Confess

Colleen Hoover · Capítulo 15 de 25

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Confess

Capítulo 14 · Owen

Eu olho para o m eu pai, em pé no vão da porta culposam ente na sala de detenção. Estou sentado em um a m esa m uito parecida com a que eu estava sentado algum as sem anas atrás, quando eu estava preso. Só que agora estou pagando o preço por essa prisão.

Olho para m eus pulsos e em purro os punhos m eia polegada abaixo para aliviar um pouco a pressão. — Quão bom é o seu diplom a em direito, se você não consegue nem m e tirar isso?

Eu sei que foi um golpe baixo, m as eu estou chateado. Frustrado. Em estado de choque com o fato de que eu estou apenas condenado a noventa dias de prisão, apesar de este ser o m eu prim eiro delito. Eu sei que tinha tudo a ver com o fato de que o Juiz Corley presidiu o caso. Parece ser a m inha sorte, recentem ente. Meu destino estava na m ão de um dos am igos de aparência do m eu pai. Meu pai fecha a porta para a sala de detenção, trancando nós dois dentro. É a nossa últim a visita antes de ser levado o m eu celular, e honestam ente, eu prefiro que ele não estej a aqui agora.

Ele dá três passos lentos para a sala e, em seguida, vem a um a parada enquanto paira sobre m im . — Por que diabos você se recusa a reabilitação? – Ele rosna. Eu fecho m eus olhos, decepcionado com o seu foco. — Eu não preciso de reabilitação.

— Tudo o que você tinha que fazer era um a curta tem porada na reabilitação, e toda essa coisa seria retirada do seu registro.

Ele está com raiva. Ele está gritando. Seu plano era para eu aceitar a reabilitação, m as eu sei, por este fato que esta era a sua m aneira de se fazer sentir m elhor sobre a realidade de eu ter sido preso. Se eu tivesse que passar o m eu tem po num a clínica de reabilitação, em vez da prisão, que seria m ais fácil para ele engolir. Talvez eu tenha escolhido o período na prisão só para irritá-lo. — Eu posso falar com o Juiz Corley. Direi a ele que você tom ou a decisão errada e ver se ele vai reconsiderar.

Eu balancei m inha cabeça. — Basta ir, pai.

Sua expressão é inabalável. Ele não se retira da sala. — Vá! – Falo desta vez m ais alto. — Saia! Eu não quero que você m e visite. Eu não quero que você m e ligue. Eu não quero falar com você enquanto eu estiver lá dentro, porque eu confio a Deus que você vai aproveitar o seu próprio conselho.

Ele ainda não se m ove, então eu dou um passo em direção a ele, em seguida, em torno dele. Eu bato na porta. — Deixe-m e sair! – Eu digo para o oficial. Meu pai coloca a m ão no m eu om bro, e eu afasto-o. — Não, pai. Só... eu não posso agora.

A porta se abre, e eu sou escoltado por um corredor, longe do m eu pai. Um a vez que m inhas algem as são rem ovidas e as barras soam fechadas atrás de m im , eu tom o um assento na cam a. Eu descanso m inha cabeça em m inhas m ãos e penso de volta no fim de sem ana que eu acabei aqui. O fim de sem ana que eu deveria ter feito tudo de form a diferente.

Se eu tivesse apenas percebido e visse que o que eu estou fazendo não está protegendo ninguém . Isto não está aj udando ninguém . Estou perm itindo, e eu venho fazendo isso há anos. E agora eu estou pagando o preço final, porque isso está m e custando você, Auburn.

 

Três semanas atrás

Olho para baixo para o m eu telefone e m e encolho quando vej o o núm ero do m eu pai. Se ele está m e cham ando tarde, isso só pode significar um a coisa. — Eu preciso ir. – eu falo quando eu silencio o telefone e deslizo-o de volta no m eu bolso. Eu em purro o copo em direção a ela e vej o sua expressão cair com seu aceno de cabeça, m as ela rapidam ente se vira para escondê-la. — Bem , obrigada pelo trabalho – ela diz. — E por cam inhar com igo para casa. Eu m e inclino para frente no bar e solto m inha cabeça nas palm as das m inhas m ãos. Eu esfrego-as sobre o m eu rosto, quando na verdade eu quero m e socar. As coisas estavam indo tão bem entre nós agora e no segundo que eu recebo um telefonem a do m eu pai, eu a afasto e faço com que pareça exatam ente o oposto do que se trata.

Ela acha que eu vou sair porque quem m e ligou era um a garota. Isso é a coisa m ais distante da verdade, e m esm o que eu odeio que eu apenas a decepcionei, eu am o que ela está com ciúm es agora. As pessoas não ficam com ciúm es, a m enos que há sentim entos ocultos em j ogo.

