Entre o Agora e o Nunca
Numa Fração de Segundo, pulo da cam…
19
NUMA FRAÇÃO DE SEGUNDO, pulo da cam a e vou o m ais rápido possível até a porta.
— Cam ry n, para.
Continuo andando, até m ais rápido quando sinto que Andrew está vindo atrás de m im , viro a m açaneta e desabalo pelo corredor.
— Por favor, espera um m om ento, porra! — ele diz, m e seguindo, e posso sentir a ofensa aum entando em sua voz.
Eu o ignoro, ponho a m ão no bolsinho de trás do short e tiro m inha chave-cartão, enfiando-a na m inha porta. Entro e m e viro para fechar a porta, m as Andrew j á entrou atrás de m im .
A porta se fecha atrás dele.
— Quer m e escutar? — ele tenta m ais um a vez, exasperado.
Não quero olhar para ele, m as olho m esm o assim .
Seus olhos estão arregalados, ferozes e sinceros quando finalm ente m e viro.
Ele se aproxim a de m im e m e segura delicadam ente pelos braços. E então se curva e aperta suavem ente seus lábios contra os m eus. Me derreto toda, m as ainda estou confusa dem ais para reagir adequadam ente. Confusa, atordoada e com o coração disparado.
Ele se afasta e olha para m im , com o rosto totalm ente sincero, e inclina a cabeça para o lado... sorrindo.
— Qual é a graça? — pergunto com voz áspera, e tento m e desvencilhar dele.
Andrew m e segura pelos braços e m e força a lhe dirigir m eu olhar hum ilhado, que está com eçando a refletir ressentim ento.
— Falei que não tô interessado em você dessa form a, Cam ry n, porque... — ele faz um a pausa, observando m eu rosto, olhando para os m eus lábios por um m om ento, com o se estivesse tentando decidir se deve ou não beij á-los de novo — ... porque você não é um a garota com a qual eu conseguiria dorm ir só um a vez.
Suas palavras arrancam os pensam entos de m im , e m eu coração disparado trem e dentro do peito. Não consigo entender o que ele acabou de falar e, em vez de tentar decifrar exatam ente o que ele quis dizer, organizo m inha m ente o m elhor que posso e
tento recuperar um pouco da com postura que perdi ao m e precipitar para fora do quarto.
— Olha — ele diz, indo para o m eu lado e passando a m ão na m inha cintura por trás.
Só sentir seus dedos roçando m inha pele causa arrepios naquele lado do m eu corpo. Que diabos está acontecendo com igo? Eu quero Andrew... isto é, no m om ento sinto que não tem m ais volta, que eu m e obrigaria a ser um a vadia só esta noite para m antê-lo no quarto. Mas o que não entendo é por que sinto que quero dele m ais do que sexo... — Cam ry n? — Sua voz m e faz voltar ao que ele estava tentando dizer m om entos atrás. Me fazendo sentar na cam a, Andrew agacha na m inha frente no chão. Ele m e olha nos olhos.
— Não vou ter um a transa de um a noite só com você, m as vou te fazer gozar, se você deixar.
Um pequeno im pulso elétrico acaba de atravessar o m eu ventre, indo até o m eio das m inhas pernas.
— ... Quê? — Não consigo dizer m ais nada, na verdade.
Ele sorri delicadam ente, fazendo suas covinhas ficarem só um pouco m ais fundas, e encosta os braços dos lados das m inhas coxas nuas, segurando m inhas ancas com as m ãos.
— Sem com prom isso — diz. — Te faço gozar e, am anhã de m anhã, quando a gente acordar, estarei no m eu quarto aqui ao lado, m e preparando pra ir com você pro nosso próxim o destino. Nada vai m udar entre a gente, não vou falar do que aconteceu, nem por brincadeira. Vai ser com o se nunca tivesse acontecido.
Mal consigo respirar. Ele acaba de fazer o ponto m ais sensível no m eio das m inhas pernas latej ar, só com algum as palavras.
— Mas... e você? — consigo balbuciar.
— Eu o quê?
Ele aperta m inhas ancas um pouco m ais com as pontas dos dedos. Finj o não notar.
— Isso não... parece j usto.
Nem sei m ais o que estou dizendo. Ainda estou em choque só por isso estar acontecendo.
