Uma prova de amor

Emily Giffin · Capítulo 12 de 36

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Uma prova de amor

Capítulo 11

C A P Í T U L O

 

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Foi só falar de Tucker para minhas irmãs que minha mãe decidiu aparecer e fazer uma visita surpresa dois dias depois. Quando estou voltando do trabalho, ouço a voz dela, alta e animada, conversando com Jess sobre seu “dia maravilhoso” na Fifth Avenue. Minha mãe ainda mora em Huntington, mas, desde que ela se casou com Dwight e pôde bancar caríssimos cortes de cabelo e tratamentos de beleza em Manhattan, ela vem para a cidade com muito mais frequência.

Falo um palavrão baixinho. Penso seriamente em escapar dali e me esconder em um barzinho das redondezas para tomar uma cerveja. No entanto, decidi que isso não seria justo com Jess. Além do quê, minha mãe é uma coruja, cujos horários batem mais com os de uma universitária do que com os de alguém de 63 anos. Ela vai esperar por mim e, provavelmente, vai passar a noite conosco, dando risadinhas, usando pantufas, como se tivesse acabado de ver a cena do filme Grease em que as garotas fazem uma festa do pijama.

Respiro fundo e entro pela porta com um sorriso forçado.

— Oi, mãe! — digo, reparando em seu cabelo perfeito e em suas unhas compridas recém-pintadas na cor ameixa-brilhante. Ela está sempre bem-arrumada, mas hoje é um de seus dias mais impressionantes. Ela não parece ter a idade que tem e é uma daquelas raras mães que realmente parecem mais nossas irmãs do que nossas mães (ao contrário daquelas mulheres que recebem esse falso elogio de caras bregas).

— Olá, Cláudia querida! — ela exclama, se levantando para me dar um abraço cuidadoso, do tipo que as pessoas não se tocam, a não ser no rosto e nos ombros.

— Não sabia que você vinha para a cidade hoje. — Comento, mas quero dizer na verdade: “Pelo amor de Deus, mulher! Quantas vezes já não lhe disse que detesto visitas inesperadas?”.

— Vim fotografar você, Cláudia — ela diz, jogando a alça preta da câmera por cima da cabeça.

Minha mãe gosta de pensar que é uma artista. Até já a ouvi dizer que é pintora. É bem engraçado, especialmente quando a gente sabe que a verdade é que ela borrifa algumas tintas em umas telas e cerâmicas. Mas, para ser justa, tenho que concordar com uma coisa: pelo menos ela tem interesses, hobbies e paixões, mesmo que essas paixões frequentemente incluam romances inapropriados. Ela nunca foi uma daquelas mães preguiçosas que ficam assistindo a novelas. Na verdade, ela assistia a novelas, mas também fazia o possível para sua vida ser tão escandalosa quanto a da personagem mais ultrajante dos seus programas favoritos. Durante certo tempo, ela ficou obcecada pela Erica Kane e uma vez ela ligou para a produção do All My Children para ter informações sobre uma bolsinha preta que Erica estava usando em uma cena de velório. Ela descobriu o que queria, ligou para seu personal shopper na loja Nordstrom e, sem vergonha nenhuma, encomendou uma igual como seu presente de Dia das Mães. (Minha mãe sempre escolheu seus próprios presentes. Todas as vezes que meu pai tentou, seus esforços foram em vão. “Você tem a nota?” era a primeira coisa que ela dizia.)

De qualquer modo, seu hobbie mais recente é a fotografia em preto e branco. Ainda não a vi em ação, mas Maura me garante que ela se esforça bastante, comparando as fotos de minha mãe aos seus sofridos haikais. Maura também disse que a fotografia é um de seus hobbies mais irritantes até hoje; no meio de uma conversa, minha mãe tira sua Nikon, foca na nossa cara e começa a clicar sem parar, fazendo comentários do tipo “Queixo para baixo. Sim. Exatamente desse jeito. Ah! Fantástico! Me acompanha”. Aparentemente, ela tira rolos e mais rolos de objetos ao acaso, como canecas de café, banquinhos e os intitula “série de canecas” e “série de banquinhos”. É pretensioso demais para aguentar.

