Entre o Agora e o Nunca

J. A. Redmerski · Capítulo 33 de 33

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Entre o Agora e o Nunca

Eu Não Conseguiria com er nem se…

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EU NÃO CONSEGUIRIA com er nem se m inha vida dependesse disso. Só falei que ia com er para satisfazer Andrew. Em vez disso, saio e m e sento na frente do hospital por um tem po. Só não quero sair daqui enquanto ele está lá dentro. Precisei de todas as m inhas forças para deixar aquela enferm eira levá-lo para longe de m im .

Recebo um a m ensagem de texto de Natalie:

Acabei de chegar. Pegando um táxi. Logo eu tô aí. Te am o.

Quando vej o o táxi parando na frente do hospital, levo um segundo para m e levantar.

Faz um bom tem po que não a vej o; desde nosso problem a com Dam on.

Mas nada disso im porta m ais para m im . Já não im porta há algum tem po. Teu m elhor am igo, não im porta o que te faça ou o quanto te m agoe, só m agoa tanto porque ele é teu m elhor am igo. E ninguém é perfeito. Erros foram feitos para serem perdoados pelo m elhor am igo; é isso que torna alguém oficialm ente o m elhor am igo. De certa form a, com o Andrew, não consigo im aginar não ter Natalie na m inha vida. E nunca precisei tanto dela quanto agora.

Ela corre pela calçada quando m e vê, com seu cabelo longo cor de chocolate esvoaçando solto atrás dela.

— Meu Deus, senti tanto tua falta, Cam ! — Ela praticam ente m e m ata esm agada.

Bastou sua presença aqui e j á estou aproveitando seu abraço e soluçando em seu peito. Eu não conseguia m ais conter as lágrim as. Nunca chorei tanto na m inha vida quanto nas últim as 24 horas.

— Oh, Cam , o que tá acontecendo? — Sinto os dedos dela no m eu cabelo enquanto choro baixinho na sua cam iseta. — Vem , vam os sentar.

Natalie m e leva até um banco de pedra debaixo de um carvalho e nós nos sentam os.

Conto tudo para ela. Desde o m otivo que m e fez partir da Carolina do Norte e o dia em que conheci Andrew no ônibus no Kansas, até este m om ento em que estam os sentadas neste banco. Ela chorou, sorriu e riu com igo enquanto eu contava tudo o que passei com Andrew, e raram ente a vi levando algo tão a sério. Só quando m eu irm ão foi para a prisão e depois que m eus pais se divorciaram . E depois da m orte de Ian. Natalie pode ser louca, desbocada, baladeira e norm alm ente não saber a hora de calar a boca, m as ela entende que há um a hora e um lugar certo para tudo, e num m om ento com o esse, tudo o que ela m e dá é seu coração.

— Não acredito que você tá passando por tudo isso depois do que aconteceu com Ian.

Parece um a porra dum a brincadeira cruel do destino.

Parece isso, de certa form a, m as com Andrew parece m uito m ais do que um a brincadeira cruel.

— Garota — ela diz, pondo a m ão na m inha perna —, pensa nisto: quais são as chances de tudo que aconteceu, da form a que aconteceu, ter sido só coincidência? — Ela balança a cabeça para m im . — Desculpa, Cam , m as é coincidência dem ais. O destino de vocês dois é ficar j untos. É com o um puta conto de fadas do caralho que não dá pra inventar, sabe?

Não digo nada; fico só refletindo. Norm alm ente, eu com entaria seu linguaj ar dram ático, m as desta vez não consigo. Sim plesm ente não tenho forças.

Ela m e força a olhar.

— Fala sério, você acha que ia passar por tudo isso só pra ver esse cara m orrer?

Dói ouvi-la dizer essa palavra, m as m e contenho.

— Não sei. — Olho para as árvores no gram ado, m as não as vej o, na verdade. Só o que vej o é o rosto de Andrew.

— Ele vai ficar bem . — Natalie segura m eu rosto com as m ãos e m e olha fixam ente nos olhos. — Ele vai sair dessa, você só precisa m andar a m orte catar coquinho e dizer pra ela que esse cara é teu, sacou?

