Antes que Você Diga Sim

Clare Lydon · Capítulo 21 de 35

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Antes que Você Diga Sim

Vinte e um

O olhar que Jordan lhe deu era tão sensual que pareceu marcar sua pele. Em seguida, ela se virou e deixou a cozinha.

Abby segurou o balcão. Estava em uma encruzilhada. Era um começo, ou parar por aqui. A estática começou a preencher seu cérebro. Foi na direção da porta e apagou a luz.

Isso tinha mesmo acontecido?

Subiu as escadas, olhando para a porta do quarto de Jordan ao passar por ela.

Tocou lábios ainda quentes.

Sim. Tinha mesmo acontecido.

Vinte e um

O CAFÉ DA MANHÃ foi uma das coisas mais desconfortáveis que já enfrentou. Jordan se concentrou em se certificar de que todas tinham comido e bebido água, em falar com os empregados e também nas histórias fascinantes de Gloria. Por sorte, ela e Abby não chamaram nenhuma atenção. Primeiro, porque ninguém suspeitava de nada. Segundo, porque o desaparecimento de Delta e Nikita e a duas terem passado a noite no mesmo quarto foi o maior tópico de conversa. Delta virou a nova pessoa favorita de Jordan.

Ela foi amigável, mas também profissional com Abby. Mas por dentro, estava nervosa e com emoções conflitantes.

Jordan sabia o que queria.

Sabia bem que não era algo que poderia ter.

E agora, estavam voltando para casa.

Enquanto Jordan subia o pequeno lance de escadas do jatinho que as levaria de volta para Londres, tentou encaixar as peças do final de semana.

Contudo, quando tentava colocar todos os acontecimentos em um lugar só, não conseguia entender nada.

Em sua cabeça, as peças se encaixavam. Mas só ali.

Conheceu Abby melhor.

Compartilhou dos seus sonhos e esperanças.

E beijou a noiva. Não era exatamente um adendo que queria incluir no currículo.

Jordan segurou o corrimão, seguindo Gloria, o que a fez pensar em Abby.

Não está ajudando.

— Boa tarde, senhoritas! — a Capitã Michelle ofereceu um largo sorriso. — Espero que a estadia em Cannes tenha sido fantástica e o final de semana, inesquecível.

Ela direcionou a última parte da frase para Abby, que estava no topo das escadas, na frente da mãe.

Abby assentiu.

— Foi incrível — disse, olhando para trás. — Mãe, Delta, Jordan, todo mundo. — O olhar de Abby pairou em Jordan e suas bochechas ficaram coradas. — Foi um final de semana para recordar.

Abby entrou no avião.

Jordan não poderia discordar daquele resumo. Agora só precisavam passar pela viagem de volta para casa antes de passarem um tempo separadas e tentando entender como lidar com essa situação sozinhas. Não havia um manual. Precisariam descobrir o que fazer. Jordan assentiu para Michelle quando passou por ela, observando o uniforme engomado e os sapatos brilhantes. Será que ela foi do exército antes de virar piloto civil? Ou ensinavam as mesmas coisas na escola de pilotos? Era bom que sua mente focasse em uma coisa diferente daquela que ocupou todo seu final de semana. Mas assim que entrou no avião e sentiu o perfume floral de Abby pairando no ar, tudo foi por água abaixo.

Ficou parada no corredor entre Abby e Gloria.

— Pode se sentar com a sua mãe se quiser. — Jordan sorriu para Gloria, e então olhou para trás, onde Delta estava sentada ao lado de Nikita.

Elas pareciam mesmo ser um casal. Mesmo dizendo que não eram. —

Parece que ela levou um bolo da companheira de viagem.

Gloria sorriu, esticando a mão para arrumar o travesseiro.

— Eu não me sentaria do meu lado. — Ela apontou para o travesseiro.

