A paixão do CEO

Aline Damasceno · Capítulo 6 de 24

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A paixão do CEO

Capítulo quatro

 

Acordei suado e ofegante como se tivesse corrido a meia maratona de Nova York. Ter sonhado com ela cavalgando em mim, controlando o ritmo dos nossos corpos, com os cabelos negros e compridos desalinhados e os seios, que cabiam perfeitamente nas minhas mãos, roçando no meu peito enquanto se movimentava, fez com que eu acordasse duro feito pedra, algo recorrente na minha vida.

Suspirando fundo, peguei meu celular sobre o móvel de cabeceira e olhei as horas: quatro da manhã. Ainda tinha muito tempo até me levantar. Joguei o aparelho em um lado da cama e fechei meus olhos, deixando que minha imaginação com a Mady nua corresse à solta.

Deslizei minha mão pelo meu abdômen nu até o cós da calça, que eu sempre vestia para dormir, vagarosamente, imaginando que fosse uma mão pequena e macia com unhas pintadas de vermelho que me alisava. Senti meus pelos se arrepiarem com a carícia imaginada. Huum…

Adentrei com a mão por debaixo do tecido da calça e, como não costumava dormir de cueca, senti meu pênis pulsar quando aproximei minha mão dele. Rodeei meu pau e percorri toda a extensão grossa e enrijecida, chegando até a ponta.

Toquei com os dedos a glande, percebendo que um pouco de líquido já saía pelo buraco, e fiz movimentos circulares, deixando-me ainda mais rígido e excitado, fantasiando que fossem os dedos de Mady. A imagem dela removendo sua mão e levando um dedo até aquela boca carnuda foi demais para mim, fazendo com que uma série de gemidos escapassem pelos meus lábios.

Desci com a mão até a base do meu pênis, apertando-o levemente, e comecei a percorrê-lo, inicialmente com movimentos lentos, aumentando o ritmo gradualmente, prolongando a minha tortura ao máximo.

— Isso, Mady… — Estava alucinando.

Gotas de suor escorriam pelo meu corpo, minha respiração estava cada vez mais pesada, e os meus gemidos, mais altos.

Com a imagem criada pela minha mente de Mady me masturbando, com os cabelos caindo em cascatas sobre seus seios empinados e um sorriso de satisfação por estar no controle, não demorou para que a excitação crescesse dentro de mim, e meus movimentos ficassem cada vez mais rápidos e intensos. A gota d’agua foi quando criei a imagem dela abaixando a cabeça e aproximando seus lábios do meu pau, me tomando em sua boca, o lambendo e sugando. Quando, com um movimento, ela o introduziu por completo, chegando a tocar sua garganta, gozei, instantaneamente, e gritei o nome dela, em êxtase.

Fiquei alguns minutos ainda me acariciando, esperando que minha respiração se normalizasse. Assim que recuperei um pouco de controle do meu corpo, levantei-me e fui até o banheiro da suíte a fim de tomar um banho e fazer minha higiene matinal. Meu abdômen, coxas e lençol — que teria que mandar para lavanderia —, estavam todos melados de sêmen pelo jorro proporcionado pelo clímax. Foi uma das melhores punhetas que tive na vida.

Depois que me limpasse, como ainda tinha algumas horas, poderia comer qualquer coisa e ler alguns relatórios, além de tentar me preparar para encarar Mady depois de gozar como um pré-adolescente ao pensar sexualmente nela.

 

Estacionei minha Lamborghini na garagem no subsolo do edifício onde ficava meu escritório e resolvi pegar o elevador que normalmente era usado pela equipe de limpeza e de manutenção do prédio.

— Bom dia, Sr. Rodriguez — cumprimentei um dos homens que costumava limpar a vidraçaria.

— Bom dia, Sr. Brown. Como vai?

— Bem, e a sua princesinha?

— Sapeca como só, obrigado. Precisa de ver, vou mostrar uma foto para o senhor. — Exibiu-me a fotografia de uma menininha morena de cerca de quatro anos de idade, com um laço vermelho na cabeça, toda suja de tinta de brincar de pintar.

— Linda e cada vez maior.

— Caprichei, né? Embora ela tenha puxado mais a mãe. — Riu, me fazendo gargalhar também.

