Confess
Capítulo 21 · Auburn
Estou sentada com ele na cam a, tentando absorver tudo que está m e falando. Mas é difícil.
— Eu apenas... - balanço m inha cabeça. — Por que você não m e contou isso tudo antes? Por que não m e disse que Trey sabia que as drogas não eram suas? Owen suspira e aperta m inha m ão.
— Eu queria contar. Mas eu m al conhecia você. Falar para qualquer um a verdade podia pôr em risco a carreira do m eu pai. Sem m encionar o fato que Trey estava am eaçando causar problem as e a últim a coisa que eu queria era te prej udicar por causa do m eu relacionam ento com m eu pai. Se eu achava que j á tive o suficiente de Trey m ais cedo, agora eu tinha certeza. Não posso acreditar que ele colocou Owen nessa situação só porque se sentia am eaçado. Nesse tem po todo tentei ao m áxim o ver algum lado bom nele, m as estou com eçando a m e questionar se ele tem algum a coisa boa dentro de si. — Me sinto com o um a idiota.
Owen m exe a cabeça firm em ente.
— Você não pode ser tão dura consigo m esm a. Eu devia ter contado antes. Eu até ia, m as depois descobri que você tinha um filho, só então percebi o quanto você tinha em j ogo. As coisas ficaram com plicadas, e j á era tarde dem ais para voltar atrás e dizer que as pílulas não eram m inhas, e de nenhum a m aneira Ly dia e Trey deixariam você ficar com alguém com o eu. Ficam os sem saída.
Caí contra a cam a e cruzei m inhas m ãos sobre a barriga. Olhei para o teto, m ais confusa ainda do que quando cheguei aqui.
— Não confio nele. Não depois disso. Não o quero perto de AJ m ais, m as se eu tentar levar isso para o tribunal, Ly dia vai ficar furiosa. E vai usar as visitas com AJ contra m im e eu poderia nunca m ais ver ele. A realidade da m inha situação com eça a bater, solto as m inhas m ãos e pressiono as palm as contra m eus olhos. Não vou chorar. Quero m anter a calm a e descobrir um a m aneira de contornar isso.
Owen se deita e fica do m eu lado na cam a. Desliza sua m ão para m inha bochecha, inclinando m eu rosto até eu olhar para ele. — Auburn, m e escuta. - ele diz, olhando para m im com com pleta sinceridade. — Se eu tiver que contar a verdade sobre m eu pai e levar Trey ao tribunal, eu faço. Você m erece estar na vida de AJ, e se continuarm os a perm itir que as am eaças de Trey afetem nossas decisões, ele nunca vai parar. Ele nunca vai perm itir que fiquem os j untos e vai fazer de tudo m anter AJ longe de você, a m enos se estiver com ele. É tudo sobre poder para pessoas com o ele e precisam os parar de dar isso a Trey.
Ele tira m inhas lágrim as com seu polegar.
— Tudo que precisar ser feito, vam os fazer j untos. Não vou para lugar nenhum . E você não vai falar com Trey novam ente sem m im lá, ok? Suas palavras m e enchem com um a m istura de alívio e pavor. É tão bom saber que ele vai estar do m eu lado, m as a ideia de confrontar Trey m e aterroriza. Mas essa é a única escolha que tem os no m om ento. Nós tem os que tentar resolver isso com o adultos, ou lutarei com ele no tribunal.
E eu não vou parar até ganhar.
Owen m e puxa contra ele e fica quieto por um tem po, até eu cair no sono. O som do chuveiro m e acorda e eu im ediatam ente olho ao redor do quarto tentando m e orientar. Quando a névoa lim pa e os eventos de todo o
últim o dia batem na m inha m ente, surpreendentem ente sinto um a sensação de calm a cair sobre m im . É incrível perceber o quanto você se sente sozinha e assustada quanto não tem ninguém do seu lado para apoiar. Owen sacrificou m uito pelo seu pai, e agora está fazendo o m esm o por m im . Ele é exatam ente o tipo de hom em que AJ precisa ter com o m odelo na sua vida. Checo m eu celular e encontro vários cham adas não atendidas de Trey. Eu não quero que ele fique desconfiado ou apareça no m eu apartam ento esta noite, então m ando um a m ensagem .
