Confess

Colleen Hoover · Capítulo 12 de 25

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Confess

Capítulo 10 · Owen

Eu estou perdendo a conta das m entiras que eu digo para ela, e m entir para alguém com o ela não é o que eu norm alm ente faria. Mas eu não sei com o falar a verdade para ela. Eu estou com m edo de deixá-la ir e com m edo de adm itir que eu não m udaria na segunda, porque a verdade é que eu estarei no fórum segunda. E depois da m inha audiência eu irei para a cadeia ou para a reabilitação, dependendo de quem vencer. Eu ou Callahan Gentry.

Quando m eu pai esteve no estúdio esta m anhã eu tive m uito cuidado em não dizer m uito porque eu sabia que Auburn poderia ouvir. Mas m anter m inha calm a foi m ais difícil do que eu im aginava que seria. Eu só queria que ele soubesse o que isso estava fazendo com igo. Eu só queria pegar na m ão dele puxá-lo para cim a das escadas e apontar para ela lá em baixo, dorm indo na m inha cam a. Eu queria dizer, “Olha para ela Pai. Olha o que o seu egoísm o está m e custando.” Ao invés disso, fiz o que sem pre faço. Eu deixei as m em órias da m inha m ãe e do m eu irm ão m e convencerem a não enfrentá-lo. Eles são m inha desculpa. Eles são a desculpa dele. Eles têm sido nossa desculpa nos últim os anos, e eu tenho m edo de que se eu não encontrar um a m aneira de parar de usar aquela noite com o desculpa, então Callahan e Owen Gentry nunca serão pai e filho novam ente.

Nada m e tinha feito querer parar este tipo de vida com o ela fez. Por m ais que eu tenha tentado, por m ais que tenha pensado a respeito e por m ais que tenha m e derrotado todas as vezes por m inha culpa, eu nunca m e senti tão forte com o quando estou com ela. Eu penso sobre as prim eiras palavras que

eu disse a ela quando ela apareceu na m inha porta. “Você está aqui para m e salvar?” Porque é você, Auburn? Realm ente parece que sim , e faz m uito tem po que senti qualquer sem elhança de esperança.

— Onde você está indo? - ela m e perguntou. A voz dela poderia ser usada com o um tipo de terapia. Estou convencido disso. Ela poderia entrar num aposento cheio de pessoas severam ente depressivas e tudo que ela teria que fazer para curá-los era abrir um livro e ler em voz alta.

-Mercado.

Ela em purra m eus om bros e sorri, e eu fico contente de ver que este lado dela está de volta. Ela m al sorriu o dia todo.

— Eu não quis dizer agora bobinho, eu quis dizer segunda. Onde você vai? Por que está se m udando?

Eu olho para o outro lado da rua. Eu olho para o céu.

Eu foco os m eus pés.

Eu olho tudo m enos nos olhos dela, porque eu não queria m entir para ela novam ente. Eu j á tinha m entido para ela um a vez hoj e, não podia fazer isso de novo. Eu estendi e segurei a m ão dela na m inha. Ela deixou, e o sim ples fato de saber que ela não deixaria eu segurar a m ão dela se ela soubesse a verdade m e fez m e arrepender de ter m entido para ela em prim eiro lugar. Quanto m ais eu espero para adm itir a verdade, m ais difícil fica. — Auburn, eu realm ente não quero responder esta pergunta, ok? Eu continuo a encarar m eus pés, não querendo que ela vej a m eu rosto que eu acho ela louca em concordar em passar o fim de sem ana com igo, porque ela m erece m uito m ais do que eu posso oferecer. Todavia, eu não penso que ela m erece alguém m elhor do que eu. Eu acho que ela seria perfeita para m im e eu seria perfeito para ela, m as todas as m ás escolhas que eu fiz

em m inha vida é o que ela não m erece em sua vida. Então até que eu consiga descobrir com o consertar m eus erros, dois dias com ela é tudo que eu m ereço. E eu sei que ela disse que focaríam os prim eiro no hoj e antes dela decidir passar o fim de sem ana inteiro, m as eu acho que nós dois sabem os que isso é besteira. Ela aperta m inha m ão.

