Confess

Colleen Hoover · Capítulo 24 de 25

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Confess

Capítulo 23 · Auburn

Eu não fiz o que Trey m e falou para fazer. Na verdade, eu não faço nada. Eu não falo nada. Eu não faço um a sim ples pergunta. Cada pergunta que ia sair de m im , eu fechava m inha boca m ais forte. Owen não quer que eu conte a verdade a eles, m as se Trey pensa por um segundo que estou m entindo para ele, ele é m ais louco do que eu pensava. Quando m e disseram que eu era livre para partir, Trey disse que m e levaria em casa. Falei para ele não obrigada, passando por ele. Agora estou na frente de um posto da polícia, esperando por um táxi que cham ei para ir em bora. Trey cam inha até m im e para ao m eu lado. Sua presença m e faz esfregar as m ãos no braço para passar o calafrio.

— Eu te darei alguns dias para se recom por, - ele falou. — Mas aí irei voltar. Nós tem os que conversar sobre isso.

Não o respondi. Eu não faço ideia de com o ele pensa que irei perdoá-lo depois desta noite.

— Eu sei que você está chateada, m as você tem que ver as coisas do m eu ponto de vista. Owen tem um passado crim inoso. Não sei que tipo de influência ele tem sobre você, m as você não pode m e culpar por pensar na segurança do seu filho, Auburn. Você não pode ficar chateada por eu tentar fazer o m elhor para tirá-lo de sua vida, para que você possa focar em AJ. Tudo m e levou a não responder. Continuei olhando para frente até que ele suspirou de m odo pesado e voltou para o interior da delegacia.

Quando o táxi chegou, entrei nele. O m otorista perguntou pelo endereço enquanto pegava m eu telefone na bolsa. Digitei “Callahan Gentry, endereço próprio” na busca e esperei o resultado.

Não sei o que esperei encontrar ao chegar até Callahn Gentry na noite passada, m as o hom em que estava na m inha frente não era ele. Ele se parecia tanto com Owen, m as parecia cansado. Isso poderia ter acontecido por ser m eio da noite, m ais eu sentia que era algo m ais que isso. Lem bro-m e de Owen falando que viu a vida sum ir dos olhos do pai, e eu o entendi quando o vi pela prim eira vez. — Posso aj udá-la? – seu pai perguntou.

Balancei m inha cabeça negativam ente. — Não. Mais o senhor pode aj udar seu filho.

De prim eira ele ficou na defensiva com m eu com entário. Mas então, houve com o se fosse um click, e ele disse, — Você é a garota da qual ele falou a respeito. A que tem o m esm o nom e do m eio?

Balancei a cabeça positivam ente, ele m e convidou a entrar em sua casa. Quando m e sentei no sofá em sua frente e com ecei a contar o que havia acontecido, fui ficando cada vez m ais nervosa, pensando que m eu plano não funcionaria. Porém no segundo em que aceitou em m e aj udar, relaxei instantaneam ente. Eu sabia que não poderia lutar sozinha.

Minhas m ãos estavam trem endo nessa hora, apesar do fato do pai do Owen estar sentado na m inha frente. Não pude pensar em nada que m e acalm asse naquela hora, porque se não fosse em m eu favor e de Owen, eu tornei as coisas um pouco piores. Meu coração estava na garganta enquanto a esperava chegar. Estava acordada a m ais de 24 horas agora, m as a adrenalina estava no m eu corpo, m e m antendo em estado de alerta. Eu não tinha certeza que um telefonem a a convenceria a aparecer hoj e, porém sua secretária zum bia no alto falante para dizer que ela estava aqui.

Em alguns segundos estarei cara a cara com Ly dia. Eu esperava que ela estaria com raiva. Eu esperava que ela argum entasse. O que eu não esperava ver quando ela finalm ente passou pela porta era o hom em ao seu lado. Quando os olhos de Trey encontraram os m eus, pude perceber a curiosidade em seu rosto. Não havia nenhum a curiosidade no rosto de Ly dia. Só um m undo de aborrecim ento quando m e encontrou aqui. Ela balançou a cabeça quando pousou sobre a m esa de reuniões. — Essa era a em ergência? – Ela perguntou, levando sua m ão em m inha direção. Ela dá um a passada de olho e volta a Trey. — Me desculpe por arrastá-lo para isso, - ela disse a ele. — Eu não sabia que tinha a ver com Auburn. A expressão de Trey é acirrada, ele olhou para m im e para o pai de Owen. — Sobre o que é isso?

O pai de Owen, que insistiu para que eu o cham asse de Cal no segundo em que soube em com o conheci Owen, levantou e os cham ou para se j untarem a nós nas cadeiras próxim as. Trey escolheu ficar em pé, m as Ly dia sentou em frente a m im . Pude ver ela olhando para m eus lábios, m as ela não falou nada. Ela olhou para Cal e colocou suas m ãos sobre a m esa. — Tenho que sair em 30 m inutos para pegar m eu neto na pré-escola. Por que estou aqui? Cal olhou para m im levem ente. Eu o alertei sobre ela, m as acho que ele pensou que eu estava exagerando. Ele endireitou os papéis que estavam na sua frente e depois se aj eitou na cadeira.

