Homem-Formiga

Jason Starr · Capítulo 7 de 21

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Homem-Formiga

Capítulo 6

Estou precisando de indicação de babá, você pode me ajudar, Baixinho?

Ouvi dizer que você arranjou uma ótima.

A mensagem era de Tony Stark.

Scott estava no trabalho, no depósito de cabos do escritório da NetWorld no centro, com Carlos Torres, o agente que, supostamente, estava tomando conta dele. Obviamente, Tony ouvira falar da ordem de proteção através das diversas fontes que tinha e naturalmente estava rolando de rir da situação.

Scott respondeu:

Haha

Em seguida acrescentou:

Se essa história toda de Homem de Ferro não der certo, talvez

devesse fazer comédia stand-up

Tony respondeu:

Se você continuar me dando material bom assim, vou acabar fazendo isso

mesmo

Scott teve que sorrir. Tony vinha provocando Scott há anos por causa de sua estatura, digamos, menor no mundo dos super-heróis, mas mesmo não gostando muito das brincadeiras, tinha se acostumado a elas. Como poderia ficar chateado com Tony depois do cara tê-lo ajudado tantas vezes? Tony chegara a arranjar um emprego para ele nas Indústrias Stark quando Scott resolvera andar na linha e ninguém queria contratar um ex-criminoso que tinha ficado preso um bom tempo por assalto à mão armada. Tá, beleza, Tony tinha feito isso como um favor a Hank Pym por serem velhos amigos. Mas de certo modo, Tony salvara a vida de Scott, dando-lhe a base de que precisava para seguir um caminho legal e ser um bom pai para Cassie. Os dois eram mais do que colegas Vingadores – eram amigos.

Mas a razão principal pela qual Scott não conseguia ficar chateado com as cutucadas de Tony era porque concordava com ele. Tinha mesmo a sensação de que o FBI estava cuidando dele como uma babá, acompanhando-o pela cidade. Afinal, como Homem-Formiga, ele podia se garantir contra praticamente qualquer um. Concordava que Cassie precisava de proteção – melhor prevenir do que remediar –, mas a ideia de que Willie Dugan representava uma ameaça séria para ele era ridícula. Scott tentava manter em mente que se encontrava nessa situação em parte porque o FBI não sabia que ele era o Homem-Formiga. Não se tratava apenas da segurança dele, mas também da de sua família, então tinha que segurar as pontas e engolir as piadinhas de Tony. Mas isso não mudava a maneira como se sentia.

Ocorreu a Scott, contudo, que ele não precisava ficar aguentando o fato de sua família estar sob medida preventiva e esperando que Dugan aparecesse. Outra opção era partir para a ofensiva: vestir o traje do Homem-Formiga no meio da noite, escapulir e rastrear o cara. Poderia confrontá-lo, onde quer que estivesse escondido, e intimidá-lo, convencendo-o a ficar longe de Scott e sua família.

No entanto, havia alguns problemas com essa ideia. Para começar, teria que encontrar Dugan. O FBI vinha conduzindo uma caçada em âmbito nacional atrás do cara e não tinha conseguido localizá-lo, então, como Scott poderia fazer isso sozinho? Até onde ele sabia, Dugan estava em algum lugar perto de Nova York. Scott poderia pedir ajuda a Tony, ao Aranha e até ao Capitão, mas um bandido foragido da cadeia não era um motivo lá muito adequado para envolver o armamento pesado. Não era o mundo todo que estava em perigo – apenas a família de Scott, pelo visto. Com sorte a situação se resolveria muito em breve, e sem a participação do Homem-Formiga.

Scott estava se preparando para ir com sua equipe fazer a instalação de uma rede no centro quando seu chefe – Jeff, presidente da empresa – pediu que ele fosse até sua sala.

