A paixão do CEO

Aline Damasceno · Capítulo 19 de 24

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A paixão do CEO

Capítulo dezessete

 

Acordei quando os raios de sol entraram pela janela ampla. Tinha o corpo nu de Mady próximo ao meu. Sua bunda colada a minha pelve fez com que meu pau acordasse, porém ignorei. Madeline deveria estar dolorida pela noite anterior, pois nos amamos várias vezes, e em diferentes posições, realizando parte dos meus sonhos eróticos com ela. Só de relembrar, meu pênis começou a pulsar freneticamente com o desejo de me enterrar nela novamente, de sentir os músculos internos da sua vagina comprimindo meu pau. Não sei como ela conseguia controlar os movimentos da região, só sei que me deixava maluco e ansiando por mais.

Transar com ela superou todas minhas expectativas e só provou minha teoria de que ela era fogosa. Madeline era insaciável, e, muitas vezes, foi difícil acompanhá-la. Só um bosta e ruim de cama como aquele Robert diria para aquela mulher que ela era fria e sem sal.

Os três dias que passamos juntos, depois de termos feito sexo pela primeira vez, foram simplesmente maravilhosos. Tínhamos dividido o nosso tempo entre trabalhar, fiscalizando os edifícios da ilha, comprovando que os relatórios não mentiam, em conhecer algumas das atividades voltadas aos turistas, pensando em formas de como melhorá-las, e a nos dar prazer.

Mas o que eu mais amava era poder dormir e acordar com ela nos meus braços. Não sabia o quanto precisava disso, até que tive. E agora que conhecia o gosto de tê-la tão próximo a mim, não queria perder nossa proximidade, nosso companheirismo. Só precisava convencer Mady que o que eu sentia não era algo passageiro, que a queria comigo, não só pelo sexo, mas por quem ela era.

Estava perdido nos meus pensamentos quando Mady se moveu na cama, virando-se para mim, e seus olhos castanhos brilhavam de felicidade.

— Bom dia — cumprimentou-me com um breve selinho. — Dormiu bem?

— Bom dia. Melhor impossível. — Passei os braços pelo seus e comecei a alisá-los. — Você tem o poder de me deixar relaxado, e bastante cansado, para ser sincero. — Ela gargalhou baixinho próximo ao meu ouvido, e o som soava como a mais bela melodia.

— Ah, é? — Beijou meu ombro, dando uma mordidinha no local, fazendo com que meu pau latejasse.

— Mady… — Cerrei os dentes, tentando conter meus impulsos.

— Que foi? — Trilhou com a língua até meu pescoço, fazendo com que um calafrio me varresse, e mordiscou-o na base. — Não gosta de acordar assim?

— Você sabe que sim, mas ontem… — Silenciou-me ao pousar seus lábios contra os meus, roçando-os suavemente.

— Posso te dar prazer de outra forma — falou, maliciosa, umedecendo o contorno da boca, chamando minha atenção para o local.

Sem me dar chance para falar, empurrou-me contra o colchão e, com um movimento súbito, subiu em cima de mim, acomodando-se de modo que meu membro não se aproximasse da sua fenda, onde eu mais queria entrar. Seus seios pendulavam sobre meu rosto e foi impossível não tomar o mamilo escuro na boca. Porém, antes que eu começasse a sugá-lo, Mady me deu um tapinha, afastando a minha mão.

— Não. Agora é a minha vez.

Grunhi em resposta quando ela deslizou pelo meu corpo, pousando suas mãos no meu peito e passando os dedos entre meus pelos. Para não me sentir tentado a tocá-la, cruzei meus braços embaixo da cabeça e deixei que Mady fizesse o que quisesse de mim.

— Você gosta? — disse ao arranhar a pele do meu peitoral com suas unhas compridas, o que achei muito sexy.

— Sabia que era parte da minha fantasia? — Gemi, quando ela começou a descer a mão até alcançar meu abdômen, aplicando um pouco mais de força na região. — Só que nos meus sonhos elas estavam pintadas de vermelho.

— Que pena que troquei o esmalte. — Para me torturar, continuou a raspar toda a minha barriga, aplicando uma leve pressão com as pontas dos dedos, até que parou no meu umbigo, sua boca substituindo as unhas. Descruzei os braços e joguei-os sobre o colchão, meu corpo se arqueando com um espasmo. Foi instintivo movimentar minha pelve em direção ao dela, quando Mady começou a descer em direção ao meu pênis. Meu sexo pulsava freneticamente com a antecipação do que estava por vir, porém, para minha decepção, ela parou de me beijar quando se aproximou de onde eu mais queria a sua boca.

— Não é bom quando o feitiço vira contra o feiticeiro? — Sorriu, maliciosa, e tomou meus testículos nas suas mãos, começando a brincar com eles, rodando-os entre os dedos.