Andrew apenas sorri para m im , nem um pouco abalado pelo m eu com entário, e então, de repente, fica de pé e entra no m eio das m inhas pernas, m e fazendo deslizar um pouco para trás na cam a. Ele se senta na m inha frente e m e puxa para o seu colo, com um a perna de cada lado da sua cintura. Meus olhos estão arregalados e estou praticam ente m ordendo m eu lábio inferior. Ele está agindo tão casualm ente que só a surpresa de tudo isso m e deixa m ais m olhada.
Ele passa os braços firm es nas m inhas costas e se curva, roçando o m eu queixo com a boca. Calafrios tom am conta de m im , dos pés à cabeça. Então ele m e puxa para m ais perto do seu corpo e sussurra perto da m inha boca: — É j usto. Eu quero te fazer gozar e, pode acreditar, com certeza tam bém vou ganhar algum a coisa com isso. — Sinto o sorriso em sua voz, olho nos seus olhos e não consigo resistir. Se Andrew m e m andasse virar e ficar de quatro para ele, eu obedeceria sem hesitação.
Ele roça o outro lado do m eu rosto com os lábios.
— Então por que você não dorm e com igo e pronto? — pergunto baixinho, m as depois tento escolher m elhor as palavras. — Tipo, se você quiser fazer... m ais algum a coisa com igo...
Ele afasta o rosto e põe três dedos sobre m eus lábios para m e calar.
— Vou dizer isto só um a vez — ele com eça, e seus olhos parecem abism os agitados pela intensidade. — Mas não quero que você faça nenhum com entário quando eu disser, tá?
Balanço a cabeça nervosam ente.
Ele para, m olha os lábios com a língua e então diz: — Se você m e deixasse transar com você, teria que m e deixar possuí-la de corpo e alm a.
Um a onda de prazer irrestrito estrem ece m eu corpo todo. O choque de suas palavras m e põe em subm issão na hora. Meu coração está m andando dizer um a coisa. Minha m ente está m andando dizer outra. Mas eu não consigo ouvir porra nenhum a que os dois estão dizendo por causa dessa sensação no m eio das m inhas pernas que está ficando cada vez m ais im possível de ignorar.
Engulo com força, procurando desesperadam ente algum a saliva. Parece que toda parte do m eu corpo que norm alm ente produz líquidos parou de funcionar, porque todo o líquido foi redirecionado para aquele lugar no m eio do m eu corpo.
Ainda não consigo respirar.
Meu Deus, ele ainda nem m e tocou e eu j á m e sinto assim ?
Estou sonhando?
— Mas e se eu bater um a punheta pra você ou algo assim ?
Adm ito; essa ideia está fazendo com que eu m e sinta culpada.
Ele inclina a cabeça para um lado, sorrindo, e fico com vontade de beij á-lo sofregam ente.
— Eu falei pra você não com entar.
— Eu-eu... bom , não com entei o que você falou, na verdade, só... — Ele enfia os dedos por baixo do tecido fino da m inha calcinha e m e toca. Gem o e esqueço o que tinha com eçado a dizer.
— Quieta — Andrew ordena delicadam ente, em bora estej a falando com pletam ente a sério. Meus lábios ficam selados e eu gem o de novo quando ele enfia dois dedos dentro de m im e os m antém lá, com o polegar apertando m eu osso da pélvis por fora. — Vai ficar quieta, Cam ry n?
Eu balbucio a palavra s-sim e m ordo o lábio inferior.
Então seus dedos saem de dentro de m im . Quero im plorar para que não os tire, m as ele m e m andou ficar quieta de um a m aneira que m e deixa totalm ente louca por ele e igualm ente subm issa, por isso não digo nada. Abro os olhos cuidadosam ente quando ele passa os dedos m olhados nos m eus lábios, e instintivam ente os lam bo, só um pouco, até que ele os aproxim a de seus próprios lábios e sorve o resto de m im com sua língua. Eu m e curvo para ele, tocando sua boca com a m inha, fechando os olhos devagar, só querendo sentir seu sabor e o m eu nele. Sua língua serpenteia para tocar a m inha, m as então ele m e em purra delicadam ente de volta para a cam a, em vez de ceder ao beij o afoito que quero tão desesperadam ente.
Andrew enfia as duas m ãos no tecido ao redor da m inha cintura e tira m eu short e m inha calcinha, largando-os em algum lugar no chão.
