Confess
Capitulo 5 · Auburn
O que diabos eu estou fazendo? Eu não faço esse tipo de coisa. Eu não convido pessoas para virem a m inha casa. O Texas está m e transform ando em um a prostituta.
Eu coloquei um pote de café, sabendo m uito bem que eu não preciso de cafeína. Mas depois do dia que eu tive, eu sei que não vou ser capaz de dorm ir de qualquer m aneira, então que inferno?
Owen sai do banheiro, m as ele não faz o seu cam inho de volta para a porta. Em vez disso, um a pintura cham a sua atenção na parede oposta da sala de estar. Ele cam inha lentam ente para ela e a estuda. Melhor ele não dizer nada negativo sobre ela. Ele é um artista, no entanto. Ele provavelm ente vai criticá-la. O que ele não percebe é que a pintura é a últim a coisa que Adam fez pra m im antes de falecer, e isso significa m ais para m im do que qualquer outra coisa que eu tenho. Se Owen critica-la, eu vou chutá-lo para fora. O que quer que sej a esse flerte que está acontecendo entre nós, vai term inar m ais rápido do que ele com eçou. — É este o seu? - Ele pergunta, apontando para a pintura. Vam os nessa. — É da m inha com panheira de quarto - eu m into. Eu sinto que ele vai ser m ais honesto em sua crítica, se ele não achar que ela pertence a m im . Ele olha para m im e m e olha por alguns segundos antes de enfrentar a pintura novam ente. Ele passa os dedos sobre o centro do m esm o, onde as duas m ãos estão puxadas. — Incrível - diz ele em voz baixa, com o se ele não estivesse m esm o falando com igo.
— Ele era, - eu digo baixinho, sabendo que ele pode m e ouvir, m as realm ente não m e im porto. — Você quer um a xícara de café?
Ele diz que sim sem virar o rosto para m im . Ele olha para a pintura por m ais um longo tem po e, em seguida, continua vindo para a sala de estar, levando tudo com ele. Por sorte, j á que a m aioria das m inhas coisas ainda estão em Oregon, o único traço m eu por todo este apartam ento é esta pintura, então ele não será capaz de descobrir algum a coisa sobre m im . Eu lhe sirvo um a xícara de café enquanto deslizo pelo bar. Ele faz o seu cam inho até cozinha e se senta, puxando-a para ele. Eu passo-lhe o crem e e o açúcar, quando eu j á m e servi, m as ele os dispensa e tom a um gole. Eu não posso acreditar que ele está sentado aqui no m eu apartam ento. O que m e choca ainda m ais é que eu m e sinto um pouco confortável com isso. Ele é provavelm ente o único cara desde Adam que eu tive o desej o de flertar. Não que eu não tenha tido encontros desde então. Eu estive em alguns encontros. Bem , dois. E só um deles term inou com um beij o. — Você disse que você conheceu sua com panheira de quarto online? - Pergunta ele. — Com o é que isso aconteceu? - Ele apenas parece querer ir direto ao ponto com suas perguntas diretas, por isso estou aliviada que ele finalm ente m e deu um a luz. — Eu m e candidatei a um a linha de trabalho, quando eu decidi m e m udar para cá de Portland. Ela falou com igo por telefone e até o final da conversa, ela m e convidou para m orar com ela e com partilhar o contrato de aluguel. - Ele sorri. — Deve ter sido um a grande prim eira im pressão. — Não foi isso - eu digo. — Ela só precisava de alguém para dividir o aluguel ou ela seria despej ada.
Ele ri. — Estam os falando de um tim ing perfeito. — Você pode dizer isso de novo.
— Estam os falando de um tim ing perfeito - diz ele de novo com um sorriso. Eu dou risada dele.
