Poesias
Capítulo VI
E ao começar o dia; e ellas desciam
A um coração exempto de remorsos
Onde encontravam filial piedade.
E agora? É-lhe mysterio o meu destino.
Qual o seu para mim o exilio occulta.
Saciado, talvez, de dor e affrontas
Dorme já sob a campa o somno eterno? Suas trémulas mãos não mais lançar-me Virão a bençam da piedade? O extremo
Arranco seu não roçará meus labios?
Ah, se um dia raiar para o proscripto
O suspirado alvor do sol da patria,
E se entre nós de um í mpio as mãos ergueram A barreira da morte, ai delle, ai delle!
E tambem, ai de mim!.......................
....................... Mas se 'inda um filho
Houver digno de o ser, eu criminoso
Terei quem me deplore; mãos que plantem No adro deserto onde jazer maldicto
Um cypreste, uma flor, e quem deponha
Aos pés do throno do juiz supremo
Por mim, uma oração fervente e pia.
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VI.
Arvores, flores, que eu amava tanto,
Como viveis sem mim? Nas longas vias, Que vou seguindo peregrino e pobre,
Sob este rude céu, entre o ruído
Dos odiosos folgares do sicambro,
Do monotono som da lingua sua,
Pelas horas da tarde, em varzea extensa, E ás bordas do ribeiro que murmura,
Diviso ás vezes, em distancia, um bosque De arvoredo onde bate o sol cadente,