Havia uma rígida divisão na empresa entre os caras de colarinho branco, do setor de vendas e marketing, e os de colarinho azul, da instalação de cabos. Scott não travara nem uma única conversa com Jeff desde que fora contratado pela empresa há cerca de dois anos – com exceção de um “oi” que trocavam no elevador ou no banheiro masculino.

A sala de Jeff tinha paredes de vidro e ficava bem de frente às fileiras de cubículos. Jeff fechou a porta. Não pediu para que Scott se sentasse. Scott chegou a pensar que estava prestes a ser demitido, mas ele sabia que era Juan do Recursos Humanos, apelidado de “o assassino”, que era responsável pelas demissões.

– Olha – disse Jeff, apontando para Carlos, que esperava atrás do vidro. – Sei que esse cara é do FBI, que não devo perguntar o que tá acontecendo, e nem vou. Não preciso saber o que não preciso saber, se é que me entende.

Scott não entendeu muito bem do que Jeff estava falando.

– Eu acho que entendo.

– O que eu quero dizer – Jeff prosseguiu – é que não quero confusão aqui, entende?

– Não vai ter confusão nenhuma – disse Scott.

– Que bom – Jeff disse. – Porque eu sabia do seu passado quando te aceitei aqui, mas você prometeu que o passado ficaria no passado.

– É verdade… eu te prometi isso.

– Bom, mas não tá parecendo que você tá cumprindo a promessa – reclamou Jeff.

– Isso não é o que você tá pensando – Scott disse. – Eles só estão sendo exageradamente cautelosos a respeito de uma situação que não tem nada, nada mesmo a ver comigo. Tenho certeza de que daqui uns dias tudo isso vai ter acabado.

Scott esforçou-se ao máximo para dizer isso com confiança e convicção, mas sabia que não estava convencendo nem a si mesmo.

– Bom, espero que sim… pro seu bem – disse Jeff. Ele deu as costas a Scott e continuou: – Pode ir, agora.

O cara podia ter dito algo como “está dispensado”. Scott odiava sentir-se impotente, não tendo escolha a não ser engolir toda essa bobagem e desrespeito. Como Homem-Formiga, estava habituado a certa falta de respeito da parte de seus colegas, mas sempre era na brincadeira. No trabalho era diferente, sendo tratado de jeito tão frio e insensível pelo chefe. Porém, visto que precisava do emprego, não tinha escolha a não ser engolir aquele sapo.

O bom era que podia virar o Homem-Formiga. Isso sempre o fazia sentir-se poderoso, o polo oposto de como se sentia no trabalho. Era ótimo também para aliviar o estresse.

No meio tempo, ele fazia a coisa certa. Manteve as emoções sob controle; não surtou, não ergueu a voz e nem disse nada de que se arrependeria. Em vez disso, disse:

– Obrigado, tenha um ótimo dia.

E obedientemente saiu da sala. Dera um duro danado para construir uma carreira honesta. Não ia botar tudo a perder com uma ou outra palavra descuidada.

Scott seguiu com o restante do dia, tentando manter o foco. A estratégia deu certo – ele conseguiu esquecer o desrespeito de Jeff e toda a situação da ordem de proteção. Quando terminou seu expediente, às seis, ele mal podia esperar para chegar em casa e passar uma noite normal com Cassie. Comprou comida chinesa para o jantar. Se ela terminasse a lição de casa cedo, quem sabe os dois poderiam sentar-se juntos no sofá e assistir a algum filme no Netflix.

Quando entrou no apartamento, Scott ficou surpreso ao ver Cassie ajoelhada perto do armário, como se procurasse por alguma coisa. A garota rapidamente se levantou e disse:

– Oi.

Ele perguntou o que ela estava fazendo, e ela respondeu que estava à procura de umas luvas, o que não fez muito sentido, visto que era um dia lindo de maio.