Ele não é o que eu esperava inicialm ente quando entrei em seu estúdio. Presum i que artistas eram criaturas tranquilas, em burrados, e
em ocionais. Owen, na verdade, parece m uito com tudo isso j unto. Ele está definitivam ente m aduro para a sua idade, considerando que ele dirige um negócio bem -sucedido, m as ele tam bém é m uito pé no chão e. . . divertido. Sua vida parece ter um bom equilíbrio, e isso provavelm ente é a coisa que eu acho m ais interessante sobre ele. E, no entanto, um sentim ento conflituoso m e consom e, porque eu posso ver onde isso está indo. E para um a típica garota em seus vinte anos, isso seria em ocionante e divertido. Algo que você contaria tudo para o seu m elhor am igo em um sm s. Hey, eu conheci esse cara atraente e bem sucedido, e ele realm ente parece norm al.
Mas a m inha situação não é nada típica, o que explica o m onte de hesitação, que continua a crescer ao lado do m eu nervosism o e expectativa. Me encontro curiosa sobre ele, e de vez em quando, eu m e pego olhando para os lábios ou o pescoço ou as m ãos, que parecem capazes de fazer um inferno de um m onte de coisas m agníficas, com exceção apenas de pintura. Mas a hesitação que eu estou sentindo é devido em grande parte a m im e a m inha inexperiência, porque eu não tenho certeza se eu sei o que fazer com as m inhas m ãos se vier a calhar. Eu tento m e lem brar de cenas de film es ou livros em que o indivíduo e a m enina são atraídos um pelo outro e com o eles vão partir desse m om ento inicial da atração para o ponto de... agir sobre ele. Faz tanto tem po desde que eu estive com Adam , eu esqueci o que vem a seguir. É claro que eu não vou dorm ir com ele hoj e à noite, m as faz tanto tem po desde que eu m esm a m e senti m alditam ente confortável o suficiente para considerar alguém com o digno de ser beij ado. Eu só não quero que m inha inexperiência se revele, j á que eu tenho certeza que ele tem experiência.
Esta falta de confiança está realm ente ficando no cam inho dos m eus pensam entos, e, aparentem ente, da nossa conversa, porque eu não vou falar e ele está apenas olhando. E eu gosto. Eu gosto quando ele olha para m im , porque j á faz um longo tem po desde que eu m e senti bonita aos olhos de outra pessoa. E agora, ele está m e olhando assim de perto e com tal satisfação, o olhar aquecido em seus olhos, eu seria feliz se nós passássem os o resto da noite fazendo isso e não falando nada.
— Eu quero te pintar - diz ele, quebrando o silêncio. Sua voz é cheia de toda a confiança que m e falta.
Aparentem ente, o m eu coração está preocupado e eu esqueci que ele existia, porque ele está m e dando um lem brete alto e rápido de sua presença no m eu peito. Eu faço o m eu m elhor para engolir sem que ele perceba. — Você quer m e pintar? - Pergunto em um a em baraçosam ente voz fraca. Ele balança a cabeça lentam ente.
— Sim .
Eu sorrio e tento disfarçar o fato de que suas palavras só se tornaram a coisa m ais erótica que um cara j á disse para m im . — Eu não... - Eu libero um fôlego para tentar m e acalm ar. — Seria... você sabe... com roupas? Por que eu não vou posar nua.
Eu espero que ele sorria deste com entário, m as ele não o faz. Ele se levanta, lentam ente, e traz sua xícara de café de volta para sua boca. Eu gosto de com o ele bebe seu café. Tal com o o seu café é tão im portante, que m erece toda a sua atenção. Quando ele term ina, coloca a xícara no bar e m e dá a sua atenção, fixando em m im um olhar aguçado.
— Você nem m esm o tem que estar lá quando eu pintar você. Eu só quero te pintar.
Eu não sei por que ele está de pé agora, m as isso m e deixa nervosa. O fato de que ele está m eio ou ele está de pé prestes a sair, ou ele está prestes a fazer um a j ogada. Eu não estou pronta o bastante ainda.
— Com o você vai m e pintar, se eu não estou lá? - Eu odeio que eu não possa fingir a confiança que o rodeia com o um a aura. Ele confirm a m eu m edo de que ele está prestes a fazer um m ovim ento, porque ele trabalha lentam ente seu cam inho em torno do bar, em direção a m im . Eu estou de olho nele o tem po todo, até a m inha volta é contra o contador e ele está de pé na m inha frente.
