A paixão do CEO

Aline Damasceno · Capítulo 23 de 24

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A paixão do CEO

Capítulo vinte e um

 

Não podia negar que os dias que havia passado com Phill tinham sido um paraíso na terra. Pensei que com o passar dos dias tudo desmoronasse diante dos meus olhos, contudo, pelo contrário, nosso relacionamento, se eu poderia chamar assim, parecia cada vez mais forte. No dia anterior, havíamos passado o dia inteiro conhecendo outros pontos turísticos de Sydney, como o Queen Victoria Building, o Jardim Chinês da Amizade e a Ópera de Sydney, embora os locais estivessem bastante cheios devido ao recesso de final de ano. O melhor de tudo era terminar a noite fazendo o melhor sexo das nossas vidas. Phillips era muito bom no que fazia, alimentando meu fogo, me fazendo ansiar por mais. Eu era insaciável no que tangia a ele.

Cada vez que transávamos, parecia que nossa conexão crescia ainda mais, ultrapassando os limites do desejo e da satisfação. Nossos corpos conversavam em uma linguagem própria e inteligível, exigindo mais e mais um do outro, algo que não sabia definir. Nunca senti isso por alguém, por nenhum dos meus ex-namorados. E continuar nutrindo isso poderia ser um erro, embora uma parte romântica e pouco racional de mim dizia que era a coisa mais acertada a fazer.

Contudo, uma coisa começou a me incomodar. Ao acordar, sem sentir seu corpo quente na cama de encontro ao meu, me aquecendo, o procurei e vi Phill se arrumando para sair. Já era a segunda vez que eu o flagrava saindo do cômodo, vestindo os sempre impecáveis terno e gravata. Phillips dava uma desculpa que não queria me acordar e me dava um beijo de leve, dizendo que só iria resolver algumas pendências para a compra da ilha, que a minha presença não era necessária, e que voltaria logo, para que eu descansasse para mais tarde, e não me deixava acompanhá-lo. Quando isso se repetiu pelo terceiro dia seguido, justo na véspera de Ano Novo, fez-me questionar se não estava indo rápido demais e exigindo mais do que ele poderia me dar. Sem saber, poderia estar o sufocando.

Pegando meu celular em cima do móvel de cabeceira, olhei as horas, constatando que ainda era cedo, e decidi ligar para minha irmã Jane. Com certeza, ela poderia me aconselhar no que fazer.

— Jane? — perguntei assim que atendeu.

— Mady? Aqui é o Michael.

— Oi, Michael. Tudo bem com você? — perguntei, educadamente. — Liguei em péssima hora?

— Estou bem e você? Não, não, ela só está no banheiro. Ah, aqui está, vou passar para ela.

— Obrigada.

Escutei um barulho e Michael dizer é a Mady, antes de ouvir a voz da minha irmã.

— Olá, querida. Tudo quente por aí? — perguntou, maliciosa.

— Você não tem ideia do quanto. — Rimos quando eu disse aquilo e comecei a me abanar, só de pensar. — Você estava coberta de razão.

— Eu sempre tenho — pude imaginar ela dando de ombros com uma expressão de deboche —, mas você não me ligou só para me fazer inveja, né?

Gargalhei ainda mais do seu comentário.

— Até parece, sua fogosa. Mas não, não liguei só para me gabar. — Não sabia muito bem como me abrir com ela e isso, pelo jeito, transpareceu em minha voz.

— O que foi, querida?

— Esses dias têm sido maravilhosos, Jane — suspirei —, mas, ultimamente, eu tenho acordado sozinha. Phil tem saído cedo para umas reuniões, que diz que são para finalizar a compra da Ilha, mas não tem me levado com ele. Eu… tenho medo, irmã, dele estar fugindo de mim por estar exigindo demais dele. Receio estar me envolvendo demais.

— Hummm… — Pareceu pensativa do outro lado da linha.

— E acho que é por isso que ele não está me levando nas reuniões, por querer espaço. — Arranquei do meu peito o sentimento que eu não queria dizer em voz alta. — Sinto um vazio quando ele não está comigo, mas me preocupo principalmente por ele não querer me levar aos compromissos de trabalho, que era algo que nos ligava. Jane, temo que estou colocando tudo a perder!

— Ah, querida, você se apaixonou…

— O quê?! — gritei, cambaleando para trás enquanto segurava com força o telefone.

— Está mais do que claro para mim. Você está apaixonada. Por isso que você quer que ele compartilhe tudo com você, todos os momentos, mas isso é impossível, você sabe disso, Mady.