“Eu preciso de algum tem po sozinha, Trey. Conversam os am anhã, prom eto.” Eu não quero que ele pense que estou com raiva, com o de fato estou. Só quero tentar agradar ele por enquanto até Owen e eu enfrenta-lo j untos. “Ok.”
Dou um suspiro de alívio com sua resposta e largo o celular. Me levanto e cam inho na direção do banheiro, m as faço um a pausa quando vej o Owen pelo espelho do corredor. A porta do banheiro está ligeiram ente aberta, assim com o a cortina do chuveiro. Eu vej o lam pej os dele enquanto lava seu cabelo, m as é o suficiente para eu saber que prefiro estar lá com ele do que aqui fora sozinha. De repente estou nervosa e não sei por que fiquei nervosa. Nós j á fizem os isso antes. Tiro m inha cam isa e coloco na côm oda, seguida do m eu j eans. Dou um a olhada no espelho e m e envergonho com o rím el borrado nos m eus olhos. Lim po isso e dou um passo para trás. Há várias contusões leves em vários lugares do m eu corpo da luta com Trey e isso quase m e faz m udar de ideia sobre fazer o que estou prestes a fazer.
Não m udo de ideia, no entanto. Trey j á m anteve Owen longe o suficiente, então em purro para fora esse pensam ento com pletam ente. Não quero pensar nele de novo até estarm os sentados na sua frente am anhã. Ando na direção do banheiro e só paro na porta. Deslizo para fora o sutiã e m inha calcinha por últim o. Debato se apago ou deixo a luz acessa. A única vez que estive com Owen foi no escuro, com m inhas inseguranças quase inexistentes. No entanto, ele nunca m e viu assim antes. Mas eu nunca o vi tam bém . Esse últim o pensam ento m e dá a coragem que preciso para entrar no banheiro. — Auburn? - ele diz no chuveiro.
Ele deve estar se perguntando se sou eu ou não andando nesse m om ento, isso deve ser a prova de com o nós dois ficam os quase no lim ite na noite passada. — Apenas eu. - digo assim que fecho a porta.
Sua cabeça aparece atrás da cortina, e o sorriso que geralm ente é fixado no seu rosto quando m e vê desaparece ao m e ver por inteira. Minhas bochechas ficam verm elhas instantaneam ente e j á em seguida procuro o interruptor da luz do m eu lado. Pensei que eu conseguiria fazer, m as não posso. Nenhum cara, nem m esm o Adam , m e viu nua com a luz acessa. Nunca percebi com o não tenho confiança.
Ouço-o rindo, m as não consigo ver ele no escuro. — Duas coisas. - ele diz, sua voz é firm e. — Acende de volta a luz. Vem aqui agora.
Balanço a m inha cabeça, m esm o com ele não conseguido ver. — Eu vou entrar aí, m as não vou acender a luz de volta.
Ouço a cortina sendo aberta e o barulho de pés m olhados contra o chão de ladrilhos. Antes que eu perceba, um braço se enrosca em torno da m inha cintura nua e a luz acende de novo. Seu rosto está diretam ente na m inha frente e ele está sorrindo. Deixa a luz acessa e m e carrega para o chuveiro com ele. Quando ficam os dentro do chuveiro im ediatam ente cubro m eu rosto com m inhas m ãos. Ele dá um passo para trás e não posso deixar de notar com o ele é confiante, de pé e com pletam ente nu na m inha frente. Ele tem porque ser confiante. Eu... nem tanto. Owen inclina a cabeça para trás o suficiente para tirar o xam pu de seu cabelo, m as não longe o suficiente para não ver tudo de m im . Seus olhos vagueiam pelo m eu corpo enquanto enxagua o cabelo, com um sorriso satisfeito. — Você sabe o que eu am o? - ele pergunta.