Ela finge ocupar-se, lavando m inha xícara de café, e ela não consegue perceber que eu estou andando atrás dela.

— Não era um a garota. – eu digo para ela. A proxim idade da m inha voz a assusta e ela gira ao redor, olhando para m im com os olhos arregalados. Ela não responde, então, eu dou um passo m ais perto e falo novam ente para m e certificar de que ela acredite e confie em m im . — Eu não quero que você pense que eu estou saindo só porque outra garota acabou de m e ligar.

Eu posso ver o alívio em seus olhos e um pequeno sorriso ensaiando para se form ar em sua boca, m as ela enfrenta a pia novam ente na esperança de que eu não perceba. — Não é da m inha conta quem liga para você, Owen. Eu sorrio, m esm o que ela não possa m e ver. É claro que não é da sua conta, m as ela quer que sej a de sua conta, tanto quanto eu. Eu fecho o espaço entre nós, colocando am bas as palm as das m ãos sobre o balcão em cada lado dela. Eu descanso m eu queixo no om bro dela, e eu quero m e enterrar contra o pescoço dela e inspirá-la, m as eu aperto o balcão e perm aneço onde estou. Se torna ainda m ais difícil controlar m eus im pulsos quando eu a sinto se inclinar para m im . Há tantas coisas que eu quero agora. Eu quero envolver m eus braços em torno dela. Eu quero beij á-la. Eu quero pegá-la e levá-la para a m inha cam a. Eu quero que ela passe a noite com igo. Quero confessar-lhe todas as coisas que eu tenho m antido guardadas desde que ela apareceu na m inha porta. Eu quero tudo dela, tanto que eu estou disposto a fazer a últim a coisa que eu quero fazer, que é ir devagar, de m odo que eu não assustá-la. — Eu quero ver você de novo.

Quando ela diz “Ok”, leva tudo o que tenho para não pegá-la e girar em torno dela. De algum a form a eu seguro e m antenho à calm a, m esm o quando ela m e leva até a porta e nós dizem os um ao outro adeus. E quando ela finalm ente fecha a porta pela últim a vez, eu quero bater nela novam ente. Eu quero fazê-la abri-la pela quarta vez para que eu possa pressionar m eus lábios nos dela e conseguir um a sensação de que o nosso futuro pode esperançosam ente existir.

Antes que eu possa decidir se saio e espero até am anhã ou vou em frente e faço-a abrir a porta para que eu possa beij á-la hoj e à noite, m eu telefone decide por m im . Eu puxo-o para fora do m eu bolso depois que ele com eça a tocar e respondo a ligação do m eu pai.

— Você está bem ? – Pergunto-lhe. — Owen... m erda... este... Eu posso dizer pela sua voz que ele está bebendo. Ele m urm ura algo ininteligível e então... nada.

— Pai?

Silêncio. Quando eu saio do prédio, pressiono m inha m ão contra o m eu ouvido para tentar ouvi-lo m elhor.

— Pai! – Eu grito.

Ouço sussurros e depois m ais resm ungos. — Eu sei que não deveria ter feito isso... Sinto m uito, Owen, eu sim plesm ente não conseguia... Eu fecho os olhos e tento m anter a calm a, m as ele não está fazendo nenhum sentido.

— Diga-m e onde você está. Eu estou no m eu cam inho. Ele m urm ura um nom e da rua que não é longe de sua casa. Digo-lhe para ficar parado, e eu corro todo o cam inho de volta para o m eu apartam ento, para pegar m eu carro.

Eu não tenho nenhum a ideia do que vou encontrar quando eu achá-lo. Só espero que ele não tenha feito algo estúpido que poderia levá-lo preso. Ele teve sorte até este m om ento, m as ninguém pode ter tanta sorte com o ele teve e continuar a fugir com isso.

Quando eu passo na rua, eu não vej o nada. Existem algum as casas dispersas, m as é principalm ente um a área estéril perto da subdivisão em que vive. Quando m e aproxim o do final da rua, eu finalm ente avisto seu carro. Parece que ele conduziu seu carro para fora da via.

Eu puxo m ais para o lado da rua e saio para vê-lo. Eu ando para frente do carro para avaliar qualquer dano que ele possa ter feito, m as não há nada. Suas luzes traseiras estão acesas, e parece que ele sim plesm ente não conseguia descobrir com o voltar à via.