— Mas como? — Estava chocada, não querendo acreditar nisso, embora uma parte de mim já soubesse há muito tempo, por mais que eu negasse. — Faz tão pouco tempo que saí de um relacionamento…

— Ah, Mady, seu relacionamento já andava de mal a pior há meses, você só estava tentando fazer dar certo algo que nunca deu. — Suspirou. — Robert nunca te valorizou da forma que deveria, nunca se esforçou para te fazer feliz. — Jogou na minha cara verdades que demorei muito tempo para aceitar. — E para o coração, não existe hora certa para se amar. Eu mesma sei muito bem disso...

Foi impossível não lembrar do quanto minha irmã tentou lutar contra o que sentia por Michael com medo de se machucar novamente. Ele precisou de bastante tempo para convencê-la de que os dois eram perfeitos um para o outro, e que nunca a enganaria, como os outros fizeram.

— Quem dera se pudéssemos controlar nossos sentimentos, teria evitado muitas besteiras que fiz na vida — disse um pouco amarga, provavelmente relembrando dos seus últimos relacionamentos, que a tinham destroçado por dentro. — Mas hoje sou muito feliz por ter ouvido meu coração, e você deveria fazer o mesmo.

— E se o que sinto não for correspondido? E se for só uma ilusão?

— Você continuará sofrendo do mesmo jeito, pois não se pode arrancar o sentimento do peito como se fosse um band-aid — deu uma pausa longa —, e estarei aqui para consolá-la ou compartilhar sua alegria, sempre.

— Obrigada.

— Mas já pensou que pode ser correspondida? Que por muito tempo ele nutriu algo platônico por você? Pelo que você me contou, esse homem te esperou, Mady, te cortejou, sempre fazendo pequenas coisas para te agradar. É atencioso, romântico e se preocupa com você. É muito mais do que o Robert te deu em todo aquele tempo que ficaram juntos.

As palavras dela foram como um soco na boca do meu estômago de tão verdadeiras. Não eram fáceis de se escutar, porém bastante reais, mais do que eu gostaria. Nenhum ex tinha feito tanto por mim, preocupando-se com pequenos detalhes, como o Phil.

— Não importa o tempo, irmã — continuou —, se passou um ano, um mês ou algumas semanas, o amor e a paixão não se medem pelos minutos.

— Hummm…

— Só peço que você analise a fundo os seus sentimentos por ele e vice e versa. Independente das consequências, permita-se, não viva com medo de sair machucada, pois Robert não foi a primeira nem a última pessoa que te magoará, bem que eu queria que fosse...

— Okay. — Engoli em seco.

— Agora preciso desligar, querida, tenho que enfrentar a fila de última hora do supermercado.

— Obrigada por me ouvir, Jane.

— Te amo.

— Eu também.

Desliguei a chamada e caminhei até a sacada da suíte. A conversa com minha irmã tinha me dado muito no que pensar.

 

Estava respondendo um e-mail quando ouvi a porta sendo aberta. Levantei minha cabeça para ver Phillips caminhar até mim, me dando um selinho quando se aproximou do meu rosto.

— Como foi sua manhã? — perguntou próximo ao meu ouvido, com seu hálito quente arrepiando os pelos da minha nuca.

— Foi boa e a sua? — Dei de ombros como se não me importasse.

— O que foi, Mady? — Agachou-se, pegando minhas mãos entre as suas, seu olhar verde na altura dos meus.

— Nada. — Ele arqueou uma sobrancelha, não acreditando nas minhas palavras. Instigou-me a falar a verdade.

— Diga o que te incomoda.

— Sinto saudades de acordar e ter você ao meu lado— confessei.

— Eu também, você não tem ideia do quanto é difícil te abandonar de manhã. — Aproximou seu rosto do meu, beijando-me com tamanha voracidade e fome, que me fez questionar se eu não estava exagerando.

— Então por que você não me leva junto? Afinal, sou sua secretária, ou não sou mais? — sussurrei contra seus lábios enquanto tentava puxar um pouco de ar para os meus pulmões.

— Você confia em mim, Mady? — não respondeu minhas perguntas. Colocou uma mecha atrás da minha orelha, e olhou-me fixamente.

— Confio.

— Então vá arrumar suas malas — se levantou de súbito, me fazendo saltar da cadeira —, vou ajeitar as minhas.

