O Poder dos Quietos
Notas
Este capítulo é longo, por isso está dividido em 3 partes.
Introdução: O norte e o sul do temperamento • Montgomery, Alabama, Estados Unidos. Primeiro de dezembro de 1955: Para uma
excelente biografia de Rosa Parks, ver Douglas Brinkley, Rosa Parks: A Life (Nova York:
Penguin, 2000). A maior parte do material sobre Parks em O poder dos quietos foi retirado
desse livro. Uma nota sobre Parks: alguns questionaram a singularidade de suas ações,
apontando que ela teve bastante treinamento em direitos civis antes de embarcar naquele
ônibus. Apesar de isso ser verdade, não há evidência, de acordo com Brinkley, de que Parks
tenha agido premeditadamente naquela noite, ou mesmo como uma ativista; ela estava
simplesmente sendo ela mesma. O mais importante para o objetivo de O poder dos quietos é
que sua personalidade não a impediu de ser poderosa, ao contrário, fez com que ela fosse uma
resistente não violenta nata.
• “o norte e o sul do temperamento”: Winifred Gallagher (citando J.D. Higley), “How We
Become What We Are”, The Atlantic Monthly, setembro de 1994. (Higley estava falando
sobre ousadia e inibição, não sobre introversão e extroversão propriamente, mas os conceitos
se sobrepõem de várias maneiras.)
• Governa o quanto temos tendência a nos exercitar: Robert M. Stelmack, “On Personality
and Arousal: A Historical Perspective on Eysenck and Zuckerman”, in Marvin Zuckerman e
Robert M. Stelmack, orgs., On the Psychobiology of Personality: Essays in Honor of Marvin
Zuckerman (San Diego: Elsevier, 2004), 22. Ver também Caroline Davis et al., “Motivations
to Exercise as a Function of Personality Characteristics, Age, and Gender”, Personality and
Individual o Differences 19, n 2 (1995): 165-174. • cometer adultério: Daniel Nettle, Personality: What Makes You the Way You Are (Nova
York: Oxford University Press, 2007), 100. Ver também David P. Schmitt, “The Big Five
Related to Risky Sexual Behaviour Across 10 World Regions: Differential Personality
Associations of Sexual Promiscuity and Relationship Infidelity”, European Journal of
Personality o 18, n 4 (2004): 301-319.
• funcionar bem sem dormir: William D.S. Killgore et al., “The Trait of Introversion-
Extraversion Predicts Vulnerability to Sleep Deprivation”, o Journal of Sleep Research 16, n 4
(2007): 354-363. Ver também Daniel Taylor e Robert M. McFatter, “Cognitive Performance
After Sleep Deprivation: Does Personality Make a Difference?” Personality and Individual
Differences o 34, n 7 (2003): 1.179-1.193; e Andrew Smith e Andrea Maben, “Effects of Sleep
Deprivation, Lunch, and Personality on Performance, Mood, and Cardiovascular Function”,
Physiology and Behavior o 54, n 5 (1993): 967-972. • aprender com nossos erros: Ver capítulo 7.
• fazer grandes apostas no mercado de ações: Ver capítulo 7. • a ser bons líderes: Ver capítulo 2.
• e a perguntar: “E se?”: Ver capítulos 3 e 7. • aspectos mais pesquisados: Em 2 de maio de 2010, na base de dados PSYCINFO havia
9.194 entradas para “extroversão”, 6.111 para “introversão”, e 12.494 para o tema sobreposto
“neurose”. Havia menos entradas para os Cinco Grandes Traços da personalidade: abertura à
experiência, consciência e disposição a ser agradável. Similarmente, em 14 de junho de
2010, uma pesquisa no Google Acadêmico encontrou 64.700 artigos sobre “extraversão” [em
inglês, “extraversion”], 30.600 sobre “extroversão”, 55.900 sobre “introversão” e 53.300
sobre “neurose”. O psicólogo William Graziano, em um e-mail de 31 de julho de 2010,
refere-se a introversão/extroversão como “o gorila de duzentos quilos da personalidade, o que
significa que é grande e não pode ser ignorado facilmente”. • na Bíblia: Ver “Uma nota sobre as palavras ‘introvertido’ e ‘extrovertido’”. • alguns psicólogos evolucionistas: Ver capítulo 6. • de um terço a metade dos norte-americanos é introvertido: Rowan Bayne, em The Myers-
Briggs Type Indicator: A Critical Review and Practical Guide (Londres: Chapman and Hall,
1995), 47, encontra a incidência da introversão em 36%, o que por sua vez é determinado no
estudo de 1985 de Isabel Myers. Um estudo mais recente, publicado pelo Centro de
Aplicação de Serviços de Pesquisas sobre Tipos Psicológicos em 1996, testou 914.219
pessoas e descobriu que 49,3% eram extrovertidas e 50,7% eram introvertidas. Ver
“Estimated Frequencies of the Types in the United States Population”, um prospecto
publicado pelo Centro de Aplicação do Tipo Psicológico (CAPT, em inglês) em 1996 e
2003. O fato de a porcentagem de introvertidos encontrados por esses estudos ter aumentado
de 36% para 50,7% não significa necessariamente que agora haja mais introvertidos nos
Estados Unidos, segundo o CAPT. Pode ser um simples reflexo das populações testadas e
incluídas. Na verdade, uma pesquisa totalmente separada, usando o Inventário de
Personalidade de Eysenck e o Questionário de Personalidade de Eysenck em vez do teste de
Myers-Briggs, indica que a extroversão aumentou com o tempo (de 1966 a 1993) para
homens e mulheres: ver Jean M. Twenge, “Birth Cohort Changes in Extraversion: A Cross-
Temporal Meta-Analysis, 1966-1993”, Personality and Individual Differences 30 (2001): 735-
748.
