A paixão do CEO

Aline Damasceno · Capítulo 17 de 24

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A paixão do CEO

Capítulo quinze

 

Não sei o que tinha me dado ontem, mas tinha brincado na água fria do mar que nem uma criança que se empolgava com algo novo. Porém, não tinha resistido. Não sabia que eu precisava tanto me libertar das amarras por mim impostas, mas ter feito aquilo fez com que algo se rompesse dentro de mim. Me sentia renovada, animada, e até mesmo uma mulher um tiquinho diferente.

Espreguicei na cama, depois de uma noite bem dormida, sentindo o calor do sol que se infiltrava pela claraboia e aquecia minha pele. Era tão bom acordar assim que, dificilmente, voltaria a apreciar a manhã cinzenta de Nova Iorque, e isso que eu era uma adoradora da cidade, que funcionava em um ritmo frenético e acelerado. Porém, poderia facilmente me acostumar ao clima tropical e lento da Ilha Pumpkin.

Olhei para a janela de vidro do quarto que escolhi dormir, já que Phill tinha me deixado escolher, e contemplei as águas cristalinas e a areia branca da praia, suspirando. Se a noite, onde não poderia ver todos os detalhes da paisagem, já tinha ficado deslumbrada, ver a ilha de manhã roubou todo o ar dos meus pulmões. Nunca estive em um lugar tão paradisíaco como aquele, e isso que eu já fui a inúmeras praias no Havaí, que também eram incríveis.

Peguei meu celular no móvel de cabeceira e tirei uma foto da vista do meu quarto, enviando-a para Jane, que iria amar a ilha. Ela e o marido gostavam e, muito, de conhecer novos lugares, e sempre que podiam embarcavam para uma praia que eles pesquisavam na internet. Faria um esforço para dar a minha irmã e ao Michael uns dias de estadias aqui como presente de casamento no próximo ano, mesmo que Phill não adquira a ilha.

Ao pensar na minha irmã, lembrei-me de que ainda não tinha contado do beijo que dei em Phillips para ela, algo que me incomodava. Jane era minha confidente e melhor amiga, nunca escondi nada dela, e pensar que eu estava omitindo isso me deixava supermal. Sempre contamos essas coisas uma para outra, e por mais que eu tentasse tirar o beijo dos meus pensamentos, a lembrança do sabor da boca dele parecia impregnar minha mente, fazendo com que eu ansiasse por ter aqueles lábios quentes e apetitosos sobre os meus novamente. Sonhava com sua boca sobre minha pele, meus seios e onde não poderia desejá-lo, mas que eu queria como nunca quis na minha vida, mesmo me sendo proibido.

Só de pensar na possibilidade, fazia com que uma onda de excitação me tomasse por completo e eu fechasse as pernas por instinto, tentando contê-la, mas sem muito sucesso. Era bastante errado só de pensar em transar com seu chefe, e querer que acontecesse era muito pior. Porém, a cada dia que passava ao lado de Phill, parecia que o desejo se tornava ainda maior que o meu bom-senso.

Suspirei fundo e olhei para meu celular quando ele apitou.

Jane:

Que lugar lindo. Você não sabe o quanto eu e Toby estamos te invejando uma hora dessas :p

Não respondi de imediato, ainda me sentindo perdida em meio à o que era certo ou errado a se fazer. Não poderia dizer que o que me impedia de ir em frente eram os meus sentimentos pelo Robert, porque eles foram aniquilados pouco a pouco depois de eu ter assimilado sua traição, e o golpe de misericórdia foi o carinho dispensado por Phill depois de ter aberto o jogo comigo. Embora meu ex tenha plantado uma sementinha na minha cabeça sobre a minha possível frigidez na cama, nenhum outro homem com quem transei na vida fez esse tipo de comentário, mas e se de fato eu fosse? Minha mortificação ficaria ainda maior.

Maneei a cabeça. Talvez desabafar com minha melhor amiga e irmã não fosse tão ruim. Mesmo que eu soubesse o que Jane pensava a respeito, colocar tudo para fora poderia me dar uma nova perspectiva sobre o assunto e, quem sabe, forças para lutar contra isso. Como deveria ser por volta das cinco da tarde em Nova Iorque, abri minha agenda e, utilizando um chip que tinha comprado para fazer ligações da Austrália, disquei para o número da Jane, que me atendeu depois de alguns toques.