— Estou com meu amigo de confiança e vou dormir a viagem toda. — Ela deu um tapinha no braço de Jordan. — Sente-se com a Abby. Sabe como ela fica na decolagem. Você pode segurar a mão dela.

Ela piscou e voltou para sua posição confortável.

Bem. Teria que concentrar todas as suas qualidades profissionais nessa tarefa. Olhou para Abby, que estava se ocupando em colocar a bagagem de mão no compartimento superior, ignorando Jordan solenemente.

Talvez desse certo. Se as duas se ignorassem o voo todo, conseguiriam sem problemas.

— Quer a janela ou o corredor? — Até falar com Abby era difícil. Como se falassem línguas diferentes. Como se não tivessem nada em comum.

Abby ficou imóvel ao som da voz de Jordan.

— Fico com o corredor. — Ela se sentou, encarando a poltrona da frente.

Jordan guardou a bagagem e se sentou ao lado dela. Ficou brincando com o telefone, ignorando as mensagens de Karen perguntando como estava a “noiva gostosa”. Jordan queria responder com um emoji de grito, mas teria que explicar para Karen. Era melhor esperar chegar em casa para então desemaranhar a situação inteira para sua melhor amiga.

Contar que tinha feito a coisa errada. Que não sabia como consertar. E

nem sabia se queria consertar.

Jordan colocou o celular no modo avião e o guardou. Esticou as pernas, remexendo os dedos dos pés. O silêncio entre ela e Abby era ensurdecedor, ainda mais depois de tudo que conversaram. Depois de todas as risadas.

Depois daquele beijo.

E agora, não existia mais nada.

A emoção a atingiu, pegando-a de surpresa. Já sentia falta do que foram. Do que construíram naquele final de semana, por mais breve que fosse. Porque, de fato, foi algo. Até mesmo antes do beijo, existia uma concordância, uma empatia, uma conexão. Depois do beijo, parecia ter crescido. Mas não podia acontecer.

O coração de Jordan estava despedaçado. Não havia poção ou creme que pudesse usar para se sentir melhor. Esse era o problema com os corações partidos, não importava o quanto foram machucados. Não havia cura.

Se sentar ao lado da pessoa que acabou de te destruir não era uma solução, mas Jordan não tinha escolha.

Michelle fez o pronunciamento de que estavam prontas para decolar, e o avião começou a deslizar pela pista.

Jordan olhou para Abby. Seu rosto estava pálido, o olhar fixo no assento da frente. Estava segurando o braço da poltrona com tanta força que os nós nos dedos estavam brancos. Quando foram para Cannes, Jordan segurou a mão dela. Agora existia uma barreira invisível entre as duas, e não era tão fácil ultrapassá-la.

Mas Jordan ainda estava trabalhando. Ainda estava sendo paga para fazer com que o final de semana de Abby fosse o melhor do mundo. Já tinha passado dos limites uma vez. Talvez devesse, de fato, transpor a barreira invisível e fazer com que o voo fosse um pouco mais confortável.

Talvez não estivessem falando uma com a outra, mas ainda poderiam se comunicar.

Ela respirou fundo e segurou a mão de Abby.

A noiva se sobressaltou e tentou tirar a mão.

Jordan a soltou. Não ia forçar nada que ela não quisesse.

Segundos depois, Abby se virou e seus olhares se encontraram.

Desejo e desespero atingiram-na. Ela ofereceu um sorriso triste para Abby.

A moça retribuiu antes de entrelaçar os dedos nos seus e apertar forte.

Segurou firme até que o avião decolou, prendendo com tanta força que Jordan sentiu que prenderia a circulação. Mas não disse nada. À medida que o avião se estabilizou, Abby parou de apertá-la, mas não a soltou.

Havia bem menos conversa na volta, pois estavam cansadas depois de um final de semana cheio. Jordan virou para trás, e viu todas de olhos fechados, embaladas pelo ritmo gentil do motor. Gavin veio até ela, dando um tapinha em seu braço.