— Se você não vai m e dizer por que está se m udando, então eu não vou dizer por que eu acabei m e m udando para cá.

Eu estava esperando aprender tudo que existe para aprender sobre ela este fim de sem ana. Eu tenho questões enfileiradas e prontas para serem usadas, e agora eu tenho que desistir, porque de j eito algum eu vou contar a ela sobre m inha vida. Não agora pelo m enos.

— É j usto. - Eu digo, finalm ente sendo capaz de olhar nos olhos dela novam ente. Ela sorri e aperta m inha m ão novam ente, e eu não consigo aguentar o quanto você está linda agora, Auburn. Livre de preocupação, livre de raiva, livre de culpa. O vento sopra um pedaço de cabelo sobre sua boca e ela retira com a ponta dos dedos. Eu vou pintar este m om ento depois. Mas agora, estou levando ela ao m ercado para fazer com pras.

Porque ela está ficando com igo o fim de sem ana todo. Ela é m odesta em várias áreas, m ais definitivam ente não quando é sobre a com ida dela. Eu sei que ela com preende que ela está em m inha casa por dois dias, m ais ela pegou com ida para durar duas sem anas. Eu deixei, porém , porque eu quero que isto sej a o m elhor fim de sem ana que ela j á teve, e pizza congelada e cereal vai definitivam ente m e aj udar e fazer isso acontecer. — Eu acho que está bom . - Ela pegou tudo que queria. — Nós vam os ter que pegar um táxi para sua casa. Nós não podem os carregar tudo isso. - Eu virei o carrinho bem quando nós chegam os na fila do caixa. — Nós esquecem os algo, - eu disse — Com o? Nós com pram os a loj a toda. - Eu continuei na direção contraria.

— Seu presente de aniversario. - Eu esperei que ela corresse atrás de m im e protestasse com o a m aioria das garotas fariam . Ao invés disso, ela com eçou a bater palm as. Eu acho que ela deu um gritinho tam bém . Ela pegou m eu braço com as duas m ãos e disse:

— Quanto posso gastar? - A excitação dela m e lem bra um a das vezes que m eu pai levou Carey e eu to Toy ’s “R” Us. Carey e eu tínham os dois anos, m as nossos aniversários eram som ente com um a sem ana de diferença. Nosso pai costum ava fazer coisas assim , antigam ente quando Callahan Gentry sabia ser um pai. Eu m e lem bro de um a viagem em especial; ele queria tornar o ato de com prar o presente em um j ogo. Ele nos disse para escolher um núm ero de corredor e um núm ero de prateleira, e disse que poderíam os escolher qualquer coisa que quiséssem os daquela prateleira especifica. Carey foi prim eiro, e nós fom os parar no corredor da Lego o que era típico da sorte do Carey. Quando foi m inha vez, eu não escolhi m uito bem . Meus núm eros nos colocou no corredor da Barbie e dizer que eu estava chateado era um a boa avaliação. Carey era o tipo de irm ão que quando não estava m e batendo ele estava ferozm ente m e protegendo. Ele olhou pro m eu pai e disse, “E se ele inverteu os núm eros? Talvez em vez de corredor quatro e prateleira três, nós deveríam os estar na prateleira quatro e corredor três.” Meu pai gracej ou orgulhoso. “Isto é bem protetor, Carey.” Nós fom os para o corredor três que era a sessão esportiva. Eu nem m e lem bro o que acabei escolhendo. Eu só lem bro do dia e com o, apesar daquele m om ento de terror no corredor da Barbie, acabou sendo um a das m inhas m em órias favoritas de nós três.

Eu segurei a m ão dela, e parei de em purrar o carrinho. — Escolha um núm ero de corredor. - Ela levantou as sobrancelhas e olhou para trás, tentando ver os sinais dos corredores, então eu bloqueei sua visão. — Sem trapaça. Escolha um núm ero de corredor e um núm ero de prateleira. Eu vou com prar qualquer coisa que escolher da prateleira que nós form os parar.