— Porra! — Não contive o palavrão quando ela apertou com um pouco mais de força, fazendo-a rir.

Soltando minhas bolas, aproximou-se do meu pau, e, com a ponta do indicador, percorreu toda minha extensão, da base até a ponta, e pressionou o cume onde saía o líquido do meu pré-gozo. Com a outra mão, começou a subir e descer pelo meu comprimento enquanto realizava movimentos circulares no topo, fazendo com que eu gemesse entredentes e agarrasse o lençol com mais força.

— Olhe para mim, senhor Brown. — Adotou a formalidade, entrando no papel de secretária submissa, algo que nunca foi. E que era extremamente sexy.

— Humm.. — Forcei-me a encará-la enquanto seus dedos finos e longos se moviam, deixando meu pau ainda mais duro.

Sabendo que tinha minha atenção sobre si, retirou o indicador molhado pelo meu esperma e o levou a boca, sentindo meu gosto e chupando-o, como se fosse meu membro. A imagem era muito mais erótica de qualquer sonho que um dia tive e precisei me segurar para não gozar em suas mãos, pois sabia que ela tinha outros planos para mim.

Ainda encarando-me, Madeline substituiu seus dedos pela língua, lambendo-me por inteiro, arrancando toda minha sanidade, fazendo-me contorcer no colchão. Porra, se Mady continuasse assim, eu não iria aguentar por muito tempo.

Peguei seus cabelos bagunçados com uma mão, em um pedido silencioso que me tomasse em seus lábios, embora meus gemidos me delatassem.

— O que você quer, Phillips? — provocou-me, mas seu olhar dizia-me muito. — Isso? — Tomou a cabeça do meu pênis entre os lábios e sugou de leve, aumentando a minha ânsia, para depois se afastar.

— Mady — supliquei, com a voz rouca tomada pelo desejo. — Eu…

Calei-me quando Madeline enfiou meu pau por completo em sua boca e começou a se movimentar lentamente, parando para sorver e lamber a fenda na minha glande. Ver os seus lábios, ainda inchados pelos beijos que trocamos na noite anterior, me tocando daquela forma, engolindo e sugando meu pau, estava além das minhas expectativas. Ela aumentou o ritmo e segurei seus cabelos com força, movimentando-me contra sua boca, querendo me afundar cada vez mais nela em busca do prazer. Minhas órbitas reviraram quando o êxtase ia ganhando mais força.

Quando ela me tomou no fundo da garganta, não uma, mas várias vezes, empurrei-a de leve contra a cama, chegando ao ápice pouco depois, urrando de satisfação. Meu corpo estava trêmulo e fraco pelo orgasmo proporcionado por Mady, e meu semen saía em jatos, melando meu abdômen e o lençol.

Ajeitei-me na cama, notando que, com o indicador, Madeline começou a se masturbar na minha frente, massageando e apertando o seio com a outra mão.

Gemi de desejo quando a vi se tocando, com meu pau dando sinal de vida, mesmo depois de gozar.

Enquanto eu continuava a observá-la, ela ganhava cada vez mais coragem, enfiando mais um dedo em sua fenda, retirando-o logo depois, para logo adentrar novamente, em um vai e vem, acelerando o ritmo para aumentar seu próprio prazer. Não conseguindo mais me conter, com a excitação crescendo em mim, inclinei-me em sua direção e retirei seus dedos, substituindo pelos meus, que eram mais longos e grossos do que os dela.

Ao mesmo tempo, tomava seus lábios em um beijo faminto, fazendo-a arquear contra minha mão e se apoiar nos meus ombros. Acelerei a cadência, fazendo Madeline gemer e rebolar ainda mais, alucinada, presa na espiral de desejo, indo em direção ao orgasmo.

Meu dedo encontrou seu clitóris e comecei a massageá-lo, fazendo com que Mady soltasse um gritinho de deleite, esfregando sua vagina com mais força. Quando puxei de leve seu ponto de prazer, ela soltou um grito em meio ao beijo e ficou mole em meus braços, alcançando o clímax. Retirei-me dela e a abracei, não me importando de sujá-la com seu líquido, sentindo sua respiração acelerada pelo subir e descer frenético dos seus seios.

Continuamos assim por um tempo até que nossas respirações se acalmassem. Dando um beijo na testa dela, desvencilhei-me dos seus braços para me levantar da cama.

— Vamos tomar banho? — minha voz saiu rouca.

Ela assentiu com a cabeça, brindando-me com um sorriso.

— Sim, precisamos terminar de inspecionar o resto das instalações da ilha. — Assumiu seu lado profissional, fazendo-me arquear uma sobrancelha.

— Só porque eu tinha outros planos. — Fingi decepção.

— Besta. — Levantou-se, me dando um selinho. — Vamos, podemos aproveitar mais tarde.

