O Príncipe Corvo

Elizabeth Hoyt · Capítulo 25 de 26

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O Príncipe Corvo

Epílogo

 

“O Vento do Oeste voou com Aurea até um castelo nas nuvens cercado por aves que voavam em círculos. Quando ela desceu de suas costas, um corvo

gigante pousou ao seu lado e se transformou no príncipe Niger.

— Você me encontrou, Aurea, meu amor! — disse ele.

Quando o Príncipe Corvo falou, as aves desceram lentamente do céu e se

transformaram, uma a uma, em homens e mulheres novamente. Um grande

grito de júbilo irrompeu dos seguidores do Príncipe Corvo. Ao mesmo

tempo, as nuvens se dissolveram ao redor do castelo e revelaram que ele se

encontrava no cume de uma imensa montanha. Aurea estava perplexa.

— Mas como isso é possível?

O príncipe sorriu, e seus olhos de ébano reluziram. — Seu amor, Aurea. Seu

amor rompeu a maldição...”

 

— O Príncipe Corvo

 

TRÊS ANOS DEPOIS...

 

— E Aurea e o Príncipe Corvo viveram felizes para sempre. — Anna

fechou o livro de marroquim vermelho suavemente. — Ele dormiu?

Edward moveu a tela de seda para que protegesse o bebê da luz do sol da

tarde.

— Hum. Já faz algum tempo, acho.

Os dois olharam para o rosto enganosamente angelical. O filho deles

estava deitado em almofadas de seda vermelho-rubi, empilhadas no centro

do jardim murado da abadia. Seus bracinhos e suas perninhas estavam

abertos como se o sono o tivesse dominado em pleno movimento. Os lábios

pequeninos de botões de rosa formavam um bico que envolvia dois

dedinhos, e uma brisa soprava os cachos escuros. Jock estava deitado ao lado de seu humano favorito, sem se importar com a mão gordinha que

apertava sua orelha. Ao redor deles, o jardim florescia em plena glória: as

flores se derramavam sobre as trilhas em exuberância multicor, e rosas

trepadeiras cobriam quase as paredes inteiras. O ar estava impregnado do

perfume de rosas e do zumbido de abelhas.

Edward esticou o braço e pegou o livro da mão de Anna. Ele o pousou

próximo às sobras de seu almoço; então, pegou uma rosa cor-de-rosa do

vaso no centro da toalha de piquenique e moveu-se para mais perto da

esposa.

— O que você está fazendo? — sibilou Anna, embora já desconfiasse.

— Eu? — Edward tentou parecer inocente enquanto roçava a rosa por

cima dos seios expostos de Anna. Ele não foi tão bem-sucedido quanto o

filho.

— Edward!

Uma pétala caiu no decote de Ana. Ele franziu as sobrancelhas, fingindo

alarme.

— Oh, céus!

Os dedos compridos dele remexeram entre os seios dela, em busca da

pétala, mas apenas a empurraram para mais longe. Ele não estava fazendo

um bom trabalho para encontrá-la, e as pontas de seus dedos ficavam

roçando os mamilos de Anna.

Ela afastou a mão dele de forma indiferente.

— Pare com isso. Faz cócegas. — E soltou um gritinho quando ele

puxou um mamilo com dois dedos.

Edward franziu o cenho com ar sério.

— Shh. Você vai acordar o Samuel.

A parte de cima do vestido cedeu.

— Você tem que ficar muito, muito quieta.

— Mas Mãe Wren...

— Está vendo como Fanny está se saindo no novo emprego no condado

vizinho. — Seu hálito fez cócegas nos seios nus dela. — E não vai voltar

até a hora do jantar.

Ele pegou o mamilo com a boca.

Anna prendeu a respiração.

— Acho que estou grávida de novo.

Edward ergueu a cabeça; os olhos escuros brilhavam.

— Você acha ruim ter outra criança assim tão rápido?

— Eu adoraria — respondeu ela, e então suspirou, contente.

Edward estava recebendo a notícia de sua segunda gravidez muito

melhor que da primeira vez. Desde o momento em que Anna tinha lhe

contado que estava grávida, ele ficara terrivelmente mal-humorado. Ela

havia feito o possível para confortá-lo na época, mas se conformara com o

fato de que o marido só se recuperaria quando ela desse à luz com

segurança. E, de fato, Edward ficara sentado, com o rosto pálido, ao lado da

cama desde que ela entrara em trabalho de parto. A Sra. Stucker dera uma

olhada no rosto ansioso do pai do bebê e pedira conhaque, no qual Edward

se recusara a tocar. Cinco horas depois, Samuel Ethan de Raaf, visconde de

Herrod, nascera. Possivelmente era o bebê mais bonito na face da Terra, na

opinião de sua mãe. Edward havia bebido quase um terço da garrafa antes

de se deitar na grande cama com a esposa e o recém-nascido e envolver os

dois com os braços.

Agora, ele puxava as saias de Anna para cima e se ajeitava entre as

coxas nuas.

— Será uma menina desta vez.

Ele cobria o pescoço dela de beijos. As duas mãos cobriam os seios e os

polegares roçavam nos mamilos.

Anna arfou.

— Outro menino seria ótimo também, mas, se for uma menina, eu sei

como vou chamá-la.

— Como? — Ele estava mordiscando a orelha dela, e Anna podia sentir

sua ereção pressionando-a.

Era provável que ele não estivesse ouvindo, mas ela respondeu mesmo

assim:

— Elizabeth Rose.

 

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