— Que bom que puxou mais a mãe, se tivesse saído igual ao pai, coitada. — Rimos ainda mais. — Mas ela é linda, você vai ter que tomar muito cuidado quando ela crescer.

— Ara, nem quero pensar nisso. — Pegou o balde e o esfregão quando o elevador parou no 5º andar. — Até mais, Sr. Brown.

— Até. — Saiu apressado, como sempre.

Suspirei fundo. Tinha milhares de defeitos, mas agir como superior as pessoas mais simples não era uma delas. Sabia o que era a pobreza e a fome, ter que trabalhar para conseguir o mínimo para sobreviver. Fui criado pela minha avó. Meu pai abandonou minha mãe quando soube da gravidez, soube que ele tinha aversão a crianças. Como mamãe era muito apaixonada por ele, não aceitou o abandono e, assim que eu nasci, se entregou a heroína e a bebida, morrendo anos depois. Foi com muito sacrifício que vovó me criou, e sei que seria um nada sem ela, que me deixou há alguns anos, e sem a oportunidade dada por Jhonson. Eu não tinha palavras para agradecer.

Talvez, por isso, evitava pessoas que se achavam melhores que as outras, embora mantivesse o contato a nível profissional. Não fazia questão de ter esse tipo de pessoa em minha vida, tanto que podia contar nos dedos de uma mão aqueles que faziam parte do meu círculo de amizade.

Assim que o elevador parou no meu andar, afastei esses pensamentos da mente e caminhei em direção ao meu escritório, adentrando o local. Como estava cedo, Madeline ainda não tinha chegado, então avancei até a minha mesa, deixando a minha pasta sobre uma das cadeiras, liguei meu computador e me pus a trabalhar. Estava imerso, olhando uma planilha enviada pelo setor financeiro, quando ouvi o barulho de alguém batendo na minha porta.

— Phillips? — A voz doce e melodiosa de Mady saiu do outro lado, fazendo com que meu olhar deixasse o computador e pousasse rapidamente na porta.

— Pode entrar — soei mais rouco do que gostaria. Achava que estava recomposto, mas parecia que não era bem assim.

Ela girou a maçaneta e entrou, seus saltos fazendo barulho em contato com o mármore do piso. Meu olhar varreu-a de cima a baixo, e puta que pariu, o que vi me deixou de boca seca. Diferentemente dos outros dias, ela usava uma calça pantalona justa nos quadris, acentuando-os, que deixava suas pernas ainda mais longas, uma blusa branca apertada com um tímido decote em V, coberto por pedrinhas, que destacava o seu colo e um blazer vermelho combinando. O cabelo preso em um coque alto só a deixava mais sexy. Ela emanava sensualidade e poder, algo que sempre me fascinava.

Tive que fazer muito esforço para manter a boca fechada e não deixar que minha mente retomasse os pensamentos lascivos que tive com ela de madrugada.

— Phill? — perguntou, desconfortável, movimentando a agenda que carregava na mão.

Saí do transe de admiração, fixando meu olhar no seu rosto levemente maquiado, e pigarreei, buscando meu autocontrole

— Sim? — Arqueei uma sobrancelha.

— Como pediu, não marquei nenhuma reunião pela parte da manhã e enviei para seu e-mail a apresentação do projeto sobre a Ilha Pumpkin, para a conferência no início da tarde com os acionistas, para que você pudesse dar uma olhada antes. — Abriu a agenda que carregava, e olhou rapidamente para suas anotações. — Encaminhei também um ofício do departamento de recursos humanos, porque existe um problema com um dos funcionários da equipe de marketing. Parece que é urgente e envolve o gerente.

Franzi o cenho. Já não bastavam os problemas que tive com o projeto de marketing ridículo sobre os chalés de Resurrection Bay, agora teria que lidar com o homem me causando outros. Respirei fundo, irritado.

— Mais alguma coisa? — Ela balançou a cabeça, fazendo com que alguns fios escapassem do coque e emoldurassem seu rosto.

— Você também ficou de ligar para o administrador dos chalés nas Maldivas para perguntar sobre como está o andamento da instalação dos novos painéis solares, que chegaram no mês passado.

— Okay, mais alguma coisa que preciso resolver essa manhã?

— Você quer que reserve uma mesa em algum restaurante ou quer que peça para entregarem seu almoço aqui?