— Só queria perguntar, querem que eu faça o serviço de bordo? As outras estão dormindo ou descansando, e não quero perturbar.

Jordan balançou a cabeça.

— Não precisa. Se quiserem alguma coisa, elas te chamam.

Gavin assentiu.

— Quer alguma coisa enquanto estou por aqui?

Jordan olhou para Abby, que balançou a cabeça.

— Estamos bem, obrigada.

Jordan encostou a cabeça assento no mesmo instante em que Abby começou a acariciar as costas da sua mão com o dedo.

O desejo, que era como um carro andando lentamente pelo acostamento, começou a acelerar. Conforme Abby mexia o dedo para a esquerda ou direita, um formigamento percorreu seu corpo, começando pelo clitóris e se espalhando rapidamente. Droga, estava com problemas.

Olhou para Abby, sustentando o olhar. Seus olhos desceram para os lábios dela, depois para cima, e então balançou a cabeça.

Não poderia se deixar levar assim. Mas foi Abby quem começo, não é?

Ou foi Jordan?

No fim das contas, não importava. Com o olhar acalorado que Abby estava lançando, sabia que ela também estava sentindo isso. O que quer que

fosse. A coisa entre elas estava crescendo a cada segunda.

O calor percorreu Jordan, e então, foi demais.

O aviso dos cintos apagou.

Jordan tirou o eu e ficou de pé, lançando um olhar amargurado para Abby. Precisava se acalmar e fugir.

Respirou fundo, cambaleando pelo corredor e passando pelo resto do grupo, que estava alheio.

Quando olhou para trás, Abby estava em pé, encarando-a.

E então, foi na sua direção.

***

Que merda estava fazendo?

Abby não fazia ideia. Era como se suas pernas a estivessem jogando para frente por vontade própria, e sua consciência tivesse tirado férias sem permissão.

Algo maior estava acontecendo. Algo mais poderoso e com muito mais conhecimento que ela.

Jordan abriu a porta do banheiro e quando se virou, quase pulou para trás.

— O que você está... — começou.

Mas quando Abby entrou atrás dela e fechou a porta, as palavras morreram nos seus lábios.

O desejo percorreu Abby quando ela fechou a tranca com um clique definitivo. O barulho era ensurdecedor. Também era decisivo. Aquele único gesto definindo seu futuro.

As bocas não haviam se tocado, mas Abby estava muito consciente da presença de Jordan e aqueles olhos azuis cristalinos que a observavam. O ar estava denso, cheio de uma tensão deliciosa. Era um erro? Não sabia. Mas estava cansada de se sentir mal. Especialmente quando a moça a fazia se sentir tão bem.

Sustentou o olhar de Jordan e, como dois imãs que se atraem, se moveram juntas, as bocas se fundindo de um jeito impetuoso e lindo.

O beijo foi dolorido, exatamente como Abby queria.

Não ia mais ficar pisando em ovos. Se não agisse agora, nunca mais o faria. Essa era sua despedida de solteira. A última chance de sonhar. A

última chance de testar seus limites antes que tudo se acalmasse.

Seria como fogos de artifício.

— Abby.

O jeito que Jordan falava seu nome fazia toda sua coluna formigar.

Abby a silenciou com um beijo forte e intenso.

— Eu te quero — respondeu. — Você também me quer?

A moça assentiu.

Era o que as duas queriam. Empurrou a blusa de Jordan para cima e abriu o fecho do sutiã. Os seios estavam diante dela, assim como na banheira. Mas dessa vez, iria agir.

Abby chupou o mamilo de Jordan e o desejo a inundou.

Sentia como se estivesse prestes a flutuar. Como se essa paixão fosse capaz de acender um foguete e de levá-la para as nuvens. Passou a língua pelo seio de Jordan.

A moça respirou fundo.

Abby ergueu a cabeça e seus olhares se encontraram.