— Eu poderia ter ligado antes, mas queria você au naturel.

— Bom, então você conseguiu o que queria — respondo, olhando para minha roupa de trabalho: calça preta, sapatos altos pretos, blusa cinza, sem acessórios. A menos que vá me encontrar com um autor ou agente, não me preocupo muito com meu guarda-roupa do dia a dia.

— Queria capturá-la em sua rotina de trabalho normal. Sem luxo. Simplesmente você.

Como se eu fosse me dar o trabalho de me enfeitar para você, penso, mas eu digo:

— Pode ir embora daqui! — é isso que quero dizer, literalmente, mas tento fazer parecer uma brincadeira. Não consigo lidar com ela quando fica chateada.

— Estou falando sério. Preciso tirar um rolo ou dois. Não vai demorar muito.

Pego uma garrafa de água da geladeira, caminho para perto dela e me sento em uma poltrona ao seu lado. Então, me jogo com um suspiro exagerado no sofá.

— Estou cansada demais para isso, mãe.

Jess está parada atrás de minha mãe, checando sua pilha de correspondência. Ela para e faz aquele sinal de “maluco”, que era tão popular no Ensino Fundamental: girar o dedo no ar apontando para a própria cabeça e, então, apontar para a pessoa. Ela ainda revira os olhos, o que dá um toque psicótico legal.

Começo a rir, e minha mãe se volta para ver o que há de tão engraçado.

Jess fica séria e finge estar muito interessada num catálogo.

Minha mãe me encara novamente e continua:

— Eu já bati um rolo com a Jess enquanto esperava por você. Mas essa não era a minha tarefa. Foi só um passatempo. Jess é tão fotogênica demais, não é?

— Hum-hum — digo. Jess fica maravilhosa em todas as fotos dela que eu já vi. Acho que é porque seu rosto é muito simétrico e uma vez eu li que é isso que torna alguém lindo. O artigo dizia que até os bebês são atraídos por rostos com simetria.

— Seu retrato é a minha tarefa — ela me diz.

Ela não podia estar mais desesperada para que lhe perguntasse sobre essa tarefa. Então, eu pergunto:

— Que tarefa é essa, mãe?

— Eu já lhe falei sobre minha aula de fotografia, não falei?

Concordo com a cabeça, pensando: “Só uma dúzia de vezes”.

— Bem. Estamos trabalhando com retratos agora.

— Parece legal — respondo.

Ela parece não notar meu sarcasmo e diz:

— Sim. É bem divertido. Mas é um grande desafio capturar a expressão no rosto da pessoa.

— Claro. Tenho certeza de que é.

— E é aí que você entra. Escolhi você como modelo.

Sei que ela espera que eu fique animada por ter sido a escolhida, mas replico:

— Por que não fotografar os filhos de Maura? Ou o Dwight?

— Porque — ela diz, hesitante, como se estivesse prestes a revelar uma verdade secreta.

Jess concorda com a cabeça com vigor e faz um outro gesto, do tipo, “aguenta mais essa”.

— Nossa tarefa é fotografar a dor — ela franze a testa ao dizer isso, como se ela mesma estivesse carregando uma enorme carga emocional.

Sinto meus olhos se apertarem.

— E você acha que eu posso lhe ajudar com isso?

— Cláudia, querida. Não fique na defensiva.

— Não estou na defensiva — digo, ciente de como pareço estar defensiva.

— Quero capturar seu sofrimento.

— Não estou sofrendo.

— Está sim, Cláudia. Você está sofrendo por causa do Ben. Ouvi falar da Tucker — ela completa.

— Estou bem — afirmo.