Ele levanta a m ão direita e, sim , eu sei que você está aí, coração, ele escova os dedos levem ente por baixo do m eu queixo inclinando lentam ente m eu rosto para cim a. Eu suspiro. Seus olhos caem para m inha boca antes de deslizar lentam ente sobre m eu rosto, dando a cada parte de m im do pescoço para cim a seu foco com pleto e total. Eu vej o seus olhos com o eles se m ovem do m eu queixo, para m inhas bochechas, da m inha testa, de volta para os m eus olhos.
— Eu vou pintar de m em ória - diz ele enquanto ele libera m eu rosto. Ele dá dois passos para trás. E se encosta no balcão. Eu não percebi o quão fortem ente eu estou respirando até eu ver seu olhar cair para o m eu peito por um breve segundo. Mas sinceram ente, não tenho tem po para m e preocupar se a m inha reação é óbvia para ele, porque tudo que eu posso m e concentrar agora é com o conseguir oxigênio para os m eus pulm ões e um a voz de volta na m inha garganta. Eu inalo um a respiração instável e percebo que não é o café que eu preciso agora. É água.
Água gelada. Eu ando em direção a ele e abro um arm ário e com eço a m e servir um copo de água. Ele coloca suas m ãos sobre o balcão atrás dele e cruza um pé sobre o outro, sorrindo para m im o tem po todo, eu coloco a m etade do copo.
O som que o vidro faz quando eu o coloco no balcão é um pouco alto e dram ático, e ele o faz rir. Eu lim po m inha boca e m e am aldiçoo por ser tão óbvia. Seu riso é interrom pido quando seu telefone celular toca. Ele rapidam ente se levanta e o puxa para fora de seu bolso. Ele olha para a tela, silencia o telefone, e o coloca de volta no bolso. Seus olhos se m ovem em torno da sala de estar, m ais um a vez antes de pousar em m im novam ente. — Eu provavelm ente deveria ir.
Concordo com a cabeça e pego o seu copo quando ele o desliza para m im . Eu m e viro e com eço a lavá-lo.
— Bem , obrigada pelo trabalho - eu digo. — E por m e trazer à pé para casa.
Eu não m e viro para vê-lo sair. Eu sinto que m inha inexperiência óbvia acabou de m atar toda a vibração que tivem os. E eu não estou chateada com igo m esm a por que; estou chateada com ele. Estou chateada que ele estava ignorando o fato de que eu não estou sendo eu m esm a m e j ogando para cim a dele. Estou chateada que ele recebeu um telefonem a, m ais do que provavelm ente de Hannah, e ele im ediatam ente o usa com o um a oportunidade de cair fora daqui. E é exatam ente por isso que eu nunca faço coisas com o esta. — Não era um a m enina.
Sua voz m e assusta e eu giro im ediatam ente para encontrá-lo em pé bem atrás de m im . Eu com eço a responder, m as eu não sei o que dizer, então eu só aperto m inha boca fechada. Me sinto estúpida por ficar tão irritada agora, m esm o ele não tendo ideia do que se passa na m inha cabeça. Ele dá um passo m ais perto e m e pressiona contra o balcão atrás de m im , deixando os dois m etros de espaço entre nós que eu preciso para m e m anter coerente. — Eu não quero que você pense que eu estou saindo porque outra garota acabou de m e cham ar - diz ele, explicando sua observação em m ais detalhes. Eu am o que ele acabou de dizer isto, e ele faz todos os pensam entos negativos que eu estava tendo com ele desaparecer.
Talvez eu estivesse errada. Eu tendo a ter reações irracionais de tem pos em tem pos. Eu m e viro e encaro novam ente a pia, porque eu não quero que ele vej a o quanto isso m e agrada, que ele não estava usando um a desculpa para sair. — Não é da m inha conta, quem te liga, Owen. Eu ainda estou enfrentando a pia quando suas m ãos apertam o balcão de cada lado de m im . Seu rosto se m ove perto do lado de m inha cabeça e eu posso sentir sua respiração no m eu pescoço. Eu não sei com o isso aconteceu, m as todo o m eu corpo se m ove involuntariam ente até seu peito estar
pressionado contra as m inhas costas. Nós não estam os tão perto com o nós estávam os durante a nossa dança, m as ele está m uito m ais íntim o, considerando que não estam os realm ente dançando.