• os Estados Unidos estão entre as nações mais extrovertidas: Isso foi percebido em dois
estudos: (1) Juri Allik e Robert R. McCrae, “Toward a Geography of Personality Traits:
Patterns of Profiles Across 36 Cultures”, Journal of Cross-Cultural Psychology 35 (2004): 13-
28; e (2) Robert R. McCrae e Antonio Terracciano, “Personality Profiles of Cultures:
Aggregate Personality Traits”, Journal of Personality and Social Psychology 89:3 (2005): 407-
425.
• Pessoas loquazes, por exemplo: William B. Swann Jr. e Peter J. Rentfrow, “Blirtatiousness:
Cognitive, Behavioral, and Physiological Consequences of Rapid Responding”, Journal of
Personality and Social Psychology o 81, n 6 (2001): 1.160-1.175. • A velocidade do discurso conta: Howard Giles e Richard L. Street Jr., “Communicator
Characteristics and Behavior”, in M.L. Knapp e G.R. Miller, orgs., Handbook of Interpersonal
Communication a , 2 ed. (Thousand Oaks, CA: Sage, 1994), 103-161. (Mas veja uma boa
notícia para os introvertidos: fala lenta pode ser percebida como honesta e benevolente, de
acordo com outros estudos.)
• os eloquentes são considerados mais inteligentes: Delroy L. Paulhus e Kathy L. Morgan,
“Perceptions of Intelligence in Leaderless Groups: The Dynamic Effects of Shyness and
Acquaintance”, o Journal of Personality and Social Psychology 72, n 3 (1997): 581-591. • um estudo informal: Laurie Helgoe, Introvert Power: Why Your Inner Life Is Your Hidden
Strength (Naperville, IL: Sourcebooks, 2008), 3-4. • A teoria da gravidade: Gale E. Christianson, Isaac Newton (Oxford University Press, Lives
and Legacies Series, 2005).
• A teoria da relatividade: Walter Isaacson, Einstein: His Life and Universe (Nova York:
Simon & Schuster, 2007), 4, 12, 18, 2, 31, etc. [Edição brasileira: Einstein: Sua vida, seu
universo. São Paulo: Companhia das Letras, 2007] • “O segundo advento”, de W.B. Yeats: Michael Fitzgerald, The Genesis of Artistic Creativity:
Asperger’s Syndrome and the Arts (Londres: Jessica Kingsley, 2005), 69. Ver também Ira
Progoff, Jung’s Psychology and Its Social Meaning (Londres: Routledge, 1999), 111-112. • Os noturnos de Chopin: Tad Szulc, Chopin in Paris: The Life and Times of the Romantic
Composer (Nova York: Simon & Schuster, 2000), 69. [Edição brasileira: Chopin em Paris:
Uma biografia. Rio de Janeiro: Record, 1999] • Em busca do tempo perdido, de Proust: Alain de Botton, How Proust Can Change Your Life
(Nova York: Vintage International, 1997). [Edição brasileira: Como Proust pode mudar sua
vida. Rio de Janeiro: Rocco, 1999]
• Peter Pan: Lisa Chaney, Hide-and-Seek with Angels: A Life of J.M. Barrie (Nova York: St.
Martin’s Press, 2005), 2.
• 1984 e A revolução dos bichos, de George Orwell: Fitzgerald, The Genesis of Artistic
Creativity, 89.
• Charlie Brown: David Michaelis, Schulz and Peanuts: A Biography (Nova York: Harper,
2007).
• A lista de Schindler, E.T. e Contatos imediatos de terceiro grau: Joseph McBride, Steven
Spielberg: A Biography (Nova York: Simon & Schuster, 1997), 57, 68. • Google: Ken Auletta, Googled: The End of the World as We Know It (Nova York: Penguin,
2009), 32. [Edição brasileira: Googled: A história da maior empresa do mundo virtual — e como
sua ascensão afeta as empresas do mundo real. Rio de Janeiro: Agir, 2011] • Harry Potter: Entrevista de J.K. Rowling por Shelagh Rogers e Lauren McCormick,
Canadian Broadcasting Corp., 26 de outubro de 2000. • “Nem o E=mc² de Einstein nem Paraíso perdido”: Winifred Gallagher, I.D.: How
Heredity and Experience Make You Who You Are (Nova York: Random House, 1996), 26.
[Edição brasileira: Identidade: A genética e a cultura na formação da personalidade. São Paulo:
Ática, 1998]
• a grande maioria dos professores acha: Charles Meisgeier et al., “Implications and
Applications of Psychological Type to Educational Reform and Renewal”, Proceedings of the
First Biennial International Conference on Education of the Center for Applications of
Psychological Type (Gainesville, FL: Center for Applications of Psychological Type, 1994),
263-271.
• Carl Jung publicara um livro bombástico: Carl G. Jung, Psychological Types (Princeton, NJ:
Princeton University Press, 1971; originalmente publicado em alemão como Psychologische
Typen [Zurich: Rascher Verlag, 1921]), ver esp. 330-337. [Edição brasileira: Tipos psicológicos.
Petrópolis: Vozes, 2011]
• maioria das universidades e grandes empresas: E-mail para a autora de 9 de julho de 2010,
de Leah L. Walling, diretora, Comunicações de Marketing e Marketing de produto, CPP,
Inc.
• introvertidos e extrovertidos diferem quanto ao nível de estímulo externo (...) Muitos
têm horror a jogar conversa fora: Ver Parte Dois: “Sua biologia, sua personalidade?” • “introvertido” não significa eremita: Introversão também é muito diferente da síndrome
de Asperger, a síndrome do autismo que envolve dificuldades em interações sociais como ler
expressões faciais e a linguagem corporal. A introversão e a síndrome de Asperger podem
envolver sentir-se oprimido em cenários sociais. Mas diferente das pessoas com Asperger,
introvertidos possuem fortes habilidades sociais. Comparados com entre um terço e metade
dos norte-americanos que são introvertidos, apenas uma em cinco mil pessoas tem síndrome
de Asperger. Ver National Institute of Neurological Disorders and Stroke, Asperger Syndrome
Fact Sheet , http://www.ninds.nih.gov/disorders/asperger/detail_asperger.htm. • distintamente introvertido E.M. Forster: Sunil Kumar, A Companion to E.M. Forster, vol.
