O corpo guarda as marcas

Bessel van der Kolk · Capítulo 23 de 28

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O corpo guarda as marcas

Agradecimentos

 

E ste livro é o resultado de trinta anos tentando compreender como as pessoas lidam com experiências traumáticas, sobrevivem e se recuperam delas. Trinta anos de trabalho clínico com homens, mulheres e

crianças traumatizados, de incontáveis debates com colegas e estudantes e de

participação na evolução dos conhecimentos sobre a forma como a mente, o

cérebro e o corpo enfrentam experiências insuportáveis e se recuperam.

Quero começar pelas pessoas que me ajudaram a organizar e, por m,

publicar este livro. Toni Burbank, meu editor, com quem falei várias vezes,

todas as semanas, ao longo de dois anos, sobre o escopo, a organização e o

conteúdo especí co da obra. Toni compreendeu claramente qual é seu tema,

e essa compreensão foi fundamental para de nir sua forma e substância.

Minha agente, Brettne Bloom, entendeu a importância deste trabalho, achou

um lar para ele na Viking e proporcionou apoio crítico em momentos

críticos. Rick Kot, meu editor na Viking, fez contribuições valiosas de

natureza editorial.

Meus colegas e alunos no Trauma Center proporcionaram a inspiração,

o laboratório e o sistema de apoio para este projeto. Além disso, eles me

lembraram a cada instante a realidade de nosso trabalho nessas três décadas.

Não tenho como mencionar todos eles, mas Joseph Spinazzola, Margaret

Blaustein, Roslin Moore, Richard Jacobs, Liz Warner, Wendy D’Andrea, Jim

Hopper, Fran Grossman, Alex Cook, Marla Zucker, Kevin Becker, David

Emerson, Steve Gross, Dana Moore, Robert Macy, Liz Rice-Smith, Patty Levin, Nina Murray, Mark Gapen, Carrie Pekor, Debbie Korn e Betta de

Boer van der Kolk foram colaboradores de máxima importância. Como

também, naturalmente, Andy Pond e Susan Wayne, do Justice Resource

Institute.

Meus mais importantes companheiros e guias no estudo e pesquisa do

estresse traumático foram Alexander McFarlane, Onno van der Hart, Ruth

Lanius e Paul Frewen, Rachel Yehuda, Stephen Porges, Glenn Saxe, Jaak

Panksepp, Janet Osterman, Julian Ford, Brad Stolback, Frank Putnam, Bruce

Perry, Judith Herman, Robert Pynoos, Berthold Gersons, Ellert Nijenhuis,

Annette Streeck-Fisher, Marylene Cloitre, Dan Siegel, Eli Newberger,

Vincent Felitti, Robert Anda e Martin Teicher; assim como meus colegas

que me deram aulas sobre o apego: Edward Tronick, Karlen Lyons-Ruth e

Beatrice Beebe.

Peter Levine, Pat Ogden e Al Pesso leram, em 1994, meu trabalho sobre

a importância do corpo no estresse traumático e depois se dispuseram a me

dar aulas sobre o corpo. Até hoje aprendo com eles, e esse aprendizado foi

ampliado desde então por meus professores de ioga e meditação, Stephen

Cope, Jon Kabat-Zinn e Jack Korn eld.

Sebern Fischer foi a primeira pessoa a me falar sobre neurofeedback.

Mais tarde, Ed Hamlin e Larry Hirshberg expandiram meus conhecimentos

sobre o assunto. Richard Schwartz me ensinou a terapia dos sistemas

familiares internos e me ajudou a escrever o capítulo sobre essa técnica.

Kippy Dewey e Cissa Campion apresentaram-me ao teatro, Tina Packer

tentou me ensinar a fazê-lo e Andrew Borthwick-Leslie contribuiu com

detalhes críticos.

Adam Cummings, Amy Sullivan e Susan Miller deram um apoio

indispensável, sem o qual muitos projetos mencionados neste livro jamais se

tornariam realidade.

Licia Sky criou o ambiente que me permitiu concentrar-me em escrever

este livro. Trouxe contribuições inestimáveis para cada um dos capítulos,

usou seus dotes artísticos em várias ilustrações e colaborou com as partes

sobre consciência do corpo e casos clínicos. Minha competente secretária,

Angela Lin, resolveu diversas crises e manteve o barco navegando. Ed e

Edith Schonberg muitas vezes ofereceram um porto seguro durante

tempestades; Barry e Lorrie Goldensohn atuaram como críticos literários e

animadores; e meu lhos, Hana e Nicholas, me mostraram que cada geração vive num mundo radicalmente diferente daquele da geração anterior e que

cada vida é sem precedente – um ato criativo que desa a explicação apenas

pela genética, pelo ambiente ou pela cultura.

Por m, meus pacientes, a quem dedico este livro (infelizmente, não

posso mencionar todos pelo nome) e que me ensinaram quase tudo o que

sei. Porque vocês foram meu verdadeiro compêndio, além de a rmarem a

força vital que nos impele a criar uma vida signi cativa, a despeito dos

obstáculos que encontramos.

 

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