Ele apoia o queixo no m eu om bro e eu fecho m eus olhos e inalo. A m aneira com o ele m e faz sentir é tão avassaladora.
Acho que é difícil continuar de pé. Eu estou segurando o balcão, esperando que ele não perceba quão brancas m inhas j untas estão. — Eu quero ver você de novo - ele sussurra.
Eu não penso sobre todas as razões por que é um a ideia tão ruim . Eu não sei onde m eu foco deveria estar. Em vez disso, eu penso em com o é bom quando ele está tão perto de m im e com o eu quero m uito m ais disso. Todas as partes m ás de m im lhe respondem e forçam m inha voz para dizer: "Tudo bem ", porque todas as partes boas de m im são dem asiadas fracas para oferecer um a defesa.
— Am anhã à noite - diz ele. — Você vai estar em casa? Eu acho que o dia de am anhã, e por alguns segundos eu não tenho nenhum a ideia de que m ês que é, m uito m enos o dia da sem ana que estam os. Depois de agarrar onde e quem eu sou, e lem brando que esta ainda é quinta- feira e am anhã é sexta-feira, concluo que eu estou, de fato, livre am anhã à noite. — Sim - eu sussurro.
— Bom - diz ele.
Tenho quase certeza de que ele está sorrindo agora. Eu posso ouvi-lo em sua voz. — Mas A... - Eu m e viro e o encaro. — Eu penso que você aprendeu a sua lição sobre a m istura de negócios com prazer. Não éram os com pletos
estranhos quando com eçam os isso, e você não encontrou-se num beco sem saída hoj e?
Ele sorri um a risada m uito sutil. — Considere-se dem itida. - Eu sorrio, porque eu não tenho certeza se eu j á estive tão feliz de perder o em prego. Eu escolheria vir am anhã a noite ao invés de trabalhar por US$100 por hora em qualquer dia. E isso m e surpreende. Muito. Ele se vira e vai em direção à porta da frente. — Vej o você am anhã à noite, Auburn Mason Reed.
Nós dois estam os sorrindo quando travam os os olhos por dois segundos que leva para ele fechar a porta atrás de si. Eu caio para a frente e coloco a m inha cabeça em m eus braços, sugando todo o ar que esteve ausente esta noite, direto nos m eus pulm ões.
— Oh, nossa, caram ba - Eu exalo. Esta foi definitivam ente um a quebra inesperada da m inha rotina habitual. Um a batida repentina na m inha porta m e assusta, e eu fico de pé assim que a porta com eça a se abrir. Ele reaparece na porta.
— Você pode trancar a porta atrás de m im ? Você não vive no m elhor bairro. -Eu não posso deixar de sorrir, com seu pedido. Eu ando até a porta e ele a em purra abrindo um pouco m ais. — E m ais um a coisa – acrescenta — Você não deveria ser tão rápida a seguir estranhos em edifícios aleatórios. Isso não é m uito inteligente para alguém que não sabe nada sobre Dallas. Eu estreito m eus olhos para ele. — Bem , você não deve ser tão desesperado com os funcionários - eu digo em m inha própria defesa. Eu levanto m inha m ão para a fechadura da porta, m as em vez de fechá-la, ele abre ainda m ais. — E eu não sei com o isto é em Portland, m as você tam bém não deve perm itir que estranhos entrem dentro de seu apartam ento. — Você m e levou até em casa. Eu não podia te negar o uso do m eu banheiro.
Ele ri. — Obrigado. Eu aprecio isso. Só não deixe que qualquer outra pessoa entre para usar seu banheiro, ok?
Eu sorrio para ele flertando, orgulhosa de que eu ainda tenho isso em m im . — Nós nem sequer fom os a um encontro e você j á está tentando dizer quem pode e não pode usar o m eu banheiro?
