Antes que Você Diga Sim
Dezoito
— Nãoooooo! — Delta protestou. — Acabamos de chegar! Além disso, acabei de pedir várias coisas para você.
Abby olhou para cima.
— Músicas ou homens para eu beijar?
Delta abriu um sorriso.
— Um pouco de cada.
— O fato de eu ir para casa não significa que vocês precisam ir também. Dancem as minhas músicas e dividam os homens. É provável que aproveitem bem mais que eu.
— Bobagem! — Gloria disse. — É a sua despedida. Se você for embora, nós também vamos.
— E como dona da festa, insisto que vocês fiquem e aproveitem.
Dancem um pouco. — Abby gesticulou para a garrafa de álcool. — Pelo menos, bebam a vodca e o champanhe que pedimos. Acabem com ele, dancem e depois voltem para casa. — Abby olhou para Jordan. — Você pode me levar e depois pedir ao motorista para voltar pegar as outras?
Jordan assentiu.
— Claro. O que você quiser.
Abby assentiu firmemente.
— Então está resolvido. Agora, quem vai me ajudar a levantar?
Dezoito
ABBY ESTREMECEU ENQUANTO mancava para fora da van e subia até a porta da frente da mansão. Sendo honesta, não estava sentindo tanta dor assim, mas parecia ser uma boa desculpa para conseguir escapar de beijar outros homens. Principalmente quando Delta afirmou que beijo na bochecha não era beijo de verdade. Estava feliz por ter voltado para casa.
Ainda mais por estar com Jordan, que era o completo oposto de todas as outras garotas: calma, atenciosa e centrada.
Enquanto andavam pela varanda, olhou para a moça.
— Você se lembra de que disse que faria qualquer coisa por mim esse final de semana?
Jordan assentiu.
— Adoraria se você tomasse uma taça de vinho comigo e relaxasse.
Ajudaria muito na recuperação do meu tornozelo.
Jordan hesitou, inclinando a cabeça.
— Não costumo beber enquanto estou trabalhando, mas vou abrir essa exceção. Só não conte a ninguém, tudo bem?
Abby fez um gesto como se estivesse fechando os lábios com um zíper.
— Sente-se e espere aqui.
Ela bateu continência para Jordan.
— Sim, senhora.
Quando a moça reapareceu, estava trazendo duas taças de vinho branco.
— Como está o tornozelo?
Abby testou virar para a direita, depois para a esquerda.
— Parece melhor.
Jordan colocou as taças na mesa antes de pegar uma cadeira e apoiar o pé de Abby sobre ela.
— Deixe o pé para cima. Deve ajudar com o inchaço. — Ela franziu o cenho. — Será que devo pegar um pouco de gelo?
Abby balançou a cabeça, tirando o pé da cadeira.
— Sei que deveria deixar o pé aqui, mas sabe o que realmente quero fazer? — Ela não sabia de onde as palavras estavam saindo.
Jordan ficou imóvel.
— Você já está me fazendo beber.
Abby hesitou, com o ritmo cardíaco acelerando.
— Que tal levarmos essas bebidas para a banheira de hidromassagem?
Parece um desperdício ficar sentada aqui nessa noite quente quando a vista é tão boa lá embaixo.
Ela analisou o rosto de Jordan. Ficar seminua na água com Jordan era um risco.
Sabia disso.
E ainda assim, não conseguiu se impedir de fazer a sugestão.
— Se não aceitar, não vou fazer uma resenha assim tão maravilhosa para seu site.
Jordan olhou para Abby, com uma sombra de sorriso aparecendo.
— Isso é inaceitável, não é?
Dez minutos depois, Jordan estava ajudando Abby a entrar na banheira de hidromassagem, tentando evitar de provocar mais machucados em seu corpo. Mas não tinha tanta certeza se aquilo valia para seu coração.
Jordan estava usando um maiô preto simples, bem diferente do biquíni vermelho que usou mais cedo. Ainda assim, estava linda, e a voz de Abby pareceu ficar rouca de desejo.