Mantenho m eus braços m e cobrindo, e dou de om bros. — Am o quando você lava m eu cabeço. - fala. — E não sei por quê. Só m e sinto m elhor quando você faz isso.
Dou um sorriso.
— Você quer que eu lave seu cabelo?
Ele balança a cabeça e se vira para tirar a espum a de seu rosto. — Eu j á lavei. -ele diz, com a m aior naturalidade.
Não consigo deixar de olhar para sua parte de trás agora. Perfeito. Fico ainda m ais tensa, sabendo o quão não perfeita eu sou. Não m e sinto dessa m aneira por ter baixa autoestim a, e não estou fingindo isso só para conseguir um elogio. É só porque sou um a garota que teve um bebê, e corpos nunca ficam o m esm o depois de ter um bebê. Meu estôm ago está coberto de linhas brancas fracas, fora a cicatriz de cesariana m ais em baixo, tudo isso sobre o que deveria ser um a das partes m ais atraentes para um hom em .
Isso que nem sequer estou falando sobre o que um a gravidez faz com os seios. Fecho m eus olhos só de pensar.
— Tipo quando alguém faz um sanduíche. - Owen diz. Meus olhos se abrem bem rápido. Ele consegue ver a confusão no m eu rosto e ri. — Quando você lava m eu cabelo. - ele diz com o se gostasse da explicação. — Sanduiches são da m esm a m aneira. Eu poderia usar os m esm os ingredientes e fazer exatam ente da m esm a m aneira de outra pessoa, m as por algum a razão, o gosto não fica igual quando sou eu quem faz. Do m esm o j eito quando você lava m eu cabelo. Só m e sinto m elhor quando é você quem faz. Assim com o m eu penteado.
Aqui estou, trem endo de tão nervosa, e ele conversando casualm ente sobre sanduiches e sham poo.
Ele dá um passo para frente e coloca suas m ãos nos m eus cotovelos, m e virando até eu estar de baixo da água.
— Quero lavar o seu. - diz agarrando um recipiente pequeno de xam pu, que j á está m eio vazio.
Ele inclina m inha cabeça para trás e corre suas m ãos pelo m eu cabelo, assim com o a água. Não sou com o ele, não consigo m anter m eus olhos abertos enquanto suas m ãos estão pelo m eu cabelo, então deixo eles se fecharem . Owen faz espum a, e não sei o que faz isso ficar m elhor, se são seus dedos m assageando m eu couro cabeludo ou aquela parte dele pressionada no m eu estôm ago. — Relaxe. - diz quando com eça a enxaguar m eu cabelo. Eu não relaxo. Nem sei com o fazer isso.
E com o se ele soubesse disso, ele se aproxim a m ais. E sua proxim idade consegue m e colocar m ais à vontade. E quando ele dá alguns passos para trás e fico sob o escrutínio de seu olhar, fico ainda m ais nervosa. Ele com eça a trabalhar o condicionador no m eu cabelo agora, e ele estava absolutam ente certo. Já tive m eu cabelo lavado por outras pessoas antes, resultado de estudar cosm etologia. E m e faz sentir bem , assim com o a m assagem . Mas isso é m ais. Suas m ãos são m uito m ais. Seus lábios pressionam suavem ente contra os m eus e ele m e beij a. Suas m ãos se m ovem dos m eus cabelos para m eus braços, e ele puxa m eu corpo um pouco para longe, segurando a m inha cintura até estarm os nivelados j untos. Finalm ente abro m eus olhos e procuro os dele, enquanto com eça a tirar o condicionador do m eu cabelo.
— Isso é bom , não é? — ele diz com um sorriso m alvado. Dou um sorriso. — Não será m ais eu quem lavarei m eu cabelo. Ele beij a m inha testa.