— Pode pedir uma massa qualquer para mim e para você no restaurante que você achar conveniente. Quero que almoce comigo hoje. Preciso discutir com você alguns números enviados pelo departamento de finanças.

Acenou em concordância.

— Okay, mais alguma coisa?

— Não, só isso.

Fez uma mesura e virou-se de costas para sair, deixando que eu tivesse um relance da sua bunda, ainda mais arrebitada pela calça.

— Meu Deus… — sussurrei para mim mesmo, quando ela fechou a porta.

Maneei a cabeça tentando afastar a imagem da minha mente e me concentrar no trabalho. Tinha que tê-la logo, senão acreditava que terminaria louco.

 

Depois de sobreviver ao almoço com Mady e a nossa pequena reunião sem nenhum incidente constrangedor da minha parte, nos encaminhamos para a sala onde seria realizada a apresentação do projeto. Como sempre, Madeline deixou tudo organizado no local, certificando-se que tinha água, chá e café para os acionistas e se o powerpoint estava correto. Sentou-se no final da mesa, deixando à mão seu notebook para registrar os principais pontos de tudo aquilo que foi falado. Assim que os acionistas chegaram, iniciei a reunião.

— Boa tarde. Gostaria de agradecer a presença e o tempo de todos. Como sabem, a J&P tem sondado a compra de uma ilha particular na Barreira de Corais, na Austrália, a fim de expandir nossos negócios de aluguéis de resorts e bangalôs de luxo. E como prezo pela transparência em cada investimento, pedi que viessem até aqui hoje. Depois de estudar todas as opções disponíveis, levando em consideração as condições climáticas de cada local, o preço, o investimento a ser feito e o possível retorno do nosso investimento — usei a caneta para apresentação e apontei para o powerpoint —, escolhemos a Ilha Pumpkin, pela sua rentabilidade e sustentabilidade.

Falei por cerca de meia hora, mostrando os principais números obtidos nos estudos, e, para terminar, um vídeo mostrando a ilha foi executado. Durante toda a apresentação, observei cada reação dos meus acionistas, e pela expressão dos rostos deles, eles gostavam do que viam.

Assim que o vídeo terminou, os meus sócios começaram a me elogiar pelo projeto, deixando ainda mais evidente o quanto aprovavam o empreendimento. O que era esperado, pois não entrava em algo se não fosse para lucrar.

Sorri para Mady, que me sorriu de volta com os olhos brilhando, demonstrando toda sua admiração e confiança no meu trabalho. Embora o programa tenha sido construído por várias outras pessoas, inclusive ela, ver sua expressão me deixou ainda mais satisfeito e fez com que um calor bom tomasse meu peito.

— Alguém tem alguma questão? — perguntei, depois que o burburinho dos acionistas diminuiu.

John Miller levantou a mão, pedindo a fala.

— Sim, Miller? — Incentivei-o a perguntar.

— Senhor, pelo vídeo apresentado, o local é exuberante e a estrutura das instalações parece em ótimo estado. — Deu uma pausa. — Sei que pessoas confiáveis visitaram a ilha e os relatórios são bastantes detalhados, mas pelo valor do investimento a ser feito, não seria melhor o senhor ir pessoalmente ao local antes de fechar o negócio? Pelo que entendi, já faz alguns meses que a ilha se encontra à venda e ninguém deu ainda uma oferta por ela.

Outros acionistas, depois de pensarem um pouco, concordaram com a cabeça.

— Acho que saber que o senhor visitou pessoalmente o local nos deixaria mais seguros — comentou um dos sócios mais velhos da empresa.

Franzi o cenho, pensativo. Confesso que uma viagem a Austrália não estava nos meus planos, confiava em toda informação remetida pela equipe que enviei para lá. Fora que despenderia tempo que poderia utilizar trabalhando em outros negócios, que também mereciam minha atenção.

Fiquei alguns minutos refletindo, e olhei para Mady, pedindo sua opinião com o olhar, porém sua atenção estava voltada para Miller, que ainda falava.

Continuei olhando para Madeline e logo um plano foi se formando na minha cabeça, tornando-se cada vez mais real. Meus acionistas me deram a oportunidade perfeita para meus planos de um tempo a sós com a Mady. A Austrália, principalmente o cenário paradisíaco e romântico da Ilha Pumpkin, era um lugar propício para a sedução e, longe de Nova York, ela poderia esquecer todo seu relacionamento fracassado com Robert.