Ela sorri. Ela gosta deste j ogo. — Treze de sorte, - ela m e diz. — Mas com o vou saber quantas prateleiras existem ?

— Som ente adivinhe. Você talvez tenha sorte. - Ela aperta seu lábio inferior entre seus dedos concentrando seu olhar em m im .

— Se eu disser prateleira um , isso seria considerado a prateleira do topo ou a debaixo?

Ela sorri e seus olhos brilham . — Corredor treze, prateleira dois então - Ela está tão excitada que eu pensaria que ela nunca ganhou um presente antes. Ela tam bém m orde seus lábios inferiores para tentar esconder o quanto está excitada. Deus ela é adorável. Eu dou a volta e nós estam os no lado oposto da loj a para o corredor treze.

— Parece que é esportivos ou eletrônicos.

Ela pula um pouco e diz, — Ou j oias. - Oh m erda, Joias é perto de Eletrônicos. Este pode ser o presente de aniversário m ais caro que eu j á com prei. Ela larga m inha m ão e pega no carrinho puxando rápido. — Anda depressa, Owen. Se eu soubesse que presentes de aniversário iam fazer ela tão feliz, eu teria com prado um no dia em que nos conhecem os. E todos os dias desde então. Nós ainda estávam os andando na direção do corredor treze quando passam os por j oias, e depois Eletrônicos, elim inando as duas possibilidades. Nós param os no corredor doze, e apesar de estarm os parados em frente a Esportes, ela ainda parecia feliz.

— Eu estou tão nervosa, - ela disse, nas pontas dos pés em direção ao corredor treze. Ela circulou a esquina e deu um a olhadinha pelo corredor. Ela olhou de volta para m im e abriu um enorm e sorriso. — Barracas! E então ela desapareceu. Eu a segui ao redor da esquina com o carrinho, m as ela j á tinha tirado um da prateleira. — Eu quero este aqui, - ela

disse com excitam ento. Mas então ela em purra de volta na prateleira. — Não, não, eu quero este aqui, - ela resm unga pra si m esm a. — Azul é a cor favorita dele. - Ela pega o azul, e eu a aj udaria, m as eu não tenho certeza de que posso m e m over ainda. Eu estou tentando absorver as palavras dela. “Azul é a cor favorita dele.”

Eu queria perguntar a ela quem é ele, e porque ela está pensando em acam par com alguém que a cor azul é a favorita, azul, nada som ente azul. Mais eu não digo nada, porque eu não tenho o direito de dizer nada. Ela está m e dando dois dias, não para sem pre. Dois dias. Isto não é o suficiente para m im Auburn. Eu j á sei. E sej a lá de quem for azul a cor favorita não tem nem um a chance nessa barraca, porque eu estou prestes a fazer, depois com certeza tudo o que ela vai pensar quando ela vir um a barraca novam ente é Oh Meu Deus. Eu coloco todas as com pras no táxi e volto para pegar a barraca. Ela pega das m inhas m ãos antes que eu possa colocar no bagageiro. — Eu levo este. Eu quero ir ao m eu apartam ento por um tem pinho antes de ir para o seu, então eu levo com igo. - Eu olho para as com pras e depois de volta para ela.

— Por quê? - Eu fecho o bagageiro e observo o rosto dela corar quando ela encolhe os om bros.

— Você pode sim plesm ente m e deixar lá prim eiro? Eu te vej o no seu apartam ento em algum as horas.

Eu não quero deixa-la. Ela pode m udar de ideia. — Sim , - eu digo. — Claro. - Eu cam inho por trás e abro a porta para ela. Eu acho que ela pode perceber que eu não quero que ela vá para casa, m as estou tentando esconder m inha decepção. Quando eu entro no carro eu pego a m ão dela e fecho a porta. Ela diz ao taxista seu endereço. Eu estou olhando pela j anela quando a sinto apertar m inha m ão.