— Só espere até experim entar m eus sanduiches. Com eço a rir e a ternura entra em seus olhos com o som da m inha risada, m e fazendo perceber o quanto quero isso. Altruísm o. Isso deve ser a base de qualquer relacionam ento. Se um a pessoa realm ente se im porta com você, ela terá m ais prazer com o que faz você sentir, do que a m aneira com o você o faz sentir.
— Quero que você saiba um a coisa. - ele diz, beij ando um cam inho pelo m eu pescoço. — E não estou dizendo isso só para você se sentir m elhor. - um a de suas m ãos desliza de cim a da m inha cintura até encontrar m eu peito, e a para ali. — Estou dizendo isso porque quero que você acredite. - se afasta do m eu pescoço e olha diretam ente para m im . — Você é tão, tão linda, Auburn. Por todo lugar. Cada parte de você. Por dentro, por fora, em cim a de m im , por
baixo de m im , com o um a pintura. - Seus olhos perfuram os m eus até eu fecha-los, porque só encontro sinceridade ali. — Tão linda. - ele sussurra. Ele com eça a fazer um a trilha de beij os abaixo da m inha garganta até o calor de sua respiração chegar ao m eu peito. Ele m e tom a com sua boca e eu dou um gem ido baixinho. Levo m inhas m ãos para sua cabeça e m antenho os olhos fechados, esperando chegar num a cam a antes de eu entrar em colapso com essa vertigem .
Suas m ãos deslizam para baixo da m inha cintura, para baixo das m inhas coxas, até sua boca seguir essa direção. Quando sua língua encontra m eu um bigo solto um suspiro. Um a parte por causa da sensação e outra parte porque quero que ele pare de ir nessa direção. Não o quero perto das m inhas partes que m ais tenho vergonha.
Ele se posiciona até estar de j oelhos diante de m im . Ele não está m ais m e beij ando, e suas m ãos estão enroladas nas m inhas pernas. Posso sentir seu hálito contra m eu estôm ago, e o fato dele não estar fazendo nada m e faz ficar curiosa o suficiente para abrir os olhos e olhar para baixo. Ele olha para m im . Sorri suavem ente e leva sua m ão para sua frente, arrastando seus dedos sobre a cicatriz que m arca m inha barriga. — Isso. - ele diz olhando. — Isso é a coisa m ais linda que j á vi num a m ulher. Lágrim as am eaçam aparecer e eu m e recuso a chorar num m om ento com o esse, m as acho que agora, oficialm ente m e apaixonei por este hom em . Seus lábios encontram m eu estôm ago e ele pressiona um beij o suave sobre m inha cicatriz. E com eça a trabalhar seu cam inho de volta até estar em pé, olhando para m im de novo.
— Quantos dias realm ente tivem os j untos desde que nos encontram os? — ele pergunta.
Eu quero rir da sua aleatoriedade, m as acho que essa é m inha parte favorita nele. Dou de om bros.
— Não sei. Quatro? Cinco?
Ele balança a cabeça lentam ente.
— Se você contar com hoj e, são sete. Com o é possível eu j á estar apaixonado por você?
Ele pega m eu suspiro com sua boca, m e carregando do banho direto para a cam a.
E dessa vez, m ão m e perdi no seu toque. Não m e perdi em seus beij os. Não m e perdi em sensações quando ele em purra dentro de m im . E não m e perdi nele, porque essa é a prim eira vez que realm ente m e encontrei. — Vou estacionar na garagem . - ele diz. — Pegue m inha chave e entre pela porta dos fundos.
Ele leva o carro para a vaga e abre a porta para sair. Mas antes ele agarra m eu braço e m e puxa na sua direção. Seus lábios encontram os m eus e o beij o soa com o um a prom essa.
— Eu vou estar aqui em um m inuto.