Ela m e surpreende às vezes. Agora é um desses m om entos.

Sorrio um pouco e ela enxuga as lágrim as do m eu rosto.

— Vam os procurar um Starbucks.

Natalie se levanta com sua bolsa gigante de couro preto pendurada num braço e estende a m ão para m im .

Eu reluto.

— Eu... Natalie, na verdade, eu queria ficar aqui.

— Não, você precisa se afastar dessa energia ruim por um tem po. Hospitais sugam toda a esperança da gente, você só deve voltar quando ele j á estiver no quarto e você puder m e apresentar esse filhotinho de Kellan pra m e m atar de invej a, porra. — Ela abre um sorrisão cheio de dentes.

Ela sem pre consegue m e fazer sorrir tam bém .

Eu seguro sua m ão.

— Tá — digo, cedendo.

Pegam os o Chevelle e vam os para o Starbucks m ais próxim o. Natalie ficou babando pelo carro o cam inho todo.

— Meu Deus, Cam , você tirou a sorte grande m esm o com esse cara. — Ela está sentada na m inha frente, bebericando seu latte. — Caras tão perfeitos assim são raros.

— Bom , ele não é perfeito — argum ento, girando o canudo no m eu copo. — É boca-suj a, teim oso, m e obriga a fazer coisas que não quero fazer e sem pre consegue o que quer.

Natalie sorri e chupa o seu canudinho.

Ela aponta para m im rapidam ente.

— Viu? Com o eu falei: perfeito. — Ela ri e depois revira os olhos castanhos. — E porrr favorrr; obriga a fazer o que você não quer, o cacete. Algo m e diz que você adora quando ele m anda fazer algum a coisa. — Natalie dá um tapa na m esa e arregala os olhos. — Ooooh, ele é bruto na cam a, não é? Não é? — Ela m al consegue se controlar.

Contei que tínham os transado, m as não dei exatam ente nenhum detalhe suculento.

Eu abaixo os olhos.

Ela dá outro tapa na m esa, e um suj eito sentado atrás dela olha para nós.

— Meu Deus, ele é!

— Tá, ele é! — digo entre os dentes, tentando não rir. — Agora quer parar de gritar?!

— Vai, você tem que m e dar um detalhezinho só. — Ela j unta o polegar e o indicador, para m ostrar o tam anho do detalhezinho, e aperta um olho.

Ah, foda-se. Dou de om bros, m e debruço sobre a m esa e olho para os lados para ver se ninguém está prestando atenção.

— Na prim eira vez — com eço a dizer, e a cabeça de Natalie parece parada no tem po, de olhos esbugalhados e boca aberta —, ele praticam ente m e forçou... você sabe o que quero dizer... claro que eu queria, sabe.

Ela balança a cabeça feito um boneco de m ola, m as não diz nada porque quer que eu continue.

— Percebi que ele é dom inador por natureza e não tava fazendo isso só porque falei que gosto. Tam bém percebi que ele tom a cuidado m esm o assim pra não exagerar, porque quer ter certeza de que eu tô bem .

— Ele j á foi além disso?

— Não, m as eu sei que ele irá.

Natalie sorri.

— Você é um a pequena m aníaca sexual — ela diz, e eu fico tão verm elha que não consigo erguer os olhos por um m om ento. — Parece que ele é exatam ente o que você precisava em todos os aspectos. Tirou de você coisas que nem Ian nem Christian conseguiram . — Ela olha para cim a, com o que para o céu, e diz rapidam ente: — Você sabe que eu te am o, Ian. — Beij a dois dedos e os levanta. Depois, olha para m im de novo.

— Bom , não é por isso que eu am o Andrew.

Natalie se cala na hora. Eu tam bém . Parece que todo o ar foi sugado do am biente. Eu nem m e dei conta do que estava dizendo.

Por que eu tinha que dizer isso em voz alta?

— Você tá apaixonada por ele? — ela pergunta, m as não parece tão surpresa.