— Okay. — Sem que ela estivesse esperando, peguei Mady no colo, que deu um gritinho de surpresa, e caminhei até o banheiro.

Ela que pensasse que eu deixaria para mais tarde…

 

Por mais que eu quisesse ficar enterrado em Mady ou beijá-la o dia inteiro, ela me chamou a razão, argumentando que faltava pouco e que quanto mais rápido terminássemos de olhar tudo, mais cedo poderíamos ter tempo só para nós. Depois de tomarmos um banho demorado, pelas mãos, bocas e corpos que não se cansavam de se tocar, e de Madeline enviar uma mensagem para a irmã, saímos do bangalô e fomos até a garagem coberta para pegar o carrinho de golfe.

— Dessa vez eu dirijo — aproximou-se do banco do motorista e estendeu a mão —, dá a chave para mim.

— Okay. — Joguei-as para ela, que as pegou no alto, e se sentou atrás do volante, colocando a chave na ignição. Deu partida, saindo da garagem, e tomou o caminho de cascalho.

— Sua irmã já sabe que você vai passar o final de ano comigo? — puxei assunto e pousei minha mão na sua coxa, em um gesto de posse e afeto.

— Sim, antes de viajar já tinha falado para Jane dessa possibilidade, mas faz uns três dias que confirmei para ela. — Sorriu. Seus cabelos estão voando livres ao vento. — Ela até me contou que nossos pais chegaram de viagem do Brasil e que estavam empolgados depois de tudo o que viram.

— Você não se importa de não estar com eles esse ano? Sei o quanto você gosta de datas comemorativas. — Senti uma pontinha de culpa ao pensar que estava sendo egoísta em afastá-la dos seus familiares. Porém, esperava recompensá-la pelos seus sacrifícios.

— Para ser sincera, não. — Seu sorriso ficou ainda mais largo. — Estou adorando passar esse tempo com você. — Tirou uma mão do volante, pousando em cima da minha.

Suas palavras foram diretas no meu coração e um calor gostoso brotou dali, irradiando por todo meu corpo. Amor…

— Eu também. Mais do que qualquer coisa na minha vida. — Virei meu rosto, encarando sua face ruborizada em meio aos fios que se agitavam e batiam contra sua pele.

— Até mesmo suas posses, senhor CEO todo poderoso? — brincou.

— Eu não pensaria duas vezes em dar tudo o que eu tenho em troca de passar um tempo com você — falei, sério. — Não menti quando disse que precisava de você, independente da sua decisão.

— Eu não sei o que dizer... — Droga, não deveria ter tocado nisso. Ela precisava de mais tempo para compreender o que eu sentia por ela.

— Não precisa falar nada… — Apertei sua mão e fiquei em silêncio, observando a mata fechada enquanto ela dirigia. — Como está Jane?

— Ela está ótima, poderia dizer que melhor impossível, já que os sobrinhos de Michael passarão o Natal com eles. — Riu. — Ela ama crianças.

— Ela sabe da gente? — perguntei, sem me preocupar em ser discreto. Confesso que depois de transarmos, essa questão ficou martelando na minha cabeça. — Sei o quanto vocês são próximas e confidentes uma da outra.

— Contei, sim, tem algum problema? — sussurrou. — Não conseguiria esconder uma coisa dessas dela. Sempre falamos dos nossos relacionamentos abertamente e apoiamos uma a outra quando as coisas não vão bem.

— Não, não, era mais uma curiosidade minha. E o que ela acha disso? — Remexi no assento, desconfortável com a possível resposta.

— Para ser sincera, Jane sempre foi a sua maior aliada — riu, me fazendo sentir aliviado —, por ela, eu deveria ter me jogado nos seus braços a muito tempo. E sou obrigada a concordar com minha irmã.

— É? — Arqueei uma sobrancelha.

— Você é muito bom no que faz, Phill — falou com duplicidade, fazendo com que meu pau reagisse às suas palavras.

— E você é muito gostosa, sabia? — gargalhei.

— Você fez questão de me mostrar e espero que continue assim. — Sorriu, maliciosa.

Estava tão envolvido que não vi quando ela parou o carrinho em frente a um depósito e desceu do veículo, pegando o tablet na bolsa.

— O senhor não vem, senhor Brown? — Olhou-me com tanto desejo que tive que me conter para não tomá-la ali mesmo, onde alguém poderia nos ver. Saiu rebolando, chamando minha atenção para os seus quadris e bunda ressaltados pela saia justa e formal.

Saí do veículo e ajeitei meu pau semiereto na calça, esperando um pouco até que abaixasse. Seria constrangedor alguém ver minha falta de autocontrole por aquela mulher.

Suspirei fundo e passei a mão na cabeça. Terminar esse trabalho seria mais difícil do que eu poderia imaginar.