Corro para a parte de trás do estúdio. Deslizo a chave pela fechadura o m ais rápido possível, e m e apresso pelas escadas. Um a vez que estou no seu
apartam ento, posso finalm ente soltar um suspiro de alívio. Nem sei por que pensei que Trey estaria m e esperando lá fora. Isso está ficando perturbador, afinal ele não m e enviou nenhum a m ensagem desde ontem à noite, quando lhe disse que eu ia falar com ele hoj e. Ou ele está m e dando o espaço que preciso, ou ele sabe que estou tram ando algum a coisa. Gata-Owen aparece nos m eus pés, eu a pego e a carrego para a cozinha com igo. Coloco ela no bar e procuro um a garrafa de vinho. Depois desses dias que tive, eu definitivam ente preciso de um a bebida. E tenho certeza que Owen precisa tam bém , então sirvo um a dose assim que ele aparece atrás de m im . Ele envolve seus braços ao m eu redor e m e puxa contra ele. Inclino m inha cabeça no seu om bro e descanso m inhas m ãos em seus braços. Assim que o toco, m eus olhos abrem e m inha boca tenta form ar um grito, m as sou cortada pelas palavras sussurradas no m eu ouvido. — Não consegue nem perceber que hom em tem os braços em torno de você? A voz de Trey enrij ece m eu corpo inteiro. Ele aperta seu abraço na m inha cintura e só aí sinto a diferença. A diferença na altura. A diferença nas suas m ãos. A diferença na form a com o m e segura. — Trey. - sussurro com a voz trêm ula.
— Me poupe, Auburn. - ele assovia no m eu ouvido. Se vira e m e em purra contra a geladeira, puxando m eus braços. — Onde ele está? Engulo em seco, aliviada de saber que ele não está onde Owen está. Talvez Owen o ouça e sej a capaz de fazer algum a coisa para se proteger. Balanço m inha cabeça. — Não sei.
Seus olhos se enchem de raiva e ele aperta m ais m eus braços. — Não tenho certeza se consigo aguentar m ais outra m entira de você. Onde ele está?
Aperto m eus olhos fechados e m e recuso a responder. Sua boca bate na m inha abruptam ente, e eu tento em purrar ele para longe. Ele se afasta e m e dá um tapa na cara.
Minhas pernas se curvam instantaneam ente, m as ele m e segura quando tento cair. Sua boca retorna para m eu ouvido.
— Cham a seu nom e.
Eu não vou.
Ele envolve sua m ão ao redor do m eu pescoço e aperta. — Cham e seu nom e. - ele diz novam ente. Abro m inha boca para m andar ele se foder quando ouço a voz de Owen.
— Larga ela.
Abro m eus olhos com cautela. O sorriso que surge no rosto de Trey quando ouve a voz de Owen m e assusta m ais ainda do que o aconteceu entre nós. Ele m e puxa para ele, m e girando até seu peito ficar contra m inhas costas. Nós dois agora vem os Owen.
Owen está a poucos passos de distância, segurando nada além de um celular e chaves do carro. Seus olhos ficam frenéticos a m edida que m e observa dos pés à cabeça, procurando por danos.
— Você está m achucada?
Balanço m inha cabeça, m esm o com Trey m e segurando com força. Owen continua no m esm o lugar, observando Trey de perto.
— O que você quer, Trey ?
Um a risada profunda sai da garganta de Trey e ele vira a cabeça para m im . Ele corre lentam ente a ponta de seus dedos pela m inha m andíbula. — Você j á contam inou o que eu quero, Owen. Consigo ver a raiva faiscando dos olhos de Owen, e m eus olhos crescem im ediatam ente com m edo. Balanço m inha cabeça, tentando acalm a- lo. A últim a coisa que ele precisa é m ais algum m otivo para ser preso. Ele está em liberdade condicional, e atacar um policial é provavelm ente o que Trey espera que Owen faça.