Depois sobe na cam a e se deita ao m eu lado, passando um braço sobre o m eu corpo e enfiando a m ão por baixo da m inha cam iseta. Não pus o sutiã m ais cedo. Ele aperta suavem ente um m am ilo, depois o outro, e beij a o m eu queixo de novo. Cada pelinho da m inha nuca fica de pé quando sua língua contorna a curva da m inha orelha.
— Quer que eu toque nela? — Seu hálito é quente no lado do m eu rosto.
— Sim — gem o.
Ele prende o lóbulo da m inha orelha entre os dentes e sua m ão com eça a descer pela m inha barriga, m as para na altura do m eu um bigo.
— Me diz que você quer que eu toque — Andrew suspira no m eu ouvido.
Mal consigo abrir os olhos.
— Eu quero que você toque...
Ele desliza m ais a m ão e m eu coração com eça a pular ferozm ente no peito, m as quando acho que ele vai m e tocar, sua m ão vai para a parte de dentro da m inha coxa.
— Abre as pernas pra m im . — Deixo m inhas pernas caírem devagar, m as ele as abre m ais com a m ão, seus dedos forçando m inha carne até m e deixar com pletam ente exposta.
Ele se ergue do m eu lado e se curva sobre m eu corpo, puxando m inha cam iseta para expor m eus seios, e então prende m eus m am ilos entre os dentes, um depois do outro.
Depois passa a ponta da língua úm ida sobre os dois e põe a boca neles, beij ando sofregam ente um de cada vez. Enfio os dedos no seu cabelo, querendo agarrá-lo e puxá-
lo, m as não faço isso. Andrew segue pelo m eu tórax, descendo pelas costelas, traçando cada um a com a língua antes de chegar ao um bigo.
Ele olha para m im com olhos sem icerrados e dom inantes e diz, com os lábios pressionados de leve contra a m inha barriga: — Você precisa m e dizer o que quer, Cam ry n. — Ele lam be m inha barriga um a vez, tão lentam ente que m inha pele fica ondulada com os trem ores. — Não vai ganhar nada se não m e disser e não m e fizer acreditar em você.
Inspiro sem forças, sentindo m eu peito literalm ente chocalhar.
— Por favor, por favor, m e toca...
— Não acredito em você — Andrew diz provocativam ente, e lam be m eu clitóris um a vez. Só um a vez. Ele para e m e olha por cim a da paisagem do m eu corpo, esperando por m im .
Com o tenho m edo de dizer a palavra, sussurro tão baixinho: — Por favor... quero que você chupe m inha boceta — que Andrew finge que não ouviu.
— Com o é? — ele pergunta e lam be m eu clitóris de novo, desta vez dem orando um pouco m ais, e sinto um a onda de calafrios lá em baixo. — Não ouvi direito.
Digo de novo, levantando a voz só um pouco, ainda constrangida em dizer aquela palavra proibida, que sem pre achei suj a, errada e digna só dos film es pornôs.
Andrew enfia a m ão entre m inhas pernas e abre m eus lábios com dois dedos. Ele m e lam be um a vez. Só um a vez. Minhas coxas estão com eçando a trem er m ais.
Não sei quanto tem po m ais posso esperar.
— Um a m ulher que sabe o que quer no sexo — ele m e lam be de novo, sem pre m e olhando com os olhos sem icerrados —, e não tem m edo de dizer, dá um puta tesão, Cam ry n... Diz. O. Que. Você. Quer. Senão eu não dou. — Ele m e lam be de novo e eu não aguento m ais.
Estendo as m ãos e o seguro pelo cabelo, em purrando seu rosto para o m eio das m inhas pernas, o quanto ele m e perm ite, e digo, olhando nos seus olhos: — Chupa a m inha boceta, Andrew; puta que pariu, chupa a porra da m inha boceta!
