas.

Eu pegava outro pedaço de papel da m inha bolsa e rabisco rapidam ente as palavras através dele.

“Ele está fora da cidade esse final de sem ana.” Eu deslizei o papel através da ranhura sem sequer dobrá-lo. Assim que ele está fora do m eu alcance, m eu peito aperta, e eu im ediatam ente m e arrependo do que eu escrevi. Isso não era um a confissão; era um convite. Um que eu preciso desfazer. Agora. Eu não sou essa garota.

Por que eu fiz isso?

Eu tento deslizar os dedos através da ranhura, sabendo que agora o papel j á caiu no chão. Eu pego outro pedaço da m inha bolsa e escrevo algo para acom panhar a últim a confissão.

“Ignore a últim a confissão. Isso não era um convite. Eu não sei por que eu a escrevi.”

Eu deslizo o pedaço de papel através da ranhura e m e arrependo im ediatam ente ainda m ais. Agora eu só pareço um a idiota. Novam ente, eu arranco um outro pedaço de papel e escrevo nele, sabendo que eu deveria de algum a form a de obter esse papel e caneta fora do m eu próprio alcance. “Você realm ente deveria ter um a m aneira das pessoas retirarem as suas confissões, Owen. Com o talvez a política da devolução em 20 segundos. “

Eu tam bém deslizo essa através da porta e em purro o papel e a caneta na m inha bolsa.

O que eu acabei de fazer?

Eu deslizo a alça da m inha bolsa no m eu om bro e continuo em direção ao salão. Eu j uro que isso tem que ser a coisa m ais em baraçosa que eu j á fiz. Talvez ele não vá ler até segunda-feira, e então o fim de sem ana j á terá acabado. Passaram -se oito horas desde a m inha escorregada esta m anhã enquanto eu estava passando pelo estúdio de Owen. Eu tive um m onte de tem po para analisar por que eu sequer pensei que estava tudo bem deixar algo com o aquilo para ele ler. Eu sei que foi um m om ento de fraqueza, m as não é j usto da m inha parte fazer isso com ele. Se ele realm ente desenvolveu sentim entos por m im , no pouco tem po que eu o conheci, o fato de que eu m e recuso a estar com ele está fora de seu controle. E então eu vou e deixo bilhetes estúpidos com o os que eu tenho deixado nas últim as sem anas, em bora hoj e foi o prim eiro dia que eu realm ente deixei confissões relacionadas a nós dois.

No entanto, eu tom ei m inha decisão, e m esm o que eu não sinta por Trey o m esm o que ele sente por m im , eu nunca iria traí-lo. Um a vez que eu assum o um com prom isso com alguém , eu sou o tipo de pessoa que vai honrar esse com prom isso.

Nós tivem os a discussão sobre não ver outras pessoas, apesar de que para m im isso ainda não signifique necessariam ente que nós estam os nos vendo. Isso significa que eu preciso de algum a form a encontrar um a m aneira de superar o pensam ento de Owen. Eu preciso parar de m e preocupar com

ele. Preciso parar de passar por seu estúdio quando eu sei que há diferentes cam inhos que eu poderia tom ar. Preciso colocar m eu foco e energia em m eu relacionam ento com Trey, porque se eu quiser que Trey sej a um a figura na vida de AJ, eu preciso estar com prom etida em fazer essa relação funcionar. E Trey tem sido bom para m im . Eu sei que seu ataque de ciúm es ontem no estacionam ento m e assustou, m as eu não posso culpá-lo. Ver Owen e eu j untos m ais do que provável o encheu de insegurança, então é claro que ele está com raiva. E ele é bom para AJ. Ele poderia nos prover de um a form a que eu não posso fazer sozinha. Não há um a razão no m undo por que eu não deveria querer fazer isso funcionar com Trey a não ser o m eu próprio egoísm o. — Estou saindo. - diz Donna, com a cabeça na porta. — Você se im porta de fechar tudo?