— Owen? - Eu olho para ela e seu sorriso é tão doce, que faz m inha m andíbula doer. — Eu realm ente só quero tom ar um banho e pegar algum as roupas antes de ir. Mais eu prom eto que eu ainda estou indo, certo? - A expressão dela é tranquilizadora. Eu aceno, ainda não certo de que acredito nela. Este talvez sej a o j eito dela de se vingar por deixa-la esperando. Ela ainda consegue ver a hesitação em m eus olhos, então ela gargalha.

— Owen Mason Gentry, - ela diz, em purrando a barraca do colo dela para a poltrona ao lado. Ela desliza no m eu colo eu agarro a cintura dela, sem saber onde ela quer chegar com isso, m ais não preocupado o suficiente para pará-la. Ela olha para m im enquanto segura os dois lados do m eu rosto. — Melhor você parar de choram ingar. E duvidar. - Eu sorrio. — Isso rim ou. - Ela gargalha alto, e eu j á disse que a am o? Não eu não disse. Porque isto seria loucura. E im possível. — Eu sou a rainha da rim a, - ela disse com um sorriso. — É tudo de acordo com o tem po. - As m ão dela desceram para o m eu peito e ela olhou para o teto do carro contem plando a sua próxim a fala antes de olhar para m im novam ente. — Então acredite em m im , Owen. Meu desej o por você está crescendo. - Ela está tentando ser sexy e está funcionando, m as tam bém não consegue parar de rir de si m esm a e isso é ainda m elhor. O táxi para na frente do apartam ento dela. Ela com eça a alcançar sua barraca, m as eu pego o rosto dela e puxo-a de volta para m im , m ovendo m eus lábios em sua orelha.

— Então vai tom ar seu banho. Volte para lá em um a hora. Então eu vou te devorar com pletam ente Auburn Mason Reed. - Quando eu m e afasto e olho para ela seu sorriso havia sum ido. Ela engole em seco dram aticam ente e sua reação as m inhas palavras m e faz sorrir. Eu abro a porta de trás e ela sai do seu transe. — Você é tão irritante, Owen. - ela disse através de sua poltrona alcançando sua barraca. Depois que ela saiu do táxi, eu sorri para ela e ela sorriu para m im , m ais nenhum de nós disse adeus. Eu só vou dizer adeus para ela um a vez, e isso não vai acontecer até segunda pela m anhã.

Eu estava a ponto de tocar a cam painha dela. Eu sei que só tinha passado um a hora e que ela não tinha tido tem po de voltar para m eu estúdio,

m ais eu não conseguia parar de pensar sobre ela voltando todo o cam inho sozinha. Eu odeio que ela faça esta cam inhada duas vezes em um dia quando ela vai trabalhar. Eu não quero apressá-la, porém , e eu não quero que pareça que eu estou aparecendo por duvidar dela. Talvez eu devesse sentar nas escadas e esperar que ela abra a porta. Deste j eito, vai parecer que eu acabei de chegar assim que ela estiver saindo. E tam bém se ela não abrir a porta em algum as horas eu saberei que ela m udou de ideia. Se isso acontecer, eu posso apenas ir em bora e ela nunca vai saber que eu estive ali. Mais e se ela j á saiu e eu a perdi só por que peguei um táxi? Ela poderia estar na m inha casa e eu tive a ideia idiota de aparecer na casa dela. Merda.

— Você quer entrar? - Eu m e viro rápido e Em ory está parada na porta, m e encarando. Ela está segurando a bolsa dela em um a m ão e as chaves na outra. — Auburn ainda está ai? - Em ory acena e segura a porta aberta. — Ela está no quarto dela. Acabou de sair do banho. - Eu hesito, não m e sentindo confortável entrando no apartam ento dela sem ela saber. Em ory pode ver a hesitação em m eu rosto, então ela olha de volta ao apartam ento. — Auburn! Aquele cara que você deveria transar está aqui! Não o policial, o outro! - O policial. Em ory m e encara novam ente e acena a cabeça com o quem diz sej a bem -vindo. Eu gostei dela, m as toda vez que ela m enciona “o outro” cara. Eu im agino se ele é o cara que gosta de azul. Eu escuto Auburn gem er lá de dentro do apartam ento.

