Antes que Você Diga Sim

Clare Lydon · Capítulo 30 de 35

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Antes que Você Diga Sim

Trinta

Mas isso aqui é sobre você e o Marcus. Se não o ama, não se case com ele.

Independentemente do que decidir, você tem o meu apoio. — Gloria fez uma pausa. — Ele suspeita de alguma coisa?

O peito de Abby se contraiu.

— Acho que não.

Sua mãe deixou alguns momentos passarem.

— Aconteceu alguma coisa entre vocês duas?

A respiração de Abby acelerou, e então ela assentiu.

— Sim. — Saiu como um sussurro, rodeado por vergonha e saudade.

— Poderia ser mais do que foi?

Abby suspirou.

— Não sei. Sim. Talvez. Se ela quiser alguma coisa comigo depois de eu tê-la tratado tão mal.

Se pudesse voltar no tempo, Abby o faria. Mas será que teria coragem para fazer essa mudança agora?

— É só dizer, Abby. — A mãe segurou sua mão. — Hoje pode ser o que você quiser. O começo de uma nova vida. Seja se casando com o Marcus ou não. Seu pai e eu te amamos, e estaremos ao seu lado, não importa o que você decida.

Trinta — AINDA NÃO CONSIGO acreditar que estamos fazendo isso. É

como um filme do Richard Curtis. Daqueles estilo sessão da tarde.

Jordan estava com as mãos firmes no joelho, dentro do carro de Karen quando ela freou o veículo e parou no semáforo. Olhou para o relógio. Era quase uma e quarenta da tarde. O casamento aconteceria às duas. Elas estavam muito perto.

— Bem, talvez seja como um filme. Se a Julia Roberts aparecer, vamos saber que é mesmo.

Jordan acordou naquela manhã com um nó no estômago e o coração doendo. Remexeu a torrada no prato, encarado o café, e então Karen a forçou a admitir o que queria. Era Abby? Porque se quisesse, ela realmente não tinha escolha. Talvez esse não fosse o jeito normal de Jordan fazer as coisas, assumindo as rédeas de sua vida e declarando seus sentimentos. No entanto, nenhum de seus relacionamentos passados deram certo, então talvez estivesse na hora de mudar de tática.

Karen se ofereceu para dirigir, e ela concordou. Estava correndo atrás do que queria. Precisava saber, sem sombra de dúvidas, que estava tudo terminado. Não queria ficar pensando no “e se”. Mas não sabia o que encontraria quando visse Abby. Será que ela a ouviria? Ou lhe daria um tapa na cara? De toda forma, qualquer uma dessas ações provaria que havia algo entre elas.

O semáforo ficou verde. Algo tremulou em seu peito. Ela engoliu em seco, encarando o celular. De acordo com o GPS, estavam há dois minutos da igreja de São Cristóvão. O padroeiro dos viajantes. Será que Abby escolheria se arriscar em uma nova jornada?

— Você está pronta? Estamos bem perto.

Jordan assentiu, balançando o joelho coberto pela calça jeans. Pensou em colocar o vestido de madrinha e terminar o que começou. Então Karen a lembrou de que ela não era masoquista e não havia nenhum prêmio por ser assim. Por esse motivo, escolheu jeans, sapatos Oxford, camiseta branca e blazer azul marinho. Porque no fim das contas, precisava parecer uma opção pela qual Abby trocaria o seu casamento.

Jordan abaixou o quebra-sol para usar o espelho. A maquiagem ainda estava boa e o cabelo estava no lugar. Só precisava do final feliz que tanto queria. Ou, pelo menos, a possibilidade de um final feliz. Será que estava fazendo a coisa certa? Não tinha ideia. Mas não podia mais ignorar o jeito que seu coração batia cada vez que pensava em Abby.

Não era uma coisa só sua. Abby também tinha um papel nessa história.

Só restava saber se ela queria mesmo assumir o papel principal.