— Para onde vamos? — perguntei, incrédula. — Ainda mais na véspera do Ano Novo?

— Confie em mim, Mady.

Deu-me um selinho e caminhou em direção ao quarto, não me restando outra alternativa que não fosse fazer o que ele ordenou. Precisava dar um voto de fé a ele se eu quisesse que nosso relacionamento como secretária ou patrão, como amantes, ou algo a mais, desse certo.

Jane tinha razão, negar aquilo que sentia não fazia com que desaparecesse, por mais que eu quisesse. Além de que, quanto mais eu pensava nas atitudes do Phillips, mais me dava conta de que meus sentimentos por ele não eram tão platônicos assim. Provavelmente eram muito mais fortes.

 

Estávamos voando já fazia algum tempo, acho que umas seis ou sete horas, e estava cada vez mais impossível conter minha ansiedade. Ferdinando e Joseph, que me ignorou quando me viu, não me deram nenhuma pista de onde Phillips poderia estar me levando. E arrancar isso de Phill, mesmo usando todo meu charme e sedução, provou-se infrutífero. Nem mesmo uma rapidinha antes de saírmos do hotel foi suficiente para que ele me desse alguma dica.

— Fique tranquila, Mady. Acho que estamos chegando.

— É fácil falar, se fosse você no meu lugar, você estaria tendo um troço — brinquei. — Odeia surpresas.

Ele riu, assentindo com a cabeça.

— Touché, madame — puxou-me para seu colo, sem se importar com o comissário, dando um beijo no meu pescoço —, espero que você nunca faça o mesmo comigo.

— Você não perde por esperar. — Ajeitei-me melhor, esfregando-me contra o tecido da sua calça, fazendo com que seu pênis ganhasse vida, e Phill soltou um gemido em resposta.

— Mady…

Não disse nada, apenas ri contra a sua orelha e parei meus movimentos por completo, por mais que ele forçasse a me movimentar.

— Vingança é um prato que se come frio. — Dei uma mordidinha de leve no seu lóbulo e sai de cima dele, voltando para minha poltrona, enquanto via seu peito subir e descer com a excitação e seu pau avolumado pulsar entre as pernas.

— Que merda, Mady. — Pousou a mão no membro, dando tapinhas para que abaixasse um pouco.

— Acostume-se, senhor Brown. — Passei a língua pelos lábios, me deliciando em vê-lo assim.

— Vai achando que ganhou, senhorita Jameson.

— Nós dois ganharemos no final, tenho certeza.

Continuamos provocando um ao outro até que o comissário apareceu pedindo que prendêssemos nossos cintos e ajeitássemos a poltrona, pois estávamos preparando para a aterrissagem. Foi impossível conter o calafrio de temor misturado com a antecipação, fazendo com que Phill segurasse minhas mãos, me acalentando. Queria muito saber onde estávamos.

Demorou em torno de uma meia hora até que desembarcássemos, porém, para mim, pareceram horas, tamanha era minha curiosidade.

— Chegamos a tempo — Phill disse enquanto olhava as horas no relógio de pulso. Peguei meu celular, verificando que eram quase onze horas da noite. Tínhamos saído de Sydney a tarde.

— Para quê? — Olhava de um lado para o outro, porém não conseguia identificar onde estávamos já que a escuridão engolia toda a paisagem.

— Você verá. — Deu de ombros. — Agora vire-se que preciso te vendar.

— Tá — resmunguei. Sabia que insistir não me levaria a nada, e isso o fez rir enquanto passava uma gravata pelos meus olhos.

Para minha total surpresa, pegou-me no colo e começou a caminhar. Tentava ver algo por trás da venda improvisada, porém era impossível. Ajeitou-me em uma superfície macia, e percebi que tinha se sentado ao meu lado. O veículo que estávamos começou a se mover. O chacoalhar era-me bastante familiar, além dos cheiros que sentia ao longo do caminho. Estava tão envolvida pelos barulhos e pela massagem que Phillips fazia nas minhas coxas, que tomei um susto quando o veículo parou.

— Chegamos! — Phill sussurrou na minha orelha.

— Posso tirar isso dos olhos? — Estava louca para ver onde estava, embora o cheiro de maresia fosse pungente.

— Ainda não. — Me pegou no colo novamente, sem muito esforço, e tornou a andar até me pousar no chão, colando minhas costas ao seu peitoral definido.

— Bem-vinda de volta, Mady — murmurou na minha orelha, e com as mãos desfez o laço que prendia a venda.

