A paixão do CEO

Aline Damasceno · Capítulo 12 de 24

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A paixão do CEO

Capítulo dez

 

Phill estava deitado na cama com os braços cruzados debaixo da cabeça, parecendo relaxado, me observando caminhar até ele com passos lentos em direção a king size. Seus olhos verdes com pupilas dilatadas percorriam-me com apreciação, tomados pelo desejo e pela antecipação do que poderia acontecer. Isso fez com que os pelos do meu corpo se arrepiassem, sem ao menos ele me tocar.

Não podia negar que ser desejada dessa maneira era muito bom para o meu ego enquanto mulher. Fazia com que eu quisesse ainda mais satisfazê-lo de todas as formas possíveis, até que estivéssemos sem fôlego e forças, o que me agradaria, e muito.

Enquanto eu caminhava até ele, corri meu olhar pelo seu peito musculoso coberto de pelos negros. Eu estava doida para passar as mãos pelos fios, e, depois, lentamente, acariciar seu peitoral até o meio das suas pernas. Fixei ali o meu olhar em suas partes baixas e o que vi deixou meu corpo tremendo de desejo. Seu pênis, avolumado pela excitação, se comprimia contra o moletom da calça e parecia pulsar freneticamente, me desejando, o que deixou a minha boca salivando com a possibilidade de tê-lo de diferentes formas. Principalmente dentro de mim, tomando-me com ardor e rapidez até me levar ao êxtase. Mal podia esperar para tê-lo dentro de mim, sentir a fricção das paredes internas do meu sexo no seu pênis.

Sentindo-me mais ousada pelo seu olhar de fome e pelo sorriso sacana que pairava nos lábios de Phil, ao chegar próximo a cama, segurei a barra da camisola de renda vermelha e puxei-a lentamente para cima, passando-a pela minha cabeça, ficando completamente nua. Isso fez com que ele engolisse em seco, provavelmente não esperava por essa minha atitude.

Me observou por longos minutos, apreciando cada parte do meu corpo, com seu olhar se fixando no meu monte de vênus. Ele me devorava por completo, fazendo com que o centro de minha feminilidade começasse a se umedecer. Passou a língua pelos seus lábios, e saiu da posição relaxada de antes, levantando-se e ajoelhando-se na cama. Puxou-me pela cintura em direção ao colchão, colando o meu corpo ao seu, fazendo com que nossas coxas e tórax se tocassem. O contato dos seus pelos com meus seios nus fez com que um calafrio gostoso me varresse. Sua pele bronzeada era quente contra a minha, e foi impossível não tocar os ombros com as minhas palmas, sentindo a musculatura firme com o meu tato.

Era muito bom ter sua pele contra a minha, mais do que poderia imaginar.

Suas mãos subiram da minha cintura em direção aos meus seios, roçando a lateral com suavidade, passando pelo meu pescoço até meu rosto, que segurou em concha entre seus dedos. Com seus olhos fixos nos meus, aproximou seu rosto e deu um beijinho na minha testa e na bochecha, antes de colar sua boca na minha.

O beijo começou suave, terno, um apenas roçar de lábios, como forma de reconhecimento. Logo se tornou mais urgente, e Phillips pediu passagem pelos meus lábios com a língua, adentrando minha boca e tomando-a, como se fosse um animal faminto. Ainda segurando meu rosto, Phill controlava o beijo, impondo o ritmo e ditando meus movimentos. Sua língua, vez ou outra, imitava o que tanto queria dentro de mim…

Sentir seu gosto e sabor superou cada uma das minhas expectativas, fazendo-me arder ainda mais de desejo. Poderia passar a eternidade assim…

Nos beijamos até ficarmos sem fôlego, nossos peitos subindo e descendo rapidamente com a excitação que nos percorria. Soltando suas mãos do meu rosto, ele começou a descê-las lentamente pelo meu pescoço, ombros, chegando até meus seios, segurando-os por entre os dedos.