Um sorriso lento e perverso tomou meus lábios, e minha mente foi tomada de ideias lascivas.

— O que o senhor acha? — Miller me tirou dos meus devaneios com sua pergunta abrupta, fazendo o sorriso morrer em meus lábios.

— Não estava nos meus planos, mas se isso for importante para vocês e dar maior segurança ao projeto, posso me programar para tentar ir na semana que vem. Quanto antes, melhor.

— Sim, sim. Isso seria ótimo, Sr. Brown — o velhinho concordou.

— Então está decidido. Caso esteja certo, iniciarei os trâmites legais para a compra. Por falar nisso, já entrei em contato com nosso banco, e teremos o dinheiro até lá.

Balançaram a cabeça em afirmativa.

— Mais alguém tem alguma dúvida?

— Não, não.

— Estamos acertados. Novamente, agradeço a presença de todos e os manterei informados.

Posicionei-me na porta e cumprimentei todos os acionistas com um aperto de mão, recebendo elogios em troca. Assim que todos saíram e ficaram somente eu e Mady na sala, fechei a porta dando-nos privacidade.

— O que achou da reunião, Mady? — Olhei diretamente para ela.

— Foi excelente, Phillips, eles estavam tão entusiasmados com a ideia. — Sorriu e me encarou de volta. — Você pretende passar quantos dias na Austrália? Uma semana? Tenho então que desmarcar as reuniões e conferências da semana que vem.

Fiquei admirando-a por um tempo, perdido em meus pensamentos e nos meus planos futuros.

— Phill?

— Hum, sim? Desmarque toda minha agenda até a primeira quinzena de janeiro. — Assim que terminei de falar ela arregalou os olhos castanhos.

— O quê? — Levantou-se e pôs as mãos nos quadris, desviando meu olhar para lá. Maravilhosa! Não via a hora de colocar minhas mãos ali. — Você só pode estar brincando, nunca que você ficaria tanto tempo longe da empresa.

Subi meu olhar para o seu rosto e a encarei firmemente.

— Infelizmente, não, querida. Você sabe que nunca brinco quando se trata dos meus negócios — minha voz saiu rouca, cheia de segundas intenções.

Seu rosto ficou rubro ao ver meu olhar varrer novamente todo seu corpo, dando a entender meu intuito. Sabia que estava sendo precipitado, deveria ser mais cauteloso, mas era inevitável. Meus planos de sedução estavam vivos na minha mente e não via a hora de arrancar toda a roupa que a cobria, deixando-a nua para mim, principalmente nas areias quentes da Ilha Pumpkin.

Ela desviou o olhar para o lado, tentando esconder o brilho de excitação que ardeu brevemente em seus olhos. Torcia as mãos em cima da mesa em um gesto nervoso.

— Tudo bem, Phillips, vou ver o que consigo fazer. De qualquer forma, posso ajudar a resolver alguns problemas quando você estiver fora — sua voz saiu quase inaudível.

— Não será necessário, posso deixar Miller no comando por um tempo.

Balançou a cabeça e se levantou.

— Se isso é tudo, vou pedir a moça da limpeza para organizar a sala e começarei a reorganizar sua agenda. Deseja mais alguma coisa?

Enquanto esperava eu responder, aproveitei para me aproximar dela e tomei seu rosto em minhas mãos, fazendo com que os olhos castanhos dela ficassem ainda mais arregalados e olhassem diretamente nos meus.

— Phill?! — sussurrou.

— O seu passaporte está em dia, Mady?

— Eu... eu… eu não sei. Mas porque você está me perguntando isso?

— Porque você vai para a Austrália comigo, e ficará lá por tempo indeterminado. — Soltei seu rosto, e caminhei em direção a porta.

— O quê? — gritou, surpresa. Bom que ninguém poderia ouví-la do lado de fora.

— Não se esqueça de colocar seu biquíni na mala. — Virei-me em sua direção e pisquei para ela, fazendo-a ficar ainda mais vermelha. Abri a porta e saí da sala, deixando-a parada ali, atônita.

Foi impossível conter meu sorriso de presunção e satisfação masculina. O primeiro movimento do jogo estava dado, e de uma coisa eu tinha certeza, dessa vez ela não me escaparia.