Suas mãos se moveram rapidamente, desabotoando o short bege de Jordan e os empurrando para baixo. Ela estava usando uma calcinha preta de renda. De alguma forma, Abby não estava esperando por isso. Mas só aumentou sua paixão.

Deslizou um dedo por baixo da peça, passando pelo centro úmido de Jordan.

Ouviu outro grunhido.

Abby a beijou de novo antes de se livrar da calcinha também, abrindo as pernas de Jordan com a própria coxa. Estava fazendo tudo por instinto, sentindo uma atração animalesca. Queria conhecer Jordan intimamente. Por dentro e por fora. E só havia uma maneira de fazer isso.

Afastou os lábios dos dela, e seus olhares se encontraram.

Então, penetrou dois dedos dentro de Jordan. Exatamente como tinha feito no sonho.

Nada poderia tê-la preparado para aquele momento. Jordan estava tão pronta, tão molhada... assim como Abby. Relutaram contra essa atração durante todo o final de semana, sem nenhum bom motivo. E agora, nesse momento, nada mais parecia tão certo. Enquanto Abby se afundava mais em Jordan e suas bocas se encontravam de novo, ela abandonou qualquer noção de que tinha controle sobre a situação.

Não tinha.

Com os dedos dentro de Jordan e a língua da moça dentro da sua boca, esse momento parecia o ápice da sua vida. O que ela sempre quis fazer, mesmo que não soubesse. Conforme Jordan se agarrava a ela, movendo a perna direita para se encaixar ao redor de Abby, as duas se moveram juntas.

Abby deslizando para dentro e para fora. Jordan movendo os lábios, arqueando as costas, gemendo alto, mas parando logo em seguida, ao perceber onde estava.

Um breve pensamento de parar antes que as descobrissem passou pela cabeça de Abby. Mas então olhou para o reflexo delas através do espelho.

Não podia parar. Tinha ido fundo demais. Literal e metaforicamente.

Jordan segurou os ombros de Abby e a puxou para mais perto, apoiando a cabeça no ombro dela.

— Sentir você é tão bom — disse. Esticou a mão e colocou o polegar de Abby em seu clitóris. Acompanhou o movimento em círculos pequenos.

Fechou os olhos e soltou um suspiro quase inaudível. — Assim — disse, antes de retirar a mão.

Abby não precisou de outra explicação. Enquanto estocava Jordan, se deliciava com o efeito que tinha sobre ela. E também com a sua incrível beleza nesse momento. Abby nunca se sentiu tão viva. Tão entregue. Tão bem consigo mesma. Circundou o clitóris como instruído, aumentando a velocidade e a pressão de acordo com os movimentos de Jordan. Ela era a perfeição no controle de suas mãos.

Momentos depois, os dedos de Abby se curvaram dentro de Jordan, e ela observou enquanto a outra mulher alcançava o clímax.

Jordan apertou os dedos de Abby.

A perfeição foi reescrita.

Jordan arfou. Suas bochechas estavam coradas e o cabelo loiro emoldurando seu rosto lindamente. Esse era o rosto que Abby viu em seu sonho. Não podia acreditar que estava virando realidade.

Cobriu os lábios de Jordan mais uma vez. A eletricidade faiscou dentro dela. Era isso que faltava na sua vida. Deslizou os dedos para fora com cuidado, sem tirar os olhos de Jordan. Não fazia ideia do que aquele olhar significava, mas estava carregado — de desejo, de vontade, de questões.

Abby não tinha respostas. Tudo que sabia era que queria que a outra arrancasse suas roupas e a tomasse naquele momento.

Jordan se afastou depois de alguns instantes, olhando para ela. Ainda estava sem roupas, se segurando na pia. Ela inclinou a cabeça para trás.

— Mas que merda, Abby. O que você está fazendo comigo?

Abby não tinha palavras.

Não tinha ideia.

Passou uma mão pela coxa de Abby, acariciando sua bunda, e então subiu pelas costas antes de beijar seus seios de novo.