Donna é a m ais nova contratada, e ela tem estado aqui há duas sem anas agora. Ela j á tem m ais clientes do que eu e faz um trabalho m elhor. Não que eu sej a ruim no que faço, eu apenas não sou tão boa. É difícil ser ótim a em algo que você odeia.

— Sem problem a.

Ela m e diz adeus e eu term ino de lavar a tigelas de tinta na pia. Vários m inutos depois que sai, o sino toca, sinalizando que alguém entrou no salão. Eu passo em torno da divisória, a fim de perm itir que quem quer que sej a saiba que j á fecham os, m as m inhas palavras ficam presas na m inha garganta quando eu o vej o.

Ele está de pé pela porta da frente, olhando ao redor do salão. Quando seu olhar recai sobre m im , a canção que toca através dos alto falantes chega ao fim e um pesado silêncio enche o quarto.

Se eu pudesse sentir por Trey um a fração sequer do que Owen m e faz sentir apenas em pé na sala, eu provavelm ente poderia fazer essa relação funcionar sem problem a.

Mas eu não sinto isso com m ais ninguém . Apenas com Owen. Ele com eça a cam inhar em direção a m im com um a calm a confiança. Eu não estou m e m ovendo. Eu nem sequer tenho certeza de que m eu coração está se m ovendo. Eu sei que m eus pulm ões não estão se m ovendo, porque eu não respirei desde que eu virei para a divisória e o vi lá de pé. Ele faz um a pausa quando ele está aproxim adam ente à cinco pés de distância de m im . Seu olhar não se desviou um a vez sequer e eu não posso m ais controlar o aum ento óbvio da m inha respiração. Sua presença por si só está m e causando um trem or físico.

— Oi. - Diz ele. Sua expressão é cautelosa. Ele não está dem onstrando um pingo de em oção. Eu não sei se ele está com raiva por causa das m inhas confissões, m as ele está aqui, então ele obviam ente sabia que elas eram m inhas. Quando eu deixo de responder à sua saudação, ele olha por cim a do om bro brevem ente. Ele passa a m ão pelo seu cabelo e depois se vira para m e encarar. — Você tem tem po para um corte de cabelo? – Ele pergunta. Meus olhos m ovem -se para o seu cabelo, e está significativam ente m aior desde o últim o corte que eu dei.

— Você confia em m im para cortar seu cabelo de novo? - Eu estou chocada com a alegria na m inha voz. Não im porta as circunstâncias, as coisas parecem apenas tão fáceis com ele.

— Depende. Você está sóbria?

Eu sorrio, aliviada de que ele é capaz de retornar as brincadeiras no m eio de nossa guerra fria. Eu aceno e aponto para a parte de trás do salão, onde estão os lavatórios. Ele cam inha na m inha direção, e eu ando em torno dele, fazendo m eu cam inho para a porta da frente para trancá-la. A últim a coisa que eu preciso é alguém que não deve entrar e vê-lo aqui.

Quando eu volto para a parte de trás, ele j á está sentado na m esm a cadeira em que eu lavei o cabelo dele na últim a vez. E, assim com o da últim a vez, seus olhos nunca se desviam do m eu rosto. Eu testo a água antes de derram á-la sobre seu cabelo. Após m olhá-lo, eu coloco o sham poo na palm a da m inha m ão e esfrego através de seu cabelo até que enche de espum a. Por alguns segundos, seus olhos se fecham e eu aproveito esta oportunidade para olhar para ele. Ele os reabre assim que eu com eço a enxaguar seu cabelo, então eu rapidam ente desvio o olhar.

Eu gostaria que ele dissesse algum a coisa. Se ele está aqui é porque há um a razão. E não é para olhar para m im .

Quando eu term inei de lavar o cabelo dele, nós silenciosam ente andam os até a parte da frente. Ele sentou-se na m inha cadeira de salão e eu sequei o cabelo com um a toalha. Eu não tenho certeza se eu respirei durante o tem po que eu cortei o cabelo dele, m as eu faço o que posso para concentrar- m e no cabelo e não nele. O salão de beleza nunca foi tão tranquilo. E tam bém nunca esteve tão barulhento.

