A paixão do CEO
Capítulo dezesseis
— Tem certeza? — sussurrou na minha orelha. Seu hálito quente e sua voz rouca de desejo não me deixavam mais duvidar daquilo que eu queria. Nunca ninguém sentiu tamanha ânsia por mim. E era muito, mas muito delicioso ser desejada dessa forma.
— Humm — gemi, quando ele beijou a parte de trás da minha orelha, fazendo com que eu friccionasse minha bunda contra sua ereção, que parecia pulsar cada vez mais dentro da sunga.
Para minha total surpresa e prazer, Phillips enlaçou minha cintura com seu braço forte e pousou a mão aberta entre o meu umbigo e meus seios, puxando-me mais de encontro ao seu corpo rígido. A pressão, o calor da sua palma sobre minha pele, e seus beijos faziam com que, cada vez mais, o fio de racionalidade que eu buscava manter se partisse em meio ao desejo.
— Tem, Mady? — Apertou-me mais e moveu sua pelve, em uma clara demonstração do que estava por vir.
— Tenho. — Custou-me muito dizer aquela pequena palavra, mas seus movimentos roubavam toda minha sanidade.
— Eu quero você, Mady. Sem poréns, sem dúvidas ou arrependimentos. Não quero nenhuma barreira entre nós, principalmente o fato de você ser minha secretária. Quero você entregue de corpo e alma, como me entregarei a você. Hoje, quero que você seja minha por inteiro.
As palavras de Phillips ecoaram bem no fundo da minha mente, e eu não poderia discordar dele, embora fosse apenas sexo. Eu teria que me jogar de cabeça, sem pensar nas consequências, e. hoje, eu estava mais do que pronta para fazer isso.
Porém, tinha que admitir para mim mesma que era surpreendente o fato de Phill conseguir manter-se racional enquanto estava tão excitado e quando nossos corpos se roçavam um no outro. O autocontrole dele era admirável.
Desvencilhei do seu aperto e me virei para encará-lo, e seus olhos verdes brilhavam de antecipação e carinho. Era impossível não me sentir querida, e, até mesmo, amada.
— E eu quero ser sua por inteiro — disse, esperando que ele visse a verdade no meu olhar.
Sem esperar uma resposta, segurei seu rosto entre meus dedos e aproximei meus lábios dos seus, tomando-o em um beijo lento e delicado, sentindo o roçar da sua barba em meu rosto, matando minha vontade de prová-lo novamente. Ele pousou as mãos nos meus ombros, apertando-os levemente em meio ao beijo, deixando-me controlar e ditar os movimentos das nossas bocas, que estavam sedentas uma pela outra.
O que começou vagaroso, tornou-se cada vez mais voraz. Pedi passagem com minha língua por entre seus lábios, e ele concedeu, envolvendo a minha, pegando o controle do beijo para si. Em meio ao beijo, Phillips deslizou os dedos dos ombros para os meus braços, até chegar a minha cintura. Por onde passava, parecia deixar um rastro de fogo em minha pele, aumentando minha ânsia por ele. Apertou-me de encontro a si, me fazendo arfar quando sua ereção roçou de leve na minha intimidade. Era muito bom ter seu corpo contra o meu.
— Nossa, você é deliciosa — Phillips disse, com a voz entrecortada, depois de ficarmos sem fôlego. — Acho que nunca me cansaria de sentir seu sabor na minha língua.
— Me pergunto por que esperei tanto... — Abaixei minha cabeça e deslizei minha boca pelos seus ombros, sentindo o gosto da pele dele com minha língua. — Você é tão gostoso.
— Mady… — Levantou minha cabeça e a segurou novamente, tomando meus lábios, me devorando, me saboreando.
Envolvida pelo seu beijo quente e sua proximidade, me surpreendi quando Phill me pegou no colo, sem se desgrudar de mim, e me levou para uma área coberta que ficava nas proximidades do bangalô. Como ele era forte! Pousou meu corpo em uma cama baixa cheia de almofadas, um dos luxos oferecidos na ilha. Meus cabelos longos e desgrenhados cairam em cascata e se espalharam por todo o colchão. Confesso que nem me importei com a possibilidade de algum funcionário aparecer e nos pegar no flagra. Tê-lo era o mais importante para mim.