Ainda estava tentando colocar a cabeça no lugar quando Jordan lhe entregou o vinho. A moça havia colocado em taças de plástico para levar para a banheira. Ela realmente pensava em tudo. Abby se inclinou e pressionou um grande botão branco. Dentro de segundos, a água começou a borbulhar.
— Oito dias até o grande dia. — Jordan bebeu o vinho e depois colocou o copo na beirada da banheira. — Acha que você e o Marcus vão estar assim na lua de mel nas Maldivas?
Abby assentiu, ignorando o sentimento que se alastrava no estômago.
Tentou focar no fluxo de bolhas que massageava suas costas.
— Acho que sim.
— Sempre quis ir para lá, mas é uma viagem de lua de mel. Tenho uma amiga que foi sozinha. Ela disse que foi chato viajar rodeada de casais.
Ela precisou inventar um marido com intoxicação alimentar para impedir os
outros casais de convidá-la para a mesa deles. — Jordan abriu um sorriso.
— Mas você vai passar no teste da lua de mel fácil. Um cara bonito e uma mulher linda.
O estômago de Abby se revirou. Jordan a achava uma mulher linda?
— Obrigada, eu acho.
Ela se lembrou de uma conversa que teve com Marcus recentemente sobre os nomes para o primogênito deles. Marcus queria o que Gloria chamava de nomes metidos a besta. Abby não queria contrariar, mas sabia que quando estivessem casados, teriam que conversar sobre essas coisas.
Mas será que conversariam? Ou seus filhos acabariam se chamando Penelope e Jasper em vez de Harper e Luke? Não conseguia imaginar. No entanto, tudo podia começar com uma lua de mel em um lugar que ela nem queria ir.
Pequenas decisões, grandes consequências.
— Você não parece muito feliz com essa viagem.
Abby pegou o vinho antes de responder.
— Eu estou, mas não queria ir para as Maldivas. Sugeri Paris, mas Marcus e Marjorie disseram que não era bom o bastante. Todo mundo vai para as Maldivas, como você disse. Mas também é longe e precisa ir de avião. Quanto menos viagens eu precisar fazer, melhor para mim e para a minha vida.
— Você disse isso para o Marcus? — Jordan franziu o cenho quando perguntou.
— Sim, mas ele não escutou. — Ela assentiu. — Ele está empolgado, e acha que é isso que as mulheres querem. A questão é que ele sempre me disse que se apaixonou por mim porque eu não era como as outras com quem saiu. Mas assim que concordei em me casar, tudo isso foi por água abaixo. Agora, ele está seguindo um manual: o local do casamento, o bolo, a despedida de solteiro enorme... ele está empolgado com a coisa toda, e não é nada do que imaginei. Quando penso na cerimônia, o que eu fiz o tempo todo nesses últimos meses, acho que gostaria que fosse algo em St.
Albans, onde meus pais estão. Ou na Escócia, onde tudo começou. Poderia até ser em um castelo do lado de um lago.
— Mas vai acontecer em uma mansão em Surrey.
Os ombros de Abby caíram.
— É. A cerimônia vai ser na igreja que os pais dele frequentam e a festa vai ser na mansão. Tudo isso porque o Marcus e a Marjorie se aliaram e são persuasivos.
O olhar de Jordan era intenso enquanto encarava Abby.
— Você não tinha uma caixinha embaixo da cama com recortes de vestidos que queria usar no casamento e esse tipo de coisa?
— Puta merda, não. — O estômago de Abby relaxou. — Primeiro porque a minha mãe teria jogado tudo fora, implorando para que eu tivesse uma ambição maior do que me casar.
A risada profunda e alegre de Jordan aqueceu o ar.
— Já te disse que amo sua mãe?