Abri os olhos e o que vi me fez arfar com a surpresa. Estávamos na Ilha Pumpkin e, diferentemente da outra vez, uma grande toalha estava estendida na areia com uma cesta, taças e um balde com um champanhe. As tochas fincadas no chão arenoso tornavam a vista ainda mais romântica.

— Tudo isso é para mim? — perguntei, emocionada.

— Sim, vamos nos sentar?

Apenas assenti com a cabeça, estava completamente abobada. Tinha amado o nosso tempo na ilha e ter a oportunidade de ficar mais um pouco me comoveu profundamente. Jane tinha razão, aquele homem demonstrava seus sentimentos através dos seus gestos.

Assim que me sentei, Phill juntou-se a mim e abriu a garrafa, servindo o espumante caro em duas taças, me dando uma. Beberiquei o líquido, sentindo minhas emoções transbordarem dentro de mim.

— Gostou?

— Não tenho palavras para descrever o quanto, Phill.

— Então olhe para cima.

Quando levantei minha cabeça, vi uma série de fogos de artifícios estourarem contra o céu escuro, embora o costumeiro som não existisse.

— Phill — minha voz soou rouca —, como...?

— Me doeu muito mentir para você, Mady — pousando as nossas taças no chão, passou o braço em torno dos meus ombros, puxando-me contra seu corpo enquanto assistíamos a queima de fogos —, mas queria surpreendê-la e dizer uma coisa que eu não aguento mais guardar só para mim.

— E eu achando que estava exigindo demais de você, que precisava de um tempo sozinho.

Virou-se para mim e abaixando minha cabeça, silenciou-me com um dedo, roçando o polegar no meu lábio inferior. Esqueci completamente dos fogos que ainda estouram no céu.

— Nunca, pelo contrário, Mady, eu amo você — sussurrou. — No início, achava que era um sentimento brando. Depois de perder minha avó, não sabia mais o que era amar alguém, porém à medida que o tempo passava e nossa convivência aumentava, mais você me encantava, me mostrando como poderia ser forte o amor que a gente nutre por outra pessoa. — Pausou. — Descobrir, naquela festa, que você tinha outra pessoa fez com que algo se quebrasse dentro de mim, me fazendo enxergar o quanto fui um grande tolo em tentar lutar contra tudo o que eu sentia, em ter perdido tempo e não ter sido sincero com você e comigo mesmo. Eu ansiava por tudo que envolvia você.

Pude notar que, enquanto falava, seu olhar verde começava a marejar, o que me tocou de uma maneira que não seria capaz de descrever.

— Amo sua inteligência, seu senso de humor, seu corpo, seu cheiro, sua mente... — continuou, me dando um beijo na minha testa. — Venero cada pedacinho seu e me dói pensar que estive tão perto de perdê-la por minha própria culpa. Eu não deveria ter ficado feliz com o que aconteceu com você, mas fiquei, porque uma segunda chance me foi dada. Eu preciso de você, Madeline, mais do que qualquer coisa na vida. E não poderia mais esconder isso de você.

Sem esperar resposta, ainda segurando meu rosto, pousou seu lábio no meu, iniciando um beijo lento, que demonstrava tudo o que sentia por mim. Era cálido, doce e, ao mesmo tempo, exigente, um pedido silencioso de que eu correspondesse a ele em todos os sentidos. Um beijo que deixou meus olhos marejados perante o tamanho do seu amor por mim. Nunca ninguém tomou minha boca com esse fervor.

Foi impossível não gemer e tremer perante a intensidade dos seus lábios contra os meus.

— Phill — sussurrei quando ele interrompeu o beijo —, eu...

— Não precisa dizer nada, Mady, entenderei se você não estiver pronta. Apenas me dê uma chance de mostrar tudo o que eu sinto. Seja minha. Quer ser minha namorada?

A intensidade com que me olhava, as lágrimas que escorriam pelo seu rosto e o beijo que acabamos de trocar foi mais do que suficiente para eu dizer sim ao meu coração, sem me importar com o fato de que ele poderia sair bastante machucado disso.

— Eu aceito — murmurei —, quero ter um ano novo com você, Phill.

— Farei de tudo para tornar cada ano que passar ao seu lado ainda melhor que o anterior.

— Estou contando com isso. — Ri, a felicidade transbordando no meu peito.

— Sabe, Mady, quando fui ao Brasil, algumas pessoas me disseram que a primeira coisa que você faz depois da virada, se repetirá pelo resto do ano.