Eu não posso parar os pensam entos que correm pela m inha cabeça. Pensam entos de com o era ser beij ada por ele. Pensam entos de com o ele m e fez sentir quando seus braços estavam ao redor de m im . Pensam entos de com o nossas conversas pareciam tão naturais e reais que eu não queria que elas term inassem .

Quando eu term ino com o últim o corte da tesoura eu penteei o cabelo e, em seguida, o lim ei. Eu rem ovi a capa protetora e a sacudi. Eu a dobrei e coloquei na gaveta.

Ele se levanta e puxa a carteira. Ele coloca um a nota de cinquenta dólares no balcão e deslizou sua carteira de volta no bolso.

— Obrigado. - Ele diz com um sorriso. Ele se vira para sair, e eu im ediatam ente balanço m inha cabeça, não querendo que ele vá. Nós nem discutim os as confissões. Ele nem m esm o m e disse o que o fez parar aqui. — Espere. – Eu o cham o. Assim que ele atinge a porta, ele se vira, lentam ente. Eu tento descobrir o que dizer a ele, m as nada do que eu realm ente quero dizer vai sair. Em vez disso, olho para a nota de cinquenta dólares e a pego, segurando-a.

— Isto é m uito dinheiro, Owen.

Ele olha calm am ente pelo que parece ser um a eternidade então ele abre a porta e sai sem um a palavra.

Eu caio na m inha cadeira, com pletam ente confusa pela m inha reação. O que eu quero que ele faça? Será que eu quero que ele faça algum a coisa? Eu quero que ele m e convide para voltar para sua casa?

Eu não estaria bem com nenhum a dessas coisas e o fato de que eu estou chateada que nenhum a delas aconteceu m e faz sentir um a pessoa horrível. Olho para a nota de cinquenta dólares na m inha m ão. Eu noto pela prim eira vez que há algo escrito no verso. Eu viro-a e leio a m ensagem escrita em toda a volta em caneta preta.

“Eu preciso de pelo m enos um a noite com você. Por favor.” Eu cerro o punho e seguro-a no m eu peito. A batida irregular do m eu coração e a rápida expansão dos m eus pulm ões buscando m ais ar são as únicas duas coisas que eu posso m e concentrar agora.

Eu lanço o dinheiro no balcão e enterro m inha cabeça em m eus braços. Oh m eu Deus.

Oh m eu Deus.

Eu nunca quis tanto fazer a coisa errada em toda m inha vida. Quando eu paro na frente de seu estúdio, eu estou contem plando tom ar um a decisão que eu não vou estar orgulhosa de am anhã. Se eu entrar, eu sei o que vai acontecer entre nós. E enquanto eu sei que Trey está fora da cidade, a probabilidade de que ele descubra sobre isso é pequena, m as ainda assim não torna isso m elhor.

O pensam ento dele descobrir sobre isso tam bém não m e faz querer fazê-lo m enos.

Antes que eu possa sequer escolher, a porta se abre e a m ão de Owen se estende para a m inha. Ele m e puxa para dentro do estúdio escuro e fecha a porta atrás de m im , clicando a trancando a fechadura. Eu espero que m eus olhos se aj ustem à escuridão e m inha consciência se aj uste ao fato de que eu estou aqui. Dentro do estúdio dele.

— Você não deve ficar lá fora desse j eito. – Diz ele. — Alguém pode ver você. Eu não tenho certeza a quem ele está se referindo, m as não há um a chance de Trey m e ver hoj e à noite, considerando que ele está em San Antônio.

— Ele está fora da cidade.

Owen está de pé a m enos de dois pés de distância, observando-m e com a cabeça inclinada para o lado. Eu posso ver um leve sorriso cruzar seus lábios. — Então, eu estava dizendo.

Eu olho para os m eus pés, envergonhada. Eu fecho os olhos e tento m e convencer disso. Eu estou colocando tudo em risco por estar aqui. Eu sei que se eu pudesse desligar os pensam entos que estão passando pela m inha cabeça, eu seria capaz de ver que isso não é inteligente. Se form os apanhados ou não, sendo com ele não vai fazer nada m elhor. Isso só vai ficar pior, porque eu vou m ais do que provavelm ente querer ele ainda m ais depois de hoj e à noite. — Eu não deveria estar aqui. – Eu digo baixinho. Ele está m e olhando com a m esm a expressão inabalável. — Mas você está.