— A maioria das pessoas diz isso. — Abby ficava feliz que Jordan era uma delas. — Já te falei que é ela quem vai me levar para o altar? Meu pai biológico não está interessado. Pedi para Martin, já que é quem eu chamo de pai, mas ele disse que a minha mãe me criou por seis anos antes de eles se conhecerem, então deveria ser ela. E não, nunca sonhei com um casamento grande. Não é uma coisa minha. Mas agora, aqui estou eu.
Enquanto isso, estava sentada em uma banheira de hidromassagem com uma mulher por quem era profundamente atraída. Abby engoliu em seco, olhando para o céu, um azul meia-noite. Não havia muitas estrelas visíveis. Quando olhou para Jordan, os olhos dela brilhavam na noite como diamantes.
— Acho que já me esqueci do que eu queria. O casamento que eu desejava. O trabalho que ansiava. — Jordan respirou fundo. — Uma vez que comecei com gerenciamento de projetos, ficou mais difícil de mudar. A cultura, o dinheiro e as pessoas te sugam. E quanto mais você continua nesse ambiente, mais difícil fica de sair. Sempre quis fazer algo para devolver tudo que eu tinha. Achei que ser gerente de projetos ajudaria pessoas. Agora me lembro que não era o meu sonho. Será que estou desistindo de tudo?
Tinha quase certeza que sim.
Jordan balançou a cabeça.
— Claro que não. Você pode trocar de trabalho. E quanto ao casamento, você se apaixonou e está fazendo tudo o que seu parceiro quer.
A maioria das pessoas faz isso. Só que, no geral, é o homem que acompanha a mulher.
Jordan se mexeu na água e sua mão tocou no pé de Abby. Ela olhou para a noiva antes de tomar seu tornozelo nas mãos. Abby ficou paralisada.
— Foi esse que você machucou, certo?
Abby assentiu. O toque de Jordan estava fazendo com que ficasse muito melhor.
— Você deveria elevá-lo um pouco mais. Se colocar no meu colo, vai conseguir um ângulo bom.
— Certo — respondeu.
Jordan acariciou a pele de Abby com as pontas dos dedos. A moça fechou os olhos, imaginando o toque em outros lugares, desenhando círculos na parte interna de sua coxa, subindo de leve pelo seu torso até chegar no pescoço e na orelha.
Abby inclinou o pescoço para trás enquanto se perdia nessa fantasia antes de voltar à realidade.
Seu corpo inteiro se retraiu quando ela abriu os olhos.
Jordan olhou para ela por um longo instante, os cantos da boca se curvando em uma sugestão de sorriso.
Algo mudou dentro de Abby. Algo que a deixava mais desconfortável do que já estava.
Talvez essa não tenha sido uma boa jogada. Porque sempre que Jordan a tocava ou olhava para ela, sua cabeça se perdia e não conseguia pensar em mais nada além das mãos da outra moça nela. Depois, a língua. E então de volta para o sonho, onde ela estava dentro de Jordan.
Ela se endireitou na banheira e desviou o olhar. Pegou a taça e tomou um longo gole. Daria tudo para estar mais bêbada. Talvez isso ajudasse a esquecer esses sentimentos.
As hidromassagem parou e tudo ficou quieto. Conforme o silêncio chegava, o desejo e o pânico atingiram Abby como uma maré alta.
Procurou algo para dizer. Alguma coisa que não a incriminaria.
— Gosto de sentir suas mãos em mim.
Puta merda. Não era isso.
Todas as regras normais voaram pela janela quando conheceu Jordan.
— Fico feliz. — Jordan não encontrou seu olhar.
Estava desesperada para voltarem a uma situação de igualdade, mas não era tão fácil com Jordan segurando seu pé.
— Quantas vezes você já viu o cenário do faça a noiva beijar vários caras?
— Muitas. — A voz de Jordan era como mel. Ela passou a língua no lábio inferior.
O olhar de Abby seguiu o gesto, e então voltou para seus olhos.
Bum! Desejo a atingiu.