Parecia que meus seios tinham sido feitos do tamanho exato das suas mãos grandes, pois cabiam perfeitamente nelas. Roçou os polegares vagarosamente nos bicos, fazendo movimentos em círculos, deixando-os duros pelo desejo. Não contive o gemido que saiu da minha garganta, fazendo ele sorrir de satisfação por estar me dando prazer.

Enquanto continuava a brincar com meus mamilos, que pareciam cada vez mais inchados e pesados em suas mãos, abaixou a cabeça até meu pescoço deixando uma trilha de beijos pelo caminho, pousando seus lábios quentes na base da minha garganta, onde ele podia sentir a minha pulsação acelerada. Deixou uma leve mordidinha ali, fazendo com que eu arqueasse o corpo instintivamente para frente e o abraçasse pelos ombros enquanto ele continuava com seus movimentos. Finquei minhas unhas compridas nas suas costas quando ele deixou outra mordida na minha clavícula, não me importando se o tivesse machucado. Estava cada vez mais cega de prazer… cada vez mais úmida.

Com um movimento súbito e rápido, Phill tirou as mãos dos meus seios e me puxou novamente pela cintura, deitando-me de costas na cama e subindo em cima de mim. Nessa posição, podia sentir seu pênis longo e grosso pulsar e latejar contra minha vagina, fazendo com que eu começasse a me movimentar, instintivamente, buscando um alívio que sabia que não viria assim.

Ele balançou a cabeça em negativa e tomou novamente a minha boca, dessa vez para roubar todo o meu ar com apenas um beijo. Nossas línguas e corpos se enroscavam um no outro, na mais perfeita dança, deixando-nos ainda mais ávidos por mais. Ele findou o beijo e eu resmunguei em protesto, fazendo-o sorrir. Phill acomodou-se em cima de mim, deixando seu rosto na altura dos meus mamilos e aproximou sua boca de um dos bicos, dando um leve sopro, enquanto sua mão segurava o outro e o massageava, fazendo-me contorcer embaixo dele. Quando ele colocou o mamilo em sua boca e passou a sugá-lo, pensei que não iria aguentar mais de prazer, e comecei a friccionar ainda mais meu ventre contra o dele.

Depois de brincar do mesmo modo com o outro mamilo, Phill começou a descer a boca pela minha barriga, passando a língua pelo meu umbigo, até chegar em meu monte, fazendo com que a antecipação do que ele iria fazer me tomasse por completo. Porém, diferente de tudo que eu poderia imaginar, ele abaixou a cabeça e inalou o cheiro da minha excitação, parecendo se deliciar com o fato de me deixar louca por ele. Ficou parado ali por um tempo, me observando com seus olhos verdes, vendo-me cheia de expectativa e a me contorcer de desejo. Sem nenhum aviso, enfiou um dedo em mim, passando-o levemente pelo meu clitóris e pelos meus grandes lábios, sentindo o quanto estava preparada para ele, deixando-me cada vez mais louca de desejo.

Pensei que ele iria me estimular com o indicador, porém ele o retirou de dentro de mim, fazendo-me resmungar em protesto. Quando ele colocou o dedo encharcado com a minha excitação na boca, sentindo meu gosto, foi mais do que eu poderia aguentar, e enfiei ainda mais as unhas nas costas dele, em um pedido silencioso de que ele me tomasse.

Não precisou que eu implorasse, pois Phill içou seu tronco e acomodou-se entre minhas pernas, roçando seu pau na minha entrada. Dando-me mais um beijo longo e profundo, enfiou em mim com um tranco, fazendo com que eu gemesse contra a sua boca ao sentir meus músculos internos em contato com a superfície rígida e quente do seu pênis. Os movimentos começaram lentos, elevando a nossa ânsia e prazer. Estava delicioso…

Passei minhas pernas em torno da sua cintura para que ele entrasse cada vez mais fundo dentro de mim, quando Phill aumentou ainda mais o ritmo. Parecia que eu não tinha o suficiente dele, queria cada vez mais rápido e mais fundo. Nossas pélvis se chocavam, os corpos se colidiam, as bocas tomavam uma a outra, com fome. Gemidos escapavam do fundo da nossa garganta. Podia sentir a onda de orgasmo crescendo cada vez mais em cada poro do meu corpo, e ela ficou ainda maior quando Phill adotou uma cadência frenética e insana.