Ele m e atira o m esm o sorriso em troca. — Eu não posso fazer nada se eu sou um pouco possessivo. Foi realm ente um bom banheiro. - Reviro os olhos e com eço a fechar a porta.
— Boa noite, Owen.
— Estou falando sério - diz ele. — Você ainda tem esses sabonetes bonitinhos em form ato de conchas. Eu am o aquilo.
Nós dois estam os rindo agora quando ele m e observa através da fresta da porta. Logo quando a porta se fecha e eu tranco o trinco, ele bate de novo. Eu balancei m inha cabeça e abro a porta, m as ele pega com a tranca desta vez. — E agora?
— É m eia-noite! - Diz ele freneticam ente, batendo na porta. — Cham e-a. Ligue para o sua com panheira de quarto! — Oh, m erda - m urm uro. Eu recupero m eu telefone e com eço a discar o núm ero de Em ory.
— Eu estava prestes a m arcar 911 - Em ory diz quando ela atende. — Desculpe, m as quase m e esqueci.
— Você precisa usar a palavra código? - Ela pergunta.
— Não, eu estou bem . Eu j á o bloqueei, então eu não acho que ele vai m e m atar hoj e à noite. - Em ory suspira.
— Isso é péssim o - diz ela. — Não que ele não vá te m atar - acrescenta ela estranham ente rápido quando retorna a conversa inicial. — Eu realm ente queria ouvir você dizer a palavra de código.
Eu ri. — Eu sinto m uito que m inha segurança te decepciona. Ela suspira de novo. — Por Favor? Basta dizer isso para m im um a vez. — Tudo bem - eu digo com um gem ido. — Vestido de carne. Você está feliz? Há um a pausa tranquila antes que ela diga:— Eu não sei. Agora eu não tenho certeza se você disse que a palavra de código só para m e fazer feliz ou se você está realm ente em perigo.
Eu ri. — Estou bem . Eu vou te ver quando você chegar em casa. - Eu desligo o telefone e olho para Owen através da abertura da porta. Sua sobrancelha está levantada e sua cabeça está inclinada.
— A sua palavra código era vestido de carne? Isso é m eio m órbido, não é? Eu sorrio, porque de certa form a é. — Então, eu escolhi um apartam ento baseado em um film e de terror. Eu disse a você que Em ory é diferente. Ele balança a cabeça em concordância. — Eu m e diverti esta noite - digo a ele. Ele sorri. — Eu m e diverti m ais.
Nós dois estam os sorrindo, quase dem ais, até eu m e arrum ar e decidir fechar a porta.
— Boa noite, Owen.
— Boa noite, Auburn - diz ele. — Obrigado por não corrigir m inha gram ática. — Obrigada por não m e m atar - eu digo em resposta. Seu sorriso desaparece. — Ainda - Eu não sei se eu deveria rir desse com entário. — Eu estou brincando - diz ele, assim que ele vê a hesitação no m eu rosto. — As m inhas piadas sem pre falham quando eu estou tentando im pressionar um a garota.
— Não se preocupe - eu digo para tranquilizá-lo. — Eu estava m eio que im pressionada, logo que eu entrei no seu estúdio esta noite. Ele sorri agradecido e desliza a m ão através da abertura na porta antes que eu possa fechá-la novam ente. — Espere aí. - ele diz, balançando os dedos. — Me dê sua m ão.
— Por quê? Assim , você pode m e ensinar sobre com o eu não devo tocar as m ãos de estranhos através de portas fechadas?
Ele descarta a m inha pergunta com um aceno de cabeça. — Estam os longe de serm os estranhos, Auburn. Me dê sua m ão.