— Sabe qual é o carro dela? — Karen olhou pelo retrovisor. — Não é um jaguar branco, é?

Jordan assentiu.

— Sim, é vintage. Fui eu quem reservou.

Karen fez um gesto com o polegar.

— Tipo o que está atrás de nós?

Jordan se virou no assento, e então seu coração explodiu.

Instintivamente, se afundou no banco.

— Merda. Acho que são elas.

Karen olhou para a esquerda, ligou o alerta e parou na frente da igreja, onde os últimos convidados ainda estavam do lado de fora.

Desligou o motor, se virou e apertou a mão de Jordan.

— Hora do show. Você está pronta?

Jordan deu um aceno definitivo que provocou um frio enorme no estômago.

— Vamos lá.

Quando olhou para cima, Delta e Taran estavam vindo na sua direção.

Precisou ignorá-las e se concentrar no que ia fazer.

Saiu do carro no mesmo momento em que o jaguar estacionou. Na sua cabeça, os pneus cantavam. O ar quente de junho acariciava seu rosto. Os sinos da igreja ressoavam. Do outro lado da rua, um menino chutava uma bola de futebol em um jardim com a mãe. Era um dia normal para eles. Mas não para Jordan. Esse era o dia mais importante da sua vida.

O motorista do carro deu a volta e abriu a porta do passageiro.

Gloria saiu primeiro, com uma expressão pensativa.

Então o motorista ofereceu a mão, e Abby saiu, o vestido elegante acariciando sua forma com estilo.

Jordan engoliu em seco.

Abby estava maravilhosa. E também estava pronta para se casar com outra pessoa. Talvez ainda se casasse. Mas não significava que ela não deveria fazer o que precisava ser feito. Foi até Abby no mesmo momento em que a fotógrafa, Heidi, apareceu, pedindo para que ela posasse na frente do carro. Jordan reconheceu a moça de outros casamentos que havia participado.

— Abby — Jordan chamou.

A moça se virou, arfando quando a viu.

— Jordan — sussurrou.

Ela poderia ouvir Abby falar seu nome o dia todo.

— Antes de você tirar as fotos, podemos conversar?

Abby pareceu confusa antes de assentir.

— Sim. — Seu tom era desorientado. Ela se virou para Heidi. — Pode nos dar alguns minutos?

Heidi checou o relógio.

— Nós realmente precisa tirar essas fotos.

— Não era uma pergunta — Abby respondeu, em um tom enfático.

A fotógrafa deu um passo para trás, assentindo.

— Abby. — Delta apareceu ao seu lado. — Você não precisa fazer isso.

A noiva endureceu.

— Preciso, sim. — Lançou um olhar afiado para a madrinha principal.

— Essa decisão não é sua, Delta.

Jordan prendeu a respiração. Delta estendeu a mão.

— Ao menos, me dê as flores.

Abby as entregou.

Agora era mesmo a hora do show.

Jordan respirou fundo, empurrando os ombros para trás, exatamente como tinha ensaiado. Mas agora estava na calçada, com um público por perto, e isso a estava deixando nervosa. Tentou manter o corpo imóvel, apesar de cada centímetro estar tremendo. Será que conseguiria falar?

Precisava. Não havia outra escolha.

— Sinto muito que tenha sido tão tarde. — Não era o que tinha ensaiado. Tentou relembrar do seu roteiro. Estava lá, só precisava focar e alcançar as palavras. — Mas não posso deixar você se casar com o Marcus sem dizer alguma coisa.

Jordan a olhou, se demorando nas maçãs do rosto e em seu cabelo. Ela era linda de morrer.

— Nessas últimas semanas, foi tão incrível quanto agonizante trabalhar com você. Incrível, porque conheci a pessoa maravilhosa que você é. Agonizante, porque você estava prestes a se casar com outra pessoa.

Abby piscou. Ela estava ouvindo. Não fugiu.