1 (Nova Delhi: Atlantic Publishers and Distributors, 2007). • “o amor humano em seu auge”: E.M. Forster, Howards End (Londres: Edward Arnold,
1910). [Edição brasileira: Howards End. São Paulo: Globo, 2006] • Timidez é o medo da desaprovação social: Elaine N. Aron et al., “Adult Shyness: The
Interaction of Temperamental Sensitivity and an Adverse Childhood Environment”,
Personality and Social Psychology Bulletin 31 (2005): 181-197. • muitas vezes eles se sobrepõem: Muitos artigos abordam essa questão. Veja, por exemplo,
Stephen R. Briggs, “Shyness: Introversion or Neuroticism?” Journal of Research in Personality
22, no 3 (1988): 290-307.
• “Um homem assim estaria em um sanatório”: William McGuire e R.F.C. Hall, C.G. Jung
Speaking: Interviews and Encounters (Princeton, NJ: Princeton University Press, 1977), 304. • A Finlândia é um país famoso por sua introversão: Aino Sallinen-Kuparinen et al.,
Willingness to Communicate, Communication Apprehension, Introversion, and Self-Reported
Communication Competence: Finnish and American Comparisons. Communication Research
Reports, 8 (1991): 57.
• Muitos introvertidos também são “altamente sensíveis”: Ver capítulo 6.
Capítulo 1: O surgimento do “companheiro poderoso e simpático” • A data: 1902 (...) o dominaram quando jovem: Giles Kemp e Edward Claflin, Dale
Carnegie: The Man Who Influenced Millions (Nova York: St. Martin’s Press, 1989). O ano de
1902 é uma data estimada nos contornos da biografia de Carnegie. • “No tempo em que pianos e banheiros eram luxo”: Dale Carnegie, The Quick and Easy
Way to Effective Speaking (Nova York: Pocket Books, 1962; uma edição revisada de Dorothy
Carnegie, com base em Public Speaking and Influencing Men in Business [Como falar em público
e influenciar pessoas no mundo dos negócios ], de Dale Carnegie). • Culto ao Caráter para o Culto à Personalidade: Warren Susman, Culture as History: The
Transformation of American Society in the Twentieth Century (Washington, DC: Smithsonian
Institution Press, 2003), 271-285. Ver também Ian A.M. Nicholson, “Gordon Allport,
Character, and the ‘Culture of Personality,’ 1897-1937”, o History of Psychology 1, n 1 (1998):
52-68.
• A palavra “personalidade” não existia: Susman, Culture as History, 277: A ideia moderna
de personalidade emergiu no começo do século XX e tornou-se o que é apenas no período
pós I Guerra Mundial. Em 1930, de acordo com o psicólogo da personalidade Gordon W.
Allport, o interesse na personalidade alcançara “incríveis proporções”. Ver também Sol
Cohen, “The Mental Hygiene Movement, the Development of Personality and the School:
The Medicalization of American Education”, o History of Education Quarterly 32, n 2 (1983),
123-149.
• Em 1790, apenas 3% (...) um terço do país: Alan Berger, The City: Urban Communities
and Their Problems (Dubuque, IA: William C. Brown Co., 1978). Ver também Warren
Simpson Thompson et al., Population Trends in the United States (Nova York: Gordon and
Breach Science Publishers, 1969).
• “Não podemos todos viver em cidades”: David E. Shi, The Simple Life: Plain Living and High
Thinking in American Culture (Athens, GA: University of Georgia Press, 1985), 154. • “A razão para que um homem conquiste uma promoção”: Roland Marchand, Advertising
the American Dream: Making Way for Modernity, 1920-1940 (Berkeley: University of
California Press, 1985), 209.
• O peregrino: John Bunyan, The Pilgrim’s Progress (Nova York: Oxford University Press,
2003). [Edição brasileira: O peregrino. São Paulo: Mundo Cristão, 2008] Ver também
Elizabeth Haiken, Venus Envy: A History of Cosmetic Surgery (Baltimore: Johns Hopkins
University Press, 1997), 99.
• um homem modesto que (...) “ofendia pela superioridade”: Amy Henderson, “Media and
the Rise of Celebrity Culture”, Organization of American Historians Magazine of History 6
(primavera de 1992).
• Em 1899, um manual: Orison Swett Marden, Character: The Grandest Thing in the World
(1899; reimpressão, Kessinger Publishing, 2003), 13. • Mas por volta de 1920, populares guias de autoajuda (...) “É assim que a personalidade
começa a ganhar destaque”: Susman, Culture as History, 271-285. • A revista Success e o jornal The Saturday Evening Post: Carl Elliott, Better Than Well:
American Medicine Meets the American Dream (Nova York: W.W. Norton, 2003), 61. • uma misteriosa qualidade chamada “fascinação”: Susman, 279. • “As pessoas que passam na rua”: Hazel Rawson Cades, “A Twelve-to-Twenty Talk”,
Women’s Home Companion, setembro de 1925: 71 (citado por Haiken, p.91). • os norte-americanos tenham se tornado obcecados por estrelas de cinema: Em 1907,
havia cinco mil cinemas nos Estados Unidos; em 1914, havia 180 mil e crescendo. Os
primeiros filmes apareceram em 1894 e apesar de as identidades dos atores serem
inicialmente mantidas secretas pelos estúdios (mantendo-se em sintonia com o espírito de
uma era mais privada), em 1910 nasceu a noção de “estrela de cinema”. Entre 1910 e 1915, o
influente cineasta D.W. Griffith fez filmes que sobrepunham closes de estrelas com cenas de
multidão. Sua mensagem era clara: aqui estava a personalidade de sucesso, destacando-se em
toda a sua glória dos não diferenciados zés-ninguém do mundo. Os norte-americanos
absorveram a mensagem com entusiasmo. A grande maioria dos perfis biográficos publicados
n o The Saturday Evening Post e na Collier’s na aurora do século XX era sobre políticos,
homens de negócios e profissionais. Mas nos anos 1920 e 1930, a maioria dos perfis era sobre
estrelas como Gloria Swanson e Charlie Chaplin. (Ver Susman e Henderson; ver também
Charles Musser, The Emergence of Cinema: The American Screen to 1907 [Berkeley:
University of California Press, 1994], 81; e Daniel Czitrom, Media and the American Mind:
From Morse to McLuhan [Chapel Hill: University of North Carolina Press, 1982, p.42].) • “Linho Eaton’s Highland”: Marchand, Advertising the American Dream, 11. • “As pessoas ao seu redor estão julgando-o em silêncio”: Jennifer Scanlon, Inarticulate
Longings: The Ladies’ Home Journal, Gender, and the Promises of Consumer Culture
(Routledge, 1995), 209.