Não digo nada, apenas engulo quaisquer outras palavras que estava preparada para dizer.

— Se você não estivesse apaixonada por ele depois de tudo o que vocês viveram j untos, eu ia achar que você é que tá com um tum or no cérebro.

Mesm o detestando ouvi-la usar essa expressão horrível, sei que ela não quis dizer nada com isso.

Mas apesar de seu papo j ovial e do seu j eito de m e fazer esquecer facilm ente que as coisas não estão tão boas no m om ento, j á esgotei m inha capacidade de brincar disso com ela. Fico grata por ela ter m e aj udado a esquecer a depressão e o tem or por Andrew, m esm o que só por uns m inutos, falando de sexo e conversando com o costum ávam os conversar.

Não posso m ais.

Só quero voltar para o hospital e ficar com ele.

Natalie e eu pegam os o cam inho de volta depois do pôr do sol, entram os j untas no hospital e tom am os o elevador.

— Espero que ele j á tenha term inado — digo, nervosa, olhando novam ente para aquela im agem borrada no reflexo da porta.

Sinto a m ão de Natalie pegando a m inha. Olho para o lado e vej o que ela está sorrindo com ternura.

A porta do elevador se abre e nós andam os pelo corredor.

Asher e Marna estão vindo ao nosso encontro.

A expressão dos dois faz m eu coração se precipitar para o fundo do m eu estôm ago.

Aperto a m ão de Natalie com tanta força que provavelm ente a estou esm agando.

Quando Asher e Marna ficam frente a frente conosco, lágrim as rolam soltas pelo rosto dela. Marna m e abraça e diz, trem endo:

— Andrew entrou em com a... os m édicos acham que ele não vai resistir.

Eu m e afasto dela.

Qualquer barulhinho, do ar saindo dos dutos no forro até as pessoas passando por nós no corredor, desaparece num instante. Sinto a m ão de Natalie tentando pegar a m inha, m as a afasto autom aticam ente e continuo a cam balear para trás, com as m ãos apertadas no coração. Não consigo respirar... não consigo respirar. Vej o os olhos de Asher, cheios de lágrim as, m e fitando, m as desvio os m eus. Desvio porque ele tem os m esm os olhos de Andrew, e não consigo suportar.

Marna m exe na bolsa e tira um envelope. Ela se aproxim a de m im cautelosam ente, tom a m inhas duas m ãos e coloca o envelope nelas.

— Andrew queria que eu te entregasse isto se algum a coisa acontecesse com ele. — Ela dobra m eus dedos sobre o envelope, usando os seus. Não baixo os olhos; continuo olhando para ela, com as lágrim as encharcando m eu rosto.

Não consigo respirar...

— Eu sinto m uito — Marna diz com voz trêm ula —, preciso ir em bora. — Ela afaga m inhas m ãos com ar m aternal. — Você sem pre será bem -vinda na m inha casa e na m inha fam ília. Por favor, lem bre-se disso.

Ela quase cai, e Asher passa o braço por sua cintura e a acom panha pelo corredor.

Fico ali parada, no m eio. Algum as enferm eiras passam , m as desviam de m im . Sinto o vento roçando o m eu rosto de leve quando elas passam . Levo um a eternidade para tom ar coragem e olhar para o envelope em m inhas m ãos. Estou trem endo. Meus dedos am assam a aba do envelope.

— Me deixa aj udar — ouço Natalie dizer, e estou fora de m im dem ais para protestar.

Ela tira o envelope das m inhas m ãos com cuidado e o abre para m im , desdobrando lentam ente a carta que ele contém .

— Quer que eu leia pra você?

Olho para ela, m eus lábios trem endo sem controle, e balanço a cabeça quando finalm ente entendo a pergunta.

— Não... m e deixa ler...