— Mady, boa tarde ou boa alguma coisa, já que não sei que horas são aí — disse animada. — Que lugar mais uau. Estou morta de inveja e não estou brincando.

— Nossa, te garanto que pessoalmente é ainda mais lindo. Não pude ver muito, pois chegamos tarde, mas você acredita que entrei no mar com roupa e tudo de tão linda que era à vista?

— Você, a senhorita profissional? — Riu do outro lado da linha. Já estava com muitas saudades dela. — Duvido.

— Eu nunca minto. — Jane gargalhou ainda mais. — Tá, só quando quero fazer uma surpresa para você.

— E eu amo suas surpresas. Bem que você poderia me fazer uma e levar eu e Michael para essa ilha — brincou, me fazendo arquear uma sobrancelha. Jane sempre teve a capacidade de adivinhar meus planos e pensamentos. Até parecia que nos comunicávamos por telepatia. — Já posso imaginar os momentos românticos que teria nesse paraíso — terminou de falar, maliciosa.

— Eh…, vou ter que ficar olhando para essa vista por um bom tempo para afastar a imagem dos dois transando na praia — enchi o saco, fazendo ela rir ainda mais. Tornou-se impossível não gargalhar alto junto com ela.

— Mas não foi por isso que você me ligou, né? Posso sentir isso na sua voz — falou, depois que paramos de rir. Seu tom subitamente sério indicava que ficou preocupada.

Respirei fundo, criando coragem para contar para ela que eu tinha beijado Phillips por impulso.

— Está tudo bem, irmã?

— E… está, sim, Jane. É que... eu… não sei… não sei como dizer — esperou eu terminar a frase —, e… eu o beijei…

— E como foi? — Encarou de forma tão natural, que poderia apostar que minha irmã estava esperando por isso.

— Foi… foi muito bom, Jane, nunca pensei que poderia ser tão incrível. E o pior de tudo é que eu… eu quero mais…

— E porque isso é ruim, querida? Não vejo nada de errado em você ansiar por mais.

— É errado, Jane. Ele é meu chefe!

— Mas também é um homem que se preocupa com você, te trata com carinho e que, pelo que você me contou, está louco de desejo por você. Qual é o problema nisso?

— Eu… eu não posso jogar minha carreira fora por não conseguir conter meu desejo.

— Mas quem disse que você estaria jogando ela fora?

— Tenho medo, Jane…

— Olha, irmã, pode parecer que não, mas eu sei o quanto esse emprego é importante para você. Realmente entendo todas suas dúvidas — suspirou —, mas você tem que entender que, por detrás da profissional, existe uma mulher que anseia se entregar a um homem que a valoriza acima de tudo. E que a deseja tanto, que jogou as favas toda a ética de trabalho dele, somente para tê-la.

Engoli em seco. Nunca tinha parado para pensar que Phillips, como eu, poderia ter se feito o mesmo questionamento. Sabia o quanto a empresa e o trabalho eram importantes para ele, e que Phill nunca misturava o pessoal com os negócios, tratando a todos com extremo profissionalismo, tanto que não permitia que ninguém do trabalho se aproximasse, excetuando aquelas pessoas mais simples. Deveria ter imaginado que para ele não tinha sido tão fácil lutar contra essa atração, pois ia contra tudo que acreditava ser correto.

— Além disso, você está solteira, é uma mulher linda e, onde quer que passe, os homens babam em você — continuou. — Ah, Mady, por que não se permitir um pouco de prazer?

— E se eu estragar tudo? E se uma noite não for o bastante? E se durar vários dias e tudo mudar, ao ponto de nossa amizade ruir? — desabafei. — Como poderia continuar trabalhando para ele se o sexo destruir tudo? E se eu acabar me apaixonando e esperar do Phillips mais do que ele poderia me dar?

Jane ficou um tempo em silêncio, como se refletisse sobre minhas perguntas e escolhesse as melhores palavras para dizer aquilo que pensava.