— Tão linda — disse se acomodando em cima de mim, enquanto seus olhos percorriam todo meu corpo e suas mãos me alisavam. — Você não sabe o quanto eu sonhei em te tocar, te sentir… te beijar… — Deu um beijinho no meu queixo, na minha orelha e garganta, arrepiando meus pelos. — Diz para mim que não estou sonhando acordado, Mady. Que nada é ilusão.
— Não é, e eu quero que me faça sua. — Passei as mãos nos seus cabelos negros e macios, acariciando-os, demonstrando que eu estava ali.
Depois de deixar uma mordidinha de leve no meu pescoço, onde podia sentir minha pulsação acelerada, começou a deslizar a língua pelo meu colo até chegar no vale entre meus seios, expostos pelo decote do maiô. O toque da sua barba cerrada, arranhando levemente minha pele, era muito gostoso. Eu não era uma grande apreciadora de barbas, mas Phillips me fez repensar meu gosto, pois seus pelos potencializavam todas as sensações causadas pela sua boca.
Quando Phill percorreu com a língua toda a extensão da pele visível pela peça até chegar próximo ao meu umbigo, foi impossível não arquear meu corpo em direção a sua boca, implorando por mais. Não imaginava que um simples gesto me deixaria molhada e ardendo para tê-lo dentro de mim.
— Calma, Mady — sussurrou, quando eu fechei as pernas uma na outra em busca de alívio —, esperei meses para te tocar e agora quero prová-la inteira.
Não tirando os olhos verdes dos meus, ele trilhou o caminho de volta, aumentando ainda mais minha ansiedade, e aproximou sua boca do meu mamilo, levando a mão para tocar o outro. Passou a língua por cima do tecido, umedecendo o bico do meu seio, fazendo-o ficar duro sob seu toque, enquanto com a mão, segurava o outro em concha e começou a massageá-lo, excitando-o. Seus pelos roçando na pele sensível dos meus seios por cima do tecido era um afrodisíaco ainda maior, incrementando o movimento da sua língua.
Brincou com meus mamilos com a mão e lábios, e quando ele puxou o bico com os dentes, algo se revirou dentro de mim, aumentando ainda mais a tensão que crescia no meu ventre. Eu me retorcia embaixo dele, querendo mais e mais da sua boca em todos os lugares. Instintivamente, arqueava meu corpo contra o dele e friccionava minha intimidade na sua ereção pulsante, aumentando minha tortura, já que Phill não parecia ter a menor pressa para se aliviar, embora seus gemidos e sons me indicassem que ele parecia fazer um esforço sobre-humano para se conter.
Puxei seus cabelos com mais força quando ele mordeu o outro seio, deixando a marca da sua saliva no tecido do maiô . Nunca pensei que acharia tal gesto tão sensual.
Lentamente, foi subindo sua boca pelo meu colo e pescoço, deixando uma trilha úmida pela minha pele, até encontrar novamente minha boca, em um beijo faminto e possessivo, roubando todo ar dos nossos pulmões. Suas mãos subiram até meus ombros, acariciando-os, e com as pontas dos dedos envolveu a alça e começou a remover a peça vagarosamente, plantando beijinhos no local. Arqueei o tronco para frente, encostando no seu peito, a fim de ajudá-lo a passar as alças pelos meus braços, deixando-me nua da cintura para cima. Sua língua fez o caminho de volta para meus seios, e, dessa vez, sem o tecido de lycra separando sua boca da minha pele, tomou um mamilo na boca e começou a sorvê-lo lentamente, como se fosse uma iguaria bastante apetitosa.
Ter o seu olhar preso no meu enquanto me sugava, aumentando cada vez mais o ritmo da sua língua, me deixou no limite da minha sanidade. Eu o queria dentro de mim, e queria logo.
— Eu não aguento mais esperar, Phill — implorei, minha voz soando mais rouca do que o normal.
Ele abandonou meu seio e me olhou quando minhas mãos agarraram o cós da sua sunga, a fim de deixá-lo nu e acelerar mais as preliminares, porém, para minha decepção, ele meneou a cabeça em negativa e, com suas mãos afastou as minhas, colocando-as de lado no colchão.
— Ainda não — nunca ouvi sua voz sair tão grossa e rouca —, eu ainda não terminei.