• “Olhos críticos estão medindo-o agora mesmo”: Marchand, Advertising the American
Dream, 213.
• “Já tentou vender-se a você mesmo?”: Marchand, 209. • “Deixe seu rosto refletir confiança, não se preocupe!”: Marchand, Advertising the
American Dream, 213.
• quisera “ser bem-sucedida, alegre, triunfante”: Esse anúncio foi publicado na revista
Cosmopolitan de agosto de 1921: 24.
• “como posso me tornar mais popular?”: Rita Barnard, The Great Depression and the Culture
of Abundance: Kenneth Fearing, Nathanael West, and Mass Culture in the 1930s (Cambridge,
UK: Cambridge University Press, 1995), 188. Ver também Marchand, Advertising the
American Dream, 210.
• homens e mulheres mostravam alguma reserva (...) às vezes chamadas de “frígidas”:
Patricia A. McDaniel, Shrinking Violets and Caspar Milquetoasts: Shyness, Power, and Intimacy
in the United States, 1950-1995 (Nova York: New York University Press, 2003), 33-43. • Nos anos 1920, um influente psicólogo (...) “Nossa civilização atual (...) parece
premiar a pessoa agressiva”: Nicholson, “Gordon Allport, Character, and the Culture of
Personality, 1897-1937”, 52-68. Ver também Gordon Allport, “A Test for Ascendance-
Submission”, Journal of Abnormal & Social Psychology 23 (1928): 118-136. Allport, a quem
muitas vezes se refere como o fundador da psicologia da personalidade, publicou “Personality
Traits: Their Classification and Measurement” em 1921, o mesmo ano em que Jung publicou
Psychological Types . Ele começou a ensinar seu curso “Personalidade: seus aspectos
psicológicos e sociais” na universidade de Harvard em 1924; foi provavelmente o primeiro
curso sobre personalidade a ser ensinado nos Estados Unidos. • Jung (...) “todos os preconceitos correntes contra o tipo”: C.G. Jung, Psychological Types
(Princeton, NJ: Princeton University Press, 1990; reimpressão da edição de 1921), 403-405.
[Edição brasileira: Tipos psicológicos. Petrópolis: Vozes, 2011] • O CI, como se tornou conhecido (...) “a coragem necessária”: Haiken, Venus Envy, 111-
114.
• Apesar do tom esperançoso desse artigo (...) “Uma personalidade saudável para todas as
crianças”: McDaniel, Shrinking Violets, 43-44. • pais bem-intencionados (...) concordavam: Encyclopedia of Children and Childhood in
History and Society: “Shyness”, http://www.faqs.org/childhood/Re-So/Shyness.html. • Alguns desencorajavam os filhos (...) aprender a socializar: David Riesman, The Lonely
Crowd (Garden City, NY: Doubleday Anchor, reimpresso em acordo com Yale University
Press, 1953), esp. 79-85 e 91. [Edição brasileira: A multidão solitária. São Paulo: Perspectiva,
1995] Ver também “The People: Freedom—New Style”, Time, 27 de setembro de 1954. • crianças quietas (...) “anormalidades suburbanas”: William H. Whyte, The Organization
Man (Nova York: Simon & Schuster, 1956; reimpressão, Filadélfia: University of
Pennsylvania Press, 2002), 382, 384.
• O reitor de Harvard, Paul Buck: Jerome Karabel, The Chosen: The Hidden History of
Admission and Exclusion at Harvard, Yale, and Princeton (Boston: Houghton Mifflin, 2005),
185, 223.
• “‘Vemos pouca utilidade no introvertido brilhante’”: Whyte, The Organization Man, 105. • Esse reitor (...) “ajuda se eles puderem causar uma boa impressão”: Whyte, The
Organization Man, 212.
• “Estamos vendendo, apenas vendendo, a IBM”: Hank Whittemore, “IBM in Westchester
—The Low Profile of the True Believers”. New York, 22 de maio, 1972. A cantoria acabou
nos anos 1950, de acordo com esse artigo. Para toda a letra de “Vendendo a IBM”, veja
http://www.digibarn.com/collections/songs/ibm-songs. • O restante dos homens corporativos (...) dizia o anúncio do Equanil: Louis Menand,
“Head Case: Can Psychiatry Be a Science?” o The New Yorker, 1 de março de 2010. • Nos anos 1960, o tranquilizante Serentil: Elliott, Better Than Well, xv. • Extroversão está no nosso DNA: Kenneth R. Olson, “Why Do Geographic Differences
Exist in the Worldwide Distribution of Extraversion and Openness to Experience? The
History of Human Emigration as an Explanation”, o Individual Differences Research 5, n 4
(2007): 275-288. Ver também Chuansheng Chen, “Population Migration and the Variation
of Dopamine D4 Receptor (DRD4) Allele Frequencies Around the Globe”, Evolution and
Human Behavior 20 (1999): 309-324.