— Não, senhorita, você não está bem. Você não está nada bem.

Jess faz uma careta como se estivesse prestes a assistir a um acidente no trânsito e, então, sai dali, provavelmente para ligar para Trey.

— Você está sofrendo bem aqui, Cláudia — ela diz, cruzando as mãos e as colocando suavemente sobre o coração. — Sou sua mãe. Conheço essas coisas.

— Mãe, eu realmente não quero falar sobre isso agora.

Ela franze os lábios, olha para mim e balança a cabeça. Então, carrega um novo rolo na máquina, acerta a monstruosa lente e ergue sua câmera para me fotografar.

Coloco minha mão na frente do rosto.

— Pare com isso, mãe!

Clique. Clique.

— Mãe! — exclamo. Então me recomponho, pois minha mãe provavelmente vai adorar fotografar uma Cláudia sofrida e com raiva, e lhe digo, com mais calma:

— Por que não fotografar a Daphne?

Sinto-me um pouco culpada pela sugestão, mas daí penso que deve ter sido a Daphne quem foi fofocar sobre a Tucker com minha mãe. Elas conversam quase todos os dias.

— Por causa da infertilidade dela, você quer dizer? — minha mãe pergunta como se isso fosse um simples desvio de rota e não um grande sofrimento.

— Não é a mesma coisa. Não existe tristeza maior do que a de um coração partido.

Quero refutar o que minha mãe acabou de dizer, mas não consigo.

— Não estou com o coração partido — digo.

— Sim. Está sim.

— E Maura? Ela e Scott estão em constante tormenta — digo, imaginando que tudo bem colocar minha outra irmã na fogueira, vai que foi ela quem fofocou sobre Tucker com minha mãe.

— Maura não é apaixonada pelo Scott — minha mãe afirma. — Eles nunca tiveram o que você e Ben partilhavam. Você e ele eram tão apaixonados um pelo o outro. E suspeito que ainda são — ela diz, erguendo sua câmera novamente. Ela franze os olhos e foca a câmera com um movimento do punho.

Clique. Clique.

— Mãe! Já chega!

Clique. Clique. Clique.

— Estou falando sério, mãe! — grito e, enquanto ela se levanta para capturar outro ângulo do meu perfil angustiado, sinto uma tristeza incrível misturada com a minha raiva. Cubro meu rosto com as mãos e tento segurar o choro, para não provar para minha mãe que ela está certa. Quando olho para cima, vejo Jess no umbral da porta com um olhar interrogador “Você precisa de mim?”. Sacudo a cabeça, não preciso de ninguém. Jess se afasta, parecendo preocupada. Observo minha mãe colocar outro rolo de filme na câmara e depois passar a alça da câmara sobre a cabeça. Estou com muita raiva ao dizer:

— Não ouse tirar outra foto minha. Sou sua filha. Não seu projeto.

Minha voz está estranhamente calma, mas percebo nela algo que me deixa assustada.

Imagino se minha mãe pôde ouvir aquilo também, se é que está ouvindo alguma coisa.

De repente, percebo que se essa mulher, que por acaso me deu à luz há quase trinta e cinco anos, tirar minha foto neste momento e tentar tirar vantagem do meu sofrimento, nunca mais vou querer vê-la na minha frente. Nunca mais conversarei com ela. Vou me recusar a vê-la sob quaisquer circunstâncias, mesmo que seja em um leito de morte.

Claro que já pensei muitas vezes nisso, mas nunca levei a sério. Acabo cedendo não por ela, nem porque preciso ou quero uma mãe, mas porque eu não quero que minha mãe defina quem eu sou, e não conversar com ela definiria isso de um jeito bizarro. Todas as vezes que leio que uma celebridade se afastou da própria mãe (Meg Ryan, Jennifer Aniston, Demi Moore; conheço essas mulheres de cor e salteado), acho que isso revela algo sobre a mãe e sobre a filha. Não importa quão cruel tenha sido a ofensa da mãe, se a filha ofendê-la ou se negar a falar com ela, acaba sendo rotulada como dura, dona da verdade e fria.

