Sinapismos

Francisco Pires Zinão · Capítulo 33 de 40

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Sinapismos

3.º Organizar rapidamente o orçamento d’uma «borga» eleitoral, dada a capacidade cubica das barrigas dos abbades e a permeabilidade alcoolica dos tecidos intestinaes.

Olé amigo! Toque. Dê cá um abraço.—Esta é a sua filha?

Está uma fiôr; tem juizo, rapariga!—Sabe que arranjei um subsidio para as obras da torre? Custou, mas arranjou-se.— Você não tem um filho no recrutamento? Recebi hoje carta de Vianna em que me dizem que vae ser isento.—Aquella é a tal propriedade em que esses ladrões lhe lançaram quatro pintos? Eu amanhã arranjo isso na Fazenda; o mais que deve pagar é um pinto.—Pegue lá um cigarro. Com franqueza; fume á vontade, que é brandinho. Não tem lume? Metta á bocca... Prompto!—É verdade: já me esquecia. Você é dos nossos; amanhã é a eleição. Homens honrados são do nosso lado. Já cá o tenho na cabeceira do rol—Diabo! tenho o seu nome na ponta da lingua...—Zé da Portella, exactamente. Aqui tem uma lista. Mande para o diabo a outra canalha.—Adeus. Ás ordens sempre, sempre, para o que quizer.—Dé cá outro abraço que é de amigo. Adeus.

 

Depois da eleição (modelo b):

 

—V. Ex.ª dá licença?

—Entre!!

—Louvado seja nosso...

—Que quer!?!

—Eu sou o Zé da Portella, aquelle...

—Venha logo, venha logo; tenho mais que fazer.

 

3.º

Organizar rapidamente o orçamento d’uma

«borga» eleitoral, dada a capacidade cubica das

barrigas dos abbades e a permeabilidade

alcoolica dos tecidos intestinaes.