• e aos romanos, para quem o pior castigo possível: Mihaly Csikszentmihalyi, Flow: The
Psychology of Optimal Experience (Nova York: Harper Perennial, 1990), 165. [Edição
brasileira: A descoberta do fluxo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999] • Até o cristianismo dos antigos reflorescimentos religiosos norte-americanos: Muito antes
da língua de ouro do orador de Chautauqua virar o mundo de Dale Carnegie de cabeça para
baixo, retomadas religiosas estavam acontecendo sob grandes tendas por todo o país. A
própria Chautauqua inspirou-se nesses “Grandes Despertares”, o primeiro entre os anos 1730
e 1740, e o segundo nas primeiras décadas do século XIX. O cristianismo oferecido nos
Despertares era novo e teatral, seus líderes eram orientados para as vendas, focados em
encher suas grandes tendas de seguidores. A reputação dos pastores dependia do quão
exuberante eram seu discurso e gestos.
O sistema de estrelas dominou o cristianismo muito antes de o conceito de astros do
cinema sequer existir. O principal evangelista do primeiro Grande Despertar era um
showman britânico chamado George Whitefield, que arrastou multidões, que assistiam aos
cultos de pé, com suas imitações dramáticas de figuras bíblicas e ilimitados choros, gritos e
berros. Mas enquanto o primeiro Grande Despertar equilibrava drama com intelecto e deu
origem a universidades como Princeton e Dartmouth, o segundo era ainda mais focado na
personalidade; seus líderes focavam puramente em arrastar multidões. Acreditando, como
muitos pastores de megaigrejas hoje em dia, que uma abordagem muito acadêmica
fracassaria em encher as tendas, muitos líderes evangélicos desistiram de qualquer valor
intelectual e abraçaram seus papéis como vendedores e showmen. “Minha teologia! Eu não
sabia que tinha uma!”, exclamou o evangelista do século XIX D.L. Moody.
Esse tipo de oratória afetava não somente estilos de culto, mas também as ideias das
pessoas sobre quem era Jesus. Em 1925, um executivo de propaganda chamado Bruce
Fairchild Barton publicou um livro chamado The Man Nobody Knows [O homem que
ninguém conhecia]. Ele apresentava Jesus como uma celebridade das vendas que
“transformou doze homens das fileiras mais baixas dos negócios em uma organização que
conquistou o mundo”. Esse Jesus não era um cordeiro, era “o maior executivo do mundo” e
“o fundador dos negócios modernos”. A noção de Jesus como um modelo para a liderança
nos negócios caiu em ouvidos extraordinariamente receptivos. The Man Nobody Knows
tornou-se um dos livros de não ficção mais vendidos do século XX, de acordo com a Powell’s
Books. Ver Adam S. McHugh, Introverts in the Church: Finding Our Place in an Extroverted
Culture (Downers Grove, IL: IVP Books, 2009), 23-25. Ver também Neal Gabler, Life: The
Movie: How Entertainment Conquered Reality (Nova York: Vintage Books, 1998), 25-26.
[Edição brasileira: Vida: O filme. São Paulo: Companhia das Letras, 1999] • os antigos norte-americanos reverenciavam a ação: Richard Hofstadter, Anti-Intellectualism
in American Life (Nova York: Vintage Books, 1962); ver, por exemplo, pp.51 e 256-257. • Em 1828, a campanha presidencial: Neal Gabler, Life: The Movie, 28. [Edição brasileira:
Vida: O filme. São Paulo: Companhia das Letras, 1999] • John Quincy Adams, aliás: Steven J. Rubenzer et al., “Assessing the U.S. Presidents Using
the Revised NEO Personality Inventory”, o Assessment 7, n 4 (2000): 403-420. • “O respeito pela personalidade humana individual”: Harold Stearns, America and the
Young Intellectual (Nova York: George H. Duran Co., 1921). • “É notável quanta atenção”: Henderson, “Media and the Rise of Celebrity Culture”. • vagaram sozinhos como uma nuvem: William Wordsworth, “I Wandered Lonely as a
Cloud”, 1802.
• se reanimavam na solidão de Walden Pond: Henry David Thoreau, Walden, 1854. [Edição
brasileira: Walden. Porto Alegre: L&PM, 2010] • norte-americanos que se consideram tímidos: Bernardo Carducci e Philip G. Zimbardo,
“Are You Shy?” o Psychology Today , 1 de novembro de 1995. • transtorno da ansiedade social (...) uma em cada cinco pessoas: M.B. Stein, J.R. Walker,
e D.R. Forde, “Setting Diagnostic Thresholds for Social Phobia: Considerations from a
Community Survey of Social Anxiety”, American Journal of Psychiatry 151 (1994): 408-442. • A versão mais recente do Manual Diagnóstico e Estatístico: American Psychiatric
Association, a Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders , 4 ed. (DSM-IV), 2000. Ver
300.23, “Social Fobia (Social Anxiety Disorder)”: “O diagnóstico é apropriado apenas se a
evitação, medo ou antecipação ansiosa do encontro social ou situação de interferir
significativamente na rotina diária, funcionamento ocupacional, ou vida social da pessoa, ou
se a pessoa estiver notavelmente abalada por ter o transtorno. (...) Em situações sociais ou
de performance temidas, os indivíduos com o transtorno da ansiedade social experimentam
preocupações com a vergonha e têm medo de que os outros os julguem ansiosos, fracos,
‘loucos’ ou burros. Eles podem temer falar em público devido à preocupação de que outros
notem suas mãos ou voz trêmulas ou podem experimentar uma ansiedade extrema ao
conversar com outros porque temem parecer desarticulados. (...) O medo ou evitação
costuma interferir significativamente na rotina normal, funcionamento ocupacional ou
acadêmico, atividades sociais ou relacionamentos, ou a pessoa demonstra preocupação
notável em ter o transtorno. Por exemplo, uma pessoa que tem medo de falar em público
não receberia um diagnóstico de transtorno da ansiedade social se essa atividade não for
rotineiramente encontrada no trabalho ou em sala de aula ou se a pessoa não estiver
particularmente preocupada com isso.”