Quando senti que estava quase sendo arrebatada pelo melhor orgasmo que tive na vida, um barulho distante, parecendo com o apito de um navio, fez com que a imagem de Phill começasse a desfocar. Tentei apertar os olhos, porém a cena evaporou-se. A sensação de perda me tomou completamente.

Sonolenta e desnorteada, abri os olhos, percebendo que tinha sido apenas um sonho. Um que parecia tão verdadeiro que me deixou suada, ofegante e bastante molhada. Excitada. Apertei minhas pernas uma na outra, tentando conter a onda de desejo que tomou conta de mim.

Ai meu Deus, o que estava fazendo? Não podia desejar meu chefe. Era muito errado e antiprofissional. Isso poderia colocar toda minha carreira a perder…

Passei a mão pelo rosto, tentando afastar a sensação indesejada, quando um movimento ao meu lado fez com que eu desse um pulinho na cama com o susto. Felizmente, para minha sorte, ele ainda estava dormindo. Suspirei aliviada. Se não estivesse, tinha certeza que não teria onde enfiar a minha cara quando Phill olhasse para mim.

Me esqueci completamente que estava no mesmo quarto de hotel com Phillips, partilhando de sua cama. Tinha falado para ele que eu dormiria no sofá quando subíamos pelo elevador, mas Phill me convenceu de que a cama era grande o suficiente para que a dividíssemos, que não haveria mal algum dois amigos dividirem aquele espaço.

Porém, desde que chegamos à suíte, estávamos tensos, o que me incomodou um pouco, pois sempre nos sentíamos bem e confortáveis na companhia um do outro. E tudo tornou-se ainda mais estranho para nós dois quando ele me viu vestindo essa maldita camisola rendada.

Uma parte de mim se arrependeu de tê-la colocado no instante em que pisei no corredor que levava a sala de estar. Ela era provocante demais e bastante imprópria para a ocasião, ainda mais para usá-la na frente do seu chefe. Porém, meu lado devasso e feminino vibrou de excitação quando ele me olhou da cabeça aos pés com um desejo feroz, suprimindo todo o lado profissional.

Sempre soube que ele me desejava, mas ver a confirmação disso na ereção que comprimia sua calça quando ele se levantou fez com que eu engolisse em seco com o desejo que me tomou, deixando-me de pernas bambas. Precisei de todo meu autocontrole para não me jogar em seus braços e pedir que me fizesse sua, mas minha razão acabou vencendo. Nada de bom poderia vir disso.

Phillips não demorou muito no banho, me chamando logo depois para que fôssemos nos deitar. Quando chegou na sala, foi inevitável não admirar seu torso nu e o abdômen sarado cheio de gominhos, cobertos por pelos negros e suaves, que iam em direção ao cós da calça e ao seu pênis, que parecia mais comportado, embora uma ereção ainda despontasse sob o tecido. Pensar em como ele poderia ter se aliviado fez com que um calor líquido varresse todo meu corpo, deixando-me em chamas. Imaginá-lo se masturbando enquanto pensava em mim me encheu de vontade de me entregar, permitindo que Phill desse vazão ao seu desejo, mas me contive, era sua secretária e tinha que agir como tal, embora, na maioria das vezes, nos comportássemos mais como amigos do que como duas pessoas com vínculos profissionais. Usávamos de formalidades apenas quando estávamos na frente de outras pessoas.

Em estado de excitação, pensei que demoraria a dormir, porém o sono veio mais rápido do que eu tinha imaginado.