Então ela afirmou que as luvas serviriam pra algum trabalho de Ciências, envolvendo gelo. Scott percebeu que havia algo de errado com a filha, e sabia que devia ter a ver com o FBI. Como adolescente, muitas coisas a deixavam incomodada, e nesse dia esse tipo de sentimento devia ter se intensificado. Scott sentiu-se péssimo, pensando que a filha devia ter tido um dia esquisito na escola com o agente federal a seguindo para todo canto. Ele pediu desculpas por tê-la envolvido naquela situação. A garota respondeu que não tinha problema. Depois o beijou no rosto, foi para o quarto e fechou a porta.

Scott sentiu orgulho de ter uma filha tão tranquila e bem-ajustada. Apesar de tudo que ele a fizera passar em seus catorze anos de vida, era incrível como a garota lidara bem com tudo.

Assistiram a um filme depois do jantar, o último do Tom Hanks, e então foram para a cama. De manhã, como de costume, ele levantou primeiro. Deixou um recadinho na mesa da cozinha. “Tenha um ótimo dia.” Depois partiu para o trabalho com Carlos na escolta.

Era outra linda manhã de primavera. Conforme caminhava em direção ao metrô, Scott reparou no monte de formigas no chão, principalmente perto de árvores e postes de iluminação, hidrantes, latões de lixo e outros objetos. Talvez fosse por conta do dia perfeito – as formigas gostam de clima bom, assim como os humanos –, mas, pensando bem, houvera uma porção de dias bonitos nos últimos tempos.

Scott chegou ao trabalho. Fazia meia hora que começara suas atividades quando Carlos veio e sussurrou em seu ouvido.

– Temos um problema.

Foram para um canto, para escapar dos ouvidos dos outros funcionários.

– Que foi? Tem a ver com Dugan? – perguntou Scott.

– Não estamos localizando sua filha.

Scott sentiu náusea, raiva e medo – principalmente medo.

– Como assim não a estão localizando?

Carlos explicou que Roger, o outro agente, ficou esperando para acompanhar Cassie à escola. Mas a garota não saiu do prédio de manhã, e ninguém conseguiu encontrá-la.

– Como assim? Ela estava no meu apartamento hoje de manhã.

Enquanto dizia isso, Scott reparou que na verdade não a tinha visto.

– Ela não está no apartamento. Nós checamos – Carlos explicou.

– Isso não faz sentido – disse Scott. – Vocês ficam plantados na frente do prédio o tempo todo.

– Eu só queria te informar do que está acontecendo – comentou Carlos.

– Ah, bom, obrigado pela ótima informação – disse Scott, já a caminho da saída.

Jeff não ia ficar nada contente por Scott ter que deixar o trabalho mais cedo, mas ele não ligava. O problema tinha a ver com Cassie, e a segurança dela era o que mais importava.

Dentro do táxi, Carlos tentou garantir que aquilo muito provavelmente não estava conectado com Willie Dugan. Contudo, Scott temia o pior. Podia ter calculado mal a situação desde o início. Talvez tivesse sido arrogância da parte dele ter menosprezado a possível ameaça que Dugan representaria para sua família, enquanto o FBI acreditava que o perigo era real. Afinal de contas, Scott não tivera contato com o ex-sócio em quase uma década, então como poderia saber mesmo quais seriam as intenções deste? Aparentemente Dugan já tinha matado três pessoas até o momento; por que não matar mais algumas?

Quando o táxi chegou à rua 78, Scott saiu correndo para o prédio. Roger, o agente do FBI que devia bancar o guarda-costas de Cassie, estava junto de George, o ríspido zelador greco-americano com seus cinquenta e poucos anos.

Roger terminava uma ligação no celular.

– Tá bom… certo… eu ligo de vol…

– Você devia estar protegendo ela – Scott interrompeu.

– Ele chegou – Roger disse ao celular, depois encerrou a chamada. – Tá, fica calmo.

– Minha filha sumiu, e você quer que eu fique calmo?

– Tem certeza de que ela estava no apartamento hoje de manhã?

– São vocês que estão vigiando o lugar!