Minha mãe é um estorvo, mas não é importante o bastante para ter tanto destaque no contexto de minha vida. Ainda assim, apesar do que sei que pode causar um afastamento total, tenho a sensação de que estamos em uma encruzilhada. Dessa vez é pra valer. Se eu consegui me divorciar do homem que eu amo, posso me desligar dessa mulher.

Observo minha mãe franzir a testa e me olhar com seu jeito de expressar simpatia. O mesmo olhar que ela usa quando vai a um enterro. Sei pelo que você está passando. Pode contar comigo. Toda essa merda. Ela não consegue expressar empatia por ninguém, nem mesmo pelas próprias filhas, mas domina a arte de fingir que se importa com os outros. Ela é uma fraude. As pessoas de fora da nossa família podem achar que ela é interessante, intrigante e que tem compaixão. Às vezes, ela consegue enganar até a Daphne. Porém, eu sei a verdade sobre ela.

Minha raiva vai embora, em parte por causa da curiosidade. Até que ponto vai a maldade da minha mãe? Será que ela vai bater outra foto minha, mesmo depois de eu quase ter rompido em lágrimas? Mesmo depois que eu a adverti e deixei bem claro minha opinião? Meu desejo secreto é que ela tire uma última foto. Quase torço para que este seja nosso momento definitivo entre mãe e filha. Olho para ela e vejo que fica paralisada e, logo depois, abaixa a câmara e a coloca no colo. Ninguém consegue impedir minha mãe de fazer o que ela quer, e eu não consigo deixar de me sentir triunfante. E muito surpresa.

Ela franze os lábios e diz:

— Me desculpe.

Estou ao mesmo tempo aliviada e desapontada pelo seu pedido de desculpas. Não consigo me lembrar de uma única vez em que ela tenha se desculpado por alguma coisa, apesar das várias ocasiões em que ficou me devendo um pedido de desculpas. Pelo menos ela nunca se desculpou sem antes culpar outra pessoa ou acrescentar um mas. Não quero que ela saia dessa com tanta facilidade, no entanto estou completamente exausta.

Então, digo:

— Tudo certo, mãe.

— Mas está tudo certo mesmo? — ela pergunta.

Reviro os olhos e digo que sim.

Ficamos nós duas em silêncio enquanto ela guarda seus equipamentos e a câmera. Quando tudo está armazenado aos seus pés, ela me olha e diz em voz baixa e com sinceridade:

— Sinto muito.

Afasto meu olhar, mas sinto os olhos dela em mim. Sinto o quanto ela quer que eu lhe diga alguma coisa. Que a absolva. Que a abrace.

Não faço nada disso. Apenas fico sentada, em silêncio.

Pouco depois, minha mãe diz:

— Preciso lhe contar uma coisa, Cláudia.

— O que é? — pergunto, esperando alguma frivolidade. O sol vai nascer novamente amanhã. O céu é sempre mais escuro antes do amanhecer. Procure uma nesga de esperança. Por que existem tantas expressões banais envolvendo o céu?

Porém minha mãe pigarreia e diz:

— Quero lhe dizer algo que nunca contei antes.

— Vai em frente — retruco, enquanto vejo a sombra de Jess na porta. Na verdade, ela não está bisbilhotando, está só me poupando do esforço de ter que repetir tudo mais tarde.

— Você foi um acidente — minha mãe confidencia. — Foi uma gravidez não planejada.

— Eu sei disso, mãe — digo.

Ela nunca tentou esconder esse fato, é algo que sei desde criancinha. Ela costumava dizer isso para as pessoas na minha frente:

— Pensava que não teria mais filhos. Mas a Cláudia foi um “acidente”.

