Confess
Parte Dois
Capítulo 15
Auburn
Passaram -se 28 dias desde que Owen foi condenado a 90 dias de prisão. Muita coisa pode acontecer em 28 dias.
Eu aperto o cobertor em torno de seu corpo e m e inclino para beij ar AJ na testa. — Eu vou vê-lo depois da escola am anhã, ok?
AJ sorri para m im , e com o toda vez que ele faz isso, m eu coração se derrete. Ele se parece com Adam . Além de ter um a tonalidade verm elha em seu cabelo castanho, tudo sobre ele parece com Adam , até seus m aneirism os. — Você vem com er com a gente?
Concordo com a cabeça e dou-lhe outro abraço. Dizer adeus a ele, saber que ele não está dorm indo em um a cam a em m inha casa, é a parte m ais difícil para m im . Eu deveria estar colocando-o na cam a em um a casa em que nós vivêssem os j untos.
No entanto, sej a lá o que Trey disse a Ly dia funcionou, porque eu tenho vindo m ais noites durante a sem ana e ela não disse um a única coisa negativa para m im .
— Pronta? – diz Trey atrás de m im .
— Boa noite, AJ. Eu vou te am ar para sem pre. Ele sorri. — Boa noite, m ãe. Vou te am ar para sem pre.
Eu desligo a luz enquanto eu saio do quarto e fecho a porta. Trey pega m inha m ão e desliza seus dedos nos m eus enquanto cam inham os em direção à sala de estar. Eu olho para baixo, para nossas m ãos unidas, e não sinto nada a não ser culpa. Nas últim as sem anas eu tentei retribuir os sentim entos que ele tem por m im , m as até agora isso não funcionou com o eu esperava. Nós fazem os o nosso cam inho até a sala de estar e Ly dia está sentada no sofá. Os olhos dela im ediatam ente caem para nossas m ãos. Ela sorri brevem ente, e eu não tenho certeza do que esse sorriso significa. Trey disse que ela realm ente não teve um a reação quando ele lhe disse que ele estava m e levando para o nosso prim eiro encontro oficial na sem ana passada, m as eu sei que ela tem que ter um a opinião sobre isso. Eu quase acho que ela ficaria feliz, porque ter-m e ligada a ela de um a form a positiva, através de Trey, significa que há m enos chance de eu pegar o m eu filho e m udar de volta para Portland. — Você trabalha hoj e à noite? - ela pergunta a Trey. Ele concorda com a cabeça soltando m inha m ão e pegando a chave que abre a porta do arm ário.
— Eu estou no turno da noite pelas próxim as três sem anas. - diz ele. Ele insere a chave na porta do arm ário e pega a arm a da case.
Minha atenção m uda de Trey para um a foto de Adam pendurada na parede da sala de estar. Ele não pode ter m ais que catorze anos na im agem . Toda vez que venho aqui eu faço o m eu m elhor para evitar ficar olhando para ela, m as eu estou chocada com o quanto AJ parece com o pai. Quanto m ais velho AJ fica, m ais traços de Adam eu vej o nele. Mas sabendo que Adam nunca irá passar de dezesseis anos m e faz pensar em com o ele pareceria com o um adulto. Se ele estivesse vivo agora, ele seria parecido com Trey ? Será que AJ parecerá com Trey ?
— Auburn?
A voz de Trey está tão perto que m e faz pular. Quando eu olho para ele, ele desvia os olhos brevem ente para a foto de Adam e, em seguida, vira para a porta da frente. Ele parece desapontado que eu estava aqui de pé olhando para a foto, e isso m e faz sentir um pouco culpada. Tem que ser difícil para ele, saber que eu gostei tanto do irm ão dele. Eu sei que seria ainda m ais difícil para ele se ele soubesse o quanto eu ainda gosto do seu irm ão. — Boa noite, Ly dia. - eu digo, quando eu ando em direção à porta da frente. Ela sorri, m as há algo sobre o sorriso dela que sem pre foi um pouco distante de m im . Quase com o se houvesse culpa por trás dele. Isso poderia ser a m inha própria consciência, m as eu nunca superei o fato de que eu sinto que ela se ressente pelo tem po que passei com Adam antes dele falecer. Eu não acho que ela goste de com o Adam se sentia sobre m im , e eu certam ente sei que ela não gostava da quantidade de tem po que ele queria passar com igo. E isso m e preocupa até certo ponto, porque tanto quanto parece que ela apoie um relacionam ento entre Trey e eu, eu m e preocupo com o que vai acontecer se as coisas não derem certo entre nós. E é exatam ente por isso que eu não tornei as coisas oficiais porque um a vez que eu fizer isso, eu preciso estar preparada para o que poderia acontecer com AJ se Trey e eu não durarm os com o um casal. Trey anda até m im pela m inha porta da frente, com o ele tem feito quase todas as noites durante a sem ana passada. Eu sei que ele ainda está esperando para eu convidá-lo para entrar, m as eu ainda não estou pronta. Não tenho certeza quando eu vou estar, m as eu finalm ente perm iti que ele m e
beij asse ontem à noite, o que não era exatam ente o que eu tinha em m ente. Ele m eio que fez isso. Eu tinha destrancado m inha porta e m e virado para ele e seus lábios estavam nos m eus antes que eu pudesse concordar ou protestar. E eu queria poder dizer que eu gostei, m as eu m e senti desconfortável, por inúm eras razões.