— Não tenho uma resposta pronta, Mady. São muitos ses, e você só saberá as respostas se você se der a chance de arriscar. E se tudo der errado, sempre terá a mim para chorar no meu ombro e te apoiar. — Fez uma pausa longa. — Sabe, querida, se ficar insuportável para você trabalhar como secretária dele, você pode pedir transferência ou aceitar a proposta de emprego da Beaumont Enterprise.

Só de pensar em ser empregada em outro local, meu coração sangrava por dentro. O tempo que trabalhei ao lado de Phillips foi um dos melhores de toda minha carreira. Não, não queria pensar nessa possibilidade.

— Mas acho que não chegará a tanto — Jane falou —, vocês são duas pessoas maduras e profissionais e saberão lidar com isso. Ele mesmo não te falou que nada mudaria, independente da sua decisão?

— Não acho que ele possa determinar isso, por mais que Phill queira.

— Isso é verdade — suspirou do outro lado da linha —, como você também não pode prever o que irá acontecer…

— Hum... e se eu for mesmo fria, como Robert falou, Jane? — Sabia que não deveria me deixar afetar tanto pelas palavras do meu ex, porém era inevitável. Tinha sido humilhante demais e acabaria com qualquer mulher ouvir uma coisa dessas.

— Madeline Jameson — rosnou do outro lado da linha —, trate já de tirar isso da sua cabeça. Você sabe, mais do que ninguém, o quanto tentou apimentar as coisas e que era Robert que negava fogo, na maioria das vezes. — Suspirou fundo. — Sei que você ainda está magoada e, como mulher, não tiro sua razão. Mas não deixe que aquele merda consiga o intento dele.

— É difícil não pensar nisso, irmã. Eu não saberia onde enfiar minha cara caso me mostrasse tão ruim para o Phil quanto ele falou.

— Tenho certeza que, diferentemente dos outros homens que passaram em sua vida, Phillips te fará sentir segura e bem consigo mesma. Um bom parceiro tem que dar isso a gente.

— Isso é verdade. — Engoli em seco.

Sabia que, no fundo no fundo, minha irmã tinha razão, porém uma pontinha de dúvida e insegurança ainda pairava na minha mente. O medo que o meu desempenho o decepcionasse ainda me abalava.

— Ah, Mady, por que não se joga de cabeça sem pensar nas consequências e no que pode acontecer? Você merece isso mais do que ninguém. É só sexo. E ele parece muito bom no que faz.

— Realmente, promete e muito. — Rimos juntas, aliviando um pouco o clima sério da conversa. — E se não for só sexo?

— Bom, melhor ainda. Quem sabe você acaba se tornando a senhora Brown.

— Menos, Jane, menos. Não é para tanto.

— Vai lá saber. — Imaginei ela dando de ombros.

— Agora preciso desligar, tenho que me arrumar para trabalhar.

— É até pecado ter que trabalhar num lugar desses.

— Também acho, mas fazer o quê?

— Nem tudo é perfeito, né?

— É. Obrigada, Jane. Você não sabe o quanto foi bom conversar com você.

— Estou aqui para te apoiar, Mady, no que der e vier. Só pensa com carinho em tudo que eu falei e permita-se viver sem medo, okay? Não se prive de viver uma coisa que você quer muito só porque tem receio do futuro.

— Tentarei, mas é muito difícil.

— Sei que é.

— Te amo, Jane.

— Eu e o Toby também te amamos.

— Dê um beijo nele por mim.

— Okay.

Desliguei o telefone, me sentindo um pouco melhor depois de conversar com minha irmã. Ainda não tinha as respostas que precisava e nem sabia se me entregar ao Phillips seria a melhor coisa a se fazer. Porém, me fez enxergar que eu não era a única que travou uma batalha interna contra o desejo avassalador que sentíamos um pelo outro, e que não seria só eu que teria muito a perder caso déssemos vazão a esse sentimento e tudo desse errado depois.