— Só porque você m e puxou para dentro sem perguntar. Ele ri baixinho.

— Você estava de pé do lado de fora de m inha porta tentando decidir o que fazer. Eu só aj udei você a tom ar a decisão.

— Eu ainda não tom ei nenhum a decisão.

Ele balança a cabeça, assentindo.

— Sim , você fez, Auburn. Você tom ou um m onte de decisões. Você escolheu estar com Trey a longo prazo. E agora você está escolhendo ficar com igo esta noite.

Eu m ordo m eu lábio inferior e olho para longe dele. Eu não gosto de seu com entário, não im porta o quão verdadeiro ele sej a. Às vezes a verdade dói, e tê-lo colocando isso para fora assim , faz parecer m ais preto e branco do que realm ente é.

— Você está sendo inj usta.

— Não, eu estou sendo egoísta. – Eu digo. — É a m esm a coisa. Ele dá um passo em m inha direção.

— Não, Auburn, não é. Inj usto seria dá-lhe um ultim ato. Ser egoísta é fazer algo com o isso. - Seus lábios se conectam com os m eus com força e efeito. Suas m ãos deslizam para dentro do m eu cabelo e enrolam em torno da volta da m inha cabeça. Ele m e beij a com o se ele estivesse m e dando todos os beij os que ele poderia ter m e dado no passado, e cada beij o que ele desej a que pudesse m e dar no futuro.

Todos eles em um só.

Suas m ãos caem para m inhas costas e ele m e puxa contra ele. Eu não tenho certeza onde m inhas m ãos estão neste m om ento. Eu acho que eu estou m e segurando a ele para salvar a m inha vida, m as cada parte de m im além da m inha boca está apenas com pletam ente dorm ente. A única coisa que eu sou plenam ente consciente é de sua boca na m inha. Seu beij o é tudo que eu sei neste m om ento.

Tudo que eu quero pensar.

Mas foda-se se Trey não força o seu cam inho em m eus pensam entos. Eu não m e im porto quão fortes m eus sentim entos por Owen são, a m inha lealdade é com Trey. As ações de Owen m e forçam a fazer um a escolha, e agora am bos tem os que viver com as consequências.

Eu m e afasto dele, encontrando força para em purrar contra seu peito. Nossas bocas se separam , m as m inhas m ãos perm anecem pressionados contra ele. Eu posso sentir a ascensão e queda profunda de seu peito, e saber que ele sente o que eu sinto é quase suficiente para m im para puxá-lo de volta para a m inha boca. — Trey. - Eu digo sem fôlego. — Estou com Trey agora. Owen aperta os olhos fechados, com o se som do nom e dele fosse doloroso ouvir. Ele está respirando tão fortem ente, ele tem que recuperar o fôlego antes de responder. Ele abre os olhos e fixa seu olhar no m eu.

— Seu com prom isso é a única parte de você que está com Trey. - Ele levanta a m ão e a aperta sobre m inha cam isa, contra o m eu coração. — Qualquer outra parte sua está com igo.

Suas palavras m e afetam m ais do que seu beij o. Eu tento inalar, m as sua m ão pressionada contra m eu coração não está perm itindo isso. Ele dá um passo m ais perto até que estam os nivelados j untos. Sua palm a ainda está pressionada no m eu peito, m as agora o outro braço está em volta de m im , na parte inferior das costas. — Ele não faz seu coração bater assim , Auburn. Ele não o deixa tão louco que ele tenta bater através das paredes de seu peito. Eu fecho m eus olhos e m e inclino para ele. Eu acho que m eu corpo faz a escolha por m im , porque m inha m ente certam ente perdeu todo o controle. Eu pressiono m eu rosto contra seu pescoço e ouço em silêncio com o nossa respiração falha e abranda. Quanto m ais tem po estam os aqui e quanto m ais ele diz, m aior é nossa necessidade. Eu posso sentir isso na m aneira com o ele m e segura. Eu posso ouvir isso no apelo desesperado de sua voz. Eu posso sentir isso com cada ascensão e queda de seu peito.