Eu ainda m e sinto desconfortável com o fato de que eu era apaixonada pelo irm ão dele. Eu ainda posso estar apaixonada pelo irm ão dele, e pode ser que isso nunca vá m udar. Eu tam bém estou desconfortável com o fato de que seu irm ão é a única pessoa com quem eu j á tive sexo. Eu tam bém estou preocupada que AJ tem conhecido Trey com o seu tio toda a sua vida, e eu não quero que isso o confunda se nós ficarm os sérios.
Havia um a bondade em Adam . Um a calm a. Quando eu estava com ele, m e sentia segura.
Eu tinha a m esm a sensação com Owen, e eu acho que era por isso que eu estava atraída por ele. Ele tinha m uitas das qualidades que Adam tinha. Até agora, eu não sinto isso com Trey. Eu tento não pensar no fato de que eu poderia estar assum indo um com prom isso com alguém que eu receio que possa não ser um a boa pessoa. Mas eu tenho associado Trey com Ly dia desde que eu o conheço, por isso pode não ser um problem a sobre o caráter de Trey. Eu posso tê-lo j ulgado inj ustam ente, sim plesm ente porque eu sinto que a m ãe dele não é um a boa pessoa.
Por causa disso, eu estou tentando m e abrir para a ideia de estar com ele. É por isso que eu perm iti que ele m e beij asse na noite passada, porque às vezes a intim idade pode dar às pessoas um a certa ligação que eles não teriam . Eu destranco m inha porta e inalo um a respiração lenta antes de m e virar. Eu tento m entalizar que eu quero que ele m e beij e, que o beij o dele poderia ser bom e em ocionante, m as eu sei que de fato eu não vou sentir ainda um a fração do que eu senti quando Owen m e beij ou.
Aquilo era um beij o.
Eu fecho m eus olhos e tento lim par os pensam entos de Owen da m inha cabeça, m as é difícil. Quando você se conecta com alguém tão rápido e sente isso tudo em um beij o, não é tão fácil sim plesm ente esquecê-los quando fazem algo que te m agoou. E apesar de Owen ter tido problem as m uito além do que eu queria estar envolvida, eu ainda não podia parar de pensar nele. Talvez sej a porque a pessoa que eu conheci e a pessoa que ele provou ser não podiam ser os m esm os. E tanto quanto eu tento esquecê-lo, não posso deixar de m e preocupar. Eu m e preocupo com com o ele está indo. Eu m e preocupo com quanto tem po ele vai ficar na cadeia. Eu m e preocupo com o estúdio dele. Eu m e preocupo com a gata do Owen, porque eu ainda estou com ela e eu sei que, assim que Owen for liberado, eu vou ter que vê-lo novam ente a fim de dar-lhe a sua gata de volta. Eu m e preocupo sobre com o eu vou ser capaz de esconder isso de Trey, porque agora Trey acha que Gata-Owen pertence a Em ory. Ele tam bém acredita que o nom e da gata é Faísca. — Você trabalha am anhã? – Trey pergunta.
Eu m e viro e olho para ele. Ele é m uito m ais alto que eu, e isso às vezes m e intim ida. Eu confirm o.
— Das nove às quatro.
Ele levanta a m ão para o m eu pescoço e se inclina para um beij o. Eu fecho m eus olhos e faço o m eu m elhor para desfrutar de sua boca quando ela descansar contra a m inha. Por um segundo, eu im agino que eu estou beij ando Owen e eu odeio que eu faço isso.
