Sinapismos
3.º Organizar rapidamente o orçamento d’uma «borga» eleitoral, dada a capacidade cubica das barrigas dos abbades e a permeabilidade alcoolica dos tecidos intestinaes.
Olé amigo! Toque. Dê cá um abraço.—Esta é a sua filha?
Está uma fiôr; tem juizo, rapariga!—Sabe que arranjei um subsidio para as obras da torre? Custou, mas arranjou-se.— Você não tem um filho no recrutamento? Recebi hoje carta de Vianna em que me dizem que vae ser isento.—Aquella é a tal propriedade em que esses ladrões lhe lançaram quatro pintos? Eu amanhã arranjo isso na Fazenda; o mais que deve pagar é um pinto.—Pegue lá um cigarro. Com franqueza; fume á vontade, que é brandinho. Não tem lume? Metta á bocca... Prompto!—É verdade: já me esquecia. Você é dos nossos; amanhã é a eleição. Homens honrados são do nosso lado. Já cá o tenho na cabeceira do rol—Diabo! tenho o seu nome na ponta da lingua...—Zé da Portella, exactamente. Aqui tem uma lista. Mande para o diabo a outra canalha.—Adeus. Ás ordens sempre, sempre, para o que quizer.—Dé cá outro abraço que é de amigo. Adeus.
Depois da eleição (modelo b):
—V. Ex.ª dá licença?
—Entre!!
—Louvado seja nosso...
—Que quer!?!
—Eu sou o Zé da Portella, aquelle...
—Venha logo, venha logo; tenho mais que fazer.
3.º
Organizar rapidamente o orçamento d’uma
«borga» eleitoral, dada a capacidade cubica das
barrigas dos abbades e a permeabilidade
alcoolica dos tecidos intestinaes.