Jordan a encarou.

— Não faço ideia — disse. — Mas foi incrível. Quero fazer de novo e de novo.

Uma batida na porta interrompeu a conversa.

Jordan pulou.

Abby paralisou. Uma sirene tocou na sua cabeça. Olhou para Jordan e viu sua expressão horrorizada refletida no espelho do banheiro.

— Abby? Você está aí? — Era sua mãe.

Jordan se abaixou e puxou a calcinha e o short, batendo a cabeça na pia com tudo.

Aquilo deveria ter doído, mas ela não falou nada. Provavelmente estava prendendo a respiração.

Abby sabia que estava.

— Estou saindo!

Sua voz estava tranquila. Era um contraste completo com o seu mundo, que estava desabando diante dela. Da melhor decisão que poderia ter tomado, agora se perguntava se não foi a pior da sua vida. Havia acabado de transar com sua madrinha na despedida de solteira. Com todo mundo que ela conhecia e amava a um passo de distância. Quem era ela?

Que merda estava fazendo? E como explicaria isso para a mãe quando saísse?

— Está tudo bem? — Gloria perguntou com a voz preocupada. —

Você saiu há um tempinho.

Ela não estava dormindo?

— Está tudo bem. Não estava me sentindo bem. A Jordan veio para me dar algo para o estômago.

A mentira saiu dos seus lábios com tanta facilidade que ficou chocada.

Quando olhou para cima, Jordan assentiu. Era como se estivesse assustada demais para falar, com medo do que sairia.

— Vamos sair em um instante. Pode voltar para cadeira.

Alguns segundos de silêncio.

— Tem certeza?

— Sim, mãe.

Ah, meu Deus, ah, meu Deus, ah, meu Deus.

O que tinha feito? O fato de que queria fazer de novo era ruim? Abby se virou e se apoiou na porta. Será que conseguiram se livrar com essa mentira? Não saberia até encarar a mãe.

— Acha que ela acreditou?

Jordan assentiu. Se virou para o espelho e ajeitou o cabelo.

— Ela não tem razão para não acreditar. A não ser que você tenha o hábito de transar com mulheres em aviões.

— Não mesmo. — Abby soltou um suspirou longo. — Você está bem?

Jordan se virou, segurando a mão dela.

— Estou... — ela hesitou. — Não sei como estou. Com tesão. Confusa.

Esgotada. Era exatamente isso que queríamos evitar todo o final de semana, não era?

— Sim. — Não poderia negar. Elas haviam chegado tão perto, mas a ideia de perder Jordan foi demais.

Era culpa sua. Agora, tinha que arrumar um jeito de consertar as coisas. Abby passou o braço pelo corpo de Jordan, pegando um pouco de sabonete para lavar as mãos. Parecia algo grosseiro a se fazer com tanta rapidez. Mas era um choque de realidade.

— E agora? Conseguiremos continuar trabalhando juntas? — O rosto de Jordan estava enevoado.

— Espero que sim. — Mas Abby não fazia ideia. Não era nada daquilo que ela queria. Pegou alguns papeis para enxugar a mão. — Não sei.

Precisamos voltar. Vamos conversar amanhã. Você vem a Londres?

Jordan assentiu.

— Esse era o plano.

— Ótimo. Vamos almoçar juntas.

Ela se inclinou e deu um beijo na madrinha. De leve. E então, mais uma. Dessa vez, mais intenso. Até que seus dedos estivessem emaranhados novamente nos cabelos de Jordan, e ela tivesse que se forçar a se desvencilhar.

— Não quero te deixar. Não posso.

Jordan fechou os olhos.

— Você precisa ir.

Abby assentiu.

— Eu sei. Mas quero que você saiba que não acabou aqui.

— Precisa acabar, Abby. Não podemos continuar.

Abby balançou a cabeça. Se se recusava a acreditar nisso. Seus sentimentos eram fortes demais.