Ele está desm aiado no banco da frente e as portas estão trancadas. — Pai! – Eu bato na j anela até que ele finalm ente acorda. Ele se atrapalha com os botões na porta e abaixa os vidros da j anela até a m etade em um a tentativa de desbloquear o carro.

— Botão errado. – falo para ele. Eu alcanço através da j anela e destravo a porta abrindo-a.

— Scoot acabou. – eu falo para ele. Ele inclina a cabeça contra o encosto de cabeça e olha para m im com um rosto cheio de decepção. — Eu estou bem – ele m urm ura. — Eu só precisava tirar um cochilo. Enfio m eu om bro para afastar ele fora do banco do m otorista. Ele gem e e sobe através do banco, caindo contra a porta do passageiro. Infelizm ente, isso está se tornando rotina. Sozinho no ano passado, esta é a terceira vez que eu tive que vir em seu socorro. Ele está bebendo para não ser tão ruim quando eram apenas os com prim idos para a dor, m as agora que ele está m isturando- os com álcool, é m ais difícil para ele se esconder de todos os outros. Eu tento ligar o carro, m as ele ainda está engatado. Eu ponho em ponto m orto e engato a m archa com facilidade. Eu coloco o carro em sentido contrário e puxo para a via sem nenhum problem a.

— Com o você conseguiu isso? – ele diz. — Ele não funcionou quando eu tentei. — Ele estava engatado, pai. Você não pode dar a partida em carros quando eles estão engatados.

Quando eu passo pelo m eu carro ainda m ais puxado na vala, eu pego m inha chave no bolso e travo-o. Vou ter que pedir para o Harrison m e pegar e m e seguir de volta para o carro depois de eu deixar m eu pai longe em casa. Nós dirigim os cerca de um a m ilha quando o choro com eça. Ele está encolhido contra o vidro do passageiro e todo o seu corpo com eça a trem er com suas lágrim as. Isto costum ava m e incom odar, m as eu m e tornei im une a elas. E eu provavelm ente odeio que m e tornei im une a sua depressão m ais do que eu m esm o odeio sua depressão.

— Eu sinto m uito, Owen – ele sufoca. — Eu tentei, eu tentei, eu tentei, eu tentei. – Ele está chorando tanto que suas palavras estão se tornando m ais difíceis de entender, m as ele continua indo. — Apenas m ais dois m eses, isso é tudo que eu preciso. Buscarei aj uda depois disso, eu prom eto. Ele continua a chorar lágrim as de vergonha, e esta é a parte m ais difícil para m im . Eu posso levar as alterações de hum or, as evasões, as ligações de fim de noite. Tenho lidado com elas há anos.

Assistindo suas lágrim as que m e devoram . Vê-lo ainda com o coração partido sobre aquela noite que m e faz aceitar as suas desculpas. Ele está ouvindo a depressão em sua voz que traz de volta o horror daquela noite, e tanto quanto eu quero odiá-lo por ser tão fraco, eu tam bém quero elogiá-lo por ainda estar vivo. Eu não tenho certeza se eu teria ainda vontade de viver se eu fosse ele. Seu choro chega um instante a hesitar com as luzes no interior do carro. Eu tenho parado m uitas vezes para saber que essas coisas são geralm ente de rotina, quando um carro está fora tarde da noite. Mas a condição do m eu pai neste m om ento m e deixa nervoso.

— Pai, deixe-m e lidar com isso – eu falo quando eu puxo m ais para o lado da via. — Ele saberá que você está bêbado, se você abrir a boca para falar. Ele balança a cabeça e olha o policial nervosam ente enquanto ele se aproxim a do carro. — Onde está o seu seguro? – Eu pergunto ao m eu pai, assim com o o policial chega à j anela. Meu pai se atrapalha com o porta-luvas enquanto eu abaixo a j anela.

O policial im ediatam ente parece fam iliar para m im , m as eu não reconheço de im ediato. Não é até que ele se abaixa e m e olha direto nos olhos que eu m e lem bro dele. Trey, eu acho que é o seu nom e. Eu não posso acreditar que eu ainda m e lem bro disso.

Ótim o. Eu serei parado pelo prim eiro e único cara que eu j á soquei. Ele parece não se lem brar de m im , então isso é um a coisa boa. — Habilitação e seguro – ele diz com firm eza.

Eu puxo a m inha habilitação da carteira e m eu pai m e entrega seu cartão do seguro. Quando eu entrego os dois para Trey, ele olha m eu nom e prim eiro. Ele sorri quase que im ediatam ente. — Owen Gentry ? – Ele bate m inha carteira de m otorista contra o m eu carro e ri. — Uau. Nunca pensei que eu iria ouvir esse nom e novam ente.