Ela m e entrega a carta e eu term ino de desdobrá-la, m inhas lágrim as pingando no papel enquanto leio:

Cam ry n, m eu am or,

eu não queria que fosse assim . Queria te dizer estas coisas pessoalm ente, m as tinha m edo. Tinha m edo que se eu dissesse em voz alta que te am ava, o que a gente viveu j untos fosse m orrer com igo. A verdade é que eu sabia, no Kansas, que era você. Te am ei desde aquele dia em que olhei nos teus olhos pela prim eira vez, m e encarando do alto da poltrona daquele ônibus. Talvez eu não soubesse disso ainda, m as percebi que algum a coisa aconteceu com igo naquele m om ento, e que eu j am ais poderia abrir m ão de você.

Nunca vivi da form a com o vivi durante m inha curta convivência com você. Pela prim eira vez na vida, m e senti inteiro, vivo, livre. Você foi a peça da m inha alm a que faltava, o ar nos m eus pulm ões, o sangue nas m inhas veias. Acho que se existem m esm o vidas passadas, então fom os am antes em cada um a delas.

Conheço você há pouco tem po, m as parece que conheço desde sem pre.

Quero que você saiba que m esm o na m orte vou m e lem brar de você. Eu sem pre vou te am ar. Queria que as coisas tivessem sido diferentes. Pensei em você m uitas noites na estrada. Ficava olhando para o teto nos m otéis e im aginava com o seria nossa vida j untos, se eu sobrevivesse. Tive um ataque de pieguice e pensei em você de véu e grinalda, e até m esm o com um m inim im na barriga. Sabe, sem pre ouvi dizer que com er m ulher grávida é um a delícia. ;-)

Mas lam ento ter que te deixar, Cam ry n, lam ento tanto... Queria que a história de Orfeu e Eurídice fosse real, porque aí você poderia m e trazer de volta à vida cantando. Eu não ia olhar pra trás. Não ia ferrar tudo, com o Orfeu.

Eu lam ento tanto, am or...

Quero que você m e prom eta que vai continuar forte, linda, doce e m eiga. Quero que você sej a feliz e encontre alguém que te am e tanto quanto eu am ei. Quero que você se case e tenha filhos e viva a sua vida. Apenas se lem bre sem pre de ser você m esm a, e não tenha m edo de dizer o que pensa, nem de sonhar em voz alta.

Espero que você nunca m e esqueça.

Mais um a coisa: não se sinta culpada por não ter dito que m e am ava. Não precisava dizer. Eu sabia disso o tem po todo.

Com Am or, Sem pre,

Andrew Parrish

Caio de j oelhos no m eio do corredor, com a carta de Andrew entre os dedos.

E essa é a últim a coisa que lem bro daquele dia.

Dois m eses depois...

40

O SOL ESTÁ BRILHANDO e não há um a nuvem no céu. Ouço até pássaros cantando. Acho que é perfeito para um dia com o este. O salto do m eu sapato afunda num a parte m acia da gram a. Estou usando um lindo vestidinho branco e am arelo de verão, um pouco acim a do j oelho. Meu cabelo está preso num a trança de um lado só, com o Andrew sem pre insistiu que eu usasse. Minhas m ãos estão dobradas na m inha frente enquanto olho para a lápide onde está escrito PARRISH em grandes letras em baixo-relevo. Achei difícil vir aqui, m as era preciso fazer isso há m uito tem po.

Continuo olhando para baixo, com o pensam ento longe, para o m onte de terra argilosa que ainda parece fresca, m esm o dois m eses depois do enterro. Nem as repetidas chuvas parecem tê-lo achatado um pouco. Olho para os outros túm ulos, a m aioria deles j á coberta por gram a, e não consigo m e sentir triste, só reconfortada, com o se estas pessoas, em bora j á tendo ido em bora para todos nós, tivessem a com panhia um as das outras.

Duas m ãos abraçam m inha cintura por trás.

— Obrigado por ter vindo aqui com igo, am or — Andrew diz no m eu ouvido, e então beij a m inha bochecha.

Pego a m ão dele e o puxo para o m eu lado, e olham os um a últim a vez para o túm ulo do seu pai, j untos.