Ela murmurava a palavra acidente, mas é claro que eu a ouvia sempre. E mesmo que não tivesse escutado isso, a ouvi muito bem quando ela gritou comigo depois que eu lhe disse que estava boicotando seu luxuoso casamento com o Dwight e que ela podia enfiar meu vestido de dama de honra naquele lugar onde o sol não bate. (Minha expressão favorita envolvendo o sol.)

— Por favor — ela diz agora. — Deixe eu terminar.

Encolho os ombros, pensando que ela escolheu um belo modo de se desculpar.

— Então, você não foi planejada — ela continua e ergue um dedo no ar como se estivesse se preparando para fazer uma grande declaração. — No entanto, há alguns dias, estava lendo um agradecimento em um de seus livros. Aquele do cara que tem o lábio leporino?

— Fenda palatina — corrijo. Ela está se referindo às memórias de John Skvarla. O defeito de nascença de John foi uma parte tão minúscula na sua história de vida que eu imagino se ela foi além da primeira página. Minha mãe costuma parecer uma pessoa lida e ela compra livros de capa dura o tempo todo, mas eles geralmente vão direto para as prateleiras da sua sala de estar sem serem abertos. Tudo aparência.

— Não importa — ela desconsidera. — O livro não é importante. O importante é que eu estava lendo os agradecimentos dele, a parte que ele agradece você por ser sua editora e amiga. E fiquei tomada por um profundo orgulho por você ser minha filha.

Sei que minha mãe adora qualquer forma de atenção pública. Ela adora contar para suas amigas que criou uma editora de sucesso, que trabalha numa prestigiada editora de livros em Nova York, e ter o nome da sua filha impresso nas páginas iniciais do livro é apenas a cereja do bolo. Ainda assim, fico surpresa com suas palavras. Não é a linguagem costumeira que minha mãe usa.

— Tenho tanto orgulho de você, Cláudia! — ela continua. — Não apenas pela sua inteligência e pelo que você conquistou, mas porque você é o tipo de pessoa que todos querem agradecer nas primeiras páginas de um livro. Todos a amam e a respeitam. Você é especial — ela diz baixinho. Ela abaixa os olhos e para seus pés, juntando seus mocassins laranja, usados para dirigir. Suas mãos estão cruzadas sobre seu colo. Ela parece arrependida, tímida e sincera. — Você é a melhor coisa que fiz na minha vida — ela termina.

Não quero me emocionar nem me sentir grata, mas é o que estou sentindo. Tanto que estou prestes a chorar novamente. Penso: como uma mulher pode criar esse tsunami de emoção em mim — e em tão pouco tempo? Digo a mim mesma para me controlar. Que minha mãe, num certo sentido, está colhendo os louros do meu sucesso, quando, na verdade, ela merece muito pouco desse crédito. Ela costumava me aconselhar a tirar a cara dos livros e ir tomar um pouco de ar fresco. Ela ficou arrasada quando completei dezesseis anos e me inscrevi para trabalhar na biblioteca em vez de me candidatar para ser salva-vidas no clube de campo. Sei que sou quem sou, apesar da minha mãe. Mas não consigo evitar: sei que não vou esquecer o que ela acabou de me dizer. Sei que vou repetir essas palavras uma centena de vezes ou mais. Sei que, por mais que eu não queira admitir, minha mãe é importante para mim.

— Por que você está me dizendo tudo isso agora? — pergunto.

— Por causa das escolhas recentes que você tem feito na sua vida.

— O que tem de errado com elas? — pergunto. Sei que ela está falando de Ben e de ter filhos, mas não sei qual a relação disso com o elogio inesperado.

Ela fica pensativa, como se estivesse escolhendo cuidadosamente as palavras.

— Não sou a melhor mãe do mundo... nem nunca fui — ela fala, devagar. — Mas lembre-se sempre, Cláudia, de que você não é igual a mim. Você significa muito para um monte de pessoas. Você não é nada parecida comigo.