 

Fazia dois dias que eu tinha desabafado com Jane e que eu e Phillips estávamos na Ilha Pumpkin. Pensei que passaríamos nossos dias trabalhando, fiscalizando cada pedacinho da ilha, e conversando com o gerente sobre como era a atual administração do resort. Porém, Phill determinou que fizéssemos uma pausa na parte da tarde para aproveitarmos as atividades oferecidas pela ilha. Fizemos várias caminhadas pelas praias, principalmente em Little Pumpkin, e nas trilhas, a fim de observar a fauna e a flora local, além de admirar as belas vistas que tínhamos de diferentes pontos de observação. Para nossa sorte, em dezembro, muitos pássaros migravam para a ilha a fim de aproveitar o clima quente do local, então vimos diferentes espécies exóticas, além de que o período de desova de alguns animais, como tartarugas, que costumava acontecer em novembro, atrasou, então pudemos sentar na praia e observar alguns filhotinhos emergindo da areia enquanto conversávamos sobre qualquer coisa. Até mesmo fomos ao bar de ostras, que ficava próximo ao prédio principal do resort e, embora eu fosse uma grande amante de frutos do mar, comi tanta ostra que poderia jurar, de pés juntos, que tão cedo queria provar mais delas.

As palavras de Jane sobre me permitir ainda ecoavam em minha mente a todo momento, e passar esse tempo a sós com Phillips fazia com que meu desejo por ele sobrepujasse todo meu profissionalismo. O simples toque inocente dele na minha pele me incendiava e me deixava de pernas bambas. Não podia mais mentir para mim mesma, queria seu corpo de encontro ao meu, devorar sua boca com a minha, ouvir seus gemidos de prazer enquanto trocávamos carícias... queria ter seu pênis cravado tão fundo em mim, que deliraria para chegar logo ao orgasmo.

Jane tinha razão, eu era uma mulher e eu o queria como homem.

Não poderia prever o que o futuro traria para nós, mas eu poderia aproveitar o agora, independentemente das consequências que viriam amanhã. Enquanto durasse o desejo que ardia entre nós, iria aproveitá-lo.

Iria me permitir, sem pensar nos poréns, se era realmente fria, ou se sairia machucada de tudo isso. Eu precisava disso, mais do que um dia imaginei ser possível.

Essa noite não seria sua secretária, mas sim, sua amante.

— Terminou de enviar os e-mails, Mady? — Estávamos sentados no alpendre do bangalô, resolvendo alguns probleminhas que surgiram de última hora na empresa.

— Sim, acabei de enviar o último. E você, já conseguiu resolver o problema dos chalés do Alasca?

— Sim, Miller aumentou demais o problema, não era nada sério. Já mandamos um mecânico hidráulico para mexer no encanamento, que congelou.

— Okay.

Ficamos em silêncio por um tempo, cada um imerso nos próprios pensamentos.

— Que tal dar um mergulho? Está bastante quente e essa água cristalina está me chamando já tem um tempo. — Deu um sorriso caloroso, fazendo meu corpo esquentar.

— Como pensei que eu iria apenas trabalhar, não coloquei um biquíni na mala. — Estava completamente arrependida de não ter trazido um. Só uma idiota iria a um lugar como aquele e não levaria roupas apropriadas para para aproveitar.

— Você pode nadar como veio ao mundo — brincou. Porém, percebi uma centelha de excitação cintilar em seus olhos quando Phill passou a língua pelos lábios, me deixando vermelha e quente só com as promessas contidas em seu olhar.

— Até que não é uma má ideia — provoquei-o, fingindo que ia tirar minha blusa, fazendo-o engolir em seco. Abaixei meu olhar para o seu pênis e vi que ele estava ficando duro, só de imaginar a possibilidade. — Sempre quis nadar nua. — Dei de ombros.

— Você é muito má, sabia? — mexeu-se na cadeira, desconfortável.

— Sim…

— Mas não precisa se preocupar — tentou parecer mais no controle de si —, como imaginei que você não ia trazer um, como eu pedi, me dei ao trabalho de comprar algo para você usar. Espero que sirva. Já deixei encima da sua cama.

Fiquei em silêncio, surpresa. Não esperava que ele fosse tão atencioso ao ponto de se lembrar de comprar algo que sabia que eu não iria trazer. Com certeza tinha uma pegadinha nisso e, provavelmente, as peças deveriam ser minúsculas. Iria usá-las só para fazê-lo provar do próprio veneno.