— E por esse motivo, deixei que as coisas se resumissem a hora errada, lugar errado. Decidi ser a melhor madrinha profissional que poderia. Sorrir, mesmo sob tortura. Te levar ao altar como prometi, e então superar. Estava indo bem até que tudo explodiu. Até que a gente se beijou.

Até que meus sentimentos exigiram que fossem levados a sério.

Jordan fechou os olhos enquanto um calor nervoso percorria seu corpo.

Quando os reabriu, Abby estava encarando seus lábios.

— Depois disso, tudo acabou. Disse que normalmente não faço esse tipo de coisa. — Ela se aproximou um passo, esticando a mão direita. —

Não me envolvo com pessoas e, definitivamente, não com as minhas clientes. Mas no instante em que nos conhecemos, percebi que havia algo ali. Quanto mais eu te conhecia, mais queria te conhecer. Você é especial, Abby. Você abriu espaço no meu coração. E eu não poderia deixar você fazer isso sem saber se sente o mesmo.

Jordan deu um passo para frente e segurou a mão dela.

Aquele pequeno gesto era pura ousadia.

Ousado, mas também certeiro.

O desejo a atingiu como mel quente.

A mão de Abby tremia. Jordan não conseguia se lembrar de mais nenhuma palavra do seu discurso. Precisava apenas falar com o coração.

— Sei que não é a melhor hora para dizer isso, mas eu precisava tentar.

Porque depois que você se casasse seria pior. — Jordan segurou as duas mãos de Abby e encontrou seu olhar. — Comecei essa jornada como sua madrinha profissional, mas acabei me apaixonando por você. — O peito de Jordan se inflou quando puxou a respiração. — Eu te amo, Abby. — A sensação a engoliu, mas mesmo assim, ela continuou. — Nunca achei que algo assim fosse acontecer, e me desculpe se isso bagunça todos os seus planos para hoje. Se você sente o mesmo que eu, nem que seja um pouquinho, podemos continuar. Talvez pudéssemos fazer algo dar certo no mundo real. Em um mundo onde você não vai se casar com outra pessoa.

Jordan não afastou o olhar enquanto esperava pelo que parecia uma eternidade. Eventualmente, Abby começou a balançar a cabeça.

O estômago de Jordan afundou.

Não era para ser assim.

Abby deveria se jogar em seus braços.

— Também nunca achei que isso fosse acontecer. — As palavras de Abby eram um sussurro. — Mas pedi ao motorista para dar três voltas na quadra, porque eu sabia que se o carro estacionasse, precisaria continuar.

Ou isso, ou partir o coração de Marcus, e nenhuma dessas opções era boa.

Eu não queria sair do carro. Tinha acabado de decidir que não ia me casar. E

então você apareceu, e meu coração bateu muito forte. Também tentei ignorar meus sentimentos, mas não posso mais fazer isso.

Jordan mal conseguia continuar de pé.

Um pouco de esperança a atingiu, mas ainda não poderia abraçar a sensação.

Abby afastou as mãos.

— Me desculpe por dizer para você não vir. Eu não podia te encarar sem que a verdade sobre como me sinto transparecesse. Mas você está certa. Eu não deveria me casar com alguém se o meu coração está dizendo para não o fazer. — Ela olhou para Gloria, que estava enxugando os olhos com um lenço. — A minha mãe estava me dizendo a mesma coisa. Que eu deveria ficar com alguém que amo de verdade e não alguém que eu acho que deveria amar.

Jordan prendeu a respiração.

— Fico muito feliz que você tenha vindo e me dado essa chance. Você é muito corajosa. E também me deu coragem. — Abby sustentou o olhar de Jordan e respirou fundo antes de continuar. — Também te amo. Me desculpe por não falar antes. Me desculpe por chegarmos tão longe antes de eu dizer alguma coisa. — Ela olhou para baixo antes de erguer a cabeça de novo para encarar Jordan. — Mas aqui estou eu, no meu vestido de noiva, declarando meu amor por alguém com quem não vou me casar. — Ela balançou a cabeça. — Pelo menos, ainda não.

