Orações Perigosas

Craig Groeschel · Capítulo 28 de 31

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Orações Perigosas

Conclusão: Importuna-me, Senhor

C O N C L U S Ã O

Importuna-me, Senhor

Eu amo o Senhor, porque ele me ouviu quando lhe fiz a minha

súplica. Ele inclinou os seus ouvidos para mim; eu o invocarei toda a

minha vida.

— Salmos 116.1,2

O OBJETO DA NOSSA oração é importante. Não só é importante, mas é também esclarecedor.

O conteúdo das nossas orações revela mais a nosso respeito e do relacionamento que temos com Deus do que a maioria das pessoas talvez imagine. O que oramos reflete o que cremos acerca de Deus. Se a maior parte das nossas orações são em nosso favor ou sobre o que nos interessa, o conteúdo das nossas orações manifesta que no fundo cremos que Deus existe sobretudo para nós.

Assim, reserve um tempo para fazer uma auditoria da sua oração. Pense em tudo pelo que orou nos últimos tempos — não a vida inteira, só nos últimos sete dias. Considere a possibilidade de anotar em um bloco ou digitar no celular uma lista de todas as coisas diferentes que você pediu para Deus fazer na última semana.

Pare um instante e reflita um pouco sobre tudo isso. Consegue se lembrar? Pelo que você orou? O que pediu para Deus?

Agora responda com sinceridade. Se Deus dissesse sim a cada oração que você lhe dirigiu nos últimos sete dias, em que o mundo estaria diferente hoje?

Se suas orações fossem normais,

Responda com seguras, então pode ser que você tivesse

sinceridade. Se Deus

dissesse sim a cada vivido dias bons, voltado para casa em

oração que você lhe dirigiu segurança ou desfrutado de um duplo nos últimos sete dias, em

que o mundo estaria cheeseburger abençoado, acompanhado diferente hoje?

de fritas e Coca Zero.

Caso se aventurasse fazendo orações um pouco mais relevantes, talvez tivesse sido bem-sucedido na apresentação que fez no trabalho, ou fisgando um cliente novo, mesmo não estando preparado de verdade para isso. Pode ser que conseguisse a vaga que pediu a Deus para o seu carro, na primeira fila junto ao prédio no estacionamento do shopping center. Ou então, quem sabe, “ganhasse na loteria”.

Durante anos, se empreendesse uma auditoria de oração como essa, eu chegaria a resultados deploráveis. Se Deus atendesse a todos os meus pedidos do intervalo de uma semana, o mundo não ficaria muito diferente afinal. Para ser franco, houve semanas que não orei por nada. Outras semanas devo ter orado só por mim, o que não provoca grandes mudanças no esquema geral das coisas.

Minhas orações eram seguras demais.

Eu tinha acesso ao criador e sustentador do Universo. O grande Eu Sou. O Alfa e o Ômega. O Início e o Fim. O Deus onipotente, onipresente, onisciente, capaz de mandar fogo do céu, cerrar a boca de leões famintos ou acalmar uma tempestade violenta.

E tudo que lhe pedi foi manter-me em segurança e ajudar-me a ter um bom dia.

Até que deparei com uma oração atribuída a sir Francis Drake, capitão inglês que viveu de 1540 a 1596. Sua oração mexeu comigo. Não foi fácil repeti-la. Definitivamente, ela nada tinha de segura. Essa oração perigosa me ajudou a expandir os limites, a me sentir mais confortável para tirar os pés do chão e alçar voo pela fé.

Nosso tempo juntos se aproxima do fim, por isso encorajo você a dedicar alguns minutos para ler devagar, do início ao fim, as palavras de Drake.

Importuna-nos, Senhor, quando estivermos satisfeitos demais com nós mesmos, quando nossos sonhos se tornarem realidade porque temos sonhado pouco demais, quando chegarmos em segurança porque velejamos perto demais da costa.

Importuna-nos, Senhor, quando, por causa da abundância de coisas que possuímos, perdermos a sede pelas águas da vida; por nos termos apaixonado pela vida, pararmos de sonhar com a eternidade, e por permitirmos, em nossos esforços para construir uma nova terra, que nossa visão do novo céu se obscurecesse.

Importuna-nos, Senhor, a ousarmos com mais arrojo, a nos aventurarmos em mares mais abertos, onde as tempestades mostrarão sua maestria; onde, perdendo de vista a terra firme, encontremos as estrelas. Rogamos ao Senhor, traga de volta o horizonte das nossas esperanças; e traga de volta o futuro em força, coragem, esperança e amor.

É o que pedimos em nome do nosso capitão, Jesus Cristo.

Amém! [Nota 2]

***

Foi o que Deus fez. Importunou-me.

Vivi anos sem sentir vontade de ser

Em vez de aspirar a uma importunado. Mas depois de fazer mais

vida de conforto, encontro

alegria em atender às orações perigosas, descobri que os

necessidades alheias por gentis toques divinos interromperiam com

meio de atos diários de fé.

regularidade meus planos egocentrados,

e ele me conduziria em direção a sua vontade eterna. Em vez de viver limitado pelo que eu desejava, Deus me ajudou a me importar mais com os outros e a levar em consideração o que ele quer. Em vez de aspirar a uma vida de conforto, encontro alegria em atender às necessidades alheias por meio de atos diários de fé. Em vez de tentar controlar minha vida, tenho aprendido a confiar em Deus momento a momento, ainda que ele me quebrante. Estou longe de ser perfeito — alguns diriam que ando mais perturbado do que nunca —, mas estou mais perto de Deus.

Minha fé está mais forte.

Minha vida, mais rica.

Meu coração, mais cheio.

Creio que Deus também queira importunar você. Se chegou ao fim deste livro, sinal de que você aspira a muito mais do relacionamento com Deus. Anseia conhecê-lo, conversar com ele, ouvi-lo e ser guiado por ele. Tem fome de fazer diferença. Almeja glorificá-lo com o seu estilo de vida.

Está na hora de mudar o padrão das suas orações.

Está na hora de buscar Deus com paixão, com cada fibra do seu ser. Está na hora de abandonar as orações seguras, confortáveis, previsíveis e fáceis de serem feitas. É hora de orar com coragem, de se arriscar, de se abrir para um caminho diferente rumo a um destino melhor. É hora de começar a fazer orações perigosas.

 

É hora de orar com

coragem, de se arriscar, de

se abrir para um caminho

diferente rumo a um

destino melhor Está na

hora de ser importunado.

Pense no que poderia

ser diferente caso você

fosse mais transparente ao

orar. Se arriscasse mais.

Se fosse mais aberto para

o que Deus poderia fazer

na sua vida, em vez de

apenas esperar que ele

faça algo em seu favor. E

se você fizesse orações

mais audaciosas?

Se acalentasse sonhos

maiores? Se buscasse

Jesus sem medir as

consequências, com fé

ousada, incontida?

Tenha coragem para

pedir a Deus que o sonde.

Permita que ele conheça