Entre o Agora e o Nunca

J. A. Redmerski · Capítulo 31 de 33

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Entre o Agora e o Nunca

Acho que Eu Não deveria ter trazido…

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ACHO QUE EU NÃO deveria ter trazido Cam ry n aqui, porque ela é esperta, e eu sabia que ela iria detectar a m enor flutuação na conversa. Mam ãe tam bém não dificultou m uito as coisas para Cam ry n. Mas este encontro entre as duas é im portante, e fiz o que eu tinha que fazer.

Atravesso a sala e o corredor até o quarto da m inha m ãe. Ela está de pé, m e esperando ali. Chorando.

— Mãe, não faz isso, por favor. — Eu a abraço, segurando sua nuca com a m ão.

Ela funga, tosse e tenta parar de chorar.

— Andrew, por favor, vá falar com ele e...

— Mãe, não. Escuta. — Eu a afasto com cuidado do m eu peito e olho para ela, segurando-a pelos om bros. — Já passou tem po dem ais. Adiei dem ais e você sabe disso.

Adm ito que devia ter ido há oito m eses, m as não fui, e agora é tarde dem ais.

— Você não tem certeza. — Lágrim as correm pelo seu rosto.

Abrando m inha expressão, m as sei que ela não vai m e ouvir, por m ais que eu tente ser convincente.

— Tá pior agora — digo. — Olha, só queria que você conhecesse Cam ry n. Ela é m uito im portante pra m im . Vocês duas são m uito im portantes pra m im , e acho que precisam se conhecer...

Minha m ãe põe a m ão diante do m eu rosto e gesticula para m im .

— Não consigo falar disso — diz com voz sufocada —, não consigo e pronto. Vou fazer o que você quiser e, filho, j á adoro a m enina. Já percebi que ela é m aravilhosa. Consigo ver que ela é diferente de todas as garotas com quem você se envolveu. E ela é im portante pra m im , não só porque é im portante pra você, m as por causa de tudo que ela te deu.

— Obrigado — digo, tentando não chorar tam bém .

Minhas m ãos caem dos seus om bros.

Mexo no m eu bolso de trás, tiro um envelope dobrado e ponho nas m ãos relutantes da m inha m ãe. Eu beij o sua testa.

Ela se recusa a olhar para o envelope. Para ela, é algo final. Para m im , diz todas as coisas que não vou conseguir dizer.

Minha m ãe balança a cabeça e m ais lágrim as vertem dos seus olhos. Ela deixa o envelope sobre a penteadeira e pega um lenço de papel de um a caixa perto da cam a.

Enxugando as lágrim as da face e fungando, ela tenta se recom por antes de voltar para a sala de estar e ver Cam ry n.

— Por que você não conta pra ela, Andrew? — m inha m ãe diz, se virando para m e olhar da porta do quarto. — Você devia avisar, pra vocês dois poderem fazer as coisas que sem pre quiseram fazer antes que...

— Não posso — digo, e m inhas próprias palavras abrem um buraco em m eu peito. — Quero que tudo aconteça norm alm ente, e não forçado a acontecer antes por causa de outra coisa.

Ela não gosta da m inha resposta, m as entende.

Saím os j untos do quarto, e ela está sorrindo o quanto pode, por Cam ry n, quando voltam os para a sala de estar.

Cam ry n conserva o sorriso tam bém , m as está estam pado em seu rosto que ela sabe que m inha m ãe chorou.

Mam ãe anda até Cam ry n, e ela instintivam ente se levanta.

— Desculpe por ter que abreviar esta visita — m inha m ãe diz, abraçando Cam ry n —, m as Asher acabou de m e dar um a m á notícia sobre um parente. Espero que você entenda.

— Claro — Cam ry n diz, com o sem blante endurecido pela preocupação. Ela olha rapidam ente para m im . — Lam ento ouvir isso. Espero que a senhora fique bem .

Minha m ãe balança a cabeça e força um sorriso em seus olhos lacrim ej antes.

— Obrigada, querida. Diz pro Andrew trazer você quando quiser, você é sem pre bem -vinda aqui.

— Obrigada — Cam ry n diz baixinho, e resolve abraçar m inha m ãe de novo.

— Andrew, o que foi tudo aquilo? — ela pergunta antes m esm o que eu feche a porta do carro.

Suspiro e viro a chave na ignição.

— É só briga de irm ão — digo, tentando não olhar para ela ao m eu lado. Dou a partida e engato a ré. — Mam ãe fica nervosa quando Aidan e eu brigam os.

— Você tá m entindo.

Estou, e vou continuar m entindo.

Olho rapidam ente para ela e dou ré para a rua.

— Ela só não quis envolver você — digo, e o resto da m entira com eça a se form ar. — Mas é por causa do enterro do m eu pai. Viu com o ela não falou disso na tua frente? Me levou pro quarto dela pra conversar pra te poupar.

Ela ainda não está acreditando totalm ente, m as posso ver que está com eçando.

— Então que papo foi aquele de um a m á notícia sobre um parente?

— Não tem m á notícia nenhum a — digo. — Ela só queria falar com igo, aí contei pra ela que briguei com Aidan por telefone antes de a gente sair do apartam ento, e ela ficou chateada.