• “Não é suficiente ser capaz de se sentar na frente do computador”: Daniel Goleman,
Working with Emotional Intelligence (Nova York: Bantam, 2000), 32. [Edição brasileira:
Trabalhando com a inteligência emocional . Rio de Janeiro: Objetiva, 1999] • um sucesso nas livrarias de aeroportos e nas listas de mais vendidos:
http://www.nationalpost.com/Business+Bestsellers/3927572/story.html. • “falar é vender, e vender envolve falar”: Michael Erard, Um: Slips, Stumbles, and Verbal
Blunders, and What They Mean (Nova York: Pantheon, 2007), 156. •mais de 12.500 divisões em 113 países:
http://www.toastmasters.org/MainMenuCategories/WhatisToastmasters.aspx (acessado em
10 de setembro de 2010).
• O vídeo promocional: http://www.toastmasters.org/DVDclips.aspx (acessado em 29 de
julho de 2010).
Capítulo 2: O mito da liderança carismática
• Bill Clinton (...) cinquenta milhões de outras pessoas: Esses nomes e estatísticas são de
acordo com o site de Tony Robbins e outros materiais promocionais, em 19 de dezembro de
2009.
• cerca de 11 bilhões de dólares por ano: Melanie Lindner, “What People Are Still Willing
to Pay For”, Forbes, 15 de janeiro de 2009. O número de 11 bilhões de dólares é de 2008, de
acordo com a Marketdata Enterprises, uma firma de pesquisa. Essa quantia tinha uma
previsão de crescimento de 6,2% em 2012.
• chefe de sete empresas privadas: Esse número está de acordo com o site de Robbins. • temperamento “hiper-rítmico”: Hagop S. Akiskal, “The Evolutionary Significance of
Affective Temperaments”, Medscape CME, publicado em 12 de junho de 2003, atualizado
em 24 de junho de 2003.
• tamanho sobre-humano: Steve Salerno observou isso em seu livro, Sham (Nova York:
Crown Publishers, 2005), 75. Ele também fez a observação posterior sobre o comentário de
Robbins de que ele fora tão pobre que guardava seus pratos na banheira. • Fundada em 1908 (...) “educando líderes que farão a diferença no mundo”: Site da
Harvard Business School, 11 de setembro de 2010. • presidente George W. Bush (...) eram ex-alunos da Harvard Business School: Philip
Delves Broughton, Ahead of the Curve: Two Years at Harvard Business School (Nova York:
Penguin, 2008), 2. Ver também www.reuters.com, Factbox: Jeffrey Skilling, 24 de junho de
2010.
• irá se formar numa cultura de negócios: Thomas Harrell, professor de psicologia aplicada
da Stanford Business School, seguiu ex-alunos do MBA da Stanford que se graduaram entre
1961 e 1965 e publicou uma série de estudos sobre eles. Ele descobriu que aqueles que
recebiam altos salários e eram diretores-gerais tendiam a ser simpáticos e extrovertidos. Ver,
por exemplo, Thomas W. Harrell e Bernard Alpert, “Attributes of Successful MBAs: A 20-
Year Longitudinal Study”, o Human Performance 2, n 4 (1989): 301-322. • “‘Aqui, todos sabem que é importante ser extrovertido’”: Reggie Garrison et al.,
“Managing Introversion and Extroversion in the Workplace”, Wharton Program for
Working Professionals (WPWP) (Filadélfia: University of Pennsylvania, primavera de
2006).
• Chefe para Ted e Alice: Aqui devo me desculpar: não consigo me lembrar da companhia
que tinha esse comercial e não consegui localizá-la. • “Fuja de suas inibições”: http://www.advertolog.com/amtrak/print-outdoor/depart-from-
your-inhibitions-2110505 (acessado em 11 de setembro de 2010). • uma série de anúncios do medicamento psicotrópico Paxil: Christopher Lane, How
Normal Behavior Became a Sickness (New Haven: Yale University Press, 2007), 127, 131. • Nossa percepção é de que pessoas falantes são mais inteligentes que as quietas: Delroy L.
Paulhus e Kathy L. Morgan, “Perceptions of Intelligence in Leaderless Groups: The
Dynamic Effects of Shyness and Acquaintance”, Journal of Personality and Social Psychology
72, no 3 (1997): 581-591. Ver também Cameron Anderson e Gavin Kilduff, “Why Do
Dominant Personalities Attain Influence in Face-to-Face Groups? The Competence
Signaling Effects of Trait Dominance”, o Journal of Personality and Social Psychology 96, n 2
(2009): 491-503.
• dois estranhos que se conheceram pelo telefone: William B. Swann Jr. e Peter J. Rentfrow,
“Blirtatiousness: Cognitive, Behavioral, and Physiological Consequences of Rapid
Responding”, o Journal of Personality and Social Psychology 81, n 6 (2001): 1.160-1.175. • Também vemos pessoas falantes como líderes: Simon Taggar et al., “Leadership
Emergence in Autonomous Work Teams: Antecedents and Outcomes”, Personnel Psychology
52, no 4 (Winter 1999): 899-926. (“A pessoa que fala mais tende a ser percebida como
líder.”)
• Quanto mais uma pessoa fala, mais os outros integrantes do grupo: James Surowiecki,
The Wisdom of Crowds (Nova York: Doubleday Anchor, 2005), 187. [Edição brasileira: A
sabedoria das multidões. Rio de Janeiro: Record, 2006] • Também ajuda falar rápido: Howard Giles e Richard L. Street Jr., “Communicator
Characteristics and Behavior”, in M.L. Knapp and G.R. Miller, orgs., Handbook of
Interpersonal Communication, 2a ed. (Thousand Oaks, CA: Sage, 1994), 103-161. • pediu-se que grupos de universitários resolvessem problemas de matemática: Cameron
Anderson e Gavin Kilduff, “Why Do Dominant Personalities Attain Influence in Face-to-
Face Groups? The Competence-Signaling Effects of Trait Dominance”. • Um conhecido estudo sobre comportamento organizacional feito pelo professor Philip
Tetlock, da Universidade de Berkeley: Philip Tetlock, Expert Political Judgment (Princeton,
NJ: Princeton University Press, 2006).