— Esses são os papéis da custódia, - ele falou, apontando para os papéis. — Auburn está requerendo a custódia sobre o filho. Ly dia riu. Ela literalm ente riu e m e olhou com o se eu tivesse perdido a cabeça. Ela com eçou a levantar. — Bom , isso é rápido, - ela falou. — Acho que j á term inam os por aqui.

Odiei que ela não tenha percebido a noção. Ela se virou e com eçou a andar para a porta, olhei para Trey, que continuou m e olhando. Ele sabia que eu estava para dizer algo, e m inha confiança o estava assustando. — Trey, - disse a ele, enquanto Ly dia chegava a porta. — Diga a sua m ãe que ainda não term inam os.

Sua m andíbula e seus olhos se apertam em m inha direção. Ele não falou nada à Ly dia, e não precisou fazê-lo. Ly dia virou e m e encarou, e então m udou o foco para Trey. Ele não a encarou porque estava m uito ocupado tentando m e am eaçar com o olhar, então ela voltou o olhar para m im . — O que está acontecendo, Auburn? Por que você está fazendo isso? Decidi não responde-la. Nesse instante coloquei m eu telefone sobre a m esa. Abri o arquivo e apertei o play.

“Você acha que vou esquecer o fato de você ter m e atacado? Que você destruiu o estúdio do Owen? Que você está querendo enquadrá-lo?” Parei a gravação e vi todas as cores no rosto de Trey. Quase posso ouvir seus pensam entos, estão todos escritos claram ente em seu rosto. Ele está tentando pensar no que aconteceu na noite passada e o que ele poderia ter dito a m im ou a Owen no cam inho da delegacia. Porque ele sabe que qualquer coisa dita dentro do veículo, agora tenho em m eu telefone com o evidência. Ele não m oveu um m úsculo, exceto enrij ecendo om bros e braços. — Será que devo dar o play no resto da nossa conversa de ontem à noite, Trey ? Ele fechou os olhos e depois olhou para o chão. Ele levanta a perna e chuta a cadeira em sua frente. — Foda-se! – ele diz.

Ly dia se encolhe. Ela olha para trás entre eu e Trey, m as ele não olha para nenhum outro lugar senão o chão. Ele anda para lá e para cá. Ele sabe que sua carreira está em m inhas m ãos agora. E o fato de Ly dia se sentar novam ente prova que ela sabe disso tam bém . Ela olha para m eu telefone com um olhar de derrota, e apesar de querer dizer que sua expressão de derrota m e agrada, isso não acontece. Eu não queria que chegasse a isso.

— Eu ficarei em Dallas, - digo a ela. — Não vou voltar para Portland, Você poderá continuar a vê-lo. Contando que você não estej a m orando na m esm a casa que Trey, eu concedo visitas nos finais de sem ana. Mas ele é m eu filho, Ly dia. Ele precisa estar com igo. E se eu precisar usar seu filho contra você para que eu possa ter o m eu de volta, então Deus m e aj ude, eu farei. Cal em purrou a papelada em direção a ela. Me inclinei sobre a m esa, e pela prim eira vez na vida, não tenho m edo do hom em sentado a m inha frente. — Se você assinar o papel da custódia e Trey tirar as acusações contra Owen, não m andarei o e-m ail contendo essa conversa para os oficiais que trabalham na delegacia de Trey.

Antes de Ly dia pegar a caneta, ela se virou e olhou para Trey. — Se isso acontecer e se alguém se apoderar da gravação que ela tem ... irá afetar sua carreira?

Trey interrom pe seu ritm o frenético, e olha em direção a m im . Ele acena lentam ente não podendo verbalizar a resposta a ela. Ly dia fecha os olhos e exala. A escolha está nas m ãos dela. Ou ela m e perm ite ser m ãe do m eu filho, ou farei de tudo para que seu filho pague por tudo que fez a Owen. E o que fez para m im . — Você sabe que isso é chantagem , - Trey disse.

Olhei para ele, cem calm a. — Aprendi com o m elhor. O côm odo está quieto, e quase posso escutar ele tentando sair dessa. Quando Trey não dá alternativa, e Ly dia percebe que não tem escolha, ela pega a caneta. Ela assina cada form ulário e em seguida em purra os papéis até m im . Tentei ficar calm a, m as m inhas m ãos estavam trem endo quando entreguei os papéis a Cal. Ly dia levantou e foi em direção a porta. Antes que ela saísse da sala, ela m e olhou novam ente. Posso dizer que ela está à beira de lágrim as, m as suas lágrim as não se com param as que tive por causa dela. — Eu vou buscá-lo na pré escola no m eu cam inho para casa. Você pode pegá- lo em algum as horas. Me dará tem po de arrum ar algum as coisas.

Concordo com a cabeça, incapaz de falar devido ao soluço que contenho em m inha garganta. Assim que a porta se fecha com a saída de Ly dia e Trey, caio em lágrim as.

Cal m e abraça. — Obrigada, - digo. — Meu Deus, m uito obrigada. Sinto que ele balançou a cabeça. — Não, Auburn. Eu que deveria agradecer. Ele não fala o m otivo do agradecim ento, vendo o sacrifício que seu filho fez para nós, darem os força para que ele faça o que for preciso.