A paixão do CEO

Aline Damasceno · Capítulo 24 de 24

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A paixão do CEO

Epílogo

 

Dois anos depois...

 

— Pronto. — Olhei-me no espelho, quando o cabeleireiro finalizou meu penteado ao colocar uma tiara com pequenos diamantes na minha cabeça, fixando o véu no lugar correto.

— Está linda, filha — minha mãe sussurrou, emocionada.

— Olha, Dany, o quanto a titia está maravilhosa. — Segurando a filha de um ano e meio no colo, Jane se aproximou de mim, a fim de ver melhor o resultado do cabelo e maquiagem.

Muita coisa tinha acontecido durante o tempo em que eu e Phillips estávamos juntos.

Assim que todos os detalhes principais da compra da Ilha Pumpkin foram finalizados, empreendimento que se provou muito rentável nesse último ano, voltamos para Nova Iorque, já que estávamos há muito tempo longe da empresa. Eu ainda era sua secretária e seu braço direito, e amava o que fazia, porém não podia negar que gostava ainda mais quando ele enterrava seu pênis dentro de mim, no intervalo das reuniões, em seu escritório.

Embora não tenhamos efetuado a compra dos edifícios em Sydney oferecidos pelo agente, a Jhonson’s and Phillips’s crescia de vento em popa, alcançando o patamar de multinacional, com negócios imobiliários em cada pedaço do mundo.

Assim que chegamos à cidade nova iorquina, para a surpresa de todos, Jane descobriu, após fazer um teste de farmácia, que estava grávida, depois de sofrer bastante com enjoos, algo que ela achava que se devia à comilança de final do ano. Vocês podem imaginar o quanto a notícia deixou todos eufóricos, principalmente a mim, que provei ser uma tia bem coruja.

— Ela está pronta? — A voz do meu pai soou do outro lado da porta.

— Sim — minha mãe, com a voz chorosa, falou, indo abrir a porta para que papai passasse. Ele ficou estático quando me viu.

— Nem acredito que casarei minha outra menininha. — Se pôs a chorar. — Como esse dia chegou rápido.

Eu e Phillips resolvemos nos casar em uma cerimônia íntima em uma praia próxima a Nova Iorque, restrita a alguns familiares e amigos. Não escolhemos a Ilha Pumpkin por causa da distância e porque alguns convidados, como minha irmã e cunhado, queriam passar o primeiro dia do ano novo com outros parentes. A data representava um recomeço para nós dois, o início de tudo, e casarmos naquele dia daria um significado ainda mais especial.

— Pronta, filha? — meu pai perguntou, parecendo mais recomposto.

— Sim. — Ergui-me da cadeira e dei uma última olhada no espelho, vendo o vestido curto em tom perolado de renda se moldar ao meu corpo, onde uma faixa em tom champanhe abaixo do meu busto ressaltava ainda mais o meu ventre redondo pela gravidez. Quando descobrimos que teríamos um casal de gêmeos, Phillips quase surtou de felicidade, mal podendo acreditar que, juntos, formaríamos uma nova família. Ele estava cada vez mais encantado com a ideia de cuidar de duas crianças.

Dando a mão para meu pai, caminhamos para fora do quarto em direção ao local da cerimônia, seguidos pela mamãe, minha irmã e minha sobrinha.

Estava cada vez mais ansiosa. Suava frio, mal vendo a hora de tornar-me dele para sempre.

— Fique calma, querida — papai sussurrou no meu ouvido. — Estamos quase chegando.

Paramos na curva que dava acesso ao local, esperando que mamãe e Jane tomassem seus lugares nas cadeiras fincadas na areia e sinalizassem a chegada da noiva.

Quando a marcha nupcial começou a soar, meu pai apertou minha mão com mais força, incentivando-me a prosseguir.

Assim que vi Phillips no altar, meu coração pareceu que ia sair pela boca. Não pude conter minhas lágrimas de felicidade quando o vi chorar, emocionado ao me ver. Chorávamos copiosamente. O amor que nutríamos um pelo outro era muito intenso, e era impossível conter a emoção.

— Te entrego a minha filha, Phillips, cuide bem dela. — Subiu o véu que cobria o meu rosto e estendeu a mão para meu futuro marido em um aperto, dando seu consentimento.

— Cuidarei dela com minha vida, senhor.

— Não espero menos de você. — Sorriu, nos deixando sozinhos no altar.

Phill tomou minha mão na sua e levantou-a, plantando um beijo no seu dorso.

— Maravilhosa. — Seus olhos verdes brilhavam pela felicidade e pelas lágrimas.

Viramos para o cerimonialista, que começou o seu discurso.

— Estamos aqui para celebrar… — As palavras do homem soavam como um zumbido no meu ouvido, com a emoção transbordando dentro de mim. — Então, vamos aos votos. Você está com as alianças?

Um awn coletivo surgiu quando o celebrante disse isso, fazendo-nos virar para trás para ver Toby, vestindo um smoking canino, entrar com as nossas alianças penduradas em um saquinho amarrado de leve no seu pescoço, parando em alguns momentos, fazendo suas delícias e todo mundo rir. Ter ele com a gente tornava meu casamento ainda mais especial. Toby era parte da família que estávamos construindo.

Assim que Phillips desamarrou o saquinho retirando nossas alianças, Toby se deitou, parecendo cansado.

— Repita comigo os votos: Eu, Phillips Brown, aceito Madeline Jameson como minha legítima esposa…

— Eu, Phillips Brown…

Estava tão emocionada que nem me vi trocando meus votos com meu marido, nem o cerimonialista finalizar o casamento.

— Pelos poderes a mim concedidos, eu os declaro marido e mulher.

Uma salva de palmas e assovios soou quando Phillips, com cuidado, aproximou meu corpo do seu e, acariciando minha barriga, tomou meus lábios em um beijo que selava a nossa felicidade, o nosso amor.

— Eu te amo, Phillips Brown — sussurrei próximo a sua boca.

— E eu também amo você, senhora Brown. Você, o Toby e os nossos pequenos que ainda crescem dentro do seu ventre, para sempre, e cada dia mais. — Deu-me mais um beijo, roubando de mim o meu fôlego.

Com essa promessa, vivemos o nosso amor, que se provou eterno e ultrapassou vários anos novos.

 

Fim.

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