Confess

Colleen Hoover · Capítulo 25 de 25

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Confess

Capítulo 24 · Owen

Quando entro na sala e vej o o rosto do m eu pai ao invés do de Auburn, m eu coração afunda. Eu não a vi ou falei com ela por m ais de vinte e quatro horas. Eu não faço ideia do que aconteceu ou m esm o se ela está bem . Sento em frente ao m eu pai, nem sequer preocupado com o que quer que sej a que ele quer discutir com igo.

— Você sabe aonde Auburn está? Ela está bem ? – ele assente. — Ela está bem . – ele diz, e essas palavras instantaneam ente m e acalm am . Todas as acusações contra você foram retiradas. Você está livre para ir. Eu não m e m ovo, porque eu não tenho certeza se o entendi direito. As portas se abrem e alguém entra na sala. O guarda faz m enção para que eu levante e quando eu o faço, ele rem ove as algem as dos m eus pulsos. — Você tem qualquer pertence que precisa recuperar antes de ir em bora? — Minha carteira. – eu falo enquanto m assageio m eus pulsos. — Quando você term inar, m e avise e eu vou te dar baixa. Olho para o m eu pai novam ente e ele consegue ver o choque ainda estam pado em m eu rosto. E ele sorri, na verdade.

— Ela é algo m ais, não é?

Sorrio com o resposta, porque com o você fez isso, Auburn? A luz está de volta nos olhos do m eu pai. A luz que eu não via desde a noite da nossa ruína. Eu não sei com o, m as eu sei que ela tinha algo a ver com isso. Ela é com o um a luz, inconscientem ente ilum inando as partes som brias da alm a de um hom em . Eu tenho tantas perguntas, m as eu as guardo até assinar m inha baixa e sair. — Com o? – eu deixo escapar antes m esm o das portas se fecharem atrás de nós. — Onde ela está? Porque ele retirou as acusações? Meu pai sorri novam ente e eu m e dou conta de com o eu senti falta disso. Eu sentia saudade do seu sorriso tanto quanto eu sinto saudade do sorriso da m inha m ãe.

Ele cham a um táxi que tinha acabado de virar a esquina. Quando o carro para, ele abre a porta e diz para o taxista o endereço dela. Ele dá um a passo para trás. — Eu acho que você deveria perguntar tudo isso para Auburn. Eu o olho cuidadosam ente, decidindo se eu entro no táxi e vou até Auburn ou se eu vej o se ele está com febre. Ele m e puxa para um abraço e não m e solta. — Me desculpe, Owen. Por várias coisas. – ele diz. Seu abraço em m im se aperta e eu consigo sentir o arrependim ento através de seus braços. Quando ele se afasta, ele passa a m ão no m eu cabelo com o se eu fosse um a criança. Com o se eu fosse seu filho.

Com o se ele fosse o m eu pai.

— Eu não vou ver você por alguns m eses. – ele diz. — Vou estar ausente por um tem po.

Ouço algo em sua voz que eu nunca tinha ouvido antes. Força. Se eu fosse pintá-lo nesse exato m om ento, eu o pintaria com o exato tom de verde dos olhos de Auburn.

Ele dá vários passos para trás e m e observa entrar no táxi. Eu o encaro pela j anela e sorrio. Callahan Gentry e seu filho ficarão bem . Dizer adeus para ele foi quase tão difícil quando esse m om ento agora. Parado em pé em frente a porta do apartam ento dela, preparando-m e para dizer oi. Levanto m inha m ão e bato na porta.

Passos.

Inalo profunda e calm am ente e espero a porta se abrir. Parece que esses últim os dois m inutos levaram o tem po de duas vidas inteiras. Seco m inhas m ãos nos m eus j eans. Quando a porta finalm ente se abre, m eus olhos caem sobre a últim a pessoa que eu esperava ver aqui. Vê-lo sob o batente da porta do apartam ento de Auburn, sorridente, definitivam ente é um m om ento que eu irei pintar algum dia. Eu não sei com o você fez isso, Auburn.

— Hey ! – AJ diz, sorrindo largam ente. — Eu m e lem bro de você. Eu sorrio de volta para ele.

— Oi, AJ, – respondo. — Sua m ãe está em casa?

AJ olha por cim a de seus om bros e abre m ais a porta. Antes de m e convidar para entrar, ele m e cham a com o dedo para que eu m e abaixe. Quando eu faço ele sorri e sussurra:

— Meus m úsculos estão realm ente grandes agora. Eu não disse pra ninguém sobre a nossa barraca. – ele faz um a concha com as m ãos sobre a boca. — E ela ainda está aqui.

Eu rio bem quando ele se vira com o som dos passos dela se aproxim ando. — Docinho, nunca abra a porta sem m im . – eu a ouço falar para ele. Ela puxa ainda m ais a porta e seus olhos travam nos m eus. Seus passos param im ediatam ente.

Eu não achava que vê-la doeria tanto assim . Cada parte de m im dói. Meus braços doem para abraça-la. Minha boca dói para beij á-la. Meu coração dói para am ar o dela.

— AJ, vá para o quarto e dê com ida para o seu novo peixe. Sua voz é firm e e decidida. Ela ainda não tinha sorrido. — Eu j á dei com ida pra ele. – AJ diz para ela. Seus olhos deixam os m eus e ela olha para ele.

— Você pode dar m ais dois grãozinhos com o lanchinho, ok? – ela aponta em direção ao seu quarto. Ele deve conhecer aquele olhar, porque ele im ediatam ente sai em retirada para o quarto.

Assim que AJ desaparece eu dou um rápido passo para trás, porque ela está vindo rápido até m im . Ela pula em m eus braços tão rápida e direta que eu sou obrigado a dar vários passos para trás até bater na parede atrás de m im para que não caiam os no chão. Seus braços estão travados ao redor do m eu pescoço e ela está m e beij ando, beij ando, beij ando com o eu nunca tinha sido beij ado antes. Eu consigo provar suas lágrim as e sua risada e é um a com binação incrível. Eu não tenho certeza de quanto tem po ficam os no corredor nos beij ando, porque os segundos não eram o suficiente quando eu estava com ela. Seus pés eventualm ente tocam o chão, seus braços se fecham na m inha cintura e seu rosto se apoia no m eu peito. Envolvo m inha m ão na parte de trás de sua cabeça e abraço-a com o eu planej o abraça-la todos os dias depois de hoj e. Ela está chorando, não porque está triste, m as porque ela não sabe com o expressar o que está sentindo. Ela sabe que não existem palavras boas o suficiente para esse m om ento.

Então nenhum de nós dois falam os, porque não há palavras boas o suficiente para m im tam bém . Pressiono m inha bochecha em sua cabeça e encaro o interior de seu apartam ento. Olho para a pintura na parede da sala. Sorrio, lem brando a prim eira noite que eu entrei em seu apartam ento e vi aquilo pela prim eira vez. Eu sabia que ela tinha que colocar a pintura em algum lugar, m as, realm ente, vê-la pendurada na sala de estar era de um sentim ento incrível. Era surreal. E eu queria virar-m e para ela naquela noite e dizer tudo sobre isso. Queria contar para ela a m inha conexão com isso. Eu queria contar para ela a m inha conexão com ela.

Mas eu não fiz isso, e eu nunca farei, porque essa confissão não é m inha para com partilhar.

Essa confissão pertence ao Adam .

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