— Eu entendo por que você teve que escolher ele. – Ele diz. — Eu não gosto disso, m as eu entendo. Eu tam bém sei que dando um a noite para m im não vai tirar o fato de que você pode estar dando noites para ele para sem pre.

Mas com o eu disse... Eu sou egoísta. E se um a noite com você é tudo o que posso ter, então, eu vou aceitá-la. - Ele levanta a cabeça de m eu om bro e inclina o m eu rosto para ele. — Vou pegar o que quer que você está disposta a m e dar. Porque eu sei que se você sair por aquela porta, então daqui a 10 anos... 20 anos... nós iríam os gostar que tivéssem os escutado nossos corações quando nós nos lem brarm os dessa noite.

— Isso é o que m e assusta. – Digo a ele. — Eu tenho m edo de que se eu ouvir o m eu coração um a vez, eu nunca vou descobrir com o ignorá-lo novam ente. Owen abaixa sua boca para a m inha, e em um sussurro ele diz: — Se eu pudesse ter tanta sorte. - Sua boca se conecta com a m inha novam ente, e desta vez eu tenho m uita consciência de cada parte de m im . Eu estou puxando-o para m im com tanto desespero quanto ele está se em purrando para m im . Sua boca está em todos os lugares quando ele m e beij a com alívio, sabendo que este beij o sou eu concordando com o que quer que ele estej a m e pedindo. É a m inha m aneira de dizer-lhe que ele pode m e ter hoj e à noite. — Eu preciso de você lá em cim a. – Ele diz. — Agora. Com eçam os a fazer o nosso cam inho através do assoalho do estúdio, m as nenhum de nós pode m anter nossa boca ou m ãos longe um do outro, por isso levam os algum tem po. Assim que alcançam os as escadas, ele com eça a subi-las, tornando ainda m ais difícil continuar beij ando. Quando ele vê que não estam os chegando a qualquer lugar, ele finalm ente pega a m inha m ão e se vira, m e puxando escada acim a até que estam os em seu apartam ento. Quando sua boca encontra a m inha novam ente, é um beij o com pletam ente diferente daquele que estávam os com partilhando agora a pouco. Ele segura m inha cabeça entre suas m ãos e m e beij a lentam ente. Suave e profundo. Ele m e beij a com o se eu fosse sua tela.

Ele pega as m inhas duas m ãos e entrelaça seus dedos com os m eus. Sua testa se encontra com a m inha quando seu beij o chega ao fim . Ninguém nunca m e fez sentir tanto. Nem m esm o Adam . E talvez o que eu sinto sendo beij ada por ele é um sentim ento que é tão raro que é algo que eu nunca vou experim entar novam ente depois de hoj e à noite. Esse pensam ento m e aterroriza, e tam bém sela m eu destino até am anhã de m anhã, porque o que quer que eu sinta com Owen não deve ser tom ado com o garantido. Nem m esm o por um a questão de lealdade a Trey. E eu honestam ente não m e im porto que tipo de pessoa isso m e faz. — Estou com m edo que eu nunca vá sentir isso de novo com qualquer outra pessoa. - Eu sussurro.

Ele aperta as m inhas m ãos.

— E eu tenho m edo que você vá.

Eu puxo para trás e olho para ele, porque eu preciso que ele saiba que m eus sentim entos por Trey nunca vão ser iguais.

— Eu nunca vou ter isso com ele, Owen. Nem m esm o perto. Ele faz um a cara que não está tão cheia de alívio quanto eu esperava. Na verdade, é quase com o se eu dissesse algo que ele não quer ouvir. — Eu desej o que você pudesse. – Diz ele. — Eu não quero pensar em você ter que passar a vida inteira com alguém que não m erece você. Ele envolve seus braços em volta de m im , e eu enterro m eu rosto em seu pescoço novam ente.