• “O ônibus para Abilene”: Kathrin Day Lassila, “A Brief History of Groupthink: Why Two,
Three or Many Heads Aren’t Always Better Than One”, Yale Alumni Magazine,
janeiro/fevereiro de 2008.
• Schwab (...) Tohmatsu: Del Jones, “Not All Successful CEOs Are Extroverts”, USA
Today, 7 de junho de 2006.
• “alguns trancavam-se em seus escritórios”: Peter F. Drucker, The Leader of the Future 2:
New Visions, Strategies, and Practices for the Next Era, organizado por Frances Hesselbein,
Marshall Goldsmith, e Richard Beckhard (San Francisco: Jossey-Bass, 2006), xi-xii. • aqueles considerados carismáticos pelos principais executivos: Bradley Agle et al., “Does
CEO Charisma Matter? An Empirical Analysis of the Relationships Among Organizational
Performance, Environmental Uncertainty, and Top Management Team Perceptions of CEO
Charisma”, o Academy of Management Journal 49, n 1 (2006): 161-174. Ver também Del
Jones, “Not All Successful CEOs Are Extroverts”. Para um excelente livro sobre esse tópico,
ver Rakesh Khurana, Searching for a Corporate Savior: The Irrational Quest for Charismatic
CEOs (Princeton, NJ: Princeton University Press, 2002). • do influente teórico da administração Jim Collins: Jim Collins, Good to Great: Why Some
Companies Make the Leap—and Others Don’t (Nova York: HarperCollins, 2001). Note que
alguns perguntaram se as companhias que Collins descreveu são tão boas quanto ele disse.
Ver Bruce Niendorf e Kristine Beck, “Good to Great, or Just Good?” Academy of Management
Perspectives o 22, n 4 (2008): 13-20. Ver também Bruce Resnick e Timothy Smunt, “Good to
Great to... ?” o Academy of Management Perspectives 22, n 4 (2008): 6-12. • correlação entre extroversão e liderança: Timothy Judge et al., “Personality and
Leadership: A Qualitative and Quantitative Review”, o Journal of Applied Psychology 87, n 4
(2002): 765-780. Ver também David Brooks, “In Praise of Dullness”, New York Times, 18 de
maio de 2009, citando Steven Kaplan et al., “Which CEO Characteristics and Abilities
Matter?” o National Bureau of Economic Research Working Paper n 14.195, julho de 2008, um
estudo que expõe que o sucesso de diretores executivos está mais fortemente ligado a
“habilidades de execução” que a “habilidades relacionadas a grupos”. Brooks também citou
outro estudo de Murray Barrick, Michael Mount e Timothy Judge e examinou um século de
pesquisas sobre liderança nos negócios, descobrindo que a extroversão não se correlaciona
bem com o sucesso dos diretores executivos, mas que a consciência, sim. • No primeiro (...) dobrar mais camisetas: Adam M. Grant et al., “Reversing the
Extraverted Leadership Advantage: The Role of Employee Proactivity”, Academy of
Management Journal o 54, n 3 (junho de 2011). • “Muitas vezes, os líderes acabam falando demais”: Carmen Nobel, “Introverts: The Best
Leaders for Proactive Employees”, Harvard Business School Working Knowledge: A First Look
at Faculty Research, 4 de outubro de 2010. • Por anos antes do dia em dezembro de 1955: Tirei muitas informações da excelente
biografia escrita por Douglas Brinkley, Rosa Parks: A Life (Nova York: Penguin Books,
2000). Nota: Diferentemente de King, Parks passou a acreditar que a violência às vezes era
uma arma justificável dos oprimidos.
• Moisés, por exemplo: Minha análise de Moisés é baseada em minha própria leitura do
Êxodo, especialmente 3:11, 4:1, 4:3, 4:10, 4:12-17, 6:12, 6:30, e Números 12:3. Outros
fizeram análises similares, ver, por exemplo,
http://www.theologyweb.com/campus/showthread.php?t=50284 Ver também Doug Ward,
“The Meanings of Moses’ Meekness”, http://godward.org/Hebrew%20Roots/
meanings_of_moses.htm. Ver também Marissa Brostoff, “Rabbis Focus on Professional
Development”, http://www.forward.com/articles/13971 (acessado em 13 de agosto de 2008). • um “conector clássico” chamado Roger Horchow: Malcolm Gladwell, The Tipping Point
(Nova York: Back Bay Books, 2002; originalmente publicado por Little, Brown, em março de
2000), 42-46. [Edição brasileira: O ponto da virada. Rio de Janeiro: Sextante, 2009] • Em 28 de maio de 2011: A fact sheet do Craigslist, disponível no site www.craigslist.com
(acessado em 28 de maio de 2010). Outras informações sobre o Craigslist vêm de (1)
entrevista por telefone entre Craig Newmark e a autora em 4 de dezembro de 2006, (2)
Idelle Davidson, “The Craigslist Phenomenon”, Los Angeles Times, 13 de junho de 2004, e
(3) Philip Weiss, “A Guy Named Craig”, New York Magazine, 8 de janeiro de 2006. • “Guy Kawasaki, um introvertido?”: Maria Niles, post em Blogher, uma comunidade de
blogs para mulheres, 19 de agosto de 2008. Ver http://www.blogher.com/social-media-
introverts.
• “Não seria uma grande ironia”: Pete Cashmore, “Irony Alert: Social Media Introverts?”
mashable.com, agosto de 2008. Ver http://mashable.com/2008/08/15/irony-alert-social-
media-introverts.