Eu tim idam ente trago os m eus dedos para cim a e quase toco a sua. Eu não sei o que ele está fazendo. Seus olhos caem para nossos dedos, e ele inclina a cabeça contra o batente da porta. Eu faço o m esm o e nós dois assistim os nossas m ãos quando ele desliza os dedos entre os m eus. Estam os em duas partes separadas de um a porta trancada, então eu não tenho ideia de com o sim plesm ente tocar a sua m ão pode fazer eu m e inclinar tanto contra o m uro de suporte, m as isso é exatam ente o que eu estou fazendo. Calafrios correm até m eus braços e eu fecho os m eus olhos. Seus dedos escovam delicadam ente sobre a palm a da m inha m ão e traçam o seu cam inho ao redor da m inha m ão. Minha respiração está instável e m inha
m ão está crescendo ainda m ais frágil. Eu tenho que m e im pedir de abrir a porta para que eu possa puxá-lo para dentro e im plorar que ele faça para o resto de m im o que ele está fazendo com a m inha m ão. — Você sente isso? - Ele sussurra. Concordo com a cabeça, porque eu sei que ele está olhando diretam ente para m im . Eu posso sentir seu olhar. Ele não fala de novo e sua m ão eventualm ente acalm a contra a m inha, então eu tom o lentam ente sua m ão na m inha e abro m eus olhos. Ele ainda está m e observando através da fresta da porta, m as assim que m eus olhos estão estão abertos, ele rapidam ente levanta a cabeça para longe do batente da porta e puxa sua m ão para trás, deixando a m inha vazia.
— Foda-se - diz ele, levantando-se em linha reta. Ele passa a m ão pelo cabelo e, em seguida, pega a parte de trás do seu pescoço. — Me desculpe. Eu sou ridículo. - Ele solta seu pescoço e agarra a m açaneta. — Eu estou saindo de verdade dessa vez. Antes que eu te assuste para longe - diz ele com um sorriso.
Eu sorrio. — Boa noite, OMG.
Ele balança a cabeça lentam ente para trás e para a frente, enquanto estreita seus olhos de brincadeira. — Você tem sorte que eu gosto de você, Auburn Mason Reed.
Com isso, ele fecha a porta.
— Oh m eu Deus - eu sussurro. Eu acho que eu poderia ter um a queda por aquele rapaz.
— Auburn.
Eu gem o, não estou pronta para acordar, m as a m ão de alguém está no m eu om bro, m e chacoalhando. Mal Educada.
— Auburn, acorde. - É a voz de Em ory. — A polícia está aqui.
Eu rolo im ediatam ente para o lado e a vej o de pé em cim a de m im . Ela tem um a m ascara sob seus olhos e seu cabelo loiro está saindo em todas as direções. Sua aparição inesperada, despenteada m e assusta m ais do que o fato de que ela apenas disse que a polícia está aqui. Me levanto e sento na cam a. Eu tento encontrar o m eu despertador para verificar as horas, m as m eus olhos não abrem o suficiente para que eu o vej a.
— Que horas são?
— Passou das nove - ela diz. — E... você m e ouviu? Eu disse que tem um policial aqui. Ele está perguntando por você.
Eu corro para fora da cam a e olho para os m eus j eans. Eu os encontro am assados no chão do outro lado da m inha cam a. Assim que eu os fecho, olho no closet procurando um a cam iseta.
— Você está m etida em algum tipo de problem a? - Pergunta Em ory, de pé ao m eu lado agora.
Merda. Me esqueci que ela não sabe nada sobre m im . — Não é a polícia - eu digo a ela. — É apenas Trey, m eu cunhado. Eu posso ver que ela ainda está confusa, e isso faz sentido um a vez que ele não é realm ente m eu cunhado. É apenas m ais fácil para m im as vezes m e referir dessa m aneira sobre ele. Eu tam bém não tenho ideia do por que ele está aqui. Abro a porta do quarto e vej o Trey de pé na cozinha, se servindo de um a xícara de café.
— Está tudo bem ? - eu lhe pergunto. Ele gira ao redor e assim que eu vej o seu sorriso, eu sei que está tudo bem . Ele está aqui apenas para um a visita. — Tudo certo - diz ele. — Shift apenas term inou e eu estava no bairro. Pensei em te trazer o café da m anhã. - Ele segurava um saco e o j oga para m im no balcão. Em ory anda em volta de m im e pega o saco, o abrindo.