— Owen, não. Ele quer que você bata nele. Não faça isso. Trey pressiona seu rosto contra o m eu, e vej o os olhos de Owen seguir o cam inho da m ão de Trey. Ele vai a arrastando para baixo da m inha garganta, pelos m eus seios e sobre m eu estôm ago. No m om ento que suas m ãos ficam entre m inhas pernas, consigo sentir o sabor da bile na m inha garganta. Aperto m eus olhos fechados, porque olhando os olhos de Owen percebo que de nenhum a m aneira ele vai ficar ali parado e perm itir Trey fazer isso. Consigo o ouvir indo para frente antes de eu ser j ogada para o lado. Caí no chão e j á m e viro. Owen deu um soco em Trey. Mas Trey j á em seguida se apoia com um a m ão num balcão e tenta alcançar a arm a com a outra. Owen está parado na m inha frente agora, m e encarando para ter certeza se estou bem . As palavras não saem , m as quero dizer para ele se virar, correr, o m ais rápido que puder, m as nada sai. Owen pega m eu rosto com suas m ãos e diz: — Auburn, desce as escadas e cham a a polícia. Trey dá um a gargalhada, e Owen consegue ver um novo tipo de m edo aparecer nos m eus olhos. Ele se vira e bloqueia m eu corpo com o seu, m e em purrando para ainda m ais longe de Trey.
— Cham ar a polícia? - ele diz, ainda rindo. — E em quem eles vão acreditar? No viciado e na prostituta que engravidou aos quinze anos? Ou no policial? Nem Owen e nem eu falam os quando essas palavras saem da boca de Trey. — Ah, e não vam os se esquecer do contrabando que você esconde no seu estúdio. Tam bém tem isso.
Consigo sentir cada m úsculo do corpo de Owen ficar tenso. Trey arm ou para ele.
Ele quebrou o estúdio não para roubar coisas, m as para deixar coisas. Em punho m inhas m ãos na cam isa de Owen, tem endo o pior. — O que você quer, Trey ? - Owen pede. Sua voz soa derrotada. Ele acabou de atingir seu ponto de ruptura com Trey. Isso não é nada bom . — Eu só quero você fora do m eu cam inho porra. - diz Trey. — Você tem sido um a puta dor na m inha bunda desde o dia que nos conhecem os, e você só continua aparecendo e aparecendo. - Ele dá m ais uns passos para perto, e Owen m e em purra m ais para trás, ainda bloqueando m eu corpo. — Auburn precisa ser um a m ãe para aquele garoto, e ele precisa de m im para ser seu pai. Mas enquanto você fica fazendo lavagem cerebral nela, isso nunca vai acontecer. -Trey olha por cim a do om bro de Owen, diretam ente para m im . — Você vai m e agradecer por isso um dia, Auburn. - Trey levanta o rádio até sua boca. — Rota delegacia seis. Suspeito sob custódia por agressão a um policial. — O quê? - eu grito. — Trey, você não pode fazer isso! Ele está em liberdade condicional!
Trey m e ignora e continua j orrando o endereço pelo rádio. Owen se vira para m im .
— Auburn. - seu olhar é sério. Focado - Fale tudo o que ele quer que você diga. Se ele está contando a verdade e realm ente plantou drogas no m eu estúdio, eu vou ficar na cadeia por um longo tem po. Deixe ele m e prender por agressão, pelo m enos a pena vai ser m enor. Vou falar com m eu pai am anhã de m anhã, e vam os descobrir um j eito de m e livrar disso.
Me recuso a concordar com o que ele está falando. Ele não fez nada de errado. — Se eu só falar a verdade, você não vai estar com problem as, Owen. Ele fecha seus olhos e inala, praticando paciência num a situação que não m erece nenhum a. Quando abre os olhos, eles de algum a form a estão ainda m ais focados. — Ele está com raiva. Trey sabe o que aconteceu entre nós, e ele quer m e fazer pagar. E ele está certo. Eles nunca vão acreditar em nós. Não com m eu histórico. Meus olhos com eçam a arder, e tento ficar calm a com o ele está agora m esm o, m as não funciona. Especialm ente agora que Trey está afastando ele de m im . Owen põe suas m ãos atrás das costas e Trey algem a ele. Owen não resiste, e eu estou chorando dem ais para tentar im pedir isso. Sigo eles pelas escadas, porque de nenhum a m aldita m aneira vou deixar Owen ir preso por algo que não m erece.