Cam ry n suspira e olha pela j anela.

— Minha m ãe gostou de você de verdade.

Ela olha para m im . De início, tenho a sensação de que quer continuar falando de Aidan, m as ela deixa quieto.

— Bom , ela é um doce de pessoa — Cam ry n diz. — Você e Aidan (ela diz o nom e dele com ênfase, com o se não acreditasse totalm ente na m inha m entira) deviam tentar conviver m elhor, pra não deixá-la tão triste.

Mesm o fora de lugar, é um bom conselho.

— Am or, olha, desculpa; talvez eu devesse ter esperado m ais pra te trazer pra conhecê-la.

— Tudo bem — ela diz, e desliza para o m eu lado. — Fiquei feliz por você ter m e trazido. Me senti... especial.

Acho que agora ela acredita em m im , ou talvez estej a apenas tentando em purrar o pressentim ento para o fundo de sua m ente, porque se deu conta de que não vou revelar a verdade tão cedo.

Passo o braço ao redor dela.

— Mas você é especial.

Ela deita a cabeça no m eu peito.

— Você não contou pra ela que a gente vai partir am anhã.

— Eu sei, m as vou contar. Posso ligar pra ela hoj e à noite e contar. — Eu a aperto de leve. — Agora que ela j á te conheceu e se apaixonou, acho que vai ficar m enos preocupada por eu estar fazendo algo tão anorm al.

Cam ry n enfia a m ão entre as m inhas coxas e sorri para m im .

— E agora só falta eu contar pra m inha m ãe. — Ela ergue o corpo de repente, com o se tivesse acabado de ter um a ideia. — Posso deixar pra contar quando a gente passar pela Carolina do Norte, aí a gente faz um a visita e eu te apresento.

Seus olhos azuis estão radiantes em seu rosto sorridente.

Sorrio tam bém e balanço a cabeça.

— Quer levar alguém com o eu pra tua casa e m e apresentar pra tua m ãe? E se ela bater o olho nas m inhas tatuagens e te proibir de ficar com igo? — eu brinco.

— Sem chance — ela diz, rindo um pouco. — É m ais fácil ela se apaixonar por você.

— Uau, vou traçar um a loba!

Seus olhos praticam ente saltam das órbitas, e eu j ogo a cabeça para trás, gargalhando.

— Am or, tô brincando!

Ela rosna para m im e respira fundo, irritada, m as tam bém não consegue disfarçar m uito bem seu bom hum or.

— Ei, você j á... bem ...?

Ela não consegue dizer isso em voz alta, e eu acho hilário.

— Se j á transei com um a m ulher m ais velha? — digo com um sorrisinho.

Esse assunto é claram ente constrangedor para Cam ry n, m as foi ela que perguntou, portanto, estou com pletam ente livre para torturá-la com isso o m áxim o possível.

— Já, sim .

Ela vira a cabeça bruscam ente e arregala os olhos m ais ainda do que antes.

— Transou nada!

Rio ao m esm o tem po que confirm o:

— Transei, sim .

— Qual a idade dela? Ou... delas? — Ela inclina a cabeça, m as sem m over os olhos.

O plural parece um território perigoso, de repente, m as quero ser com pletam ente sincero com ela. Bom , pelo m enos sobre esses assuntos...

Ponho a m ão na perna dela.

— Foram poucas vezes. Um a tinha uns 38 anos, que pra m im não é m uito diferente de 28. Mas tam bém dorm i com um a m ulher de uns 43.

O rosto de Cam ry n está quente de tão verm elho, m as ela não está com ciúm es ou zangada. Mas acho que pode estar um pouco... preocupada.

— E do que você gosta m ais? — ela pergunta, m uito cautelosam ente.

Tento não sorrir.

— Am or, a questão não é a idade — adm ito. — Tipo, não curto vovozinhas, nada disso, m as acho que dá pra foder qualquer m ulher, por m ais velha que sej a, se ela conseguir se m anter gostosa.

— Ai m eu Deus! — Cam ry n ri. — Depois eu é que sou boca-suj a!

Ela se recupera do choque do que eu disse e insiste: — Você não respondeu à m inha pergunta.

— Tecnicam ente, respondi — retruco, para bagunçar m ais um pouco a cabecinha dela.

— Você perguntou do que gosto m ais, e não há um a resposta definitiva para a sua pergunta, apenas generalidades.

Sei exatam ente o que ela quis perguntar, e tenho certeza de que ela sabe disso. Mas nunca perco um a oportunidade de vê-la se retorcer.

Ela estreita os olhos para m im .

Eu rio e finalm ente abro o j ogo.

— Am or, você é a m elhor transa que j á tive — digo, e ela estufa os lábios com o quem diz: Ah, tá, você só diz isso porque sou a m ais recente. — E tô falando sério, Cam ry n. Não tô tentando encher tua cabeça só porque você tá com igo agora, pra valorizar m eu patrim ônio.

Ela sorri e revira os olhos, m as agora acredita no que eu disse. Eu a puxo m ais para perto de m im , e ela fica feliz em deitar a cabeça de novo no m eu peito.