Arfei quando, em um movimento súbito, ele desceu o maiô até as minhas coxas, deixando meu sexo bem aparado exposto a sua vista. Pensei que iria cuidar da minha feminilidade, que estava mais do que pronta para ele, porém Phill voltou a brincar com o outro mamilo, chupando e dando leves mordidas, escorregando seus lábios pela minha barriga até meu umbigo, me fazendo gemer ainda mais. Remexi-me inteira quando a língua dele adentrou a cavidade e começou a imitar os movimentos que tanto queria em meu sexo, esfregando minha vagina sem proteção no tecido da sua sunga. Seu pau parecia ficar cada vez mais duro.
— Phill… — implorei, louca pelo alívio que só ele poderia me proporcionar.
Erguendo um pouco o corpo, Phillips flexionou minhas pernas, puxando lentamente o maiô para baixo, passando-o pelos meus calcanhares, aumentando a minha expectativa do que iria fazer. Jogou a peça para longe, pouco importando onde ela caiu.
Depois de pousar minhas pernas no colchão, começou a deslizar seu corpo no meu até ficar na beirada da cama. Levantando meu tornozelo, começou a trilhar um caminho de beijos quentes e molhados por toda a extensão da minha perna até chegar ao interior da minha coxa, demorando-se ali.
— Phill — gemi, pedindo por algo a mais, porém ele refez o caminho na mesma perna, e assim que chegou ao meu pé, pegou a outra, e recomeçou a tortura. Eu podia explodir tamanha era minha angústia.
Deu um sorriso safado quando abriu minhas pernas e aproximou seu nariz da minha vagina, respirando fundo, sentindo o cheiro da minha excitação por ele.
— Maravilhoso — sussurrou.
Fixou seu olhar no meu rosto, querendo observar minhas expressões, antes de abrir caminho com a boca e dedos pelos meus grandes lábios. Quando sua língua quente e aveludada roçou levemente nas paredes internas do meu sexo molhado, espichei-me na cama em um espasmo de prazer. A carícia começou lenta, exploratória, sentindo todas as minhas texturas. Uma espécie de martírio, já que Phillips não tocava onde eu mais queria, onde mais ansiava. Apostava que ele estava adorando cada minuto que eu me retorcia na cama, desejando meu alívio. Sua barba roçava na pele sensível das minhas coxas, arranhando-a levemente, aumentando ainda mais o meu prazer.
— Phill — implorei, meus gemidos ficando cada vez mais altos, e puxei seus cabelos negros para mais próximo do meu sexo, num pedido silencioso por mais.
Pensei que ele ia continuar me atormentando com a carícia lenta, porém logo sua boca encontrou meu clitóris e começou a sugá-lo levemente, aumentando a pressão dos seus lábios à medida que eu arqueava meus quadris em direção a sua boca, querendo mais e mais da sua língua. Podia sentir a tensão, que se acumulava cada vez mais no meu ventre, crescer ainda mais, deixando-me a bons passos do orgasmo.
Phill era muito bom, ele me devorava sem qualquer pudor e frescura, deixando evidente em seus olhos o quanto estava gostando de ver meu corpo tremendo em êxtase com os movimentos produzidos pela sua língua.
A pressão da sua língua e boca me levava cada vez mais próximo do orgasmo, e quando tomou o meu clitóris entre seus lábios, puxando-o com delicadeza, devagar, e depois começou a sugá-lo com força, não me contive, me deixando levar pela avalanche de sensações produzida pelo toque de sua língua. Atingi o ápice quando ele introduziu um dedo no meu canal e brincou com meu sexo, enquanto sua boca fazia pressão no meu ponto de prazer, fazendo com que meus músculos internos se contraíssem.
Fraca pelo orgasmo, deixei-me cair languida no colchão. O observei afastar a cabeça e a passar a língua nos lábios, em aprovação.
— Gostosa demais, muito mais do que eu poderia sonhar.
— E você sonhou com isso? — sussurrei.
— Você não tem ideia do quanto fantasiei com isso, Mady, mas a realidade superou todas minhas expectativas.
Saber que ele tinha sonhos eróticos comigo fazia-me aquecer, mesmo depois de ter tido um dos melhores orgasmos da vida. Queria realizar cada uma das suas fantasias.
— Hmmm…
Espreguicei na cama, sentindo as últimas ondas do orgasmo me
varrerem.