– Ela não deixou o recinto – disse Roger. – Nós teríamos visto.

– Talvez ela esteja no prédio, em algum lugar – disse Scott. – Já foram ver nos outros apartamentos, no porão?

– Verificamos tudo – disse George. – Ela não tá aqui.

Scott não gostou do tom do zelador. Ele parecia irritado e cansado, do jeito que agia quando tinha que consertar um vaso sanitário. Para ele, a filha desaparecida de alguém era apenas um inconveniente que complicava seu dia.

– Vão ter que verificar de novo – disse Scott. – E a cobertura? Já procuraram na cobertura?

– A porta que dá pra cobertura é parafusada por dentro – disse George. – Ninguém saiu por lá.

– Procurem na cobertura – Scott insistiu.

George entrou relutante no prédio.

Carlos juntou-se a Scott e Roger.

– E a escola? – perguntou Scott.

– Ela não está lá, acabei de checar – disse Roger.

– Temos que checar de novo – disse Scott.

– Ei, aonde você…

Scott nem esperou que o policial terminasse. Pôs-se a correr em direção à escola de Cassie.

– Espera – Carlos gritou, indo atrás dele. – Você não pode ir sozinho.

Scott estava farto dessa história de medida preventiva. Queria poder lidar com a questão sozinho, levar a briga até Dugan em vez de ficar esperando que a briga viesse até ele. No fim das contas, se Dugan estivesse mesmo envolvido com isso – se o cara machucasse Cassie –, Scott jamais se perdoaria.

Ele entrou direto na sala da direção e falou com a primeira pessoa que viu, uma loira de uns vinte anos.

– Minha filha, Cassie Lang, veio à escola hoje?

– Não faço atendimento – disse a moça.

– Quem atende?

– A Bárbara. Ela não está na mesa dela.

– Quando ela volta?

– Senhor, você vai ter que esperar.

– Não posso esperar. Não tem como você ver isso?

– Senhor…

Carlos entrou, ofegante por conta da corrida. Mostrando o distintivo, disse:

– FBI. Faça o que ele pede.

A moça foi até uma mesa, pegou a lista de chamada do dia e disse: – Não, ela está ausente hoje.

Scott soltou um palavrão. Deu meia-volta e chutou uma mesa, derrubando uma planta; o vaso estilhaçou no chão.

O diretor entrou apressado e perguntou:

– Que tá acontecendo aqui?

Scott já conhecia o diretor, um careca atarracado – Michael alguma coisa. Deixou que Carlos explicasse que Cassie tinha desaparecido.

– Como sabem que ela sumiu? – perguntou Michael.

Scott estava impaciente demais para lidar com esse tipo de pergunta. Ele disse:

– Como vocês sabem que ela não veio hoje? Talvez haja um engano. Tem como chamar o professor dela?

A loira foi fazer uma ligação. Scott notou várias formiguinhas, em fileira, marchando pelo piso. O que não era incomum, claro.

Ou será que era?

Olhou para a parede, perto da porta, e viu mais algumas ali também.

– Com certeza há uma explicação – disse Michael. – Então isso tem a ver com a questão da medida preventiva? Outro agente conversou comigo ontem.

– Não temos certeza de que há relação – explicou Carlos.

Scott olhou para o corredor e viu uma garota sendo levada por uma professora à enfermaria. A menina tinha uma toalha cheia de sangue apertada contra o nariz.

– Espero que esteja tudo bem – disse Michael. – Desculpe, esta manhã está sendo uma loucura, e o dia está só começando.

– Por que loucura? – Scott perguntou.

– Houve um incidente na aula de Educação Física – Michael disse.

– Que tipo de incidente?

Michael lançou um olhar como se perguntasse “que diferença isso faz?”. Em seguida disse:

– Aparentemente houve algum tipo de acidente.

A loira da secretaria se aproximou.

– Acabei de verificar com o professor-base dela. Ela não veio mesmo à escola hoje.