— É verdade? - Pergunta ela, olhando para Trey. — Os policiais realm ente obtêm todos os donuts que eles querem ? - Ela pega um dos donuts e em purra em sua boca enquanto faz o seu cam inho em direção à sala de estar. Trey está olhando para ela com desprezo, m as ela não percebe. Gostaria de saber se ela está ciente de que ela não olhou no espelho hoj e. Duvido que ela se preocupe. Eu adoro isso nela.
— Obrigada pelo café da m anhã - eu digo a ele. Sento-m e no bar, confusa sobre o porquê dele pensar que está tudo bem , sim plesm ente aparecendo sem avisar. Especialm ente no início da m anhã. Mas eu não digo nada, porque eu tenho certeza que estou irritada devido a ter m e deitado tarde da noite e a falta de sono. — Ly dia vem para casa hoj e?
Ele balança a cabeça. — Am anhã de m anhã. - Ele deixa seu copo no bar. — Onde você estava ontem à noite?
Eu entorto a m inha cabeça, m e perguntando por que ele iria perguntar isso. — O que você quer dizer?
Ele olha para m im . — Ela disse que você havia cham ado com m ais de um a hora de atraso.
Agora eu entendo por que ele está aqui. Eu suspiro. — Você realm ente quer m e trazer café da m anhã ou você está usando isso com o desculpa para m e checar? O olhar ofendido que ele m e atira m e faz lam entar o m eu com entário. Eu m ando um suspiro exasperado e descanso m eus braços no balcão. — Eu estava trabalhando - eu digo. — Eu preenchi um turno em um a galeria de arte pelo dinheiro extra.
Trey está em pé no ponto exato que Owen estava de pé na noite passada. Trey e Owen tem , provavelm ente, a m esm a altura, m as por algum a razão Trey só parece m ais intim idante. Eu não sei se é porque ele está sem pre
em um uniform e de polícia, ou se são as características faciais endurecidas. Seus olhos escuros e sua testa parecem estar sem pre franzidos, enquanto Owen não consegue deixar de sorrir. Só de pensar em Owen e no fato de que eu vou vê-lo novam ente hoj e à noite, m e coloca instantaneam ente em um hum or m elhor. — Um a galeria de arte? Qual?
— A única no porto, perto do m eu trabalho. Se cham a Confess. A m andíbula de Trey fica tensa e ele deixa sua xícara de café em cim a do balcão. — Eu sei qual é - diz ele. — O filho de Callahan Gentry é dono desse edifício.
— Eu deveria saber quem Callahan Gentry é? Ele balança a cabeça e derram a seu café na pia. — Cal é um advogado - diz ele. — E seu filho é o problem a.
Eu estrem eço com seu insulto, porque eu não entendo isso. Owen é a últim a pessoa que eu iria associar com a palavra problem a. Trey pega suas chaves do balcão e com eça a fazer o seu cam inho para fora da cozinha. — Eu não gosto da ideia de que você está trabalhando para ele.
Não que a opinião de Trey im porte para m im de qualquer m aneira, m as eu estou um pouco desanim ada que ele fez esse com entário. — Você não tem que se preocupar com isso - eu digo. — Fui dem itida na noite passada. Não é com o se ele estivesse procurando um em pregado, eu acho. - Eu não consigo lhe dizer a verdadeira razão pela qual fui dem itida na noite passada. Tenho certeza de que iria perturbá-lo ainda m ais. — Bom - diz ele. — Você vem para o j antar no dom ingo à noite? Eu o sigo até a porta. — Não perdi ainda, perdi?
Trey se vira para m im depois que ele abre a porta. — Bem , você tam bém nunca perdeu um telefonem a, e olha o que aconteceu na noite passada. Touché, Trey.
Eu odeio o confronto, e m inha atitude vai com eçar, se eu não voltar atrás. A últim a coisa que eu preciso é de tensão com Trey ou Ly dia. — Desculpe -m urm uro. — Era tarde da noite ontem quando eu cheguei dos dois em pregos. Agradeço pelo café da m anhã. Vou ser m ais agradável da próxim a vez que você vier sem avisar antes.