Partim os do Wy om ing m ais tarde naquela noite, m as de avião. Nossos planos de viaj ar pelo m undo foram apenas adiados. Depois do com a e da cirurgia de Andrew, ele com eçou a se recuperar em três sem anas. Os m édicos ficaram tão surpresos quanto todos nós, m as ele ainda precisava de tem po para se recuperar totalm ente, por isso fiquei com ele desde então, m orando em Galveston. Ele tem fisioterapia um a vez por sem ana, m as j á parece nem precisar m ais.

Andrew insistia para que tirássem os a bunda do sofá e pegássem os a estrada, com o planej am os — está sofrendo daquela sensação de ter um a segunda chance na vida, que o torna m ais ansioso do que nunca para fazer de tudo. Até lavar louça ou roupa é um a curtição pra ele, caram ba. Mas sua m ãe e eu o proibim os term inantem ente de exagerar ou se esforçar dem ais. Andrew não gosta disso, m as não é nem bobo de enfrentar nós duas j untas.

Nós vam os literalm ente enchê-lo de porrada.

Mas Andrew e eu ainda planej am os viaj ar pelo m undo e cum prir nossa prom essa de não nos atolarm os na m onotonia da vida. Nada disso m udou, e sei que nunca vai m udar.

Natalie voltou para a Carolina do Norte, e nos falam os todo santo dia. Agora ela está saindo com Blake, o cara que Dam on atacou naquela noite no telhado do clube. Sorrio quando penso que os dois estão j untos. Quando falo com eles no Sky pe, percebo que foram feitos um para o outro. Pelo m enos por enquanto; com Natalie, nunca se sabe o que vai acontecer. Dam on, por outro lado, acabou preso por posse de drogas. Ele é reincidente e deve passar um ano na cadeia, desta vez. Talvez aprenda com seus erros, m as eu duvido.

Quanto ao m eu irm ão, porém , acho que Andrew tinha razão. Andrew e eu fom os de avião para a Carolina do Norte visitar a m inha m ãe, e, durante nossa estada, fom os com ela visitar Cole na prisão. Ele parece diferente, sentindo rem orso de verdade. Vej o isso nos seus olhos. Ele e Andrew se deram m uito bem . Acho que talvez m eu irm ão volte a ser o irm ão m ais velho que eu conheci, quando sair da prisão. E com a aj uda de Andrew, perdoei Cole pelo que ele fez. Sem pre vou sofrer pela fam ília que ele destruiu ao m atar aquele hom em no acidente, m as percebi que o perdão cura m uitas coisas.

Minha m ãe continua saindo com Roger. Na verdade, eles vão se casar nas Baham as em fevereiro. Estou m uito feliz por ela. Consegui conhecer Roger e usar m eu radar antibabacas, e fico feliz em dizer que ele passou com louvor. Mam ãe quase não fica m ais em casa; ele está sem pre arrastando-a para algum lugar.

E ela m erece tudo isso.

A m ãe e os irm ãos de Andrew m e receberam na fam ília de braços abertos. Asher e eu ficam os m uito am igos. E por m ais beligerante que eu sem pre tenha achado Aidan, tam bém o adoro. Na verdade, ele nunca foi sacana com Andrew. Sinceram ente, Andrew fez por m erecer. Aidan e sua esposa, Michelle, falam com igo e de m im com o se eu fosse esposa de Andrew. Isso sem pre m e faz corar. O m ais im portante é que Andrew e Aidan estão se dando bem . Antes que Aidan e Michelle voltassem para Chicago depois de um a rápida visita, sem ana passada, eu sorri vendo os dois se provocando e se atracando na sala de estar. Quase quebraram a TV, m as eu e Michelle ficam os rindo e deixam os que os dois descarregassem a testosterona de m acho alfa.

E hoj e... bem , hoj e o dia vai ser um pouco diferente para Andrew.

Entro na sala, onde ele está refestelado no sofá, vendo Prom etheus.

Ele estende a m ão para m im quando m e aproxim o.

— Não — digo, balançando a cabeça —, preciso que você se levante.

— Que foi, gata? — Ele se levanta do sofá e coça a cabeça. Seu cabelo j á está crescendo, m as ele ainda não se acostum ou com a sensação, especialm ente perto da cicatriz da cirurgia.