Uma ideia começava a cutucar Scott, uma possível explicação para tudo aquilo, mas ele preferiu nem pensar nela. Ainda não, pelo menos.

Ao sair correndo da escola, ouviu Carlos perguntando:

– Ei, aonde você vai agora?

Scott retornou ao seu prédio.

Roger estava na entrada.

– Ela tá lá?

Scott passou voando por ele.

– O prédio também está sob monitoramento – disse Roger –, então tem que haver alguma explicação.

Subindo, saltando dois degraus por vez, Scott passou por George, que estava irritado e suado, e disse:

– Não tá na cobertura, como eu tinha dito.

Scott ignorou-o. Foi para seu apartamento, direto até o armário.

As caixas pareciam intocadas, e o cofre estava trancado. Talvez ele tivesse se enganado. Afinal, como Cassie poderia ter descoberto como abrir o cofre? Havia sido fabricado na Alemanha, era um dos cofres caseiros mais seguros do mercado, e ele nunca dissera a combinação a ninguém. Talvez aquilo não tivesse nada a ver com o traje do Homem-Formiga. Talvez Cassie tivesse dito a verdade no dia anterior, e estivera de fato procurando as luvas no armário.

Mas ele abriu o cofre… e, com toda certeza, o traje havia sumido.

– Cassie, não – disse ele. – Não acredito. Por quê? Por quê?

Ele logo imaginou o pior – Cassie se machucando ou morta – e a culpa seria dele. Esforçava-se tanto para ser um pai responsável, e acabara dando à filha acesso ao uniforme que podia encolhê-la até ficar do tamanho de uma formiga. Que espécie de pai ele era? Será que merecia mesmo ser pai?

Poderia ficar se culpando mais tarde – no momento, tudo o que importava era encontrar Cassie. Se a menina vestira o traje e descobrira como operá-lo, isso explicaria o modo como ela passou despercebida pelos agentes do FBI. Mas Cassie não tinha prática com o traje. Poderia estar encolhida naquele momento, solta por aí, em algum lugar, na escola ou na cidade. E poderia sofrer um acidente fatal.

Ele estava para voltar à escola quando notou algumas formigas na parede, perto do armário. Seria possível que Cassie estivesse em algum lugar ali no apartamento?

Scott estava completamente aterrorizado, de joelhos, engatinhando para todo canto em busca da filha encolhida, quando escutou:

– O que é isso?

Roger tinha entrado.

Scott chegou a pensar em contar a verdade. Afinal, o motivo principal pelo qual ele mantinha em segredo sua identidade era a proteção da filha. Mas agora que ela podia estar em perigo, talvez fosse melhor tirar vantagem de toda a ajuda que pudesse conseguir para encontrá-la.

Estava prestes a pôr tudo para fora, contar para Roger sobre o Homem-Formiga, mas conteve-se. Ocorreu-lhe que, se Cassie estivesse mesmo do tamanho de uma unha, seria muito difícil para o FBI, ou para qualquer um, rastreá-la mais rapidamente do que ele conseguiria.

– Estou só procurando minhas, hum, chaves – Scott respondeu.

– Ah – Roger disse. – Eu ajudo.

– Não, – Scott soltou. Depois, mais calmo, disse: – Quer dizer, posso encontrar sozinho, obrigado. Na verdade, eu queria ficar um pouco sozinho, pode ser?

– Claro, eu entendo – disse Roger. – E só pra te avisar: mandamos um comunicado para o departamento e para todos os federais da área. Vamos localizar a Cassie em breve, prometo.

Ah tá, espero que todos estejam usando lupas, pensou Scott.

– Fico muito grato – disse. – Tenho certeza de que ela tá escondida em algum lugar. Sabe, pra fazer graça.

– Com certeza é isso – disse Roger.

Quando este saiu, Scott voltou a engatinhar pelo apartamento, dizendo:

– Cassie? Cassie, onde diabos você está?