Educação das relações étnico-raciais: a formação de docentes

Dalila Fernandes de Negreiros · Capítulo 15 de 31

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Educação das relações étnico-raciais: a formação de docentes

3.1 Africanidades

A pesquisa que originou esse capítulo teve dois níveis, de acordo com Gil, (2008): i) descritivo, a fim de apresentar o modelo de funcionamento e implementação dessas ações; ii) explicativo, a fim de entender o processo de constituição desses programas, relacionar seus objetivos com os problemas que eles visam sanar, com destaque para a necessidade de capacitação do corpo docente das instituições de ensino da educação básica para implementar a educação das relações étnico-raciais.

Ao realizar tal análise, buscar-se-á responder três perguntas: i) por que esses programas não tiveram continuidade? ii) Caso esses programas tivessem uma execução eficiente eles ajudariam a sanar o problema que visavam combater? iii) Qual aprendizado institucional que se pode extrair dessa experiência para a gestão dessa política? Para isso, serão analisados documentos administrativos referentes aos programas.

No caso do Africanidades, a análise parte do Projeto Básico do Programa de Educação Continuada em Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana, originário da Lei 10.639/2003, que gerou o programa, do Plano de Trabalho e do Relatório Físico-Financeiro, além de arquivos e das planilhas administrativas do CEAD/UnB.

A análise sobre o Uniafro ocorre por meio dos quatro editais datados de 2005, 2006, 2008 e 2009, das informações publicadas no Diário Oficial da União (DOU) sobre os processos seletivos e dos pareceres técnicos disponibilizados pelo MEC sobre os convênios com as universidades contempladas pelos editais.

 

3.1 Africanidades

 

Na presente seção serão apresentadas informações sobre o Africanidades a partir da análise de documentação do CEAD/ UnB, serão analisados o projeto, a execução e os resultados.