• introvertidos tendem, mais do que os extrovertidos: Yair Amichai-Hamburger,
“Personality and the Internet”, in The Social Net: Understanding Human Behavior in
Cyberspace, organizado por Yair Amichai-Hamburger (Nova York: Oxford University Press,
2005): 27-56. Ver também Emily S. Orr et al., “The Influence of Shyness on the Use of
Facebook in an Undergraduate Sample”, o CyberPsychology and Behavior 12, n 3 (2009); Levi
R. Baker, “Shyness and Online Social Networking Services”, Journal of Social and Personal
Relationships o 27, n 8 (2010). Richard N. Landers e John W. Lounsbury, “An Investigation of
Big Five and Narrow Personality Traits in Relation to Internet Usage”, Computers in Human
Behavior 22 (2006): 283-293. Ver também Luigi Anolli et al., “Personality of People Using
Chat: An On-Line Research”, o CyberPsychology and Behavior 8, n 1 (2005). Mas note que
extrovertidos tendem a ter mais amigos no Facebook que introvertidos: Pavica Sheldon,
“The Relationship Between Unwillingness-to-Communicate and Students’ Facebook Use”,
Journal of Media Psychology o 20, n 2, (2008): 67-75. Isso não surpreende, já que o Facebook
tornou-se o lugar em que as pessoas reúnem grandes quantidades de amigos. • uma frequência semanal de 22 mil: Pastor Rick e Kay Warren, Online Newsroom,
http://www.rickwarrennews.com (acessado em 12 de setembro de 2010). • O evangelismo contemporâneo diz que: Para ter uma base sobre evangelismo, conduzi uma
série de fascinantes entrevistas com, entre outros, a naturalmente articulada Lauren Sandler,
autora de Righteous: Dispatches from the Evangelical Youth Movement (Nova York: Viking,
2006).
• “grito do coração perguntando-se como se adequar”: Mark Byron, “Evangelism for
Introverts”, http://markbyron.typepad.com/main/2005/06/evangalism_for_.html (acessado
em 27 de junho de 2005).
• “mas não em um comitê paroquial”: Jim Moore, “I Want to Serve the Lord — But Not
Serve on a Parish Committee”, http://www.beliefnet.com/Faiths/Catholic/2000/07/I-Want-
To-Serve-The-Lord-But-Not-Serve-On-A-Parish-Committee.aspx • “aquele frutífero milagre”: Jean Autret, William Burford e Phillip J. Wolfe, trad. e ed.,
Marcel Proust on Reading Ruskin (New Haven, CT: Yale University Press, 1989).
Capítulo 3: Quando a colaboração mata a criatividade • Sou um cavalo para um só arreio: Albert Einstein, in Forum and Century, vol. 84, pp.193-
194 (o 13o da série Forum, Living Philosophies, uma coleção de filosofias pessoais de pessoas
famosas, publicada em 1931).
• 5 de março de 1975: A história de Stephen Wozniak ao longo desse capítulo foi
amplamente retirada de sua autobiografia, iWoz (Nova York: W.W. Norton, 2006). [Edição
brasileira: iWoz: A verdadeira história da Apple segundo seu cofundador. São Paulo: Évora,
2010] A descrição de Woz como sendo a “alma nerd” da Apple vem de
http://valleywag.gawker.com/220602/wozniak-jobs-design-roleoverstated. • uma série de estudos sobre a natureza da criatividade: Donald W. MacKinnon, “The
Nature and Nurture of Creative Talent” (Palestra Walter Van Dyke Bingham dada na
Universidade de Yale, New Haven, Connecticut, em 11 de abril de 1962). Ver também
MacKinnon, “Personality and the Realization of Creative Potential”, discurso presidencial
feito na Western Psychological Association, Portland, Oregon, em abril de 1964. • Uma das descobertas mais interessantes: Ver, por exemplo, (1) Gregory J. Feist, “A Meta-
Analysis of Personality in Scientific and Artistic Creativity”, Personality and Social
Psychology Review o 2, n 4 (1998): 290-309; (2) Feist, “Autonomy and Independence”,
Encyclopedia of Creativity , vol. 1 (San Diego, CA: Academic Press, 1999), 157-63; e (3)
Mihaly Csikszentmihalyi, Creativity: Flow and the Psychology of Discovery and Invention (Nova
York: Harper Perennial, 1996), 65-68. Há alguns estudos mostrando a correlação entre
extroversão e criatividade, mas ao contrário dos realizados por MacKinnon,
Csikszentmihalyi, e Feist, que seguiram pessoas cujas carreiras provaram que eram
excepcionalmente criativas na “vida real”, estes tendem a ser estudos de universitários
medindo a criatividade dos voluntários de formas mais casuais, por exemplo, analisando seus
hobbies pessoais ou pedindo-lhes que participassem de jogos de criatividade como escrever
uma história sobre uma imagem. A tendência era que extrovertidos fossem melhores em
cenários de alta excitação como esse. Também é possível, como sugere o psicólogo Uwe
Wolfradt, que a relação entre introversão e criatividade seja “discernível apenas em um grau
mais alto de criatividade” (Uwe Wolfradt, “Individual Differences in Creativity:
Personality, Story Writing, and Hobbies”, o European Journal of Personality 15, n 4,
[julho/agosto de 2001]: 297-310).
• Hans Eysenck: Hans J. Eysenck, Genius: The Natural History of Creativity (Nova York:
Cambridge University Press, 1995).
• “A inovação — o coração da economia do conhecimento”: Malcolm Gladwell, “Why
Your Bosses Want to Turn Your New Office into Greenwich Village”, The New Yorker, 11
de dezembro de 2000.
• “Nenhum de nós é tão inteligente quanto ‘todos nós’”: Warren Bennis, Organizing
Genius: The Secrets of Creative Collaboration (Nova York: Basic Books, 1997). • “Michelangelo teve assistentes”: Clay Shirky, Here Comes Everybody: The Power of
Organizing Without Organizations (Nova York: Penguin, 2008). [Edição brasileira: Lá vem todo
mundo: O poder de organizar sem organizações. Rio de Janeiro: Zahar, 2012] • organizam suas forças de trabalho em equipes: Steve Koslowski e Daniel Ilgen,