— Isso não é o que eu queria dizer. - Eu digo. — Eu não estou dizendo que ele m e m erece m enos do que você. Eu só sinto um tipo diferente de conexão com você, e isso m e assusta.

As m ãos dele apertam a m inha nuca e ele m ove sua boca para m eu ouvido. — Talvez você não ache que ele te m ereça m enos do que eu, m as isso é exatam ente o que estou dizendo, Auburn. – Suas m ãos abaixam até que ele agarra m inhas coxas e então ele m e levanta. Ele m e carrega em todo o quarto e m e coloca para baixo em cim a da cam a. Ele desliza em cim a de m im , segurando m inha cabeça entre seus antebraços. Ele m e beij a suavem ente na testa, em seguida, novam ente na ponta do m eu nariz. Seus olhos encontram os m eus, e ele olha para m im com m ais sinceridade e honestidade do que eu nunca tinha visto neles antes. — Ninguém m erece você com o eu.

Suas m ãos se conectam com o botão do m eu j eans e ele o desabotoa. Seus lábios ficam encostados no m eu pescoço enquanto ele continua a m e convencer com suas palavras que é exatam ente onde nós precisam os estar. — Ninguém vê você com o eu.

Eu fecho m eus olhos e ouço o som da voz dele. Eu espero que ele rem ova o m eu j eans, antecipando o toque de sua m ão contra a m inha pele. As palm as de suas m ãos deslizam para cim a pelos lados das m inhas pernas e, em seguida, sua boca está contra a m inha novam ente.

— Ninguém entende você com o eu.

Ele m e beij a, parando apenas para rem over sua cam isa. Eu de algum a form a recupero o controle dos m eus sentidos quando percebo que m inhas m ãos estão puxando sua calça j eans, necessitando rem ovê-las para que eu possa sentir sua pele na m inha.

Ele pressiona a palm a de sua m ão contra o m eu coração. — E ninguém m ais m erece estar dentro de você se eles não podem chegar aqui em prim eiro lugar.

Suas palavras pingam contra a m inha boca com o pingos de chuva. Ele m e beij a suavem ente e, em seguida, levanta-se da cam a. Meus olhos

perm anecem fechados, m as eu ouço sua calça j eans ir para o chão e eu ouço o barulho de um a em balagem . Eu sinto as m ãos dele nos m eus quadris quando ele conecta os dedos na m inha calcinha e puxa-a para baixo. E não é até que ele está em cim a de m im de novo que eu, finalm ente, encontro a força para abrir os olhos.

— Diga. – Ele sussurra, olhando para m im . — Eu quero ouvir você m e dizer que eu m ereço você.

Eu deslizo m inhas m ãos para cim a em seus braços, ao longo da curva de seus om bros, até os lados de seu pescoço e em seu cabelo. Eu olho para ele diretam ente nos olhos.

— Você m e m erece, Owen.

Ele deixa cair a testa para o lado da m inha cabeça e agarra m inha perna, levantando-a, prendendo-a ao redor de sua cintura. — E você m e m erece, Auburn.

Ele em purra para dentro de m im , e eu não tenho certeza o que é m ais alto - seu gem ido ou a m inha súbita explosão de "Oh m eu Deus." Ele enterra-se profundam ente dentro de m im e para. Ele olha para m im sem fôlego e sorri.

— Eu não posso dizer se você disse isso porque isso parece incrivelm ente bom para você ou se você está se divertindo com as m inhas iniciais novam ente. Eu sorrio entre suspiros.

— Am bos.

Nossos sorrisos desaparecem quando ele com eça a se m over novam ente. Ele m antém sua boca perto da m inha, m as longe o suficiente para que ele possa olhar para dentro dos m eus olhos. Ele se m ove para dentro e

fora de m im , lentam ente, enquanto seus lábios com eçam a plantar beij os suaves em m im . Eu gem o e preciso fechar os olhos m ais do que qualquer coisa, m as a form a com o ele está olhando para m im é algo que eu quero lem brar a cada vez que eu respirar.