Eu corro m eus dedos ao redor do volante e balanço a cabeça. Ele definitivam ente se lem bra, tudo bem . Não é bom . Trey levanta a lanterna e ilum ina dentro do carro, passando sobre o banco de trás e, em seguida, pousando-a sobre o m eu pai. Meu pai protege os olhos com o cotovelo.

— É você, Callahan?

Meu pai acena, m as não responde.

Trey ri novam ente. — Bem , isso é apenas um prazer real.

Eu assum o que Trey conhece m eu pai, porque ele é um advogado de defesa, e eu não tenho tanta certeza de que é um a coisa boa para nós agora. Não é incom um para os advogados que defendem os crim inosos serem detestado pelos policiais que prendem os crim inosos.

Trey baixa a lanterna e dá um passo para trás. — Saia do carro, senhor. – Suas palavras são dirigidas a m im , para que eu faça o que ele diz. Eu abro a porta e saio. Quase im ediatam ente, ele m e agarra pelo braço e puxa até que eu de bom grado viro e coloco m eus braços sobre o capô. Ele com eça m e revistar. — Você tem algum a coisa em sua posse que eu deveria estar ciente? Que diabos? Eu balancei m inha cabeça. — Não. Eu só estou conduzindo m eu pai para casa.

— Você teve algum a bebida esta noite?

Eu penso nas bebidas que eu tive no bar m ais cedo, m as que era um par de horas atrás. Eu nem tenho certeza se eu deveria trazer isso à tona. A hesitação na m inha resposta não o agrada. Ele m e vira e brilha a luz diretam ente nos m eus olhos. — Quanto você bebeu?

Eu balanço m inha cabeça e tento olhar para longe da luz ofuscante. — Apenas duas. Isto m ais cedo.

Ele dá um passo para trás e diz para m eu pai sair do carro. Felizm ente, m eu pai consegue abrir a porta. Pelo m enos ele está sóbrio o suficiente para fazer isso. — Venha ao redor do carro – Trey diz para o m eu pai. Ele observa com o m eu pai tropeça do lado do passageiro, todo o cam inho para onde eu estou de pé, segurando a borda do carro com o apoio durante a sua j ornada. Ele está obviam ente bêbado e eu sinceram ente não tenho certeza se é ilegal para um passageiro estar intoxicado. No que diz respeito ao que Trey sabe, m eu pai não estava dirigindo.

— Eu tenho perm issão para revistar o veículo? Eu olho para o m eu pai para orientação, m as ele está encostado no carro com os olhos fechados. Ele parece pronto para cair no sono. Eu debato se devo ou não recusar a revista, m as calculo que iria apenas dar a Trey m ais m otivos para ficar desconfiado. Além disso, m eu pai sabe as repercussões de viaj ar com tudo o que poderia colocá-lo em apuros, por isso, m esm o que ele foi burro o suficiente para dirigir depois de beber esta noite, eu duvido seriam ente que ele realm ente tem algum a coisa em sua posse que poderia prej udicar sua carreira. Eu casualm ente dou de om bros e, em seguida, falo: — Vá em frente. — Eu só quero que Trey consiga sua vingança para que ele possa term inar com isso e sair. Trey nos ordena a ficar perto da parte traseira do veículo enquanto ele se inclina sobre o banco da frente. Meu pai está alerta agora, observando-o atentam ente. Ele está torcendo as m ãos e seus olhos estão arregalados de m edo. O olhar em seu rosto é o suficiente para eu saber que Trey está m ais do que provavelm ente indo para encontrar algum a coisa dentro do carro. — Pai – eu sussurro, decepcionado. Seus olhos encontram os m eus e eles estão cheios de desculpas.

Eu não posso contar o núm ero de vezes que m eu pai m e prom eteu que ia buscar aj uda. Eu acho que ele esperou um pouco dem ais. Meu pai fecha os olhos quando Trey com eça a fazer o seu cam inho para a parte traseira do veículo. Ele indica um , dois, três frascos de com prim idos no carro. Ele passa a abrir cada um para inspecionar o conteúdo. — Parece Oxy 10. – Trey diz, rolando um a pílula entre o polegar e o indicador. Ele olha para m im e depois para o m eu pai. — Qualquer um de vocês tem um a receita para isso?

10 Oxy codone é um m edicam ento sim ilar à m orfina, porém com m aior potência, quando consum ido em grande dosagem causa alucinações, a venda é perm itida apenas com prescrição m édica.