— Okay. Vou subir e me trocar. Você não vem? — Levantei-me e entrei na casa, sem me preocupar se ele iria me seguir.

Para minha surpresa, quando cheguei no quarto, vi um maiô preto em cima da cama. A peça era decotada na frente e atrás, porém ainda era discreto o suficiente. Junto ao maiô também tinha uma canga branca e macia, como a melhor das sedas.

Experimentei a peça e, para minha surpresa, ela ficou perfeita no meu corpo, sem nenhuma folga. Era incrível que Phill fosse tão observador ao ponto de saber minhas medidas só com o olhar. Ter consciência de que esse tempo todo ele me analisava minuciosamente fez com que uma onda de prazer feminino tomasse meu corpo.

Fazia muito bem para meu ego quebrado sentir-me desejada desse jeito.

Calcei meus chinelos, amarrei a canga branca na cintura, e saí do quarto em direção ao alpendre. Assim que cheguei ao lado de fora, a imagem que vi me paralisou. Trajando uma sunga vermelha, Phillips estava de costas e observava o mar a sua frente. Sabia que Phill cuidava bem do corpo, porém não sabia que era tanto. Meu olhar percorreu-o desde as panturrilhas grossas, a bunda perfeita, que mataria qualquer um de inveja, fixando nas suas costas largas e bronzeadas. Sempre achei as costas uma parte atraente em um homem, mas, nunca tinha visto uma tão bem definida como aquela. Não podia ver a hora de tocá-lo.

— Phill? — chamei-o, depois de devorá-lo por um bom tempo. Ele se virou para mim, e, como eu, ficou um bom tempo me analisando, parecendo gostar do que via.

— Uau — sua voz saiu rouca —, não esperava que ficasse tão perfeito em você. — Seu olhar pousou no meu decote, onde via a lateral dos meus seios.

— Obrigada por comprá-lo. É lindo.

— É maravilhoso. — Passei a língua pelos lábios depois de olhar seu peitoral definido cheio de pelos negros e o seu pau, que parecia se avolumar na cueca. O corpo daquele homem era perfeito, e me deixava excitada só de olhá-lo. Queria muito senti-lo contra o meu e tateá-lo por inteiro.

Nossos olhares eram famintos. Não conseguimos deixar de nos encarar, e nossas respirações ficaram aceleradas com a antecipação do que poderia ocorrer.

— Você já passou protetor? — forçou-se a dizer alguma coisa e caminhou em minha direção. Seus passos pareciam de um felino prestes a atacar, e todo meu corpo queria ser devorado por ele.

— Esqueci de trazer protetor também. Você comprou algum? — minha voz saiu falhada.

— Claro, quer ajuda para passar nas costas? — Deu um sorriso safado, pegando um tubo que estava em cima da mesa e o abriu, colocando um pouco de protetor nas mãos.

— Você já passou? — tentei puxar assunto quando ele se aproximou de mim, fazendo o meu corpo estremecer de antecipação.

— Ainda não. — Sua voz estava rouca, demonstrando toda sua excitação, que ele não conseguia mais esconder, embora não fosse me forçar a nada.

— Hummm…

— Fique de costas, Mady. — Passou as mãos umas nas outras.

— Okay.

Virei-me de costas para ele e puxei meus cabelos para frente para que não ficassem melados pelo protetor. Quando Phillips começou a passar o produto nos meus ombros, espalhando o líquido com suas mãos fortes, foi impossível não aproximar meu corpo do seu, e senti sua rigidez contra minha bunda.

Rebolei instintivamente contra sua pelve quando ele deslizou a mão pelas minhas costas. Gemi alto. Que se danem os meus planos para a noite, eu o queria agora.

— Mady?... — Deu um beijo na minha nuca, fazendo com que meus pelos se arrepiassem ao contato com sua barba.

— Eu quero, Phill…

— Quer o quê, Mady? — Plantou um beijo na lateral do meu pescoço, e meus gemidos eram o consentimento que ele precisava para continuar.

— Você — falei em meio a gemidos enquanto ele continuava a beijar minha pele onde não tinha passado protetor, aumentando a minha excitação.