— Eu j uro por Deus, Em ory. Você precisa de um as aulas de habilidades sociais.- Ela aparece na porta e Em ory vai indo para a saída. O cabelo dela está m olhado e ela trocou de roupa. Ela ainda está de j eans e um top sim ples, m ais são diferentes dos que ela usava m ais cedo. Eu gosto dela ser tão casual. Ela está m e olhando de cim a a abaixo. —Nem tem um a hora ainda Sr. Im paciente. - Ela não parece irritada, o que é bom . Ela acena para que eu entre, então eu a sigo para dentro do apartam ento.

— Eu ia esperar lá fora, - eu disse. Ela entra no seu quarto e volta com um a m ochila. Ela a j oga no bar e se vira m e encarando ansiosam ente. — Eu estava entediado, - eu disse. — Eu pensei que eu cam inharia com você de volta para o m eu estúdio. - Os lábios dela encolhem -se em um sorriso. — Você está gostando dem ais de m im , Owen. Segunda não vai ser bom para você. - Ela diz isso com o se estivesse brincando, m ais ela não tem ideia do quanto está certa. — Oh! - Ela se volta para a sala de estar e pega a barraca do sofá. — Aj uda-m e a m ontar a barraca antes de irm os. - Ela cam inha na direção do quarto dela com a barraca nas m ãos. — É pequena não vai dem orar. - Eu balanço m inha cabeça, com pletam ente confuso do porque ela quer m ontar a barraca no quarto dela. Mas ela parece não se im portar com isso, então eu não pergunto. Porque que garota não m erece um a barraca no seu quarto? — Eu quero bem aqui. - Ela aponta um local perto da cam a dela enquanto chuta a esteira de y ôga fora do cam inho.

Eu olho ao redor do quarto dela, tentando ver o que eu poderia descobrir sobre ela sem ter que perguntar. Não tem nenhum a foto nas paredes ou na côm oda, e as portas do arm ário dela estão fechadas. É com o se ela tivesse decidido um dia m udar de Portland e não trouxe nada com ela quando veio. Eu m e surpreendo. Não é um a m udança perm anente para ela? Eu a aj udo a retirar a barraca. Eu não notei na loj a, m as é realm ente um a barraca pequena. Cabe duas pessoas e tem divisor opcional bem no m eio dela. Nós m ontam os em m enos de cinco m inutos, m as sim plesm ente m ontar não era bom o suficiente para ela, aparentem ente. Ela foi no seu arm ário e pegou duas cobertas que estavam na prateleira de cim a. Ela os coloca na barraca e rastej a para dentro. — Pegue dois travesseiros da m inha cam a. - Ela diz. — Nós tem os que deitar aqui um pouco antes de sair. - Eu pego os travesseiros e aj oelho na frente da barraca e os em purro para dentro, ela os pega. Eu abro a barraca e rastej o para dentro com ela, m as eu vou para o m eu lado em vez de fazer o que realm ente quero, que é rastej ar para cim a dela. Eu sou m uito grande para a barraca e m eus pés ficam para fora, m as os dela tam bém .

— Eu acho que você com prou um a barraca para personagens fictícios. - Ela balança a cabeça e levanta em seus cotovelos. — Eu não com prei, você com prou. E é um a barraca de criança Owen. È claro que não cabem os. - Os olhos dela se m ovem para o zip no topo da barraca. — Olha. - Ela pega e com eça a fechar o zip. Um a rede cai do topo e ela continua a fechar os lados ate que um a tela nos separa. Ela deita a cabeça em seu braço e olha para m im . — Parece que estam os em um confessionário. - Eu rolo de lado e coloco m inha cabeça nas m ãos e encaro-a de volta. — Qual de nós está se confessando? - Ela estreita seus olhos e levanta seu dedo apontando para m im .

— Eu acho que é seguro dizer que você deve ao m undo um pouco de confissões. Eu levanto m inha m ão e toco seu dedo através da tela. Ela abre sua m ão e pressiona contra a m inha.