O coração de Jordan explodiu.

Por alguns momentos, tudo parecia perfeito.

— Abby! — A voz de Marcus ecoou pelo ar.

As duas deram um passo para trás, se virando na direção de sua voz.

Marcus corria pelo caminho da igreja, onde todos estavam: Gloria, Karen, o motorista, Heidi, Delta, Taran, Abby e Jordan. Seu padrinho, Philip, vinha junto.

Marcus estava usando um terno azul bem-cortado e uma gravata rosa.

Ele olhou de Abby para Jordan e depois para Abby de novo.

— O que está acontecendo? Por que a Jordan não está com o vestido dela? — Ele não parecia entender, não importava o quanto tentasse.

— O que está fazendo aqui? Dá azar ver a noiva antes do casamento!

— Até Abby parecia confusa com as próprias palavras.

— Achei que valia tentar, uma vez que um dos padrinhos disse que alguma coisa estava atrasando o casamento. — Ele fez uma pausa. —

Alguém vai me explicar o que está acontecendo?

Abby olhou para Jordan, balançando a cabeça.

— Eu vou — disse com a voz falhando. — Isso é comigo.

Ela segurou a mão de Marcus e o levou para longe dos outros. Mas Jordan ainda conseguia ouvir o que estava sendo dito.

— Marcus, quero que saiba que eu nunca desejei que isso tivesse acontecido. Quero que se apegue a isso, mesmo que seja difícil. — Ela hesitou, respirando fundo. — E também que realmente te amo. Uma parte de mim sempre vai te amar. Você é um homem maravilhoso, e eu não tenho dúvidas de que um dia vai ser um marido incrível para alguém.

Os ombros de Marcus caíram e seu rosto desmoronou.

— Para alguém?

Jordan torcia para que ele não chorasse. Esse deveria ser o pior pesadelo dele. Com certeza, seria o dela.

Abby assentiu.

— Mas não para mim. Sinto muito. — Ela fez uma pausa, segurando o braço dele, claramente tentando se aprumar. — Sei que é uma hora horrível para fazer isso, e espero que um dia você me perdoe. Mas acho que essa é a melhor decisão para nós dois. — Ela segurou sua mão. — Não posso me casar com você quando tenho sentimentos por outra pessoa. — Abby inclinou a cabeça. — E essa pessoa é a Jordan.

Parecia que ele tinha acabado de levar um soco. Soltou a mão de Abby, passando os dedos pelo cabelo escuro.

— Jordan? Mas ela é a sua madrinha.

Ele olhou para moça, incrédulo.

Abby respirou fundo.

— Sim. Mas agora também é mais que isso. Não posso ignorar meus sentimentos e não posso me casar sabendo disso. Você e eu fomos amigos por muito tempo. Nunca quis te machucar.

Marcus balançou a cabeça, ainda descrente.

— Você e a Jordan? Mas você não é gay.

Abby ignorou o comentário. Agora não era a hora desse tipo de explicação.

— Fui feliz com você. Por favor, acredite nisso. Mas nesses últimos meses, tive muitas dúvidas. Deveria ter falado antes. Sei disso agora.

Marcus se virou para Jordan.

— Eu sabia que você era boa demais para ser verdade.

Jordan engoliu em seco. Isso era muito difícil. Se aproximou deles.

— Sinto muito, Marcus. Eu também nunca quis que isso acontecesse.

Ele continuava encarando-a.

— Eu sabia que algo não estava certo, mas isso? Era para você ter resolvido tudo. Fazer as preocupações de Abby desaparecerem. Se fosse um homem, eu bateria em você.

Ele fechou a mão e a abriu novamente.

Jordan não se mexeu.

— E estaria no seu direito.

— Por favor, não — Abby pediu, com a voz estridente.

— Ninguém vai bater em ninguém. — Delta se colocou entre eles. —

Marcus, entre no carro e deixe que o motorista te leve para casa. Ou para um bar. Para onde achar que precisa ir. Leve seu padrinho. Vou entrar e avisar a todos que o casamento foi cancelado.