— Você é a m elhor transa que j á tive porque com você consegui um a coisa que nunca consegui de nenhum a outra garota.

Ela vira a cabeça para cim a para m e olhar, esperando para saber o que seria isso.

Sorrio para ela e digo:

— Eu desvirginei tua inocência, te deixei m ais à vontade com tua sexualidade. E isso m e enche de tesão.

Cam ry n ergue o corpo e beij a m eu queixo.

— Você só gosta de m im por causa daquele boquete na estrada.

Olho para cim a e sorrio.

— Bom , eu gostei m uito, m uito, m uito daquele boquete, m as não, am or, não gosto de você só por causa disso.

Acho que Cam ry n finalm ente se sente j ustificada de novo. Ela aj eita a cabeça no m eu peito e m e aperta, passando o braço direito sobre a m inha barriga.

Não dizem os nada o resto do cam inho até m eu apartam ento. Sinto que o silêncio dela é m enos som brio do que o m eu. Mas não quero que ela se preocupe nem sofra. Agora não. Nem nunca. É inevitável, m as quero adiar isso o m áxim o possível.

Passam os quatro horas vendo film es na sala de estar, os dois espalhados no sofá. Eu a seguro em m eus braços e a beij o enquanto ela tenta prestar atenção num a cena im portante, e enfio a língua no seu ouvido só para que ela grite o quanto é noj ento. Ela fica tão lindinha quando está com noj o, portanto, é culpa dela se faço isso toda hora.

Jogam os pipoca um na boca do outro e m arcam os o placar. Ela ganha de m im por 6 a 4

antes de desistirm os e com eçarm os a com er a pipoca, em vez de brincar com ela. E eu a apresento à m inha planta, Georgia, que não m orreu na m inha ausência. Cam ry n m e contou de um vira-lata que ela adotou de um abrigo para anim ais e batizou de BeeBop, e eu digo o quanto sinto pena do cachorrinho por ter recebido um nom e tão besta. Por coincidência, BeeBop m orreu de insuficiência cardíaca congestiva, com o m eu cachorro e m elhor am igo, Maxim us. Mostrei fotos dele, e ela tinha um a sua j unto com BeeBop, tam bém . O bicho era tão feio que chegava a ser bonitinho.

Falam os por horas e horas, até que ela sobe no m eu colo no sofá, ficando a cavalo sobre m im . Ela encosta o corpo no m eu e diz, tão baixinho que m inhas entranhas trem em :

— Vam os pra cam a...

Levanto com as pernas dela ainda em volta da m inha cintura, segurando sua bunda com as m ãos, e a carrego para o quarto. Tiro toda a roupa e m e deito no m eio da cam a.

Eu j á estava de pau duro antes de trazê-la para cá. E fico vendo Cam ry n se despir lentam ente na m inha frente, tirando não só a roupa, m as tam bém seu sem blante norm alm ente tím ido. Ela sobe em cim a de m im do pé da cam a e se posiciona no m eu colo, até sentir que estou encaixado no m eio de seus lábios quentes. Ela não tira os olhos de m im enquanto se curva para aproxim ar sua boca da m inha, beij ando m eu peito e lam bendo ao redor dos m eus m am ilos. Mantenho o calor de suas coxas nas m inhas m ãos até que ela m e beij a e eu passo a apertar seus seios.

— Você é tão gostosa — m urm uro perto de sua boca, pouco antes que ela tire m eu fôlego com um beij o.

Eu a forço de leve em baixo, e ela corresponde à pressão um pouco m ais, m e provocando e m e fazendo querer m eter fundo dentro dela. Mas agora é ela que está no controle, e eu deixo de bom grado.

Ela interrom pe o beij o e beij a um lado do m eu pescoço e depois o outro, sem pre m exendo seus quadris tão lentam ente que m eu desej o aum enta m ais e m ais.

— Quero te deixar m olhada antes — sussurro para ela, segurando com força sua bundinha. Ela j á está m olhada, m as a questão não é essa. — Sobe aqui, am or — digo, levantando o queixo para indicar o m eu rosto.

Ela lam be m eus lábios prim eiro, e depois com eça a levantar o corpo, e eu m e deito um pouco m ais para lhe dar espaço.

Não perco tem po quando suas coxas envolvem m inha cabeça e com eço a lam bê-la furiosam ente, chupando seu clitóris com tanta força que ela com eça a apertar os quadris no m eu rosto, se segurando na cabeceira da cam a. Ela tá m olhada pra caralho. Quando com eça a gem er e choram ingar, eu paro. E ela sabe por quê. Sabe que quero que ela goze com igo.

Cam ry n desce de novo pelo m eu corpo e se senta no m eu colo, se esfregando no m eu pau antes de pegá-lo com a m ão.

Quando ela se encaixa em m im lentam ente, am bos gem em os e estrem ecem os.

Depois de um a noite fazendo am or, ela adorm ece em m eus braços e eu a abraço, sem querer soltá-la j am ais. Eu choro baixinho com o rosto m ergulhado na m aciez do seu cabelo até pegar no sono tam bém .

CAMRYN