— Nós podem os ficar aqui a noite toda, Auburn. Eu tenho m uitas confissões. - Eu poderia dizer com o a conheço. Fazê-la entender porque eu tenho esta necessidade im pressionante de protegê-la. Mas alguns segredos eu levarei para m inha cova, e este definitivam ente é um deles. Em vez disso eu dei um a confissão diferente. Um a que não significaria m uito para m im . Eu dei a ela algo seguro.

— Eu tenho três núm eros no m eu telefone. Meu pai. Harrison. Meu prim o Riley, m as eu não falo com ele há m ais de seis m eses. Som ente isso. - Ela está quieta. Ela não sabe o que dizer, porque quem tem som ente três núm eros em seu telefone? Som ente alguém que tem problem as, obviam ente. — Porque você não tem m ais núm eros em seu telefone? - Eu gosto dos olhos dela. Eles são m uito expressivos. E agora eles m e m achucam , porque ela percebeu que ela não é a única pessoa solitária em Dallas. — Depois que eu m e form ei no Colégio, eu m eio que m e virei sozinho. Me foquei na m inha arte e nada m ais. Eu perdi todos os m eus contatos antigos quando m udei de telefone há um ano atrás, e quando isso aconteceu eu

percebi que eu não falava com ninguém . Meus avós m orreram anos atrás. Eu só tenho um prim o, e com o eu disse nós nem nos falam os m uito. Além do Harrison e m eu pai não tem nenhum núm ero que eu preciso. - Os dedos dela estavam traçando m inha palm a agora. Ela estava encarando m inhas m ãos e não m ais a m im .

— Me deixa ver seu telefone. - Eu retirei do m eu bolso e entreguei para ela por baixo da tela, porque eu disse a verdade para ela. Ela pode checar por si m esm a. Som ente três núm eros. Ela m oveu seus dedos pela tela alguns segundos antes de m e devolver m eu telefone. — Agora você tem quatro. - Eu olhei para a tela e li o contato dela. Eu sorri quando eu vi o nom e que ela colocou para si m esm a. Auburn Mason-é-o-m elhor-nom e-do-m eio Reed. Eu deslizei m eu telefone de volta em m eu bolso e toquei sua m ão através da tela novam ente. — Sua vez, - eu disse a ela. Ela balançou sua cabeça. — Você ainda tem m uito o que confessar. Pode continuar. Eu suspirei e deitei de costas. Eu não quero falar m ais nada por enquanto, m as tenho m edo que se não sairm os desta barraca rápido, eu vou falar tudo que eu sei e tudo que ela não quer ouvir. Mas talvez sej a m elhor assim . Talvez se eu disser a verdade, ela pode aceitar e acreditar em m im e saber que assim que eu voltar, as coisas serão diferentes. Talvez se eu disser a verdade, nós teríam os a chance de ir além de segunda.

— Aquela noite em que não apareci aqui? - Eu parei, porque m eu coração estava batendo tão rápido eu estava achando difícil de pensar. Eu sei que eu preciso adm itir isso para ela, m as eu não sei com o eu posso fazer. Não im porta com o eu rodeie eu sei que ela vai reagir negativam ente, e eu entendo isso. Mas estou cansado de não ser honesto com ela. Eu rolo para o lado e olho para ela. Eu abro m inha m ão para confessar, m ais sou poupado pela batida na porta da frente. A confusão na expressão dela m e diz quer não está acostum ada com visitantes.

— Eu preciso atender. Espere aqui. - Ela im ediatam ente levantou da barraca e eu rolei de costas e expirei. Num a questão de segundos ela volta e se aj oelha na frente da barraca. — Owen. - A voz dela estava frenética, e eu m e levantei em m eus cotovelos quando ela colocou a cabeça dentro da barraca. Os olhos dela estavam cheios de preocupação. — Eu vou ter que atender a porta, m as, por favor, não saia do quarto, okay ? Eu explico m ais tarde assim que ela for em bora. Eu prom eto. - Eu acenei, odiando o m edo na voz dela. Eu tam bém odeio ela ter que esconder sej a quem for que está na porta dela. Ela sai novam ente e fecha a porta do quarto.

