A paixão do CEO

Aline Damasceno · Capítulo 9 de 24

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A paixão do CEO

Capítulo sete

 

 

Depois de mostrarmos nossos documentos e passaportes no setor de Imigração, caminhamos em direção ao meu jato particular, que já nos esperava no portão a ele destinado, bastante consciente de Mady atrás de mim.

Não era minha intenção forçar a barra com ela, sabia que tinha que ser mais cauteloso para tê-la em minha cama pelo resto da vida, mas o gemido involuntário que ela soltou foi uma descarga elétrica que perpassou todo meu corpo e incidiu diretamente no meu pau. Tive que fazer um enorme esforço para conter a ereção que surgiu instantaneamente. Por sorte, uma mesa tampava minha calça e escondia o volume que se formou na minha braguilha. Tinha certeza que Mady sabia que eu a desejava, mas deixá-la ver-me assim, em pleno espaço público, agindo feito um adolescente que não sabia se controlar, era demais até para mim. Eu era um homem reservado, e preferia que ela visse, ou melhor, sentisse o meu descontrole quando estivéssemos sozinhos.

Porém, foi impossível controlar a minha mão para não a tocar e limpar a pequena manchinha de chocolate que lhe sujava o rosto, próximo ao lábio, daquela boca que não via a hora de prová-la.

Assim que me aproximei da aeronave, um funcionário jovem ocupou-se com as malas e o meu piloto de confiança, Joseph, que me esperava na porta do avião, veio me saudar, estendendo-me a mão, seguido do comissário de bordo e o co-piloto.

— É sempre bom tê-lo a bordo, senhor Brown. — Esse era o sobrenome que tinha herdado da minha mãe, já que o nome do meu pai não constava na minha certidão.

— Obrigado — maneei a cabeça —, qual a previsão de duração da nossa viagem?

— De acordo com o plano de voo, é estimada por volta de vinte e seis horas, com uma parada no Aeroporto Internacional de Xangai, para abastecer.

— Ótimo. — Contava com esse tempo a sós com Mady para conhecê-la ainda melhor, e quem sabe, dar mais um passo no meu jogo de sedução.

— Senhorita Jameson, que ótimo ter a sua companhia novamente. — Sorriu maliciosamente para ela quando Mady parou ao meu lado, e seu olhar percorreu todo o corpo dela, centrando-se no decote pronunciado.

Cerrei os dentes, irritado. Se Joseph não fosse um bom piloto, já teria me livrado dele há muito tempo. Mady era uma mulher muito gostosa, e se eu quisesse ter algo sério com ela, o que eu mais queria no mundo, teria que controlar minhas crises de ciúme. Porém, a minha vontade era de envolver meu braço na sua cintura e puxá-la para próximo do meu corpo, demonstrando que ela já estava acompanhada, contudo Madeline acharia que eu era tão babaca quanto Joseph.

— Olá — cumprimentou, sem graça, não dando um mínimo de atenção ao piloto, que pareceu decepcionado. Ele olhou para o relógio de pulso e tentou disfarçar.

— Bom, deixe eu começar os preparativos — disse, constrangido. — Venha, Mike. — Pediu licença e se fechou na cabine.

— Bem-vindos a bordo. — O outro homem fez uma pequena reverência. — Sou o comissário Ferdinando Suárez e estarei à disposição dos senhores. Se quiserem, já podem se acomodar e se prepararem para o voo, que partirá em vinte minutos.

— Obrigada, Suárez. Verifique se todas as nossas malas já estão no compartimento de carga com o funcionário. Vamos nos sentar, Mady? — Virei-me para ela, que apenas assentiu.

Deixei que ela fosse na frente, como o bom cavalheiro que era, e observei suas nádegas redondas e empinadas, percebendo que o tecido deixava marcada a pequena calcinha que ela usava.

— Porra, Mady! — gemi, baixinho.

— Falou alguma coisa? — Virou-se para mim, me encarando.

— Não, não. Foi só um pensamento alto — menti. — Pode continuar.

Ela arqueou a sobrancelha bem desenhada, porém não disse nada, continuando a caminhar em direção ao assento de couro cor creme, acomodando-se nele. Pegou seu celular e pareceu digitar algo. Provavelmente era uma mensagem para sua irmã. As duas eram muito unidas e eu admirava a proximidade entre elas, e esperava que isso durasse para sempre.

Suspirei fundo e caminhei em direção a minha poltrona, sentando-me de frente para ela, deixando a do lado dela livre, e fiquei encarando seus olhos castanhos.

— Você quer alguma coisa antes de decolar, Mady?

Balançou a cabeça em negativa e guardou o celular na bolsa.

— Estou bem assim. — Olhou pela janela do avião e ficou em um silêncio nervoso, quando as turbinas do jato começaram a rugir com maior intensidade.

Não demorou muito e Ferdinando retornou ao avião, fechando a porta e se posicionando próximo a cabine, atraindo a atenção de Mady.

— Peço a todos que afivelem o cinto e mantenham sua poltrona na vertical. Daqui alguns minutos, o jato estará pronto para decolar. — Assim que se pronunciou, foi até o espaço que era reservado para ele. O jato não era muito grande, porém tinha um banheiro confortável, com espaço suficiente para permitir a pessoa se mover facilmente dentro dele, e estava equipado com uma pequena cozinha e um quarto com duas camas, além de oferecer wifi e televisão, uma mesa para refeições, as poltronas em que estávamos e mais quatro lugares.

Continuei olhando para Mady, que pareceu ainda mais tensa quando o avião começou a taxiar, preparando para a decolagem.

— Me dê suas mãos — pedi, fazendo ela olhar diretamente para mim.

— O quê?!

— Me dê as suas mãos. Você está tensa e pálida. — Olhei ternamente para ela. — Não tem com o que se preocupar, Mady.

Hesitou um pouco, mas acredito que o medo que vi em seus olhos fez com que ela aproximasse as mãos das minhas. Estavam frias e suadas, mas as segurei e comecei a massageá-las a fim de acalmá-la.

— Estou aqui, Mady. Confie em mim.

— Eu sei… — Suspirou, nervosa, enquanto eu continuava com os movimentos.

Ela pareceu se acalmar um pouco, mas quando o avião começou a subida, ela apertou a minha mão com força.

Foi só a aeronave se estabilizar no ar que ela relaxou , porém não soltou as minhas mãos, e seu olhar continuou fixado no meu.

— Obrigada por isso, Phill.

— Não tem de quê, Mady.

Não me contive e levei uma das suas mãos pequenas aos lábios, plantando um leve beijo no dorso, fazendo com que ela ficasse rubra de surpresa, mas soltei-a logo depois. Como eu amava ver essa cor rosada tomar conta da sua face.

— Deseja uma água, Mady?

Balançou a cabeça em afirmativa. Esperei que Ferdinando aparecesse para pedir, e comecei a distraí-la, contando algumas coisas que tinha aprendido com Jhonson.