E embora tenha dormido rapidamente, não sei precisar por quanto tempo. Quando despertei do meu sonho, parecia que eu tinha terminado de nadar em mar aberto na Baía de Sydney.

Tentando afastar esses pensamentos, levantei-me lentamente da cama para não acordá-lo e peguei meu celular, que estava no móvel de cabeceira, caminhando nas pontas dos pés pelo quarto indo até minha mala, para apanhar algumas roupas. Fechei a cortina com uma mão, pois o sol já estava a pino e forte no céu, e fui até o banheiro onde lavei meu rosto e sentei no vaso para olhar minhas mensagens. Tinha várias de Jane, além de uma linda foto do meu Toby deitado no sofá. Estava tão cansada quando cheguei, que acabei me esquecendo de mandar uma mensagem para ela informando que eu estava bem.

 

Jane:

Já chegou?

Como foi a viagem?

?

Mady:

Desculpe te responder só agora, Jane.

Estava tão cansada que não queria outra coisa que não fosse

dormir.

A viagem foi boa, Jane, embora o meu chefe tenha me contado que

sabia da traição de Robert.

 

Não sabia quanto tempo ela demoraria a me responder, nem me ative ao fuso-horário que nos separava, porém não demorou muito e Jane me ligou, sua voz soando um pouco nervosa.

— Como assim ele sabe? — sua voz saiu preocupada.

— Ele ouviu nossa conversa pelo telefone — falei o mais baixo que pude para não acordá-lo. — Você nem consegue imaginar o quanto me senti envergonhada. E para piorar, acabei caindo no choro.

— Eu consigo imaginar. Manter sua aparência profissional sempre foi muito importante para você. Sinto muito por isso.

— Sei que parte da culpa foi minha, por ter ligado para você do escritório.

— Besteira — bufou do outro lado da linha. — Você estava no seu horário de almoço e chateada. Ele que foi um bocadinho inconveniente.

— É, porém Phill foi tão carinhoso comigo, me aninhando nos seus braços, que nem me importei com isso.

— Sério? Ele fez isso?

— Sim.

— Ah, Mady, esse homem está tão derretido por você... — seu tom mudou do preocupado para o malicioso. — Se eu fosse você, aproveitava.

— Você não me ajuda em nada, sabia?

— Claro que ajudo. — Deu uma gargalhada alta e tive que afastar o telefone da orelha.

— Hoje mesmo tive um sonho que não devia com ele e foi tudo culpa sua — acusei-a.

Mais gargalhadas saíram do outro lado da linha.

— Ah, acho que ele não é o único caidinho por aí…

— Jane!

— Parei, sabe como eu me empolgo. Mas tirando isso, correu tudo bem no voo?

— O voo foi bom, porém aconteceu um problema no hotel e paramos no mesmo quarto.

— O quê?

— Teve um erro no sistema e eles acabaram não fazendo minha reserva. Como não tinha outra suíte e estava cansada demais para sair e procurar outro hotel, acabei aceitando a proposta de Phil de dividir o quarto com ele.

— Promissor — seu tom foi mais lascivo.

— Você não presta mesmo. — Ri. — Agora preciso desligar, vou tomar um banho e pedir algo para comer. Estou morrendo de fome e Phil também deve acordar faminto.

— Vai lá e me mantenha a par de tudo. Te amo, querida.

— Também te amo. Dê um beijo no Toby para mim.

— Pode deixar. Beijos.

Desliguei o telefone e olhei as horas no visor, constatando que já se passava das duas e meia da tarde, e coloquei o aparelho em cima da pia. Tirei minha camisola e fui direto para o banho. Não demorei muito debaixo da água. Vesti minha roupa mais profissional e caminhei de fininho pelo quarto em direção a sala de estar. Depois de fazer um pedido de uma refeição leve para nós dois, liguei meu notebook e afundei-me no trabalho.

Nada melhor do que trabalhar para afastar pensamentos e sonhos indesejados.