As Extraordinárias Cores do Amanhã

Emily X. R. Pan · Capítulo 108 de 109

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As Extraordinárias Cores do Amanhã

Nota da autora

 

Este livro começou a tomar forma em 2010 e percorreu o seu caminho através de várias possibilidades, a maioria delas muito diferentes umas das outras. O único aspecto em comum em todos os rascunhos foi o fato de sempre ser uma história sobre família, identidade e as diferentes facetas do amor.

Então, em 2014, minha família perdeu um membro para o suicídio. Seis meses depois, comecei a reescrever este livro pela enésima vez, e a complexidade do sofrimento fixou-se em meu cérebro e prendeu-se às minhas palavras. Eu não achava que tudo isso fosse funcionar no texto, mas os livros gostam de desenvolver ideias próprias.

Aqui estão algumas estatísticas oficiais da American Association of Suicidology, de 2015, as mais recentes que pude encontrar:

Uma pessoa morre por suicídio a cada 11,9 minutos.

O suicídio está em 10o lugar como causa de mortes nos Estados Unidos. Para cada morte por suicídio, são feitas vinte e cinco tentativas.

Era importante para mim que, apesar de a mãe de Leigh experimentar algumas coisas terríveis em sua vida, não houvesse um motivo para explicar sua depressão. Ela, como tantas pessoas em todo o mundo, simplesmente era vítima de uma doença terrível. Uma doença com a qual ainda estamos aprendendo a lutar.

A depressão manifesta-se de forma diferente em cada pessoa, por isso os sintomas podem variar. Nem todas as pessoas deprimidas agirão da mesma maneira que a mãe de Leigh. O tratamento pode ajudar muito, reduzindo ou eliminando o risco de suicídio. Um forte apoio social também já provou ser muito importante na prevenção ao suicídio. Se você suspeita que alguém em sua vida tenha tendências suicidas, por favor, aproxime-se dessa pessoa. Fale com ela sobre depressão. Converse sobre outras doenças mentais.

Fale sobre suicídio – pesquisas mostram que falar sobre o assunto não aumenta a possibilidade ou o risco e que, na verdade, pode fazer uma diferença significativa.

Cresci testemunhando em primeira mão os efeitos da depressão e observando como minha família deixou o estigma em torno dela se tornar uma das armadilhas mais sombrias e mais arriscadas. Esse estigma pode matar e mata. Esse estigma é perpetuado pela falta de discussão acerca do assunto.