Eu m e recosto no travesseiro e escuto, sabendo que estou prestes, a saber, um a das suas confissões, apesar de que ela ainda não está preparada para dividir com igo. Eu escuto a porta da frente abrir e a prim eira coisa que escuto é um a voz de criança.

— Mam ãe, olha! Olha o que a Vovó Ly dia m e com prou. - E ai eu ouvi a resposta dela.

— Uau, isso é exatam ente o que você queria. - Ele a cham ou de m am ãe? Eu escuto passos pelo chão e escuto um a voz de m ulher. — Eu sei que isso é repentino, m as nós deveríam os ter partido para Pasadena horas atrás. No entanto, m inha sogra foi internada no hospital e Trey está trabalhando.

— Oh não, Ly dia, - Auburn interrom pe.

— Oh, ela está bem . Coisas da diabete novam ente, o que não aconteceria se ela se cuidasse com o eu falo para ela fazer. Mais ela não se cuida, e depois espera que a fam ília inteira abandone seus planos para poder cuidar dela. - Eu ouço o trinco da porta virar.

— AJ, não. - eu escuto ela dizer. — Fica longe do quarto da m am ãe. - De qualquer m odo, a m ulher diz, — Eu preciso levar algum as coisas para ela, m as não aceitam crianças no CTI, então eu preciso que você cuide dele por algum as horas.

— É claro. - ela diz. — Aqui?

— Sim , eu não tenho tem po para dirigir até sua casa. — Ok. - ela diz. Ela parece anim ada. Ela parece que não está acostum ada com a m ulher confiando nela para fazer isso. AJ está abrindo a porta do quarto dela novam ente.

— Eu pego ele m ais tarde, - a m ulher diz.

— Ele pode passar a noite, - Auburn responde, esperançosa. — Eu o levo de volta pela m anhã. - A porta do quarto dela agora está aberta e um pequeno garoto cai de j oelhos bem em frente da barraca. Eu m e levanto em m eus cotovelos e sorrio para ele, porque ele está sorrindo para m im .

— Porque você está dentro de um a barraca? - ele pergunta. Eu trago m eu dedo a boca.

— Shhhh. - Ele sorri e entra na barraca. Ele parece ter uns cinco anos, e os olhos dele não são verdes com o os de Auburn. Eles têm cores diferentes. Castanho e cinza e verde. Com o um a pintura. Ele não o tem tom único do cabelo dela, os dele são castanhos. Eu im agino que saiu ao pai, m ais ainda vej o m uito de Auburn nele. A m aior parte nas expressões dele, e com o ele parece tão curioso. — A barraca é segredo? - ele pergunta. Eu aceno que sim . — E ninguém sabe que esta barraca está aqui, então precisam os guardar segredo entre nós, certo? - Ele sorri e acena que sim , com o se estivesse tão anim ado de ter um segredo.

— Eu consigo guardar segredos.

— Isto é bom , - eu digo a ele. — Porque não são m úsculos que fazem um hom em forte. Segredos sim . Quanto m ais segredos você guardar m ais forte você é por dentro. - Ele sorri.

— Eu quero ser forte. - Eu estava a ponto de falar para ele voltar para a sala antes de cham arm os atenção, m as eu pude ouvir a porta do quarto se abrir. — AJ, venha dar um abraço na Vovó Ly dia, - a m ulher disse. Os passos dela ficando perto e os olhos de AJ m aiores.

— Ly dia espera - Eu escuto Auburn dizer para ela com pânico na voz. Mais ela fala tarde dem ais, porque eu não tenho tem po de colocar m eus pés para dentro da barraca antes de Ly dia entrar no quarto. Eu posso sentir os passos pararem . Eu não preciso encará-la para saber que ela não está m uito feliz a respeito de AJ estar dentro desta barraca agora.

— AJ. - a voz dela é firm e. — Saia da barraca, docinho. - AJ gracej a e coloca o dedo na boca.