— Mas nunca me contorci tanto enquanto olhava para a noiva. Porque você não é uma noiva qualquer. Ou uma mulher qualquer. Marcus está certo nisso. Você é especial, Abby. — Jordan desviou o olhar. — E eu não deveria ter falado nada disso, então vou ficar quieta. — Ela balançou a cabeça e depois acrescentou baixinho: — Me ignore.
Jordan tinha acabado de dizer que ela era especial. Será que isso significava que também gostava de Abby? E se isso fosse verdade, o que significava?
— Ajudaria se eu dissesse que odiei a ideia de beijar qualquer um enquanto você estava lá?
Jordan ficou imóvel antes de olhar para ela.
— Verdade?
O batimento cardíaco da noiva acelerou à medida que Jordan se aproximou com cuidado.
A água calma batia no decote de Jordan enquanto ela se movia.
Abby respirou fundo e desviou o olhar. Como ela queria ser aquela água.
— Parecia errado. Como se eu estivesse... te traindo. — Ela abaixou a cabeça e seu batimento parecia rugir nos ouvidos.
Do que ela estava falando? Por que as palavras saíam assim dos seus lábios?
No entanto, com Jordan ao seu lado, ela não podia fazer mais nada.
Era como se tivesse sido subjugada. Como se a moça tivesse colocado soro da verdade no vinho.
E sob ar quente de Cannes, que brincava na sua pele, as palavras saíam como balões flutuando na água. Abby queria se sentar em cima deles, lutar para que ficassem submersos. Mas palavras e balões não funcionavam assim. Eles não seriam silenciados. Eventualmente, o atingiriam.
— Me... traindo? — Jordan parecia confusa, erguendo o indicador para apontar para o próprio peito.
Abby engoliu em seco. A próxima coisa que fizesse seria muito importante. Deveria mentir ou contar a verdade?
Sirenes tocaram na sua cabeça. Ela as ignorou.
Sim, estava se aproximando de um precipício. Nos últimos meses, com a preparação do casamento e tudo o mais, sentia que estava perambulando.
Até que conheceu Jordan. E assim, havia acordado de muitas formas.
— Sei que não faz sentido — acrescentou, assentindo. — Estou noiva do Marcus, e na despedida de solteira, mas essa é a verdade.
Abby balançou a cabeça, cobrindo a testa com a palma da mão.
Encarou Jordan, que estava linda e parecia chocada.
— Tenho sentimentos por você, Jordan. Não posso ignorá-los. Mesmo estando noiva do Marcus, o que é maravilhoso. — Ela mexeu a mão, gesticulando entre elas. — Isso aqui é tortura. Porque estamos aqui, seminuas e sozinhas. Meu tornozelo nem está doendo tanto. Só achei que poderia usar isso para ficar com você. Quando estava sendo forçada a beijar aquele cara, tudo em que conseguia pensar era: queria que fosse a Jordan.
Abby cobriu o rosto com as mãos, trazendo os pés para mais perto.
Estava estragando tudo. Deveria ter ficado quieta. Ficado na balada.
Bebido mais vodca.
Como se sentisse a importância do que estava acontecendo, a banheira elegeu esse momento para recomeçar a borbulhar.
Atenta, Jordan estava escutando e se aproximando. Ela pulou para trás quando a hidromassagem foi religada.
Abby virou a taça de vinho, só para ter algo para fazer.
Ela encarou Jordan com medo.
— Diga alguma coisa. Por favor. Nem que seja para me lembrar de que estou noiva e que isso acontece em todos os casamentos. Só diga algo coisa para impedir que meus pensamentos fiquem dando voltas na minha cabeça.
Você não faz ideia do caos que está aqui em cima. — Ela deu um tapinha no crânio.
Jordan respirou fundo e depois se aproximou de Abby, segurando suas mãos.
Essa ação fez com que Abby congelasse, mesmo com as bolhas.
Abaixo da superfície, estava inteiramente imóvel.