Percebo o sorriso m ais sinistro que j á vi em seu rosto, pouco antes que m inhas pálpebras se fechem e m inha cabeça vá para trás quando ele com eça a m e lam ber, sem parar desta vez. Ele chupa com força o m eu clitóris e tira e põe os dedos em m im ao m esm o tem po, e penso que vou desm aiar. Não consigo abrir os olhos; parecem ébrios de prazer. Levanto os quadris na direção dele e quase arranco seu cabelo, m as ele não perde o ritm o. Me lam be com força e rápido e de vez em quando dim inui a velocidade para m e chupar e passar o polegar no m eu clitóris intum escido, antes de m ergulhar a língua novam ente. E quando com eço a sentir que não vou aguentar m ais e tento deslizar para longe do seu rosto, ele agarra m inhas coxas e m e força a ficar parada até que eu gozo com violência, m inhas pernas trem endo incontrolavelm ente, m inhas m ãos segurando sua cabeça com todas as forças. Um gem ido escapa dos m eus lábios e eu ergo os dois braços acim a da cabeça, agarrando a cabeceira da cam a com as pontas dos dedos, tentando m e apoiar para fugir da língua im placável de Andrew. Mas ele m e segura com m ais força, com as m ãos fechadas em volta das m inhas coxas, acim a dos quadris; faz tanta pressão que dói, crava as pontas dos dedos na m inha pele, m as eu gosto.
E quando m eu corpo trêm ulo principia a se acalm ar e m inha respiração ofegante vai ficando m ais lenta, em bora ainda irregular, Andrew tam bém com eça a m e lam ber m ais suavem ente. Quando m eu corpo para de se m exer, ele beij a o lado de dentro das m inhas coxas e a região logo abaixo do m eu um bigo, antes de se esgueirar para cim a rum o à m inha boca, apoiando os braços rij os e m usculosos no colchão de cada lado do m eu corpo. Seus lábios m acios e úm idos pousam no m eu pescoço e nos dois lados do m eu m axilar prim eiro, depois na m inha testa. Por últim o, ele m e olha nos olhos por um longo m om ento e depois se curva e beij a m eus lábios de leve.
E então ele se levanta da cam a.
Não consigo m e m exer.
Quero esticar os braços, agarrá-lo e puxá-lo para cim a de m im , m as não consigo m e m exer. Não só ainda estou atordoada pelo orgasm o que ele acaba de provocar, m as m inha m ente ainda está atordoada por toda a experiência.
Fico só olhando para ele, m al erguendo a cabeça do travesseiro, vendo-o ir até a porta. Ele m e olha um a vez depois de pôr a m ão na m açaneta.
Mas sou eu que falo prim eiro:
— Aonde você vai?
Sei aonde ele está indo, m as foi a única coisa em que consegui pensar para segurá-lo m ais um pouco.
Ele sorri delicadam ente.
— Pro m eu quarto — responde, com o se eu j á devesse saber.
A porta se abre e a luz do corredor inunda o espaço ao redor dele, ilum inando sua silhueta nas som bras. Quero dizer algum a coisa, m as não sei bem o quê. Ergo as costas da cam a e m e sento; m eus dedos m exem no lençol no m eu colo, nervosos.
— Bom , a gente se vê de m anhã — Andrew diz, e dá um últim o sorriso significativo antes de fechar a porta atrás de si, fazendo a luz do corredor desaparecer. Mas m eu quarto está bem ilum inado; deixei o abaj ur ao lado da cam a aceso. Olho para o lado, pensando na lâm pada. Estava acesa o tem po todo. Sem pre fui m eio tím ida na cam a, e m esm o com Ian, o m áxim o de luz com a qual fiz sexo foi de um a tela de TV, m as nunca um a luz forte. Nem pensei nisso, desta vez.
E as palavras que saíram da m inha boca... nunca falei nada parecido antes. Aquela palavra que com eça com B não. Não consigo dizer nem agora. Claro que j á falei para Ian “m e fode” ou “m e fode m ais forte”, m as essa era toda a extensão do m eu vocabulário pornográfico.
O que Andrew Parrish está fazendo com igo?
Sej a o que for... acho que não quero que pare.
Me levanto da cam a, visto a calcinha e o short e ando até a porta, determ inada a ir até lá e... não sei o que m ais.
Paro na porta antes de abri-la e olho para m eus pés descalços sobre o carpete verde.
Não sei o que eu ia dizer se fosse lá, porque não sei nem o que quero ou o que não quero. Então deixo m eus braços caírem dos lados do corpo, e um suspiro profundo m e escapa dos lábios.
— Com o se nunca tivesse acontecido — digo secam ente, im itando-o. — Sei. Você não é bom o bastante pra conseguir isso.
ANDREW