Ele puxa de volta e em purra contra m im ao m esm o tem po que seus lábios encontram a m inha bochecha. Ele com eça a encontrar um ritm o entre cada beij o, e ele m antém os olhos focados nos m eus a cada estocada. — Isto é o que eu quero que você se lem bre, Auburn. - Diz ele em voz baixa. — Eu não quero que você se lem bre o que você sente quando estou dentro de você. Eu quero que você se lem bre de com o você se sente quando eu olho para você. Seus lábios escovam contra os m eus tão delicadam ente que eu quase não os sinto. — Eu quero que você se lem bre com o seu coração reage toda vez que eu beij o você. - Seus lábios encontram os m eus, e eu tento enraizar cada sentim ento que recebo de seu beij o e suas palavras em m inha m em ória. Sua m ão desliza pelo m eu cabelo e ele levanta a m inha cabeça um pouco fora da cam a, m e enchendo com um beij o profundo.

Ele se afasta para que possam os recuperar o fôlego. Olhando nos m eus olhos novam ente, ele diz:

— Eu quero que você se lem bre de m inhas m ãos, e com o elas não podem parar de tocá-la.

Ele trabalha a boca lentam ente até a m inha m andíbula, até ele alcançar m eu ouvido.

— E eu preciso de você para lem brar que qualquer um pode fazer am or. Mas eu sou o único que m erece fazer am or com você. Com essas palavras, m eus braços trancam em volta de seu pescoço e sua boca bate contra a m inha. Ele em purra para dentro de m im , com força, e

eu quero gritar. Eu quero chorar. Eu quero pedir-lhe que nunca pare, m as o que eu quero ainda m ais é este beij o. Eu quero lem brar cada parte dele. Eu quero gravar o gosto dele na m inha língua.

Os próxim os m inutos são um borrão de gem idos, beij os, suor, m ãos e bocas. Ele está em cim a de m im , e então eu estou em cim a dele, e então ele está em cim a de m im novam ente. Quando eu sinto o calor de sua boca cobrir m eus seios eu m e perco com pletam ente. Eu deixo m inha cabeça cair para trás e m eus olhos se fecham e m eu coração cai diretam ente nas palm as das suas m ãos. Eu estou tão excitada, tão tonta, tão grata que tom ei a decisão de ficar, que eu não posso sequer dizer quando acaba. Eu ainda estou respirando tão pesadam ente, e m eu coração está batendo contra m eu peito. Eu não tenho certeza se sim plesm ente chegar ao ápice com Owen significa o fim da presente experiência. Porque voltar a realidade de estar com ele parece apenas tão incrível quanto eu sinto quando eu chego ao êxtase. Estou deitada contra seu peito e seus braços estão em volta de m im , e eu nunca pensei que eu estaria nesta posição novam ente. Um a posição onde eu sei que estou exatam ente onde eu pertenço, m as não há nada que eu possa fazer que possa m e m anter lá.

Isso m e lem bra do dia em que eu tive que dizer adeus a Adam . Eu sabia que o que sentíam os era m ais do que o que as pessoas nos deram o crédito, e ser arrancada para longe dele antes de eu estar pronta fez com que levasse m uito tem po para eu superar.

E agora, a m esm a coisa está acontecendo com Owen. Eu não estou pronta para dizer adeus. Estou com m edo de dizer adeus.

Mas eu tenho que dizer adeus, e isso dói com o o inferno. Se eu soubesse com o parar as lágrim as, eu o faria. Eu não quero que ele m e ouça chorar. Eu não quero que ele saiba o quanto estou chateada por

não poderm os ter isso todos os dias de nossas vidas. Eu não quero que ele m e pergunte o que está errado.

Quando ele sente m inhas lágrim as caindo contra o seu peito, ele não faz nada para detê-las. Em vez disso, ele sim plesm ente m e segura m ais forte e pressiona seu rosto contra o topo da m inha cabeça. Suas m ãos escovam suavem ente pelo m eu cabelo.

— Eu sei, baby. – Ele sussurra. — Eu sei.