— Acredite quando eu digo que é a primeira vez que isso acontece.
Você é a primeira noiva que diz que quer me beijar. — Ela olhou para os
lábios de Abby. — Você também é a primeira noiva que eu quis beijar. Mas estava enterrando o sentimento, porque tenho um trabalho a fazer. E esse trabalho não envolve te beijar.
Flechas atingiram o corpo de Abby, e um coro de “aleluias” começou a cantar na sua cabeça. No entanto, logo foi acompanhado da percepção inquietante de que a merda estava.
Abby queria beijar Jordan.
E Jordan também queria beijá-la.
Isso significava que elas iriam...?
— Você também quer me beijar?
— Sim. — Jordan assentiu. — Na noite passada. Hoje quando estávamos no mar. Quando você estava experimentando o vestido. — Ela olhou para o céu. — Sabe que não podemos fazer nada disso, certo?
Se o corpo de Abby pudesse se esvaziar, teria acontecido ali mesmo.
— Eu sei.
Mas é tão injusto! É isso que ela queria gritar, mas não o fez.
Jordan chegou um pouco mais perto e levou a mão de Abby para perto de sua boca. Ela deu um beijo leve e depois a colocou de volta ao seu colo.
— Qualquer atração que exista precisa ser platônica. Nada mais que atração.
Abby assentiu, sem dizer nada depois que Jordan beijou sua mão. Sua pele formigava.
— Claro. — Ela nunca foi tão mentirosa em toda sua vida.
— Fui contratada pelo seu noivo e por você. Meu trabalho é te levar até o altar inteira. Feliz. Contente.
— Você já estragou isso só de estar aqui.
Agora foi a vez de Jordan balançar a cabeça.
As hidromassagem parou novamente
A água acalmou.
Dessa vez, o silêncio parecia ainda mais alto.
— Não podemos fazer isso —Jordan começou, se aproximando um pouco mais de Abby.
— Sei disso. — A moça deslizou até ficar ao lado de Jordan.
— Você vai se casar. Com outra pessoa.
Abby assentiu lentamente. Como se estivesse vendo tudo em câmera lenta.
— Eu sei. — Colocou a mão no rosto de Jordan conforme as pernas se encostaram. — Mas então, por que só consigo pensar em você toda vez que acordo e vou para cama desde que nos conhecemos? Eu sonho com você, Jordan. Sonhei com você ontem.
Não sabia de onde essa coragem saiu. Ou onde a guardaria para o futuro, já que precisaria dela se continuasse com isso.
— Abby — Jordan falou.
A voz dela dizia uma coisa. Seus olhos famintos pareciam dizer outra.
— Não diga mais nada.
As palavras de Abby saíram como um sussurro quando ela se aproximou. Tornaria seus sonhos realidade. Beijaria Jordan, a mulher que finalmente a fez acordar.
— Abby! Jordan!
Ou talvez não.
Porque essa voz era da sua mãe.
O que significava que o momento delas estava prestes a ser invadido.
Abby se afastou com tanta ferocidade que quase foi para frente em vez de para trás.
O barulho quando a sua cabeça e a de Jordan se chocaram, reverberou por seu cérebro. Segurou a cabeça, se sentindo atordoada de múltiplas maneiras.
— Puta merda! — Jordan resmungou.
Quando olhou para ela, Jordan estava apertando a cabeça. Abby também mexeu, encarando as mãos.
Não tinha sangue.
Mas agora precisava ficar atenta, porque já estava ouvindo a conversa e as risadas vindas do terraço.
— Achei que estava de cama! — Delta gritou, aparecendo por cima da mureta de vidro. — E aí está você, tomando vinho na banheira. — Ela apontou para as duas. — Eu devia saber que você tentaria escapar da balada. — A madrinha olhou para as duas, sacudindo a garrafa de champanhe. — Decidimos que não podíamos abandonar vocês, então trouxemos a bebida. Ainda falando sobre os velhos tempos?