— Eu não estou num a barraca, Vovó Ly dia. Não tem barraca nenhum a aqui. — Ly dia eu posso explicar, - Auburn diz, se abaixando. Ela cham a AJ para sair da barraca e os olhos dela só encontram os m eus por um segundo. — Ele é só um am igo. Ele estava m e aj udando a arm ar esta barraca para AJ. — AJ, vam os em bora, querido. - Ly dia pega as m ãos dele puxando ele para fora da barraca. — Você pode estar tranquila deixando seu filho perto de estranhos, m ais eu não estou.

Eu posso ver a decepção arrasando Auburn. Arrasa AJ tam bém , quando ele percebe que Ly dia não vai deixar ele ficar. Eu sigo depois dela saindo da barraca e ficando em pé.

— Está tudo bem , eu estou indo. Nós acabam os de m ontar para ele. - Ly dia olha para m im de cim a a abaixo, não im pressionada com sej a lá o que for que ela vê. Eu quero olhar para ela do m esm o j eito, m ais eu não quero fazer nada para piorar as coisas para Auburn. Quando eu olhei bem para ela, eu percebi que j á tinha visto ela antes. Já faz um tem po, m ais ela não m udou

nada, além de ter um pouco m ais de cinza no cabelo liso preto dela. Ela ainda parece rígida e am edrontadora com o parecia todos aqueles anos atrás. Ela olha para AJ.

— AJ pega seu brinquedo. Nós precisam os ir. - Auburn segue Ly dia para fora do quarto.

— Ly dia, por favor. - Ela balança as m ãos na m inha direção. — Ele está indo em bora. Vai ser som ente eu e AJ, eu prom eto. - As m ãos de Ly dia param na porta da frente, e ela se volta para olhar Auburn. Ela deixa sair um suspiro. — Você pode ver ele no Dom ingo a noite, Auburn. Realm ente está bem . Eu deveria saber que não devia aparecer aqui sem avisar. - Ela olhou por cim a dos om bros de Auburn para AJ. — Diga adeus para sua m ãe AJ. - Eu podia ver a careta de Auburn e depois bem rápido, a careta dela se transform a em sorriso quando ela se volta e aj oelha em frente a AJ. Ela o puxa e o abraça. — Desculpa, m as você vai ter que ir com a Vovó Ly dia hoj e a noite, certo? - Ela se separa e passa suas m ãos pelo cabelo dele. — Eu te vej o Dom ingo a noite. — Mas eu quero ficar aqui. - ele diz com genuína decepção. Auburn tenta esconder com seu sorriso, m as eu podia ver com o suas palavras a m achucavam . Ela o despenteia e diz:

— Outra noite, certo? Mam ãe tem que acordar m uito cedo e trabalhar am anhã e você não iria se divertir se tudo que vam os fazer é dorm ir. — Vai ser divertido. - ele diz e aponta para o quarto. — Você tem um a barraca e nós poderíam os dorm ir lá dentro – vira os olhos para m im e ele percebe que acabou de m encionar a barraca secreta. Ele olha de volta para Auburn e balança a cabeça. — Deixa para lá, você não tem um a barraca, eu estava errado, você não tem . - Mesm o m e sentindo m al com tudo o garoto m e fez sorrir.

— AJ vam os em bora.

Auburn dá outro abraço apertado nele e sussurra, — Eu te am o. Eu vou te am ar para sem pre.

Ela beij a a testa dele e ele beij a a bochecha dela antes de pegar a m ão de Ly dia. Auburn

nem se volta para dar tchau a Ly dia, e eu não a culpo nem um pouco. Assim que a porta se fecha ela se levanta e passa apressada por m im , em direção ao quarto. Eu observo quando ela abre a aba e entra na barraca. Eu fico parado a sua porta e escuto-a chorando. Tudo faz sentido agora. Porque ela estava tão chateada por Ly dia te dar bolo no dia do aniversário dela, porque isto significa que ela não poderia passar tem po com AJ. Porque ela disse que a cor favorita dele era azul. Porque ela se m udou do Texas, m esm o se sentindo infeliz aqui. E porque não tem j eito de que eu consiga m e afastar dela agora. Não depois de presenciar isso. Não depois de ver o quão incrível ela é e o quanto ela am a aquele m enino.