Este é um beij o curto. Ele j á está atrasado para o trabalho, por isso sou poupada do constrangim ento de não o convidar para entrar. Trey sorri para m im .
— Essa é a segunda vez que você m e deixe te beij ar.
Eu sorrio.
— Ligue-m e quando você sair do trabalho am anhã. - ele diz. — E aí serão três vezes.
Concordo com a cabeça novam ente, e ele se vira para sair. Abro a porta do apartam ento, m as ele cham a m eu nom e antes de eu fechá-la atrás de m im . Ele cam inha de volta para a porta e olha para m im com um a expressão séria. — Certifique-se de suas portas estão trancadas hoj e à noite. Ouvi que Gentry foi solto m ais cedo e eu não duvidaria que ele tente se vingar de m im vindo até você. O ar em m eus pulm ões se esgota, e eu tenho que esconder a m inha luta para respirar. Eu não quero que ele perceba com o suas palavras m e afetaram , então eu aceno rapidam ente.
— Por que ele iria querer se vingar de você?
— Porque sim , Auburn. Eu tenho o que ele não pode ter. Isso m e deixa desconfortável, porque eu não gosto que Trey pense que ele "m e tem ." E essa é outra diferença entre Trey e Owen. Eu tenho a sensação de que Owen nunca diria que ele “m e tem ”.
— Eu irei m antê-la trancada. Eu prom eto.
Trey balança a cabeça e se dirige para o corredor. Eu fecho a porta atrás de m im e a tranco.
Eu fico olhando para a tranca. Eu destranco-a. Eu não sei por quê.
Gata-Owen ronrona aos m eus pés, então eu m e abaixo e a pego, em seguida vou até m eu quarto. A prim eira coisa que eu faço, que é a prim eira coisa que fiz na noite passada depois de beij ar Trey, é escovar os dentes. Eu sei que é um pensam ento absurdo, m as beij ar Trey m e faz sentir com o se eu estivesse traindo Owen.
Quando eu term ino de escovar os dentes, eu volto para o m eu quarto e vej o Gata-Owen entrando na barraca. Eu não tive coragem de desm ontá-la, principalm ente porque eu sei que assim que AJ estiver autorizado a passar a noite aqui, ele vai adorar. Eu rastej o dentro da barraca e deito de costas. Eu puxo Gata-Owen para o m eu estôm ago e com eço a acariciá-la. Minhas em oções estão um a confusão neste m om ento. Eu sinto um a descarga de adrenalina por saber que Owen não está m ais na cadeia e pode m uito bem estar vindo pegar sua gata esta sem ana. Mas eu tam bém estou cheia de um a energia nervosa, porque eu não sei o que vai acontecer quando eu vê-lo novam ente. E eu odeio o pensam ento de que a possibilidade de vê-lo novam ente m e deixa m ais em polgada do que o beij o de Trey.
Gata-Owen salta fora de m eu peito quando m eu telefone recebe um a m ensagem de texto. Eu puxo-o para fora de m eu bolso e desbloqueio a tela. Meu coração tenta escapar do m eu peito quando leio a m ensagem de Owen. “Vestido de carne. “
Eu fico de pé im ediatam ente e corro para a sala de estar e abro a porta da frente. Assim que nossos olhos se encontram , m eu coração parece com o se um punho estivesse apertando a vida para fora dele.
Deus, eu senti falta dele.
Ele dá um passo m uito hesitante para frente. Ele não quer que eu m e sinta desconfortável por estar aqui, m as eu posso ver em sua expressão que ele está sentindo esse m esm o aperto em torno de seu coração que eu estou sentindo. Dou um passo para trás em m eu apartam ento, e abro ainda m ais a porta, convidando-o silenciosam ente a entrar. Um a pequena contração de um sorriso toca no canto dos lábios dele, e ele cam inha lentam ente em direção à porta do m eu apartam ento. Um a vez que ele faz o seu cam inho até a porta, eu passo para o lado até que ele entra com pletam ente. Ele coloca a m ão sobre a porta e a fecha, então se vira e tranca-a. Quando ele m e enfrenta novam ente, sua expressão se torna aflita, com o se ele não soubesse se deveria se virar e ir em bora ou apanhar-m e em seus braços.
Eu m eio que quero que ele faça as duas coisas.