— E o que você fará, senhor Brown?

— Te amar.

Sem esperar resposta, deitou-me em cima da toalha e se acomodou em cima de mim, tomando minha boca em um beijo que arrancou qualquer rastro de sanidade que poderia ter. Saber que éramos um casal enchia-me de um calor gostoso, que irradiava bem para o centro da minha feminilidade. Sua língua enroscava na minha em um beijo terno e ao mesmo tempo sensual, demonstrando-me aquilo que sentia, enquanto seus dedos passeavam pelo meu corpo, apertando minha carne de leve. Sua ereção parecia crescer sob a calça enquando eu friccionava a minha pelve no seu pau, implorando para tê-lo dentro de mim. Não queria que Phill fosse devagar, precisava dele, agora. Necessitava urgentemente que fôssemos um só. A tensão no meu ventre crescia a níveis exponenciais.

Sem qualquer pudor, passei as mãos por entre nossos corpos colados e desci em direção a sua calça, abrindo a braguilha para sentir seu volume grosso e pulsante com o tato. Phillips gemeu em resposta quando abaixei sua calça e a cueca até o meio das suas coxas e toquei seu membro, envolvendo-o e percorrendo-o por toda a extensão.

— Mady… — Gemia alucinadamente e arremetia contra mim em um gesto instintivo. — Assim não vou aguentar.

— Então me tome logo — sussurrei no seu ouvido, depois mordi de leve o lóbulo da orelha, fazendo-o arquear ainda mais e gritar de prazer.

Não precisou que eu implorasse, pois Phill levantou um pouco meu quadril e começou a puxar a saia rodada do meu vestido para cima, embolando-a na minha cintura, deixando minhas coxas e a pequena calcinha vermelha expostas para ele.

— Linda, mas essa não irá para minha coleção — disse antes de tomar minha boca novamente com a sua, devorando-me.

Presa na espiral de desejo que seus lábios me proporcionavam, não consegui compreender muito bem o que ele queria dizer com aquilo. Porém, quando Phillips puxou com força o tecido fino, rasgando-o ao meio, em um gesto de posse e desejo, meu coração pareceu saltar pela boca tamanha a ferocidade do ato. Nunca pensei que gostaria de sexo mais selvagem, mas fazer amor com Phill me mostrou que não existiam limites para nós dois. E era delicioso não termos amarras e pudores no meio da gente.

— Gostosa — falou quando entrou em mim com um tranco firme, enterrando-se o mais fundo possível. O simples contato de nossas carnes era capaz de me deixar inebriada de prazer.

Dessa vez, Phillips não foi devagar. Seus movimentos eram cada vez mais rápidos e fortes, levando-nos mais próximo ao orgasmo. Nossas bocas não descolavam uma da outra, imitando a dança que nossas pélvis faziam. Era impossível conter os gemidos e os sons que saíam de nossas gargantas, além dos barulhos estalados proporcionados pelos movimentos frenéticos que fazíamos. O tecido da sua calça friccionava a minha pele, arranhando-a levemente, enquanto ele entrava e saia de dentro de mim, aumentando minha tensão.

Percebendo que estava chegando quase lá, ao mesmo tempo que seu pênis me invadia, enfiou dois dedos dentro de mim e começou a massagear meu clitóris inchado com pressão suficiente para deixar-me mole embaixo dele, lânguida por ter alcançado o ápice. Meus músculos vaginas contraiam o pênis de Phill, instintivamente, pelo alívio proporcionado, fazendo-o chiar ainda mais. Não parando de me estocar e a massagear meu ponto de prazer, Phillips enterrou-se mais fundo e, depois de repetir o movimento mais duas vezes, entregou-se ao êxtase, preenchendo-me com seu líquido quente. Desmoronou em cima de mim. Amava sentir o peso do seu corpo sobre o meu após fazermos amor.

Ficamos assim por um tempo, com ele dentro de mim, até que nossas respirações se normalizassem um pouco. Para minha surpresa, Phillips nos girou em cima da toalha estendida na areia da praia, me colocando em cima dele, e segurou minha cintura, mas sem se retirar de dentro de mim.

— Eu te amo, Madeline.

— Eu também te amo.

Não precisei dizer mais nada. O fato de eu me debruçar sobre ele e tomar seus lábios com o meu, demonstrando o que sentia, foi o suficiente para nós dois. Nossa conexão era palpável. Não demorou muito para recomeçarmos nossa dança em busca do prazer.