Delta finalmente estava assumindo suas responsabilidades. Jordan poderia dar um beijo nela.

— Obrigada, Delta — Abby disse.

— É só isso? É assim que tudo acaba? — A voz de Marcus ficou mais alta.

Jordan estremeceu.

Gloria se adiantou e apertou o braço dele.

— Sinto muito, Marcus. Não é justo com você. Mas por favor, entre no carro e saia como a Delta sugeriu. Vai ser melhor.

— Por favor — Delta pediu.

O rosto de Marcus ficou vermelho. Ele se desvencilhou de Gloria, foi até o jaguar, entrou e bateu a porta.

O coração de Jordan pareceu se esvair com ele.

Delta se virou para Karen.

— Você está com o outro carro?

Karen assentiu.

— Ótimo. Leve a Gloria, Abby e Jordan. Acho que precisamos dividir o pessoal.

— Pode deixar — Karen disse, caminhando em direção ao carro. Gloria envolveu dos ombros de Abby no momento em que Marjorie apareceu.

— O que está acontecendo? Por que estão todos aqui fora? — Ela olhou em volta mais uma vez e então franziu o cenho. — Onde está o meu filho?

Gloria foi até ela, segurando o braço de Marjorie e levando-a para longe, assim como Abby fez com Marcus momentos antes. Dessa vez, Jordan não conseguia ouvir as palavras, mas conseguia ler os gestos.

Marjorie encarava Abby com raiva. Ela se virou para ir na direção da noiva, mas Gloria a impediu, dizendo mais alguma coisa. Então apontou para o carro onde Marcus estava.

— Eu sabia que você não era a pessoa certa para ele — Marjorie disse para Abby antes de sair de forma tempestuosa na direção do carro e entrar.

Gloria bateu uma palma, chamando a atenção de todos.

— Certo, pessoal. Acabou o show. Hora de ir. — Ela olhou para Delta.

— Você vai fazer as honras lá dentro?

Delta assentiu.

— Claro.

Gloria levou Abby na direção do carro de Karen. Acomodou-a no banco de trás e se sentou na frente.

Jordan olhou para Delta e Taran, e então para a igreja.

— Me desculpem — disse para ninguém em particular.

Então correu para se sentar no banco de trás e fechou a porta.

O carro ficou em silêncio por alguns momentos. O choque ali dentro.

Jordan apoiou a cabeça no assento, segurando a mão de Abby. Estava frouxa. Beijou os dedos dela. As duas se recuperariam do choque, mas

levaria um tempo. Especialmente para Abby.

Karen deu partida e se virou para trás.

— Vamos para casa?

Jordan olhou para Abby e depois para Karen. Então assentiu.

— Acho que alguma distância de Surrey seria bom. Pode ligar o rádio, por favor? Não sei vocês, mas preciso de alguma coisa para abafar o som do meu próprio batimento cardíaco.

Karen fez o que ela pediu, e uma música começou a tocar. Era estranho ter mais alguém no carro com elas nesse momento auspicioso.

— E agora, a pedido de Gary e Heather, que estão voltando de uma viagem à Ikea nesse domingo, vamos tocar Drops of Jupiter.

O coração de Jordan quase parou de bater. Ela prendeu a respiração e se virou para Abby com lágrimas nos olhos. Não fazia ideia de como as coisas ficariam. Cercar a noiva e fugir com ela era um território completamente novo. No entanto, sua música favorita estava tocando no rádio, a mão de Abby estava entrelaçada na sua e era como se o mundo estivesse lhes dando um sinal de que tinham feito a coisa certa. Que tudo ficaria bem. Tinha que acreditar nisso.

Olhando nos olhos de Abby, podia acreditar em qualquer coisa.

Ela a puxou para mais perto.

Tudo o que precisavam fazer a partir de agora era seguir adiante. Sem olhar para trás.