O corpo guarda as marcas
Agradecimentos
E ste livro é o resultado de trinta anos tentando compreender como as pessoas lidam com experiências traumáticas, sobrevivem e se recuperam delas. Trinta anos de trabalho clínico com homens, mulheres e
crianças traumatizados, de incontáveis debates com colegas e estudantes e de
participação na evolução dos conhecimentos sobre a forma como a mente, o
cérebro e o corpo enfrentam experiências insuportáveis e se recuperam.
Quero começar pelas pessoas que me ajudaram a organizar e, por m,
publicar este livro. Toni Burbank, meu editor, com quem falei várias vezes,
todas as semanas, ao longo de dois anos, sobre o escopo, a organização e o
conteúdo especí co da obra. Toni compreendeu claramente qual é seu tema,
e essa compreensão foi fundamental para de nir sua forma e substância.
Minha agente, Brettne Bloom, entendeu a importância deste trabalho, achou
um lar para ele na Viking e proporcionou apoio crítico em momentos
críticos. Rick Kot, meu editor na Viking, fez contribuições valiosas de
natureza editorial.
Meus colegas e alunos no Trauma Center proporcionaram a inspiração,
o laboratório e o sistema de apoio para este projeto. Além disso, eles me
lembraram a cada instante a realidade de nosso trabalho nessas três décadas.
Não tenho como mencionar todos eles, mas Joseph Spinazzola, Margaret
Blaustein, Roslin Moore, Richard Jacobs, Liz Warner, Wendy D’Andrea, Jim
Hopper, Fran Grossman, Alex Cook, Marla Zucker, Kevin Becker, David
Emerson, Steve Gross, Dana Moore, Robert Macy, Liz Rice-Smith, Patty Levin, Nina Murray, Mark Gapen, Carrie Pekor, Debbie Korn e Betta de
Boer van der Kolk foram colaboradores de máxima importância. Como
também, naturalmente, Andy Pond e Susan Wayne, do Justice Resource
Institute.
Meus mais importantes companheiros e guias no estudo e pesquisa do
estresse traumático foram Alexander McFarlane, Onno van der Hart, Ruth
Lanius e Paul Frewen, Rachel Yehuda, Stephen Porges, Glenn Saxe, Jaak
Panksepp, Janet Osterman, Julian Ford, Brad Stolback, Frank Putnam, Bruce
Perry, Judith Herman, Robert Pynoos, Berthold Gersons, Ellert Nijenhuis,
Annette Streeck-Fisher, Marylene Cloitre, Dan Siegel, Eli Newberger,
Vincent Felitti, Robert Anda e Martin Teicher; assim como meus colegas
que me deram aulas sobre o apego: Edward Tronick, Karlen Lyons-Ruth e
Beatrice Beebe.
Peter Levine, Pat Ogden e Al Pesso leram, em 1994, meu trabalho sobre
a importância do corpo no estresse traumático e depois se dispuseram a me
dar aulas sobre o corpo. Até hoje aprendo com eles, e esse aprendizado foi
ampliado desde então por meus professores de ioga e meditação, Stephen
Cope, Jon Kabat-Zinn e Jack Korn eld.
Sebern Fischer foi a primeira pessoa a me falar sobre neurofeedback.
Mais tarde, Ed Hamlin e Larry Hirshberg expandiram meus conhecimentos
sobre o assunto. Richard Schwartz me ensinou a terapia dos sistemas
familiares internos e me ajudou a escrever o capítulo sobre essa técnica.
Kippy Dewey e Cissa Campion apresentaram-me ao teatro, Tina Packer
tentou me ensinar a fazê-lo e Andrew Borthwick-Leslie contribuiu com
detalhes críticos.
Adam Cummings, Amy Sullivan e Susan Miller deram um apoio
indispensável, sem o qual muitos projetos mencionados neste livro jamais se
tornariam realidade.
Licia Sky criou o ambiente que me permitiu concentrar-me em escrever
este livro. Trouxe contribuições inestimáveis para cada um dos capítulos,
usou seus dotes artísticos em várias ilustrações e colaborou com as partes
sobre consciência do corpo e casos clínicos. Minha competente secretária,
Angela Lin, resolveu diversas crises e manteve o barco navegando. Ed e
Edith Schonberg muitas vezes ofereceram um porto seguro durante
tempestades; Barry e Lorrie Goldensohn atuaram como críticos literários e
animadores; e meu lhos, Hana e Nicholas, me mostraram que cada geração vive num mundo radicalmente diferente daquele da geração anterior e que
cada vida é sem precedente – um ato criativo que desa a explicação apenas
pela genética, pelo ambiente ou pela cultura.
Por m, meus pacientes, a quem dedico este livro (infelizmente, não
posso mencionar todos pelo nome) e que me ensinaram quase tudo o que
sei. Porque vocês foram meu verdadeiro compêndio, além de a rmarem a
força vital que nos impele a criar uma vida signi cativa, a despeito dos
obstáculos que encontramos.
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