Eu olho para o m eu pai, esperando além de toda a esperança de que ele tenha, de fato, um a receita. Eu sei que é um a ilusão, no entanto. Trey sorri. O bastardo sorri com o se ele apenas ganhasse ouro. Ele inclina seus cotovelos sobre o carro e com eça a colocar as pílulas de volta em seus frascos, um a por um a. — Vocês sabem . – ele diz, olhando para nenhum de nós, m as falando para nós dois — Oxy está considerada num grupo de penalidade de drogas quando obtidas ilegalm ente. – Ele olha para m im . — Agora, eu sei que você não é um advogado com o seu pai aqui, então m e deixe explicar isso para você em term os leigos. – Ele se levanta em linha reta e coloca as tam pas de volta nos frascos. — No estado do Texas, sendo preso por um grupo de penalidade de um crim e a prisão é autom ática.

Eu fecho os olhos e expiro. Esta é a últim a coisa que m eu pai precisa. Se ele perder sua carreira acim a de todo o resto que ele está perdido, não há nenhum a m aneira que ele iria sobreviver.

— Eu sugiro que, antes que qualquer um de vocês fale de novo, que vocês levem em consideração o que aconteceria se um advogado de defesa é acusado de um crim e. Tenho quase certeza de que resultaria na perda de sua licença para praticar a advocacia.

Trey anda ao redor do veículo e fica entre m eu pai e eu. Ele olha m eu pai de cim a, abaixo. — Pense nisso por um segundo. Um advogado, cuj a carreira inteira consiste em defender crim inosos, perde sua carreira e se torna o crim inoso. Ironia no seu m elhor. – Trey então se vira e m e enfrenta em cheio. — Você trabalhou hoj e à noite, Gentry ?

Eu inclino m inha cabeça, confuso com a sua linha de questionam ento.

— Você tem aquele estúdio, certo? Não foi esta noite um a das noites que você esteve aberto?

Eu odeio que ele sabe sobre o m eu estúdio. Eu odeio ainda m ais que ele está perguntando sobre isso.

Concordo com a cabeça. — Sim . Prim eira quinta-feira de cada m ês. Ele dá um passo m ais perto. — Eu pensei assim . – ele diz. Ele rola os três frascos de com prim idos entre suas m ãos. — Eu vi você sair do estúdio com alguém m ais cedo esta noite. Um a garota?

Será que ele estava m e seguindo? Por que ele estaria m e seguindo? E por que ele estaria perguntando sobre Auburn?

Minha garganta seca.

Eu não posso acreditar que eu não j untei dois e dois até este m om ento. Claro Auburn teria um a conexão com Trey. Sua fam ília é provavelm ente a razão pela qual ela está de volta no Texas.

— Sim – eu falo, procurando um a m aneira de m inim izar isso. — Ela trabalhou para m im esta noite, então eu a levei para casa. Seus olhos estreitam com a m inha resposta e ele concorda. — Sim – ele diz secam ente. — Eu particularm ente não gosto dela trabalhar para alguém com o você.

Eu sei que ele é um policial, m as agora tudo o que eu vej o é um im becil. Os m úsculos em m eus braços cerram e seus olhos im ediatam ente caem para os punhos em m eus lados. — O que quer dizer com alguém com o eu? Seus olhos encontram os m eus novam ente com um a risada. — Bem , você e eu realm ente não tem os a m elhor história, tem os? Você m e atacou na prim eira vez que nos encontram os. Assim que eu o parei sobre esta noite, adm itiu à condução sob a influência. E agora... – Ele olha para os com prim idos em suas m ãos. — Agora eu os encontro no veículo que você está dirigindo. Meu pai dá um passo à frente. — Aqueles são...

— Pare! – Eu grito com m eu pai, cortando-o. Eu sei que ele está prestes a reclam á-los, m as ele não está sóbrio o suficiente para perceber o que poderia fazer para sua carreira.

Trey ri de novo, e eu estou sinceram ente farto de ouvir aquele barulho. — De qualquer form a – ele diz — se ela precisa de um a escolta para casa, ela m e tem para isso.

Ele bate as pílulas para baixo sobre o capô. — Então, a qual de vocês isto pertence?

Meu pai m e olha. Eu posso ver a luta em seus olhos, porque ele não sabe o que dizer. Eu não dou a ele a chance.

— Eles são m eus.

Eu fecho os olhos e penso em Auburn, porque este m om ento e a am eaça indireta de Trey para ficar longe dela estão prestes a tirar qualquer chance que poderia ter tido.

Foda-m e.

Meu rosto se encontra com o m etal frio do capô. — Você tem o direito de perm anecer em silêncio...

Minhas m ãos são puxadas atrás de m im , e as algem as são colocadas no lugar.