Andrew põe os pés no chão para ficar m ais sentado e eu entro no m eio de suas pernas, passando as m ãos na sua cabeça. Ele beij a um dos m eus pulsos, depois o outro.

— Vem com igo. — Aponto com a cabeça, segurando seus dedos, e ele m e segue até o quarto.

Com o sem pre, quando o levo para o quarto, ele autom aticam ente acha que é algo sexual, e seus tentadores olhos verdes brilham com o os de um garoto.

— Só quero que você se deite com igo um pouco — digo, tirando toda a roupa.

Ele parece um tanto confuso, m as é tão bonitinho.

— Tá — ele diz, sorrindo. — Quer que eu fique pelado tam bém ? Eu fico, não tem problem a. Por que é que eu tô perguntando, caram ba? — Ele com eça a se despir.

Andrew se deita ao m eu lado e nos olham os, aproxim ando nossos corpos e trançando as pernas. Ele m e abraça e então seus dedos traçam a m inha tatuagem de Orfeu, que fiz há duas sem anas. É perfeita, totalm ente alinhada com a de Andrew. Quando nos deitam os j untos assim , os dois desenhos se tornam um só.

— Você tá bem , am or? — Andrew m e olha, curioso, as pontas dos seus dedos roçando m inhas costelas.

Sorrio e beij o sua boca.

Então m e afasto só um pouco e pego sua m ão, deslizando-a para a m inha tatuagem , para a parte que cobre a m inha barriga.

— Adoro m inha tatuagem , am or — m urm uro no pequeno espaço entre nossos rostos —, m as acho que daqui a uns sete m eses e m eio, Orfeu vai ficar um pouco esticado.

Andrew pisca, confuso, e leva alguns segundos para entender o que eu disse.

Sua cabeça se afasta num m ovim ento atordoado, e depois de um a pausa, ele ergue o corpo.

— Vai nascer em m aio.

Prim eiro ele arregala os olhos; está atordoado e sem palavras, m as então consegue dizer:

— Você tá grávida? — A m ão dele vai im ediatam ente para a m inha barriga.

Sua reação m e faz sorrir ainda m ais.

Suas covinhas afundam m ais enquanto ele m e olha, e quando dou por m im , sua língua está na m inha boca. O beij o tira o m eu fôlego e ele m e ergue em seus braços no m eio da cam a.

— Casa com igo — ele diz, e agora sou eu que fico atordoada e sem palavras. — Eu ia te pedir am anhã à noite, quando a gente saísse, m as agora não posso esperar. Casa com igo.

Com eço a chorar, e ele m e abraça de novo e m e beij a m ais.

Quando ele finalm ente se afasta e m e olha nos olhos de novo, respondo: — Sim , vou m e casar com você, Andrew Parrish.

— Eu te am o tanto, porra — ele diz, m e beij ando de novo. Então ele segura m eu rosto.

— E agora vou com er você grávida.

O que posso dizer? Este é Andrew, e eu não m udaria nada nele.

SOBRE A AUTORA

Jessica Ann Redm erski nasceu em Little Rock, Arkansas, em 25 de novem bro de 1975.

Ela m ora no Arkansas com seus três filhos e um cão m altês.

www.j essicaredm erski.com

Docum ent Outline

· Capa

· Folha de Rosto

· Crédito

· Sum ário

· Dedicatória

· 1

· 2

· 3

· 4

· 5

· 6

· 7

· 8

· 9

· 10

· 11

· 12

· 13

· 14

· Andrew Joga a Mochila

· 15

· 16

· 17

· 18

· 19

· 20

· Ouço Andrew Bater

· 21

· Derreto Com pletam ente

· 22

· Ele Passou

· 23

· 24

· 25

· A Porta do Meu Quarto

· 26

· 27

· 28

· 29

· 30

· O Sexo Sem pre Muda Tudo

· 31

· 32

· 33

· 34

· 35

· 36

· 37

· 38

· 39

· 40

· Sobre a Autora

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