— Temos tempo para realizar cada uma delas — continuei, passando meus pés pelo corpo dele, em um convite para me tomar para si. — Por que não realiza mais um?
— Tenho que buscar camisinha no quarto. — Fez um movimento para se levantar, porém o segurei.
— Eu tomo pílula e estou limpa, e você?
— Também.
Sabia que era arriscado só confiar no anticoncepcional, mas estava ansiosa para proporcionar a ele o prazer que me deu. Não queria esperar mais para tê-lo dentro de mim.
Ajudei Phillips a remover a sunga, jogando-a para o lado, deixando à mostra o membro grosso e longo, que parecia pulsar ainda mais quando se viu livre da roupa de banho. Minha boca salivou só de imaginar em tomá-lo em minha boca, porém, pelo olhar faminto de Phill, teria que deixar para mais tarde.
— Eu não aguentarei por muito mais tempo, Mady, então posso não ser tão carinhoso como gostaria.
Puxei seu rosto para o meu e sussurrei próximo aos seus lábios.
— E quem disse que eu quero ir devagar?
Tomando meus lábios nos seus em um beijo exigente, Phillips inclinou-me de volta no colchão, se acomodando em cima de mim. Sentir seu corpo nu esfregando no meu incendiou-me novamente. Sua ereção roçando na minha vagina, pronta para me tomar, fazia com que um calafrio de prazer percorresse todos meus membros.
Ainda me beijando, entrou em mim com um tranco firme, fazendo com que a parede do meu sexo se contraísse com a invasão e eu enfiasse minhas unhas nas suas costas com o impacto. Era delicioso sentir seu pênis grosso e longo dentro de mim.
Movia-se lentamente no início, mas logo Phill começou a aumentar o ritmo, tentando prolongar o prazer de ter nossas pélvis se chocando em meio ao êxtase e gemidos, de construir nosso orgasmo juntos. Porém, não queria ele contido, queria ver Phillips perdido pelo êxtase.
Envolvi sua cintura com as pernas, incentivando-o a ir mais fundo no meu canal, e finquei minhas unhas com mais força quando Phill enterrou bem fundo dentro de mim, aumentando meu prazer. Queria que ele fundisse seu corpo ao meu.
Gemi em meio ao beijo quando ele mexeu um dedo, procurando o meu clitóris para massageá-lo, enquanto seu pênis entrava e saia do meu canal, fazendo com que a tensão no meio das minhas pernas crescesse de maneira avassaladora.
Nossos corpos estavam frenéticos um pelo outro, chocando-se, com cada vez mais força, em uma busca cega pelo prazer, fazendo-nos gemer cada vez mais alto. Os movimentos circulares do seu dedo no meu ponto de prazer faziam com que a onda do orgasmo quase me afogasse.
Antes de se entregar ao êxtase, Phill beliscou de leve meu clítoris, levando-me junto com ele quando deu uma última estocada, que pareceu atingir meu útero, deixando seu líquido quente escorrer para dentro de mim. Suado e ofegante, Phillips apoiou seu corpo nos braços para não me esmagar, mantendo-se ainda dentro de mim. Permanecemos assim por um tempo, nos encarando, tentando recuperar nosso fôlego. Assim que se sentiu mais recomposto, saiu de dentro de mim e rolou para o lado, deixando-me com uma sensação de perda, que nunca tinha sentido antes. Aninhou-me contra seu peito, que ainda estava agitado, colocando uma perna entre as minhas, e plantando um beijo carinhoso na minha nuca.
— Humm… — Me esfreguei nele, me acomodando melhor contra seu corpo, sentindo seu pau semiereto contra a minha bunda. — Isso foi delicioso.
— Incrível — sussurrou na minha orelha, plantando um beijinho ali. Foi impossível não arquear as costas contra o peitoral dele. Phill passou um braço pela minha cintura, pousando uma mão sobre meu seio, fazendo movimentos leves e circulares. — Terei muito trabalho para te acompanhar, senhorita Jameson.
— Você ainda não viu nada, senhor Brown — brinquei, fazendo-o gargalhar alto enquanto apertava o bico do meu seio.
— Você é espetacular, sabia? — disse, com duplo sentido.
Não sabia se eu chegava a tanto, mas de uma coisa eu tinha certeza: nossa primeira vez juntos só me fez desejá-lo ainda mais.